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Groundation anuncia singles e uma extensa turnê pelo Brasil

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Por Fabian Chacur

A banda californiana Groundation, uma das mais bem-sucedidas formações do reggae americano, tem boas notícias para seus fãs brasileiros. Eles acabam de lançar dois novos singles, Fossil Fuels e My Shield (veja o clipe aqui), e também anunciam uma extensa turnê pelo Brasil, a ser realizada em novembro e com 12 datas já devidamente confirmadas.

Os shows serão realizados nas cidades de São Paulo, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador, Vitória, Maceió e Recife, e marcam o retorno do grupo à ativa após um hiato de quase quatro anos. As duas novas faixas são uma prévia de The Next Generation, seu 9º álbum de estúdio, que tem previsão de lançamento em setembro no exterior.

A banda liderada por Harrison Stafford (vocal e guitarra) estreia uma nova formação, que inclui além de seu líder os músicos Will Blades (teclados), Isaiah Palmer (baixo), Jake Shandling (bateria), Brady Shammar (vocais), Aleca Smith (vocais), Eduardo Gross (guitarra), Craig Berletti (teclados e trompete) e Roger Cox (sax).

Celebrando 20 anos de estrada, a banda Groundation tem como base o roots reggae, com direito a elementos de jazz, soul e música latina. Eles já fizeram shows em mais de 25 países, além de tocarem ao lado de nomes seminais para a história do reggae, entre os quais Jimmy Cliff, Alpha Blondy, Ziggy Marley e Burning Spear. Seu CD de estreia, Young Tree, saiu em 1999, e eles também tem dois CDs ao vivo no currículo.

Fossil Fuels (clipe)- Groundation:

Sting e Shaggy lançam o clipe e investem em boa parceria

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Por Fabian Chacur

O reggae é presença constante no trabalho de Sting desde seus tempos com o The Police. O ritmo volta a dar as caras em um trabalho de sua autoria na recém-lançada música Don’t Make Me Wait, parceria dele com o cantor e compositor jamaicano Shaggy. A canção está sendo divulgada com um clipe dirigido por Gil Green, que já trabalhou coo Nick Minaj, Drake e John Legend.

O cenário do vídeo é uma área popular de Kingston, cidade natal de Shaggy, e o clima é de verdadeira festa povão, com todo mundo dançando. A música tem cara de provável hit, conta com a produção de Shaun Pizzonia, antigo parceiro do astro jamaicano, e foi gravada lá mesmo. Trata-se da primeira de uma série de outras parcerias que a dupla promete divulgar aos poucos.

Com 39 anos de idade, Shaggy tornou-se conhecido inicialmente graças ao hit Oh Carolina, em 1993. A partir daí, emplacou diversos sucessos, como Boombastic, Angel e In The Summertime, nos quais mesclava o reggae com música eletrônica, pop e outros ritmos. Ele teve faixas incluídas em trilhas de filmes badalados, e seu álbum Hot Shot (2000) atingiu o primeiro lugar na parada americana, além de vender mais de 10 milhões de cópias em todo o planeta.

Don’t Make Me Wait– Sting e Shaggy:

Braza lança o segundo álbum enfatizando o formato digital

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Por Fabian Chacur

Com dois anos de existência, o grupo carioca Braza já está lançando o seu 2º álbum. Tijolo Por Tijolo está sendo disponibilizado nos formatos CD e digital, e possivelmente (no futuro) em vinil. No entanto, a ideia do trio é ter como foco o digital. “Esse formato deu uma melhorada nos últimos tempos, ficou mais organizado e é muito mais abrangente; tem muito para melhorar, o que é bom, pois incentiva a evolução; não dá para viver disso, mas você também não fica ganhando migalhas”.

Quem deu a explicação acima, em entrevista via fone a Mondo Pop, foi Vitor Isensee (teclados e vocal), que integra o Braza ao lado de Danilo Cutrim (guitarra e voz) e Nicolas Christ (bateria). Ele explica a importância da parceria com a gravadora Deck nessa aposta no digital. “Essa nossa parceria com a Deck é antiga, e envolve também a edição das nossas músicas; eles tem bons contatos nessa área, sabem como trabalhar nesse setor”, elogia.

Para quem nunca ouviu falar desse trio carioca mas acha os nomes de seus integrantes familiares, uma explicação. Na verdade, eles fizeram parte da bem-sucedida banda For Fun, que entre 2001 e 2015 lançou quatro CDs de estúdio e um ao CD/DVD ao vivo, fazendo história na cena rock brasileira dos anos 2000. O grupo acabou em 2015.

