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Tag: rock anos 1970

Meu Tio e o Joelho de Porco na programação do Canal Brasil

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Por Fabian Chacur

Em 1988, um certo Rafael perdeu precocemente seu pai, o empresário Sérgio Terpins, vítima de um infarto. A presença de seu tio Tico o ajudou bastante a lidar com uma perda tão terrível e repentina. Dez anos depois, é Tico que se vai, também antes do que se imaginaria. Em 2018, agora cineasta, Rafa nos oferece um delicado relato sobre esse parente tão peculiar, que para o público em geral tem relevância como o criador da incrível banda Joelho de Porco. Trata-se de Meu Tio e o Joelho de Porco, delicioso documentário que o Canal Brasil exibe nesta quinta (30) às 18h45, sexta (31) às 15h45 e domingo (2-6) às 10h55.

É importante ter em mente essa dualidade de intenções do documentário para apreciá-lo melhor. Não se trata de um filme exclusivamente sobre o grupo paulistano surgido em 1972 e criado pelo cantor, compositor e baixista Tico Terpins em parceria com o vocalista Próspero Albanese, que ele conheceu nos tempos de colégio. Ou seja, análises um pouco mais detalhadas dos álbuns lançados pela banda, suas influências musicais, algumas contradições em sua trajetória e mesmo opiniões de críticos ficaram de fora, mostrando que um segundo filme só sobre o grupo em si seria mais do que bem-vindo.

Mas a relação entre Rafael e seu tio famoso, explicitada na tela, nos ajuda muito a conhecer melhor esse personagem peculiar. Um cara genial em termos artísticos, que soube encaminhar o bom humor existente no trabalho dos Mutantes rumo a estâncias ainda mais extremas, em uma união rock-sátira que iria inspirar Língua de Trapo, Premeditando o Breque e diversos outros artistas dessa praia, até mesmo os Mamonas Assassinas, como ilustra depoimento de Zé Rodrix, integrante do grupo nos anos 1980.

Fugindo de uma abordagem mais convencional, Rafael é uma espécie de mestre de cerimônias do filme, amarrando as cenas com suas participações guiando o LTD do tio e conversando com um boneco que representa o músico, em diálogos deliciosos. O material de arquivo teve excelente utilização, permitindo conferir a trajetória da banda e suas performances em apresentações na TV e em shows, além de algumas entrevistas resgatadas. Depoimentos atuais de ex-integrantes como Próspero e de parentes de Tico nos permitem descobrir peculiaridades desse personagem incomum.

Se era um músico de primeira, Tico tinha um bom-humor do tipo “perco o amigo, mas não perco a piada”. Vários desses momentos absurdos gerados por seu temperamento irrequieto são relatados no filme, incluindo “causos” bizarros ocorridos durante shows e programas de TV. O legal é que Rafael não tenta esconder esse lado inconsequente do tio, uma das possíveis razões pelas quais o Joelho de Porco não conseguiu o sucesso que merecia ter atingido.

Outro problema que Rafael conseguiu superar do jeito que deu foi o fato de Billy Bond, vocalista da banda durante a sua “fase punk”, que gerou o álbum Joelho de Porco (1978), lançado pela gravadora global Som Livre, ter saído do time de forma nada amigável. No filme, o bonequinho Tico afirma que aquele álbum, o com mais visibilidade dentre os quatro que gravaram, com direito a comerciais na Globo e tudo, não passava de “um disco sem alma”.

E Rafa lê o SMS enviado por Billy justificando o porque não aceitou o convite para dar a sua versão para o fim de sua participação no Joelho de Porco. O curioso fica por conta da apresentação dos registros de TV e shows dessa fase, nas quais as imagens de Bond são distorcidas. Ficou estranho, mas acabou sendo melhor do que excluí-las, pois são em quantidade bastante expressiva.

A parceria com Arnaldo Baptista em seu primeiro compacto simples, de 1973, o incrível álbum de estreia São Paulo 1554-Hoje (1975), um dos melhores da história do rock brasileiro, o polêmico “disco punk” de 1978 e os dois dos anos 1980, já na fase com Zé Rodrix, Saqueando a Cidade (1983) e 18 Anos Sem Sucesso (1988) são abordados, assim como a atuação de Tico Terpins no mercado publicitário e como dono de estúdio de gravação.

