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Alice Cooper grava com a sua antiga banda em Paranormal

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Por Fabian Chacur

Alice Cooper voltará a lançar um álbum de estúdio após seis anos. Seu novo trabalho, intitulado Paranormal, chegará às lojas físicas e virtuais a partir do dia 28. No Brasil, sairá em parceria do selo nacional Shinigami Records com a Ear Music. Será uma versão em formato de CD duplo, e um dos grandes atrativos é a participação de músicos de sua antiga banda, com a qual atuou entre 1969 e 1974.

O primeiro CD traz músicas inéditas gravadas em Nashville e produzidas por Bob Ezrin, que trabalhou com Alice em álbuns clássicos de sua bela discografia, entre eles Welcome To My Nightmare (1975), o primeiro que ele gravou como artista-solo. O álbum conta com faixas como Paranormal e Paranoiac Personality, e inclui participações especiais de Billy Gibbons (guitarrista do ZZ Top), Larry Mullen (baterista do U2) e Roger Glover (baixista do Deep Purple).

O segundo CD tem duas canções inéditas gravadas em estúdio, nas quais Cooper é acompanhado por Dennis Dunaway (baixo), Neal Smith (bateria) e Michael Bruce (guitarra), integrantes de sua banda original. As músicas são Genuine American Girl e You And All Of Your Friends. Também estão neste CD seis gravações ao vivo realizadas em 2016 nos EUA com sua banda atual de clássicos como School’s Out, Feed My Frankenstein, Billion Dólar Babies e No More Mr. Nice Guy.

Alice tocou recentemente ao vivo com seus ex-colegas de banda, e está programada para este ano turnê com eles no Reino Unido. Um único músico daquela formação estará de fora, o guitarrista Glen Buxton, que infelizmente nos deixou em 1997. A atual banda do roqueiro americano inclui Ryan Roxie (guitarra), Glen Sober (bateria), Chuck Garric (baixo), Nita Strauss (guitarra) e Tommy Henriksen (guitarra).

Paranormal– Alice Cooper:

Stevie Nicks regrava o seu hit Gypsy para abrir nova série

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Por Fabian Chacur

Trinta e cinco anos após o seu lançamento, em 1982, a música Gypsy volta aos holofotes da cultura pop. Sua autora, a cantora e compositora americana Stevie Nicks, a regravou para a abertura da série Gypsy, cuja primeira temporada composta por dez episódios a Netflix disponibilizará para os seus assinantes a partir desta sexta-feira (30).

A criadora da atração, Lisa Rubin, afirmou ter se inspirado no registro original da canção, feita pelo grupo Fleetwood Mac (do qual Stevie faz parte), para escrever seu roteiro. Ao saber disso, a cantora se ofereceu para fazer uma regravação solo dessa música, que contou com a produção de Greg Kurstin, conhecido por trabalhos com Adele e Sia.

Segundo ela, a nova versão, basicamente centrada no formato voz e piano, está mais próxima da forma original como a canção foi concebida. A série será estrelada pela atriz Naomi Watts, estrela de King Kong e Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos e o ator Billy Crudup, este último celebrizado pelo papel do guitarrista Russell Hammond no maravilhoso filme Quase Famosos (Almost Famous-2000).

Gypsy foi escrita em 1979, e inicialmente era cogitada para entrar em seu primeiro álbum solo, Bella Donna (1981). No entanto, acabou ficando para o repertório do Fleetwood Mac, e lançada no CD Mirage (1982), que atingiu o primeiro posto na parada americana naquele ano. Lançada no formato single, Gypsy atingiu o posto de nº 12 nos EUA, e é um dos principais hits da carreira dessa grande diva do rock.

