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Doutor Jupter volta com o CD gravado ao vivo diferenciado

foto de MARIANA LIMA_ Doutor Jupter _ Oficial_ Folk Background_ 2015-400x

Por Fabian Chacur

Em 2011, o grupo Doutor Jupter lançou o seu primeiro álbum de estúdio. O CD, autointitulado (leia mais sobre ele aqui) conseguiu boa repercussão, e agora é sucedido por Na Varanda, lançado com o apoio do ProacSP (programa de incentivo cultural do Estado de São Paulo), gravado ao vivo e fora dos parâmetros habituais para esse tipo de trabalho.

Para começo de conversa, Na Varada traz apenas faixas inéditas. Como o nome já entrega, o CD foi gravado ao vivo em uma varada situada próxima ao local onde os integrantes da banda moram, na cidade de Mairiporã (SP), que fica próxima a São Paulo, embora com um ambiente rural muito distante dessa loucura de asfalto e cimento da capital.

Ricardo Massonetto (vocal, violão, banjo, bandolim, gaita e kazzo), coautor de todas as músicas em parceria com sua esposa, Mariana, explica a opção inusitada: “desde o início tínhamos decidido que este seria um disco acústico. Aí, apresentávamos as novas músicas para nossos amigos e fãs na varanda da nossa casa, e vimos que gravar desse jeito seria uma forma de mostrar a verdade do nosso som”.

Por razões técnicas, eles optaram por realizar a gravação na varanda de uma casa próxima à deles, em Mairiporã mesmo. Foram dois dias de gravações, perante uma plateia entre 25 a 30 pessoas por dia composta por amigos, parentes e fãs. “O legal é que usamos uns 50% do material de cada dia e sem emendas, cortes, nada, o que saiu é aquilo, nem afinador de estúdio usamos”, garante Massonetto.

Oriunda de Ribeirão Preto (SP) e radicada em Mairiporã há dez anos, a banda conta com Ricardo, o irmão Dudu Massonetto (baixo e vocais), Rodrigo Meszaros (banjo, violão, slide, trompete e vocais) e Mateus Briccio (bateria). O novo CD contou com as participações especiais dos também ribeirão-pretanos de Andrei Furlan (vocais), João Naccarato (violino e bandolim) e Ulysses Neto (acordeon).

Ricardo se assume como uma espécie de “bicho do mato”, assim como sua banda, pois costumam se manter em seu reduto campestre, saindo pouco de lá. A sonoridade de folk-country-MPB-rock vem dessa tendência rural, com as letras refletindo essa experiência. “A faixa Saco de Dormir, por exemplo, fala sobre esse nosso jeito de ser, bem autorretrato mesmo”.

Outro momento importante do CD é O Melhor do Mundo, na qual eles falam sobre sua visão de vida. “Vivíamos um momento muito feliz quando compusemos essa música, tivemos a notícia de que o CD tinha sido aprovado para a lei de incentivo cultural. Ela fala de encontrar a felicidade nas coisas boas do cotidiano”.

As músicas do álbum contam com vídeos feitos especialmente para divulga-las, sem projeto de lançamento em um DVD. O grupo fará seis shows fechados na região de Mairiporã, incluindo cidades como Franco da Rocha, Caieiras e Francisco Morato, cuja carência de eventos culturais é muito grande. A ideia é divulgar o CD com calma durante 2016. “Nunca tivemos facilitadores ou caminhos já capinados, tivemos de construir um alicerce por conta própria, mas está valendo a pena”.

Ouça o CD Na Varanda do Doutor Jupter na íntegra em streaming:

O Melhor do Mundo (clipe)- Doutor Jupter:

Caberá (clipe)- Doutor Jupter:

Doutor Jupter faz show energético em SP

Por Fabian Chacur

Quem ficou em Sampa City neste feriado de 15 de novembro e deu as caras no Sesc Consolação teve a oportunidade de ver ao vivo e de forma gratuita o show de uma das mais promissoras bandas do rock brasileiro atual, a Doutor Jupter.

Com seis anos de estrada com esse nome, o quarteto criado em Ribeirão Preto (SP) e radicado em São Paulo investe em uma bem dosada mistura de rock, folk, country e psicodelismo. Seu álbum autointitulado, lançado em 2011 e disponível para download gratuito no site da banda ( www.doutorjupter.com.br ) é dos mais recomendáveis.

Ao vivo, o time esbanja garra, talento e competência. O vocalista Ricardo Massonetto canta bem, tem carisma e se desdobra tocando guitarra, violão, banjo e gaita. Seu irmão Dudu ajuda nos vocais de apoio e se mostra um baixista sólido. A vibração do baterista Mateus Briccio e a performance ora sutil, ora encapetada do guitarrista Márcio Gonzales completam a festa.

Além de tocarem músicas do mais recente álbum, entre elas Liquidificador, o Doutor Jupter apresentou duas releituras impecáveis e criativas de sucessos alheios. Wonderwall, do Oasis, e especialmente Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro), clássico da MPB, ganharam a assinatura da banda e ficaram deliciosas. Deveriam gravá-las!