“A vontade de encerrar o For Fun é pretérita em relação a fazer outras coisas. Não tínhamos mais as mesmas sintonias artísticas com o Rodrigo Costa (n.da r.: baixista e vocalista do extinto grupo), que tem essa veia mais para o rock, enquanto nós três queríamos fazer algo mais para o reggae. Mas continuamos amigos dele, sem problemas pessoais”.

Mesmo incluindo 3 dos 4 integrantes da formação clássica do For Fun, o Braza é uma banda bastante distinta, na opinião de Vitor. “Por mais que sejamos 3/4 do For Fun, somos uma nova banda, propondo coisas novas sem renegar o que fizemos antes, até por que existem em nosso trabalho anterior sementes do que fazemos atualmente”.

A vontade de trabalhar era tanta que o primeiro álbum, autointitulado, saiu em 2016, e o segundo, agora, algo comum no cenário musical até os anos 1980 mas que ultimamente se tornou raro. O enfoque dos rapazes também teve correções de rota. “O For Fun era mais espontâneo; agora, a gente procura desenvolver o conceito de tudo o que estamos fazendo para chegar a uma identidade própria”.

Para atingir esse objetivo, o trio possui colaboradores que, juntos, formam quase um coletivo, na visão de Vitor. “O Pedro Lobo, por exemplo, tocou baixo e coproduziu os dois álbuns; o Pedro Garcia, que é baterista do Planet Hemp, gravou e mixou os dois discos para nós; e isso também ocorre na parte visual, no clipe etc”.

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Com dez faixas, Tijolo Por Tijolo teve como primeira faixa a ser divulgada a envolvente Ande, com direito a clipe elaborado. “Essa foi a primeira música composta para este disco. Sintetiza bem a sonoridade que a gente está procurando fazer, é uma boa apresentação”.

Tijolo Por Tijolo também traz uma participação ilustre, na faixa Exército Sem Farda. Trata-se da cantora e DJ jamaicana Sister Nancy, uma das precursoras da vertente dancehall do reggae. “Quem fez o nosso contato com ela foi o Bruno Negreiros, que tem forte ligação com o cenário Sound System no Rio; fizemos a gravação via internet, os jamaicanos curtem muito fazer isso, foi uma experiência muito boa”.

O Braza não parou sua agenda de shows para gravar o CD, e continua na estrada, com vários shows já marcados. “O For Fun tinha um público grande, e acho que conseguimos atrair uma parte dele, mas é um recomeço; estamos andando bem mais de van do que nos últimos tempos do For Fun”, avalia Vitor, de forma bem-humorada.

Se há uma preocupação com o lado comercial (“as contas precisam ser pagas”, diz, rindo), Vitor enfatiza o lado artístico. “Com arte, você não pode ficar tempo demais na zona de conforto, é sempre importante ter novos desafios. Estamos com muita vontade de lançar novos trabalhos, tanto que lançamos este pouco tempo após o primeiro, algo que nunca fizemos nos tempos de For Fun”, reflete.

Ouça Tijolo Por Tijolo em streaming aqui .

Ande (clipe)- Braza:

Banda Maneva lança um novo DVD com show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Após 10 anos de carreira como banda independente, a Maneva inicia uma parceria com a Universal Music. O primeiro fruto é o DVD/CD Ao Vivo em São Paulo, gravado no Espaço das Américas perante 6.800 fãs entusiásticos. O trabalho inclui seus sucessos e também oito canções inéditas. O lançamento em São Paulo ocorrerá nesta sexta (31) a partir das 22h com um show na Audio (avenida Francisco Matarazzo, nº 694- Água Branca- fone 0xx11-3862-8279), com ingressos custando R$ 30,00 (pista) e R$ 65,00 (mezanino).

Maneva é uma palavra de origem africana cujo significado é prazer. O time teve início em 2005 com Tales de Polli (vocal e guitarra) e Diego Andrade (percussão). Entraram posteriormente Felipe Sousa (guitarra), Fernando Gato (baixo) e Fabinho Araújo (bateria). Eles lançaram por conta própria os trabalhos Maneva (2006-CD), Tempo de Paz (2009-CD), Teu Chão (2012-CD), Maneva- 8 Anos ao Vivo (2013- DVD e CD), 5 Cabeças (2014-EP) e Somos Maneva (2015-CD).