Gypsy (releitura)- Stevie Nicks:

Surrealistic Pillow faz 50 anos como um marco psicodélico

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Por Fabian Chacur

Um bom disco de estreia que vendeu muito pouco, duas alterações importantes na formação e certamente o olhar atento da gravadora RCA Records (hoje, Sony Music), não muito afim de encarar outro fracasso comercial. Eis o clima envolvendo o lançamento de Surrealistic Pillow, o segundo álbum do grupo americano Jefferson Airplane, que chegou às lojas americanas em fevereiro de 1967.

A banda criada em 1965 pelo cantor e compositor Marty Balin na cidade de San Francisco vivia um momento de transição. Paul Kantner (vocal, guitarra e composições), Jack Casady (baixo) e Jorma Kaukonen(guitarra) procuravam substitutos para duas posições importantes. A boa vocalista Signe Toly Anderson preferiu largar o mundo do rock para criar o seu primeiro filho ao lado de um ativista político, afastando-se dos shows e da estrada para isso.

A saída de Skip Spence era previsível. Afinal de contas, não se tratava de um baterista de fato, e sim de cantor e compositor. Balin cismou que o cara seria o seu baterista, e durante um tempo, isso se materializou. Só que Spence era muito talentoso, e decidiu partir para montar a sua própria banda, a Moby Grape, que se tornaria cultuada no cenário do psicodelismo, e depois investiria em uma carreira-solo.

Jefferson Airplane Takes Off equivale a uma boa estreia, mostrando uma banda bem entrosada com uma sonoridade na linha do folk-country-rock e elementos do então emergente psicodelismo. Em alguns momentos, soavam muito próximos ao som do The Mamas & The Papas, um dos grandes sucessos do rock naquele momento. Mas as duas baixas ajudariam sua sonoridade a tomar rumos próprios e mais originais.

Como baterista, entrou no time Spencer Dryden, mais velho do que os outros integrantes e com forte formação jazzística. Nos vocais, uma surpresa: Grace Slick, que era a cantora de uma banda que tentava rivalizar com o Airplane na cena de San Francisco, a Great Society. Quando recebeu o convite para trocar de time, a cantora, compositora e pianista não pensou duas vezes. Ela sabia que teria muito mais chances de atingir o estrelato com o outro time.

Se Dryden se encaixou feito luva com Jorma e Casady, dois músicos com grandes recursos técnicos, Grace se mostrou ideal para impulsionar a banda rumo ao primeiro time do rock americano. Carismática, vozeirão e de uma beleza agressiva, ela de quebra ainda trouxe duas músicas do repertório do Great Society, a de sua autoria White Rabbit e Somebody To Love, de seu ex-cunhado Darby Slick. Bingo!

Foram exatamente essas duas canções que abriram as portas das paradas de sucesso para o JA. Lançada em single em abril de 1967, Somebody To Love atingiu o 5º posto na parada ianque e se tornou um dos hinos do chamado Verão do Amor. Por sua vez, White Rabbit virou um marco do psicodelismo, com seu andamento inspirado no Bolero de Ravel e letra baseada em Alice no País das Maravilhas. Saiu como single em junho daquele ano e chegou ao 8º lugar nos charts.

Embora excelentes, essas canções são apenas a ponta do iceberg aqui analisado. Surrealistic Pillow é uma das obras primas do rock psicodélico, e um dos campeões de vendagem nesse segmento roqueiro. Traz como característica canções mais concisas do que a média do estilo, mas com muita invenção e diversidade, além de uma performance vocal e instrumental dignas de uma banda do seu porte.

Além do incrível entendimento entre Dryden, Casady e Kaukonen, o Airplane trazia como armas o fato de ter três grandes vocalistas (com Jorma como uma espécie de D’Artagnan, cantando vez por outra). A voz potente de Grace se encaixou feito luva com a interpretação apaixonada e intensa de Marty Balin, e com o vocal de alcance médio, mas muito bem colocado, de Paul Kantner. Um trio de forte calibre.

