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Gwen Stefani transforma sua vida sentimental em novo CD

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Por Fabian Chacur

Muita coisa aconteceu na vida de Gwen Stefani desde que ela lançou seu trabalho solo anterior, The Sweet Escape, em 2006. Sua banda No Doubt voltou à cena, ela teve três filhos, viu seu casamento de 13 anos com o roqueiro Gavin Rossdale (da banda Bush) acabar, atuou no reality show musical The Voice e iniciou namoro com o cantor country Blake Sheldon. Ufa! E agora, volta à trajetória solo com This Is What The Truth Feels Like.

O álbum, o terceiro da cantora nascida em 3 de outubro de 1969 nos EUA como solista, veio com força total em termos de desempenho comercial. Chegou esta semana ao topo da parada americana, a primeira vez que ela consegue tal façanha sozinha (com o No Doubt, ponteou os charts ianques com Tragic Kingdom em 1996). O CD sai no Brasil com cinco faixas bônus, e tem características bem interessantes.

Em termos musicais, o trabalho segue a linha que marca a carreira dessa carismática cantora e compositora, com direito à mistura de pop, reggae, dancehall, raggamuffin, disco music e ska, além de parcerias com Justin Trenter, conhecido por trabalhos com Selena Gomez, Justin Bieber e Fall Out Boy e a dupla sueca Mattman & Robin. Trata-se de um disco pop por excelência, alto astral, para se ouvir sem medo de ser feliz.

Nada de complicações ou tentativas exageradas de inovação. Gwen preferiu apostar na simplicidade sofisticada, acrescentando à sua música apenas um pouco da sonoridade do pop atual de nomes como Kesha. Quem acompanha a carreira da cantora do No Doubt certamente irá curtir a nova safra de canções, um mais do mesmo bem temperado.

No setor letras é que a coisa fica divertida. Como já havia feito com o No Doubt nos anos 90 após ter sido dispensada em relacionamento afetivo pelo baixista da banda, Tony Kanal, a belíssima loira transformou seus sentimentos em canções. Na ótima Used To Love You, por exemplo, ela diz que “pela primeira vez desde que comecei a te odiar, me lembrei que eu costumava te amar”. Na balada Me Without You, a moça garante que “agora estou sem você e as coisas melhoram a cada dia”. E por aí vai…

Não faltam músicas bacanas com cara de hits. Aliás, algumas delas já são hits, como as duas citadas e também as contagiantes Make Me Like You (aparentemente dedicada a Blake Sheldon e com clipe luxuoso) e a dancehall pura Misery. O visual da moça na capa e no encarte do álbum é Marilyn Monroe total, com um pouquinho da Madonna dos bons tempos. Prova de que ela não virou ícone da moda por acaso. Um bom CD pop sem contraindicações.

Make Me Like You– Gwen Stefani:

Used To Love You– Gwen Stefani:

Hollaback Girl– Gwen Stefani:

No Doubt volta com álbum pop exemplar

Por Fabian Chacur

Foram longos 11 anos fora de cena, período durante o qual só tivemos uma canção nova incluída na coletânea The Singles 1992-2003, a releitura de It’s My Life, sucesso oitentista do Talk Talk. Mas o vazio acabou, e finalmente temos um novo álbum do No Doubt para curtir, Push And Shove, que a Universal Music acaba de lançar no Brasil. Felizmente, valeu a espera.

A expectativa criada em torno do novo álbum do grupo integrado por Gwen Stefani (vocal), Tony Kanal (baixo), Tom Dumont (guitarra) e Adriam Young (bateria e percussão) aumentou ainda mais quando o matador single Settle Down começou a tocar nas rádios e nas MTVs da vida, com sua levada ultra-dançante na linha raggamuffin eletrônica.

Do início como banda de ska há longos 26 anos, o grupo californiano evoluiu e estourou em 1996 com Tragic Kingdom, álbum no qual passou a apostar em uma sonoridade mais abrangente, com direito a ska, mas também a raggamuffin, pop eletrônico, rock, dance music e black music, além de baladas aqui e ali.

O novo álbum mantém essa pegada, desta vez sem se valer de vários produtores da moda e concentrando o trabalho na mão de Mark “Spike” Stent, que já habia trabalhado antes com o quarteto, mas não com esse espaço todo. E valeu a pena a aposta no “prata da casa”, pois o álbum soa diversificado e sem ficar repetindo fórmulas o tempo todo.