“Um empresário nos mostrou que poderíamos ir ainda mais longe na carreira se tivéssemos um apoio maior, com uma estrutura mais forte, e a Universal é uma ótima parceria nesse sentido, pois tem um lugar de destaque em excelentes vitrines”, explica Tales sobre a decisão da banda de iniciar sua parceria com a Universal.

Desde o seu início, o objetivo da Maneva foi criar uma obra autoral personalizada e de qualidade artística e técnica. Tanto que, segundo Tales, o grupo investiu tudo o que ganhou até 2012 no próprio trabalho, como forma de consolidar o seu crescimento. Como filosofia, uma sonoridade ao mesmo tempo melódica, pop e próxima do reggae de raiz. “Sempre pregamos o amor ao próximo, e nunca buscamos o sucesso como nosso objetivo final, ele veio de forma natural”.

Ao Vivo Em São Paulo conta com diversas participações especiais. “O Armandinho, a Tatti Portella (do grupo Chimarruts) e o Zeider Pires (do grupo Planta & Raiz) são grandes influências, ouvimos muito os seus trabalhos, e eles foram muito atenciosos conosco. O Haikaiss e Oriente nos trouxeram a energia do rap, enquanto o Deko é um dos caras mais consistentes da nova geração do reggae”.

E já que o tema é o reggae brasileiro, Tales afirma que vê belas perspectivas para esse gênero musical no Brasil. “Acredito em uma nova explosão do reggae por aqui depois daquela fase boa de 2000 a 2005. Todos os grandes nomes estão vindo com novos trabalhos muito bons, e isso certamente ajudará nesse sentido”.

Uma das novidades do DVD/CD ao vivo é a presença de metais e cordas dando apoio à banda original, o que Tales pretende levar para os shows da turnê de divulgação. “Esse trabalho é uma celebração da boa música, dos bons sentimentos, e nosso projeto é ter a banda completa nos shows, com metais, teclados e tudo”

Saudades do Tempo (ao vivo)- Maneva:

Kaya, de Bob Marley, ganha bela reedição

Por Fabian Chacur

Depois de ser vítima de um atentado na Jamaica que quase custou sua vida e a de sua mulher, Rita, Bob Marley se mudou em 1977 para Londres, na Inglaterra. Lá, gravou uma série de canções que foram distribuídas em dois álbuns. Um, Exodus, saiu naquele mesmo ano e é considerado um de seus trabalhos mais bem-sucedidos.

O outro, Kaya, chegou às lojas em 1978, e não teve tanta repercussão, embora inclua um hit de proporções monstruosas, Is This Love. Como forma de celebrar os 35 anos de lançamento deste disco, a Universal Music acaba de lançar no Brasil uma reedição luxuosa que nos dá a oportunidade de reavaliar este belo trabalho do eterno rei do reggae.

Kaya é um álbum menos centrado na parte política da obra de Marley, concentrando-se mais em canções de amor e espiritualidade. Sua sonoridade é mais doce, pop e delicada do que a de Exodus, equivalendo a uma espécie de irmão mais tranquilo daquele álbum marcante. Mas ambos são ótimos, cada qual com suas peculiaridades.

Além do megahit, o disco inclui maravilhas como a cativante Easy Skanking, a envolvente Time Will Tell e as deliciosas Sun Is Shining e Satisfy My Soul. As sutilezas de seus arranjos aparecem com mais intensidade a cada nova audição, permitindo diferenciar melhor uma canção da outra e sentir suas riquezas melódicas e líricas.

A nova edição de Kaya inclui capa digipack tripla, um belíssimo encarte com 28 páginas repletas de fotos, texto impecável sobre o álbum, letras de todas as canções e ficha técnica completa das gravações, que foram feitas nos estúdios da Island Records, em Londres.

Se isso tudo não bastasse, temos ainda um segundo CD, que inclui gravação feita ao vivo em 7 de julho de 1978 de um show realizado por Bob Marley e sua banda The Wailers na cidade holandesa de Rotterdam. Em performance inspirada, ele interpreta duas canções de Kaya, três de Exodus e clássicos de seu repertório como No Woman No Cry, Get Up Stand Up e I Shot The Sheriff. São 13 músicas, em versões soltas e estendidas em relação às gravações de estúdio.

Essa impecável reedição de Kaya é mais uma prova de que nenhum dos discos de carreira lançados por Bob Marley na Island Records pode ser subestimado. Todos são bons, cada qual do seu jeito, e merecem ser apreciados por quem gosta não só de reggae, mas de música de qualidade em geral. Bob Marley (1945-1981) nos deixou um legado musical espetacular que será cultuado para sempre.

