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Franz Ferdinand divulga capa de seu novo CD

Por Fabian Chacur

O grupo escocês Franz Ferdinand divulgou a capa de seu novo CD. O álbum, intitulado Right Thoughts, Right Words, Right Action, deverá chegar às lojas físicas e virtuais no dia 27 de agosto, pelo selo Domino. Trata-se do quarto álbum da banda, que sairá quatro longos anos após o anterior, Tonight (2009), que atingiu o nono lugar na parada americana no seu lançamento.

Quem comprar a versão física standard do CD levará como brinde um disco adicional gravado ao vivo e intitulado Right Notes Right Words Wrong Order. A gravadora também promete uma edição de luxo, intitulada Passport Edition, que inclui um CD, um LP de vinil e também faixas adicionais e conteúdo exclusivo em relação aos outros formatos.

O quarto álbum do quarteto escocês liderado pelo carismático cantor e guitarrista Alex Kapranos foi gravado em sessões realizadas em estúdios situados na Escócia, Londres, Estocolmo e Oslo. O grupo também promete divulgar em breve em seu site oficial algumas parcerias que teriam ocorrido em faixas deste álbum.

Algumas das novas músicas do Franz Ferdinand (como Fresh Strawberries) fizeram parte do set list apresentado por eles em Sâo Paulo no dia 30 de março de 2013, no Jockey Club, durante sua participação no Lollapaloza Brasil 2013, festival do qual foram um dos destaques em termos de repercussão e reação do público presente.

Eis as músicas da edição standard do novo álbum do Franz Ferdinand:

1. Right Action
2. Evil Eye
3. Love Illumination

4. Stand On The Horizon
5. Fresh Strawberries

6. Bullet

7. Treason! Animals.

8. The Universe Expanded
9. Brief Encounters
10. Goodbye Lovers & Friends

Veja o show do Franz Ferdinand no Lollapalooza Brasil 2013:

Lollapalooza Brasil 2013- bandas bacanas

Por Fabian Chacur

Não, eu não vi todos os shows do Lollapalooza Brasil 2013. Ninguém conseguiu tal façanha, até pelo fato de que alguns deles ocorriam no mesmo horário, em palcos diferentes. Mesmo assim, deu para ver bastante coisa, e me divertir um bocado, embora o cansaço tenha surgido com força neste que vos tecla após a farra.

Dos três headliners, o Pearl Jam se mostrou o favorito dos fãs do rock and roll com pitadas de punk, folk e rock clássico. O show da banda, com mais de duas horas de duração, teve como marca muita gente cantando as músicas junto com eles, uma produção de palco simples e sem truques e o carisma do grande cantor que é Eddie Vedder. Tivemos direito a Even Flow, Alive e até mesmo uma releitura de Baba O’Riley, do The Who.

Muita gente curtiu os Black Keys com seu rock blueseiro básico, mas não sei se eles tem tanta bala na agulha para encerrar uma das noites de um evento tão grande. Faltam hits e principalmente um pouco mais de carisma para seus integrantes. Mas se trata de uma das bandas do momento. Ou seja, a escolha para headliner era inevitável.

Quanto aos americanos do The Killlers, você pode até não gostar do som deles (como eu), mas dará uma de tonto se não admitir que eles sabem como cativar uma plateia. Muita energia, rocks melódicos e de fácil assimilação, baladas aqui e ali e um vocalista carismático (Brandon Flowers), que não nega que é de Las Vegas, a capital mundial do entretenimento. Deram (e bem!) conta do recado.

Adoro o Franz Ferdinand. Já havia visto o grupo escocês na Via Funchal, e em um festival grandão o som nervoso, rápido e dançante dos caras se mostrou mais do que adequado. Alex Kapranos e sua gang provaram que são mesmo um dos melhores grupos que estouraram na primeira década deste século 21. Merecem continuar populares.

Na mesma praia, os britânicos Kaiser Chiefs também deram um banho de energia, com seu endiabrado vocalista Ricky Wilson correndo muito pelo palco e comandando os fãs, que dançaram sem parar ao som de hits como Everyday I Love You Less And Less (que letra divertida!) e a apoteótica I Predict a Riot.

Gostei muito do som chillout (uma mistura de rhythm and blues, soul, funk de verdade, música eletrônica e pop) do Toro Y Moi, projeto comandado pelo talentoso americano Chaz Bradley Bundick, que canta, toca teclados e compõe. Seu quarteto é caprichoso em termos de utilização de timbres vintage em seus instrumentos, e sabem fazer um som ao mesmo tempo dançante e bom de se ouvir. Ideal para locais fechados. Aposto neles.