A sonoridade de Push And Shove tem um forte sabor do pop dos anos 80 filtrado para a musicalidade de agora, com ecos de New Order, Madonna, Kylie Minogue e UB 40, sem no entanto cair numa repetição de clichês. Pelo contrário. As 11 canções se pautam por boas melodias, batidas bacanas e timbres instrumentais bem escolhidos.

A ala mais afeita ao raggamuffin eletrônico do CD inclui, além de Settle Down, a energética Looking Hot, a quase reggae Sparkle e a faixa título, essa com um tempero meio Black Eyed Peas. Com timbragem que lembra o New Order, especialmente nas guitarras, Heaven é simplesmente um eletro-rock delicioso.

Para quem virou fã do grupo da loirinha Gwen Stefani graças a Don’t Speak, temos aqui duas baladas diferentes entre si, mas mortais, daquelas de cortar os pulsos. Easy, apaixonamente e com aquele timbre de guitarra do hit It Must Have Been Love, do Roxette, deixará qualquer apaixonado longe do ser amado à beira das lágrimas.

E para se emocionar no melhor clima de rock balada daqueles de fazer todos em um estádio acenderem os celulares (antes eram os isqueiros…) temos Undone, aquele tipo de balada romântica que, se entrar em uma trilha de novela, vira mania nos quatro cantos do país e entra nas paradas de sucesso a mil por hora.

One More Summer e um roquinho bacana que equivale ao que seria o New Order com Madonna anos 80 nos vocais, enquanto Gravity é pop rock eletrônico puro, Kyle Minogue style. Undercover, com mais teclados, vai pelo mesmo caminho, e bem, também.

Dreaming The Same Dream encerra a festa a festa como se estivesse saindo do True Love (1986), da Madonna, ou coisa assim. Mas justiça se faça: as influências são essas, mas o No Doubt soa como No Doubt, sem xerocopiar na cara dura.

Se vivêssemos outros tempos, Push And Shove seria daqueles discos que se manteriam durante meses entre os mais vendidos e emplacando single atrás de single. Como hoje tudo mudou, o álbum estreou na terceira posição da Billboard e já despencou para abaixo do número 70. Tomara que esse álbum consiga uma reviravolta, pois é um belo exemplo de música pop bem feita, diversificada e que não apela para tentar conquistar os fãs.

Ouça Easy, com o No Doubt:

Ouça Heaven, com o No Doubt:

Ouça Undone, com o No Doubt:

No Doubt lançará novo álbum após 11 anos

Por Fabian Chacur

O No Doubt lançará no dia 25 de setembro (meu aniversário!) o álbum Push And Shove. Trata-se do primeiro trabalho de inéditas do quarteto americano desde Rock Steady (2001), e o primeiro produto desde a coletânea The Singles 1992-2003 (2003).

Durante esse período, a vocalista Gwen Stefani lançou dois CDs e um DVD solo, enquanto a banda fez uma turnê em 2009. Em entrevista à revista americana Billboard, a cantora justificou o longo tempo sem um álbum do quarteto como fruto da falta de inspiração deles para compor novas canções.

Settle Down, primeiro e sacudido single do álbum, já está disponível no mercado, e subindo nas paradas de sucesso, com seu característico estilo dançante com elementos de reggae, funk de verdade e dance eletrônica.

Com mais de 20 anos de estrada, o grupo americano começou investindo forte no ska, mergulhando posteriormente em um universo musical mais pop e abrangente. A banda emplacou hits como Don’t Speak, Underneat It All, Hey Babe e It’s My Life, e vendeu milhões de cópias de álbuns como Tragic Kingdom (1995, mais de 8 milhões de cópias vendidas nos EUA) e Rock Steady (2001, 2.8 milhões de cópias vendidas nos EUA).

Além de Stefani, que também virou um ícone no mundo fashion, o No Dobut conta com Tony Kanal (baixo e teclados), Tom Dumont (guitarra e teclados) e Adrian Young (bateria).

Eis as faixas do álbum Push And Shove:

Settle Down
Looking Hot
One More Summer
Push And Shove
Easy
Gravity
Undercover
Undone
Sparkle
Heaven
Dreaming The Same Dream

Veja o clipe de Settle Down, nova música do No Doubt:

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