Meu Tio e o Joelho de Porco equivale a uma deliciosa viagem pela vida de um cara do tipo malucão que nos deixou um legado musical que merece ser mais reverenciado, e sua principal virtude é exatamente essa: incentivar quem o vê a ir atrás dos quatro álbuns do grupo, todos repletos de maravilhas do porte de Boing 723897, México Lindo, Mardito Fiapo de Manga, São Paulo By Day, O Rapé, Vai Fundo, A Última Voz do Brasil e tantas outras.

Ouça São Paulo 1554-Hoje, do Joelho de Porco:

Manifesto (1979), o álbum que iniciou nova fase do Roxy Music

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Por Fabian Chacur

Em 1979, o Roxy Music completava três anos longe de cena. Seu último álbum de estúdio até então, Siren (1975), foi divulgado por uma turnê que rendeu o esplêndido álbum ao vivo Viva! (1976). Depois, o silêncio. Portanto, não faltou alegria aos inúmeros fãs da banda britânica quando Manifesto chegou às lojas em março daquele ano. Um retorno à altura de um grupo que já havia feito muita coisa boa em seu produtivo primeiro período na ativa.

Concebido pelo estudante de artes Bryan Ferry, seu cantor e principal compositor, o Roxy Music trouxe em seu DNA o espírito da experimentação pop. Ou seja, a criação de um som aberto a fusões e misturas com várias tendências do rock, como o básico, o progressivo, o psicodélico, o hard etc e também o rhythm and blues, o soul, o funk, a música eletrônica, o jazz e os standards americanos. Tudo com uma classe e um refinamento extremo, mas sem fugir exageradamente do perfil pop. O famoso conceito dos “biscoitos finos para as massas” do brasileiro Oswald de Andrade se encaixa feito luva para definir o resultado dessa simbiose roqueira.

O núcleo básico do grupo traz, além de Ferry, Andy Mackay (sax e oboé) e Phil Manzanera (guitarra), com Paul Thompson (bateria) completando o time fixo. Brian Eno (teclados e efeitos sonoros) participou dos dois primeiros álbuns, mas acabou trombando com o líder da banda, e saiu fora rumo a uma carreira solo incrível e também para se tornar um consagrado produtores musical.

Com o então jovem tecladista Eddie Jobson no posto de Eno, o Roxy Music gravou mais três álbuns de estúdio e um ao vivo entre 1973 e 1976, firmando-se no cenário rocker, especialmente o britânico e o europeu. Além de uma musicalidade própria inovadora e cativante, o Roxy trazia como marcas o visual fashion de seus integrantes e a classe de Bryan Ferry como cantor, influenciado pelos crooners de jazz e pelos intérpretes da ala mais soft do soul.

Durante os três anos que o Roxy ficou fora de cena, Bryan Ferry lançou mais três álbuns solo (ele já tinha gravado outros dois paralelamente ao trabalho com a banda). Quando ele resolveu se reunir novamente com Manzanera, Mackay e Thompson, trouxe como ponto de partida a sonoridade de duas músicas de Siren (1975), as sacudidas Love Is The Drug e Both Ends Burning. Vivíamos o auge da era da disco music, e o grupo inglês soube se valer de sua influência sem cair em oportunismo ou mero pastiche. Deu super certo.

Nessa linha pra cima, Angel Eyes e Dance Away foram as faixas que impulsionaram o álbum rumo às primeiras posições das paradas de sucesso internacionais. Também dançante, mas com uma batida mais sensual, Ain’t That Soul ajuda a manter o baile animado, assim como os pop-rocks Cry Cry Cry e My Little Girl.

Com uma introdução instrumental hipnótica de influência oriental de 2,5 minutos, Manifesto é uma faixa título absurda de boa em seus mais de 5 minutos de duração total, uma espécie de carta de intenções do que seria o álbum, uma escolha perfeita para abrir um disco tão icônico.

Trash, um rock nervoso com leve pegada punk, mostra a capacidade da banda de pegar um som que estava em voga naquele momento e transformá-lo em algo totalmente diferente. Com belos riffs de guitarra, a rock-soul Still Falls The Rain tem um clima que lembra o do álbum Siren. O clima introspectivo e levemente progressivo marca Stronger Through The Years , com direito a belos solos dos músicos. E o LP é encerrado por uma balada delicada e viajante, Spin Me Round. O início perfeito de um período mágico na carreira dessa banda.