O álbum possui várias colorações sonoras. She Has Funny Cars e 3/5 Of a Mile in 10 Seconds são dois rocks incisivos. My Best Friend (de Skip Spence) e How Do You Feel (do obscuro Tom Mastin) são as que mais se assemelham ao estilo do álbum de estreia, e são boas. O lirismo de Balin se manifesta na intensa Today e na introspectiva e dolorida Comin’ Back To Me. Jorma esbanja técnica e categoria na instrumental Embryonic Journey, que é só ele no violão e nada mais.

D.C.B.A-25 mostra Paul Kantner e Grace Slick terçando vozes, eles que acabaram se tornando um casal durante os anos de ouro do Airplane. O álbum se encerra com a vibrante Plastic Fantastic Lover, conduzida por uma levada compassada de bateria e uma linha de baixo genial, sendo que o vocal meio falado de Balin pode ser considerado como uma espécie de pré-rap. Não sei como nenhum artista dessa área pensou em regravá-la, tão óbvio é se associar seu pioneirismo nessa direção.

Surrealistic Pillow tornou o Jefferson Airplane popular, atingindo o 3º lugar na parada americana e abrindo os caminhos para que a banda se tornasse uma das mais cultuadas naqueles anos de ouro do rock, com direito a participações marcantes nos festivais de Monterey (1967), Woodstock e Altamont (ambos em 1969). Abriria as portas para discos ainda melhores, mas isso fica para uma futura resenha.

Surrealistic Pillow- Jefferson Airplane (em streaming):

Os Rolling Stones provam que óbvio também pode ser genial

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Por Fabian Chacur

Nada mais óbvio para uma banda que tirou o seu nome de um clássico do blues (Rollin’ Stone, do genial Muddy Waters) do que gravar um álbum totalmente dedicado a esse gênero musical, não é mesmo? Pois essa obra demorou 54 anos para se concretizar. E quer saber? Valeu, e como, a espera. Blue & Lonesome, novo álbum da banda de Mick Jagger, prova de que às vezes o óbvio também pode ser genial e instigante.

O blues faz parte desde sempre do repertório desta seminal banda inglesa. Não faltam exemplos de standards blueseiros relidos com categoria por eles, como I Just Want To Make Love To You, Little Red Rooster e Love in Vain, só para citar três. Isso, sem contar as composições próprias que se valeram de elementos desse gênero fundamental para o surgimento de jazz, rock and roll e tantas outras sonzeiras de primeiríssima linha.

Das várias possibilidades de se realizar um trabalho desse porte, os Stones optaram pela mais adequada a eles. Ou seja, selecionaram um repertório maravilhoso, que soará inédito para a maioria dos fãs por se tratar de canções tiradas do fundo do baú, coisa de conhecedores, mesmo, e as gravaram sem frescuras, de forma crua e direta. Além dos quatro integrantes oficiais da banda, apenas seus três músicos de apoio em shows e a participação de Eric Clapton em duas faixas. As 12 músicas foram registradas em apenas três dias.

O resultado é o que se poderia se esperar de uma empreitada como essa. Totalmente à vontade, Jagger, Richard e sua turma esmerilham, soltando a alma e exalando prazer em maravilhas do porte de Ride ‘Em Down, Hate To See You Go, Just Your Fool, I Gotta Go e Just Like I Treat You, de autores como Little Walter, Willie Dixon e Jimmy Reed. Só uma é mais conhecida. Trata-se de I Can’t Quit You Baby, que muitos conheceram na ótima versão do Led Zeppelin.

Eric Clapton exibe a competência habitual na seara do blues nas ótimas I Can’t Quit You Baby e Everybody Knows About My Good Thing. Se não bastasse a qualidade musical, Blue & Lonesome aparece em belíssima embalagem digipack, com direito a capa tripla e encarte repleto de informações sobre as músicas e as sessões de gravações. Se por alguma razão este álbum se tornar o último dos Rolling Stones, nenhuma despedida poderia ser mais brilhante e elogiável do que esta. Mas se vier um volume 2, será mais do que bem-vindo!