Durante cerca de uma hora, o público que lotou a sala de convivência do Sesc Consolação se esbaldou com um som ao mesmo tempo melódico e dançante que tomou conta de todos. Tipo de grupo que merece ser convidado para participar de um desses festivais grandões que, com fequência, acabam levando bandas bem inferiores do que essa por razões inconfessáveis…

Ouça Liquidificador, com o Doutor Jupter:

Doutor Jupter fará show gratuito em SP

Por Fabian Chacur

O Doutor Jupter, uma das melhores banda da atual cena folk-country rock brasileira, irá fazer um show gratuito em São Paulo. A apresentação será realizada no dia 15 de novembro(feriado) às 17h no Sesc Consolação (rua Dr. Vila Nova, 245- Vila Buarque-fone 0xx11-3234-3000 e www.sescsp.com.br). Bela chance de conferir um som bem bacana sem precisar pôr a mão no bolso.

Oriundo de Ribeirão Preto e sediado em Mairiporã (SP) desde 2006, o quarteto hoje integrado por Ricardo Massonetto (vocal, violão, banjo e gaita), seu irmão Dudu Massonetto (baixo e vocal), Mateus Briccio (bateria) e Márcio Gonzales (guitarra, banjo e violão) iniciou sua carreira em 1998, ainda com o nome Sociedade Urbana.

Com a mudança para a Grande São Paulo e ganhando a adição de Márcio Gonzales, o Doutor Jupter aos poucos consolidou uma sonoridade calcada em country rock, folk e o chamado rock rural brasileiro, com influências bem digeridas de grupos como Sá, Rodrix & Guarabira, Legião Urbana, Capital Inicial, The Band, Creedence Clearwater Revival, The Band e Beatles.

O quarteto lançou um EP em 2009 com a produção a cargo de Edgard Scandurra, e seu primeiro CD em 2011. O álbum de estreia traz faixas extremamente interessantes, entre as quais Me Cuida, Dois Mundos, O Otimista e Bang Bang, com um repertório que consegue conciliar com categoria sofisticação e simplicidade.

Leia entrevista de Mondo Pop com a banda aqui

Ouça Me Cuida, com o Doutor Jupter:

Ouça O Otimista, com o Doutor Jupter:

Doutor Jupter consolida som em seu novo CD

Por Fabian Chacur

Pode uma banda há 12 anos na estrada e já com alguns lançamentos em seu currículo considerar um novo trabalho como se fosse o primeiro?

A resposta é sim, se por acaso esse CD representar a consolidação de sua sonoridade, ou a descoberta do caminho sonoro ideal a ser seguido.

Por essa razão, a banda Doutor Jupter assume como seu fosse sua estreia o recém-lançado álbum Doutor Jupter, lançado com uma tiragem inicial de 4 mil cópias, das quais metade já foram devidamente comercializadas.

Gravado graças ao apoio financeiro do Proac (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo), da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, o álbum inclui 12 ótimas canções que investem em um rock com fortes elementos de folk e country e que mostra influências de Sá, Rodrix & Guarabira, Capital Inicial, Legião Urbana, The Band, Beatles, Creedence Clearwater Revival etc.

Na verdade, tudo começou há longos 12 anos, como explica o cantor e compositor Ricardo Massonetto, que também se incumbe de violão, banjo e gaita no grupo.

“Começamos a banda em Ribeirão Preto (SP) com o nome Sociedade Urbana, sendo que daquela fase permaneceram eu, meu irmão Dudu Massonetto (baixo e vocais) e o Mateus Briccio (bateria). ”

Essa fase inicial rendeu a eles dois CDs e um DVD, lançados entre 2001 e 2004. No entanto, em 2005 eles resolveram se mudar para São Paulo, mais precisamente para Mairiporã, situada na região urbana da capital paulista, como forma de encarar novos e maiores desafios.

“Foi quando o Márcio Gonzales (guitarra, banjo e violão) entrou na banda, e vimos que era preciso mudar de nome (homenagem a Raul Seixas e à Legião Urbana), até pela confusão que faziam entre nós (Sociedade Urbana) e a Legião Urbana”, explica.

Em 2006, acabava a Sociedade Urbana e entrava em cena a Doutor Jupter, que nos últimos cinco anos lançou dois trabalhos, Demo 2007 e Pelo Espaço, este último EP produzido por Edgard Scandurra, ex-guitarrista do grupo Ira!.

“O Edgard Scandurra é um cara fantástico, simples e acessível, foi uma experiência maravilhosa trabalhar com ele”.

Para Ricardo, os seis anos da atual formação da banda ajudaram e muito no amadurecimento de sua proposta sonora.

“Conciliamos os bons momentos de tocarmos juntos com as dificuldades do tipo dividir o bife, de suar para pagar as dívidas e tudo. Isso nos uniu muito”.

Nesse meio tempo, eles puderam comemorar  a vitória no concurso Vem Pro Novo, patrocinado pela Caixa Econômica Federal e com a participação de mais de 800 bandas, e também o segundo lugar no concurso nacional Banda Afiada, promovida pelo Canal Futura.

Doutor Jupter, o CD, equivale ao momento em que essa parceria da banda encontra sua dose ideal, o seu rumo ideal.

“Desta vez, deixamos de lado preocupações com o lado comercial e fizemos do jeito que a gente queria, deixamos fluir. Experimentamos muito nesses anos todos, o que nos proporcionou descobrir uma sonoridade própria, na qual o formato canção é a prioridade. Buscamos a simplicidade”.

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