Mais curiosidades e considerações sobre Manifesto:

*** Manifesto foi o álbum do Roxy Music a atingir o posto mais alto na parada americana, o número 23, mas não o mais bem vendido. Avalon (1982), embora só tenha chegado ao número 53, com o decorrer dos anos acabou ultrapassando a marca de um milhão de cópias vendidas por lá, recebendo o prêmio de disco de platina por isso.

*** A versão inicial de Angel Eyes tinha uma levada de power pop. Na hora de lançar o single, o grupo e a gravadora optaram por investir em uma regravação com levada disco, que ganhou rapidamente o público. Dessa forma, apenas a tiragem inicial de Manifesto traz Angel Eyes no estilo rocker, sendo substituída nas tiragens posteriores pela disco version. Isso também ocorreu com Dance Away, embora neste caso as diferenças entre as gravações sejam mais sutis.

*** Vocês devem ter notado que não citei o nome de baixistas nesta matéria até o presente instante. É que o Roxy Music teve como marca, em sua carreira, o fato de ter tido inúmeros músicos entrando e saindo, nesse posto. Em Manifesto, cuidaram dessa função Gary Tibbs e Alan Spenner. Outros baixistas que tocaram com o Roxy, durante sua carreira: Rick Willis, John Wetton (depois, famoso com o grupo Asia), Sal Maida, John Gustafson, John Porter, Rick Kenton e Graham Simpson (ufa!).

*** Manifesto foi gravado em estúdios ingleses e americanos. A parte ianque do álbum conta com a participação de músicos bem legais, entre os quais Rick Marotta (bateria), Steve Ferrone (bateria), Richard Tee (piano), Melissa Manchester (vocais) e Luther Vandross (vocais). A participação dos dois outros bateristas não foi por acaso: Paul Thompson não curtia a parte mais dançante dessa fase do Roxy, e saiu do grupo após a turnê de divulgação deste álbum.

*** Quem marca presença no álbum, tocando teclados, é o cantor, compositor e multi-instrumentista britânico Paul Carrack. Então ainda desconhecido, ele faria muito sucesso nas décadas de 1980 e 1990 integrando como vocalista os grupos Squeeze e Mike+The Mechanics. É dele a voz principal de hits incríveis desses grupos como Tempted e Over My Shoulders, só para citar dois deles.

*** As capas dos discos do Roxy sempre foram comparáveis às de revistas de moda, por serem muito sofisticadas e incluírem modelos famosas. A de Siren, por exemplo, trouxe no papel de uma sereia ninguém menos do que Jerry Hall, que depois seria durante anos a esposa de Mick Jagger. Quem ajudava na criação era um amigo de Ferry, o fashion designer Antony Price. No caso de Manifesto, temos uma festa com direito a muitos modelos, serpentina e confetes.

*** Saiu em 2008, inclusive no Brasil (pela extinta ST2) Live In America, CD gravado ao vivo durante a turnê de lançamento de Manifesto. O registro ocorreu em um show realizado no dia 12 de abril de 1979 no Rainbow Music Hall, em Denver, Colorado (EUA). São 13 faixas, sendo 6 delas do álbum que estavam divulgando. Muito, mas muito bom mesmo, com os quatro (Ferry, Manzanera, Mackay e Thompson) apoiados por Gary Tibbs (baixo) e David Skinner (teclados).

Ouça Manifesto na integra, em streaming:

Musical sobre o Fleetwood Mac será encenado em SP, RJ e BH

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Por Fabian Chacur

Um de meus sonhos era ver o Fleetwood Mac ao vivo no Brasil com sua formação mais bem-sucedida. Como isso parece ser praticamente impossível, após a saída de Lindsey Buckingham (que de quebra luta contra sérios problemas de saúde), o mais próximo disso parece ser a turnê que a banda cover britânica Rumours Of Fleetwood Mac fará pelo Brasil, com shows dias 15 de Agosto de 2019 em São Paulo (Espaco das Américas), 16 de Agosto no Rio de Janeiro (Vivo Rio) e 17 de Agosto em Belo Horizonte (Teatro Palácio das Artes). Trata-se, no mínimo, de uma banda cover com um belíssimo pedigree.

Não é por acaso que intitulei esse post como se fosse a encenação de um musical sobre a banda. Porque, na prática, é isso mesmo que se passa nas apresentações do Rumours Of Fleetwood Mac. Criado em 1999 e com mais de 700 shows no currículo, o grupo tem o aval de ninguém menos do que Mick Fleetwood, o baterista que criou a seminal banda, e de Stevie Nicks, a cantora que entrou no time em 1975 e ajudou a elevá-lo ao topo do pop rock mundial. Além disso, Mick já participou de shows dessa banda-tributo, assim como o guitarrista Rick Vito, que substituiu Lindsey Buckingham no FM entre 1987 e 1991.