Ride ‘Em On Down- The Rolling Stones:

Morre aos 69 anos Greg Lake, um dos grandes do prog rock

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Por Fabian Chacur

O ano de 2016 não está sendo exatamente gentil com os fãs de boa música. Os de rock progressivo, então, devem estar muito, mas muito tristes mesmo. Em março, perderam o tecladista e compositor Keith Emerson. Nesta quarta-feira (7), foi a vez do cantor, compositor e músico Greg Lake, aos 69 anos, vítima de um câncer contra o qual lutou durante alguns anos. Do lendário Emerson, Lake & Palmer, só nos restou (toc, toc, toc!) o baterista Carl Palmer.

Nascido em Bournemouth, Inglaterra, no dia 10 de novembro de 1947, Greg Lake tornou-se inicialmente conhecido no mundo do rock como cantor e baixista da banda King Crimson, liderada pelo guitarrista Robert Fripp. Durante a turnê de lançamento do álbum de estreia do time, In The Court Of The Crimson King (1969), do qual fazem parte clássicos como 21st Century Schizoid Man e I Talk To The Wind, teve shows de abertura feitos pelo The Nice, do tecladista Keith Emerson.

A amizade entre Lake e Emerson se consolidou rapidamente, e após gravar os vocais para o segundo LP do Crimson, In The Wake Of Poseidon, resolveu sair fora para montar sua própria banda, a Emerson, Lake & Palmer, que trazia os dois amigos e também o baterista Carl Palmer, conhecido por seus trabalhos com The Crazy World Of Arthur Brown e Atomic Rooster. O primeiro álbum do trio, autointitulado, saiu naquele mesmo ano. Surgia um grupo lendário.

Até 1979, o ELP ajudou a colocar o rock progressivo no topo das paradas de sucesso, com sua sonoridade fortemente influenciada pela música erudita, jazz e eletrônica. Álbuns como Pictures At An Exhibition (1971), Trilogy (1972) e Works Vols. 1 e 2 (1977) estouraram e tiveram como marca a bela voz e a delicadeza de guitarra, violão e baixo de Lake, aliados aos teclados endiabrados de Emerson e a bateria intensa e técnica de Palmer. From The Beginning e C’Est La Vie foram hits massivos.

O grupo saiu de cena após lançar Love Beach (1978). Lake lançou dois discos solo, Greg Lake(1981), com direito a uma parceria com Bob Dylan (Love You Too Much) e Manoeuvres (1983). Ambos tiveram Gary Moore na guitarra. Em 1985/85, integrou ao lado de Keith Emerson e Cozy Powell o Emerson, Lake & Powell, que lançou um álbum autointitulado e teve o hit Touch And Go nas paradas de sucesso roqueiras. Ele também passou rapidinho pelo supergrupo Asia em 1983.

De 1991 a 1998, com algumas idas e vindas, voltou a integrar o ELP, que lançou dois álbuns de estúdio e um ao vivo nesse período, durante o qual fizeram duas visitas ao Brasil, em 1993 e 1997. Estive em um dos três shows que fizeram em São Paulo no extinto Palace, e adorei o que vi. Pena que só tenham tocado a minha favorita deles, From The Beginning, na última apresentação, o que não me deixou exatamente feliz…

Em 2010, como forma de comemorar 40 anos de banda, o ELP voltou para um show em Londres, que rendeu um CD duplo gravado ao vivo e lançado naquele mesmo ano com o título High Voltage. Seria o último registro desse trio histórico. Lake lançou em 2015 o CD Ride The Tiger em parceria com o tecladista Geoff Downes, conhecido por ter integrado bandas como Yes, Asia e Buggles.