Ouça Is This Love, com Bob Marley & The Wailers:

Conheça melhor Bob Marley em ótima trilha

Por Fabian Chacur

Sempre que a palavra reggae é pronunciada, um nome costuma ser relembrado de imediato: Bob Marley (1945-1981). E não é para menos. Poucos artistas representam de forma tão completa um gênero musical como este cantor, compositor e músico.

Como forma de registrar a trajetória desse verdadeiro gênio da música, o diretor Kevin McDonald, conhecido pelo ótimo filme O Último Rei da Escócia (2006), incumbiu-se de criar um documentário, Marley, que estreou em abril nos cinemas do mercado internacional (espero que passe por aqui em breve).

Nele, valendo-se de entrevistas de arquivo e performances ao vivo do Marley, além de entrevistas com seus familiares e gente importante em sua trajetória como Jimmy Cliff, Bunny Livingstone Wailer e Chris Blackwell, McDonald nos dá um bom mergulho sobre a trajetória do músico jamaicano, durante 144 minutos que devem ser imperdíveis.

Se o documentário ainda não está disponível em nossas telonas, ao menos a trilha sonora, intitulada Marley – The Original Soundtrack, acaba de ser lançada por aqui pela Universal Music, com essa capa belíssima que você vê acima.

Trata-se de um álbum duplo incluindo 24 faixas que procuram representar toda a trajetória musical do rei do reggae, indo de Corner Stone (de 1962), uma de suas primeiras gravações, até a maravilhosa Redemption Song.

As faixas se dividem entre versões já lançadas anteriormente, novas mixagens e gravações ao vivo inéditas, como a de Jammin’ registrada em 1978 no histórico evento One Love Peace Concert, ou uma versão dub de Exodus.

O álbum é repleto de clássicos do repertório de Marley, como Small Axe, Get Up Stand Up, No Woman No Cry, Could You Be Loved, I Shot The Sheriff, Three Little Birds e One Love.

Através da audição desta trilha sonora, fica mais fácil entender o porque Bob Marley continua até hoje sendo o nome máximo da história do reggae. Ele sabia com raro talento e criatividade unir ótimas melodias, letras ora ácidas, ora filosóficas, ora doces e românticas e um senso rítmico contagiante e hipnótico.

Não é de se estranhar que, mesmo 31 anos após sua morte prematura, as canções desse gênio continuem sendo ouvidas, cantadas e reverenciadas por milhões de pessoas em todo o mundo.

Marley – The Original Soundtrack serve como boa introdução à obra do mestre, ou mesmo como um bom disco para se usar como trilha sonora de nosso dia-a-dia.

Veja dois trailers do documentário Marley:

Banda Mente Sã grava clipe da música Vida

Por Fabian Chacur

O reggae continua gerando bons frutos no Brasil. Uma banda da nova geração do ritmo surgido na Jamaica e hoje parte integrante da música pop mundial que começa se destacar é a Mente Sã. O trio é integrado por Adriel Vinícius (vocal e guitarra), Beto Bass (baixo) e Saymon MacNamara (bateria e vocais), e surgiu em 2005 em Brasília.

Com um álbum lançado em 2009, eles atualmente preparam o segundo lançamento, que teve como prévia um EP com seis faixas disponibilizado ao público em 2011. Os dois trabalhos podem ser baixados no site oficial da banda (www.mentesa.com.br).

Atualmente, eles preparam o clipe para uma das músicas do EP, Vida, com a direção do ator Rafael Cardoso, que também atua no vídeo. Outra música deles divulgada com um clipe bem bacana é Transformação, que você poderá ver no fim deste post.

O Mente Sã tem fãs como Zeider, vocalista da banda paulistana de reggae Planta & Raiz, e revela ter influências dos trabalhos de Steel Pulse, The Gladiators, Kyman Marley, Don Carlos e Groundation, entre outros músicos e grupos. A sonoridade do trio é um reggae melódico pontuado por letras positivas e muito bom de se ouvir. Vale conferir.

Veja o clipe de Transformação, do Mente Sã:

Banda UB 40 vai a falência na Inglaterra

Por Fabian Chacur

Mais uma notícia que irá ser catalogada na categoria “piadas prontas”: foi decretada a falência da banda UB 40, por decisão da Corte de Justiça da cidade de Birmingham, terra natal dos músicos.

Segundo notícia veiculada pelo jornal britânico Daily Mail, a mais bem-sucedida banda europeia de reggae de todos os tempos terá seus bens penhorados para que seus credores possam receber os valores pelos quais entraram na Justiça em abril de 2008, solicitando a falência da Dep International Ltd., empresa que toma conta dos negócios do grupo.

