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Manaia aposta na mistura de estilos na sua carreira musical

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Por Fabian Chacur

A base é o pop rock, mas o universo sonoro pelo qual a cantora e compositora carioca Manaia se interessa é um verdadeiro balaio de gatos. “Escuto de tudo, desde pop bem chiclete a coisas bem diferentes, de tudo mesmo, como rock, heavy metal, sertanejo, pop”, explica. Ela acaba de lançar o clipe de Baby, música que deu início ao processo que deve gerar o seu primeiro álbum, com previsão de ser lançado em 2019.

Baby é uma balada rock poderosa, que é interpretada com vigor por uma cantora de voz potente e bem treinada. A canção tem forte ligação com o momento pelo qual a artista passou recentemente, deixando de lado trabalhos mais convencionais para assumir de vez sua faceta artística, vencendo dessa forma barreiras que surgiram à sua frente.

“Trabalhei com arquitetura e engenharia, formei-me nessa área, mas queria mesmo era me dedicar à música. Meu pai me deixou fazer um curso de verão de dois meses na Berklee School Of Music, e aí ficou claro qual seria o meu rumo. Baby tem a ver com esse momento, esse grito de liberdade, saí do escritório para fazer música”, explica.

Na verdade, a paixão musical de Manaia vem de sua infância. “Comecei a aprender piano aos seis anos de idade; via musicais com os meus pais, chegava em casa e tirava as músicas de ouvido. Minha ligação com a música é muito grande, fala comigo, toca a minha alma, é tudo para mim; vejo cores nas músicas, tenho uma conexão muito forte”.

Em 2015, ela lançou um EP digital pelo selo MZA Music com as músicas Birdy Bird, A Maçã e a Serpente (releitura de hit de Odair José com direito a solo de guitarra de Andreas Kisses, do Sepultura) e Voodoo. “Na época, eu ainda estava no começo, estava me encontrando, buscando as pessoas certas, me ajudou muito a descobrir o meu caminho”.

Além de Baby, Manaia está lançando uma nova música, Medo, cujo clipe estará disponível em novembro. “Embora seja um rock, Medo foi feita por mim quando estava ouvindo muito música sertaneja”. Ela não segue uma linha rígida para compor. “Componho de várias formas, pode ser uma batida, uma melodia, letra, sou uma compositora compulsiva; a inspiração vem de várias formas, ligadas àquilo que eu vivo, que eu faço”.

Além de suas próprias canções, ela também interpreta ao vivo músicas de artistas dos quais gosta, entre os quais Foo Fighters, Lorde, Caetano Veloso e Tom Jobim. “Procuro não fazer igual, mexo um pouquinho, são sempre releituras, mesmo, nada de covers”, ressalta. Selecionar o repertório do primeiro álbum certamente será um processo trabalhoso, pois ela afirma ter mais de 300 composições próprias no acervo.

Baby (clipe)- Manaia:

Marina Lima comemora seus 60 anos repleta de conquistas

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Por Fabian Chacur

Isso aqui não será um mero texto comemorando uma efeméride importante, no caso os 60 anos de idade que Marina Lima completou nesta quinta-feira (17). Trata-se, na verdade, da celebração de uma cantora, compositora e musicista que nesses anos todos quebrou barreiras, criou trabalhos maravilhosos e deixou a sua marca na nossa música. E vem mais coisa boa por aí.

Essa “gata todo dia” nasceu no Piauí em 17 de setembro de 1955, mas foi com a família ainda criança para os EUA, onde morou até os 22 anos de idade. Sua primeira aparição concreta no cenário musical ocorreu em 1977, quando ninguém menos do que Gal Costa gravou uma de suas composições, Meu Doce Amor. De volta ao Brasil, lançou pela WEA em 1979 o álbum Simples Como Fogo.

A partir desse primeiro trabalho, Marina (que só acrescentaria o Lima ao nome artístico em 1991) mostrou que não estava disposta a seguir rumos já percorridos por outros artistas. Do início próximo da MPB, logo ampliou os horizontes rumo ao rock, ao soul, ao pop, ao jazz, à música sem fronteiras. Uma artista de assinatura forte e própria.

Seu auge em termos comerciais ocorreu precisamente quando o rock brasileiro ganhou a grande mídia lá pela metade dos anos 1980, graças a hits como Fullgas, Pra Começar, Eu Te Amo Você e tantos outros. Além de suas ótimas composições próprias, várias delas feitas em parceria com o irmão mais velho Antônio Cicero, também soube reler obras alheias com categoria, de artistas nacionais e internacionais. Sempre com uma voz de timbre próprio, particular e sensual até a medula.

Dos anos 1990 para cá, manteve-se desafiando seus ouvintes e fugindo do óbvio, embora sempre com um tempero pop capaz de tornar até seus trabalhos mais experimentais palatáveis para quem tivesse um mínimo de boa vontade. Cercada de músicos excelentes, criou uma sonoridade híbrida que a tornou referência para o pop nacional sofisticado, acessível e que preze pela qualidade.

Não dá para falar dela sem citar sua evidente beleza física. Uma mulher lindíssima, do alto de seus 1m62, repleta de charme, sensualidade não forçada e muita, mas muita inteligência mesmo. Além de uma simpatia muito grande, que lhe permite falar dos temas mais delicados sem cair na apelação ou banalidade. Um tipo perfeito de musa, cultuada por grandes da música brasileira como Caetano Veloso (com quem gravou Nosso Estranho Amor) e Guilherme Arantes (que compôs Marina No Ar), só para citar os dois mais óbvios.

Marina Lima continua afiadíssima e em busca de trabalhos ainda melhores do que seus clássicos, e uma bela prova é o excepcional Climax (2011), que inclui petardos como Não Me Venha Mais Com o Amor, #SP Feelings e Pra Sempre (dueto com Samuel Rosa, do Skank) e a flagra tocando (bem) vários instrumentos (leia a resenha de Mondo Pop aqui).

Atualmente, ela faz um show voz e violão, formato que usa em uma apresentação completa pela primeira vez na carreira. O espetáculo terá três datas em outubro, no Sesc Santana, e vale a pena conferir, sempre. É para poucos chegar aos 60 anos de idade tão atual e tão bacana como essa linda Marina Lima. Parabéns!!!

Virgem– Marina Lima:

Pra Começar – Marina Lima:

Nâo Me Venha Mais Com o Amor– Marina Lima:

Hearts– Marina Lima:

Fullgas– Marina Lima:

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