Emerson Lake & Palmer no Brasil-1993- SP:

A magia dos Beatles ao vivo e seu registro remasterizado

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Por Fabian Chacur

Em 1977, foi lançado de forma póstuma o primeiro álbum totalmente gravado ao vivo dos Beatles, intitulado The Beatles At The Hollywood Bowl. Fora de catálogo há décadas, esse trabalho histórico enfim chega ao formato CD, com o título Live At The Hollywood Bowl e agora funcionando como uma espécie de trilha sonora do documentário Eight Days a Week- The Touring Years, documentário de Ron Howard sobre as turnês dos Fab Four.

O lançamento original tinha como marca a qualidade de som não muito boa. Gravado em apenas três canais e de forma absolutamente precária em shows realizados pela seminal banda inglesa no Hollywood Bowl, em Hollywood, EUA, em 23 de agosto de 1964 e 29 de agosto de 1965, o que tínhamos era muita gritaria das fãs enlouquecidas e o som dos Beatles tentando sobreviver no meio dessa barulheira toda. Mas, ainda assim, era um álbum incrível por sua energia e conteúdo histórico.

Se o mítico George Martin fez milagres com os parcos recursos que tinha em 1977 para trabalhar com essas fitas, seu filho Giles Martin teve bem mais sorte. Suando a camisa para tirar o melhor daquele material histórico, ele nos proporciona um resultado técnico que, se não é perfeito (e não teria mesmo como ser), ressalta muito melhor a performance da banda, especialmente em termos de vocais. O baixo continua lá atrás, mas dá para aguentar numa boa.

Live At The Hollywood Bowl serve como uma prova concreta da potência e virilidade do trabalho dos Beatles nos palcos. Perante quase 18 mil pessoas por apresentação nesses dois shows nos EUA, o quarteto esbanja garra, afinação (na medida do possível para quem tocava sem retorno, algo impensável nos dias de hoje) e um carisma simplesmente imbatível. Superando as dificuldades técnicas com categoria, eles simplesmente detonam, enlouquecendo os fãs.

O repertório mistura hits fulminantes como Twist And Shout, Ticket To Ride, Can’t Buy Me Love, Help!, A Hard Day’s Night e She Loves You com outras também fortes, tipo She’s a Woman, Boys e Things We Said Today. São nove gravações realizadas no show de 1964 e oito no de 1965, provavelmente selecionadas devido a razões técnicas e de performance. A edição tem alguns brancos, mas no geral dá para se imaginar como se fosse uma única apresentação contínua.

A nova edição traz como marcas uma nova capa, desta vez digipack plastificada, dupla e com direito a encarte colorido repleto de fotos e dois textos, um inédito do jornalista David Fricke e outro presente na edição original do álbum e escrito por George Martin. De quebra, quatro faixas bônus não presentes no LP original: You Can’t Do That, I Want To Hold Your Hand, Everybody’s Trying To Be My Baby e Baby’s In Black.

Ouvir os Beatles ao vivo nesses registros feitos nos anos heroicos do rock and roll é a prova de que o talento e a garra são capazes de superar todas as barreiras, mesmo as técnicas. Chega a ser inacreditável pensar como esses caras conseguiam tocar tão bem um repertório desse altíssimo nível em condições tão precárias. O mais legal é que dá para se ouvir Live At The Hollywood Bowl para curtir, e não só como curiosidade de uma era de ouro do rock. Que ótimo!

The Beatles Live At The Hollywood Bowl show de 1964:

The Rolling Stones estão bem próximos do Brasil de novo

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Por Fabian Chacur

Da primeira visita de Mick Jagger e Keith Richards ao Brasil aos primeiros shows dos Rolling Stones no país, tivemos de esperar durante longos 27 anos. Em janeiro de 1995, enfim uma das mais importantes e bem-sucedidas bandas de rock de todos os tempos deu o ar de sua graça. Após outras passagens bacanas, eles retornam em breve para tocar aqui. As bandas de abertura foram anunciadas nesta sexta-feira (5): Ultraje a Rigor (no Rio), Titãs (em São Paulo) e Cachorro Grande (em Porto Alegre).