Além das dívidas, cujo valor total não foi divulgado, o grupo também terá de arcar com os custos da ação, avaliados em torno de R$ 170 mil.

Também foram declarados como falidos os integrantes da atual formação da banda: Brian Travers (sax), Jimmy Brown (bateria), Terence “Astro” Wilson (trumpete) e Norman Kassan (percussão).

O vocalista e guitarrista Ali Campbell, principal figura do time, já havia saído em 2008, como o tecladista Mickey Virtue. Robin, irmão de Ali, continua, embora seu nome não tenha sido citado na condenação.

A ironia fica por conta do significado do nome da banda. Para quem não sabe, UB 40 (unemployment benefit 40) é o nome do auxílio desemprego no Reino Unido. Será que os integrantes da banda irão conseguir recebê-lo, a partir de agora?

Curiosamente, eles haviam voltado a tocar há pouco no mesmo lugar onde fizeram o primeiro show de sua carreira, em Birmingham.

Criado em 1978, o UB 40 se tornou uma das mais bem-sucedidas bandas britânicas das décadas de 80 e 90 graças a uma bem-sucedida fusão de reggae e musica pop, com alto teor dançante.

Seus shows sempre calorosos e vibrantes renderam a eles milhões de fãs em todo o mundo, incluindo o Brasil, onde tocaram pela primeira vez em janeiro de 1988, no extinto festival Hollywood Rock.

Entre seus maiores sucessos, podem ser citados Rat In My Kitchen, The Way You Do The Things You Do, Red Red Wine e Can’t Help Falling In Love With You e Sing Our Own Song, entre outros.

Veja o clipe de The Way You Do The Things You Do:

Legend – Bob Marley & The Wailers (Island-1984)

Por Fabian Chacur

Se estivesse vivo, Bob Marley teria feito 65 anos no último dia 6 de fevereiro. Como na verdade ele continua presente na vida de todos nós graças a suas canções inesquecíveis, vale lembrar seu álbum mais espetacular.

Chega a ser covardia colocar uma coletânea como melhor disco do Rei do Reggae. Afinal de contas, em seus quase 20 anos de carreira o cantor, compositor e músico jamaicano lançou trabalhos ótimos.

Portanto, uma seleção de canções matadoras é realmente tranquilo de se fazer. Mas Legend é um caso muito especial e merece quebrar essa regra de sempre privilegiar discos de carreira por aqui.

Lançada em 1984, três anos após a prematura morte de Marley aos 36 anos, esta compilação dá uma geral no que de melhor ele gravou em seus anos na Island Record, precisamente entre 1973 e 1981.

São 14 faixas indiscutíveis, colocadas emsequência simplesmente irresistível. Difícil colocar para tocar e tirar antes do final. Começam os primeiros acordes de Is This Love e quando você se dá conta, já está em Jamming, que encerra o CD

Ouvir o repertório desta compilação ajuda a entender o porque Marley permanece relevante em pleno século 21. Ele vai muito além do ritmo que ajudou a criar e divulgar mundo afora.

Além de ritmicamente irresistíveis, suas canções também apostavam em melodias inspiradas e bem encadeadas, além de letras fortes abordando temas como vida, sonhos, amor, política e espiritualidade, sem nunca se perder em soluções fáceis e banais.

Sua voz era linda e de um carisma sublime, e os músicos que o acompanhavam sabiam tirar tudo o que de melhor as melodias criadas pelo Rei do Reggae podiam gerar. Resultado: música ótima e acima de rótulos.

Não é por acaso que Legend vendeu mais de dez milhões de cópias nos Estados Unidos e algo em torno disso no resto do mundo, tornando-se o trabalho de reggae mais vendido de todos os tempos.

E vale lembrar que o repertório inclui não a boa versão de estúdio de No Woman No Cry, mas sim a excepcional ao vivo gravada em 1975 no teatro Lyceum, em Londres e lançada no álbum Live!.

Há momentos em que os anjos do bem parece que se incorporam em alguns músicos, fazendo com que eles rendam além da imaginação nos palcos, e é exatamente isso o que ocorre nessa live version da canção que Gilberto Gil verteu competentemente para o português.

Legend inclui maravilhas como Is This Love, No Woman No Cry, Could You Be Loved, Three Little Birds, Get Up Stand Up, Stir It Up, I Shot The Sheriff…. É só bala. Até existem compilações com mais faixas, mas esta aqui é perfeita.

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