E já que o papo é aposta, também não irei estranhar se a banda americana Passion Pit se der bem nos próximos anos. Suas canções pop swingadas e seu vocalista de voz em falsete e bem agradável, Michael Angelakos (ele também toca teclados aqui e ali) tem cara radiofônica, sem cair na cafonália ou nas fórmulas mais óbvias.

O show do veterano grupo americano Flaming Lips surpreendeu ao cair em uma levada progressiva estilo anos 70. Músicas esquisitas, clima viajandão e o vocalista Wayne Coine incorporando um personagem no melhor estilo “hippie doidão”, com direito a segurar uma boneca imitando um bebê nas mãos e pedindo para as pessoas acenarem para um avião que passava no céu durante seu show. Meu Deus…

Quanto ao folk rock fofinho do Of Monsters And Men, já escrevi sobre eles aqui no blog, com direito a entrevista. Mas fica o registro de um show muito gostoso e simples no qual a voz da cantora Nana me pegou de jeito, com seu carisma tímido e um timbre que leva jeito de que irá cativar muitos fãs por aí.

Deixei para o final a impressionante performance da banda sueca The Hives, que eu também já tinha visto antes, na Via Funchal, também. O carisma e a performance alucinada do vocalista Howlin’ Pelle Almquist figura entre os momentos mais energéticos do evento. Mesmo quem não conhecia as músicas da banda pulou ao som delas, tal a entrega deles no intuito de cativar os fãs do Pearl Jam, que tocariam no mesmo palco logo a seguir.

Pelle provou que nem sempre você precisa só de hits para conquistar um público que não está lá especialmente para te ver. Isso, embora eles tenham alguns sucessos no repertório, entre eles a sensacional I Hate To Say I Told You So. Rock garageiro, básico, sem firulas e com muita personalidade, ideal para festivais roqueiros.

Veja o show do The Hives na íntegra, no Lollapalooza Brasil 2013:

Franz Ferdinand faz show elétrico em SP

Por Fabian Chacur

Não gosto da postura de algumas pessoas da minha geração (que se aproxima dos 50 anos de idade) em apostar no saudosismo puro. Não acreditar em novos artistas de qualidade é viver do passado o tempo todo. Péssima opção.

Se curto imensamente artistas “das antigas”, como dizem por aí, nunca fecho os meus ouvidos para os novos valores. Dar a eles o benefício da dúvida é algo imprescindível. E o grupo escocês Franz Ferdinand é bom exemplo.

Com menos de dez anos de estrada e três álbuns apenas no currículo, o quarteto liderado pelo carismático cantor e guitarrista Alex Kapranos esbanja aqueles elementos que fazem um grupo de rock seminal.

Energia é o que não falta em seus shows, como pude conferir na noite da última terça-feira (23) na Via Funchal, em São Paulo. Os caras se entregam, devolvendo em suor, garra e dedicação cada centavo pago pela enorme plateia presente.

A fórmula utilizada pelos britânicos é uma mistura de elementos do rock de várias épocas, especialmente do som de XTC do começo, Devo, Gang Of Four e Talking Heads (também de sua fase inicial), bandas pós-punk que surgiram no final dos anos 70.

Riffs diretos e pegajosos de guitarra, refrãos contagiantes e forte apelo dançante que os elementos de electro ajudam a ressaltar. O resultado soa moderno, criativo, potente e original.

Kapranos e sua turma ganharam o público logo ao entrar no palco, às 22h19. Não tiveram medo de tocar seus três principais hits na primeira metade do show, entre os quais as infernais Do You Want To e Take Me Out.

Afinal, pra que medo, se eles tocam cada música com a mesma vibração, contagiando o público do mesmo jeito? A performance da banda foi uma celebração ao espírito de liberdade e entrega do melhor rock and roll.

No final do show (antes do bis), eles fizeram uma coisa incrível. A bateria foi colocada na frente do palco, e os quatro passaram a tocar apenas percussão, sem perder um único compasso da música que executavam e levando todos à loucura. Essa eu nunca vi em um show. Isso, após uma hora e 10 minutos. E ainda teve um ótimo bis.

Se quiserem, os quatro integrantes do Franz Ferdinand logo farão shows em estádios e seguirão a mesma trajetória de Rolling Stones, U2 e outras bandas desse mesmo calibre. E Alex Kapranos ainda esbanja carisma e simpatia, ele que, surpreendentemente, tem 38 anos, embora aparente bem menos.

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