A turnê latino-americana da banda britânica teve início nesta quarta (3) em Santiago, no Chile, e chega ao Brasil no próximo dia 20/2, com show único no Maracanã, no Rio. Em São Paulo, o local será o estádio do Morumbi, nos dias 24 e 27 de fevereiro. Porto Alegre verá as “Pedras Rolantes” no dia 2/3, no estádio do Beira-Rio. Os ingressos custam de R$ 260,00 a R$ 900,00, e estão se esgotando. Mais informações aqui.

Ficaram muito para trás os tempos em que a banda liderada por Mick Jagger (vocal) e Keith Richards (guitarra) era autossuficiente em shows. Além da dupla e do baterista Charlie Watts e do guitarrista Ron Wood, o time é acrescido de uns dez músicos de apoio, entre tecladistas, vocalistas, músicos de sopros etc. Virou uma espécie de “Orquestra Rolling Stones”. Os shows também são sempre repletos de efeitos especiais, sendo um verdadeiro espetáculo de rock arena.

Sem lançar um álbum de inéditas desde A Bigger Band (2005), o grupo britânico oferecerá aos fãs brasileiros um repertório repleto de grandes hits dos anos 1960 e 1970, com raras exceções. O set list do primeiro show da turnê pela América Latina indica nessa direção. Normalmente os shows do grupo tem uma ou outra variação, mas essa lista vale como uma boa dica do que eles tocarão em nossos palcos.

Apesar dos preços salgados e da falta de novidades, as lotações serão expressivas, e não é difícil de entender a razão. Trata-se de uma banda que está na ativa desde o longínquo 1962, com uma história incrível e um caminhão de hits no currículo. E esta tem tudo para ser uma de suas últimas passagens por aqui. Logo, quem não viu ainda não quer perder por nada, e quem já viu, deseja dar uma última conferida.

Set list do show dos Rolling Stones em Santiago, Chile (3.2.2016):

1Start Me Up

2It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It)

3Let’s Spend the Night Together

4Tumbling Dice

5 Out of Control

6She’s a Rainbow (by request, first since 16 Sept 1998)

7Wild Horses

8 Paint It Black

9Honky Tonk Women (followed by band introductions)

10You Got the Silver (Keith Richards on lead vocals)

11Happy (Keith Richards on lead vocals)

12Midnight Rambler

13Miss You

14 Gimme Shelter

15Jumpin’ Jack Flash

16Sympathy for the Devil

17Brown Sugar

BIS:

18You Can’t Always Get What You Want (with Estudio Coral de Santiago)

19(I Can’t Get No) Satisfaction .

Miss You (extended version)- The Rolling Stones:

Brown Sugar (live 2006)- The Rolling Stones:

Happy (live in Brasil 2006)- The Rolling Stones:

Banda Green Pigs abrirá para o legendário Made In Brazil

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Por Fabian Chacur

Que tal fazer o seu primeiro show abrindo para uma das mais longevas e lendárias bandas de rock brasileiras de todos os tempos? Eis o desafio que o Green Pigs irá encarar no próximo sábado (19) a partir das 21h em São Paulo no Fofinho Rock Bar (avenida Celso Garcia, 2,728- Belém), com ingressos antecipados a R$ 18,00 (mais informações em www.ticketbrasil.com ). O grupo principal é ninguém menos do que o Made in Brazil.

Formado por músicos experientes, o Green Pigs conta com Wender Mix (vocal), Eduardo Pericoro (bateria), Marcos Biaso (guitarra e vocais), Marcos Sines (guitarra e vocais) e Nelson de Souza Lima (baixo e vocais). A curiosidade fica por conta da origem de seu nome (porcos verdes, em inglês): todos os integrantes torcem pela Sociedade Esportiva Palmeiras.

Após inúmeros ensaios, um deles aberto ao público, o quinteto paulistano promete um show quente e repleto de clássicos do rock. Entre eles, teremos Born To Be Wild (Steppenwolf), Doctor Doctor (UFO), Rain (The Cult), Wasted Years e Can I Play With Madness (Iron Maiden), Always On The Run (Lenny Kravitz) e Breaking All The Rules e Show Me The Way (Peter Frampton). Ou seja, classic rock da melhor qualidade.

Criado em 1968 e mais na ativa do que nunca, o Made In Brazil já teve inúmeras formações, mantendo sempre no time os irmãos Oswaldo Rock Vecchione (baixo e vocal) e Celso Kim Vecchione (guitarra e vocais). Já passaram pelo time feras como Cornélius Lucifer, Percy Weiss, Roberto de Carvalho, Wander Taffo, Kim Kehl, Tony Babalu, Tony Osanah, Fenili e Franklin Paolilo. Coisa de Guiness Book.

Com incursões pelo hard e heavy metal, rock básico, psicodelismo, blues e até mesmo um pouco de soul music, o Made (como é carinhosamente chamado pelos fãs) gravou álbuns clássicos do rock brasileiro como Jack o Estripador (1976), Paulicéia Desvairada (1978) e Deus Salva…O Rock Alivia (1985). Também estarão na programação as bandas Cabeça de Mamute (cover dos Titãs) e Subeclipse (classic rock).

Jack O Estripador- Made In Brazil- ouça o CD em streaming:

Acervo Especial- Made In Brazil (coletânea)- Ouça em streaming:

Jack Bruce faz juz à fama em show em SP

Por Fabian Chacur

Jack Bruce, um dos melhores e mais influentes baixistas da história do rock, tocou pela primeira vez no Brasil na noite desta quarta-feira (24) no Teatro Bradesco (SP). Acompanhado pela sua Big Blues Band, o cantor, compositor e músico escocês conseguiu cativar a plateia presente, com direito a canções clássicas e solos marcantes.

Aos 69 anos de idade, Bruce é um sobrevivente, pois teve de superar sérios problemas de saúde na década passada. Sua voz continua potente, enquanto a habilidade com seu belo e sóbrio baixo cor de madeira se mostrou melhor do que nunca. Suas linhas de baixo fogem do óbvio e se baseiam em improvisos pulsantes, sem nunca sair do ritmo.

Ele teve a seu lado uma banda bastante afiada, com direito a naipe de metais e teclados vintage. Os destaques foram o trombonista Winston Rollins e o baterista Frank Tontoh, ambos responsáveis pelos solos mais eletrizantes da noite, fazendo juz ao fato de integrarem a atual banda do ex-integrante do Cream (que também tocou teclados em algumas músicas).

O set list incluiu várias músicas do repertório do Cream. O novo arranjo para Spoonful, por exemplo, tocado de forma mais compassada e valorizando os metais, arrepiou, assim como a marcante Politician, que explorou de forma inteligente seu marcante riff. Aliás, os arranjos da banda para essas músicas merecem elogios ao inovar, sem no entanto descaracterizar canções que fazem parte do imaginário do fã de classic rock.

A sequência de hits do Cream Deserted Cities Of The Heart (que Jack afirmou ser a sua canção favorita), White Room (seguida pelo solo mortal de bateria de Tontoh, com direito até a levadas de escola de samba!) e Sunshine Of Your Love (última canção antes do bis) acabou sendo o ponto alto de um show quente e que durou quase duas horas.

A comunicação entre Jack Bruce e o público presente se mostrou bastante positiva, com o músico mostrando simpatia e aparentando muita felicidade por enfim tocar no Brasil.

Estranhamente, ele, que havia saído do palco no fim do show normal de forma simpática, retirou-se de modo intempestivo logo após a segunda e última canção do bis. Teria ocorrido algo que o desagradou? Mas isso não tira o brilho de uma performance totalmente elogiável.

Spoonful, com Jack Bruce & His Blues Band:

Sunshine Of Your Love, com Jack Bruce & His Blues Band:

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