O grupo é integrado por Jess Harwood (vocal, interpreta as músicas de Stevie Nicks)), James Harrison (guitarra e vocal, faz as vezes de Lindsey Buckingham), Scott Poley (guitarra e vocal), Alan Cosgrove (bateria, até o visual lembra o de Mick Fleetwood), Emily Gervers (teclados e vocal, veste a pele de Christine McVie), Etienne Girard (baixo) e Dave Goldberg (teclados, guitarra e os vocais do primeiro cantor do grupo em sua fase de blues rock, Peter Green). Um time afiadíssimo, que replica com muito detalhismo e energia as canções do FM.

O repertório traz Dreams, Don’t Stop, You Make Loving Fun e todas as outras músicas do mitológico álbum Rumours (1977), um dos mais vendidos da história, e os hits mais importantes dos 50 anos de estrada da banda, entre os quais Black Magic Woman, Albatross, Sarah, Gypsy, Little Lies, Seven Wonders e Everywhere.

O show é aberto com um vídeo no qual Mick Fleetwood dá um depoimento sobre a banda, sendo que outros vídeos e textos são usados durante a apresentação para ilustrar a trajetória de uma das melhores bandas de rock de todos os tempos. Veja trechos de músicas com o grupo aqui .

Seven Wonders (ao vivo)- Rumours Of Fleetwood Mac:

Hunky Dory, Ziggy Stardust e Heroes relançados no Brasil

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Por Fabian Chacur

A discografia de David Bowie é uma das mais importantes da história do rock. Portanto, nada melhor do que ter acesso a esses títulos tão bacanas, ainda mais se for em formato físico. A Warner Music está disponibilizando no Brasil em CD três joias desse acervo maravilhoso, em versões remasterizadas. São todos da década de 1970: Hunky Dory (1971), The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars (1972) e Heroes (1977), em versões devidamente remasterizadas.

Uma ressalva fica por conta de esses títulos seguirem o padrão das reedições imediatamente anteriores, feitas pela EMI há 20 anos, que retirou as faixas-bônus incluídas na fantástica série de relançamentos promovida pelo selo americano Rykodisc no início da década de 1990 (quem comprou, comprou…), cujo acervo, curiosamente, hoje pertence à própria Warner Music.

Hunky Dory tem vários pontos importantes, entre os quais ser o primeiro LP do astro britânico a incluir os músicos que integraram sua lendária banda de apoio, a Spiders From Mars. São eles Mick Ronson (guitarra), Trevor Bolder (baixo) e Mick Woodmansey (bateria). O convidado especial, tocando teclados, é ninguém menos do que Rick Wakeman. Três grandes hits, todos baladas empolgantes, estão aqui: Changes, Life On Mars? e Oh! You Pretty Things. A deliciosa Kooks, a ardida Queen Bitch e a divertida Andy Warhol são outros destaques.

Responsável por sua explosão em termos de popularidade no Reino Unido, The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars marcou o surgimento do glam rock enquanto fenômeno musical e de popularidade entre o público rocker, alucinando a garotada com petardos como Ziggy Stardust, Sufraggette City, Hang On To Yourself e baladas como Starman e Rock And Roll Suicide. Um dos discos mais “rock na veia” do Camaleão.

Heroes é o irmãos siamês de Low (1977), e traz como marca sua mistura de rock e música eletrônica, com direito a elementos de música vanguardista, krautrock e por aí vai. E vai bem! Não faltam faixas antológicas, entre as quais vale lembrar da envolvente e nervosa Beauty And The Beast e da icônica música que deu título a este CD, um verdadeiro hino rocker. As presenças de Brian Eno e Carlos Alomar são marcantes nessa fase do saudoso astro britânico.

Saiba as faixas contidas em cada CD:

Hunky Dory:

Changes (2015 Remaster) 03:37
Oh! You Pretty Things (2015 Remaster) 03:13
Eight Line Poem (2015 Remaster) 02:55
Life On Mars? (2015 Remaster) 03:55
Kooks (2015 Remaster) 02:53
Quicksand (2015 Remaster) 05:06
Fill Your Heart (2015 Remaster) 03:10
Andy Warhol (2015 Remaster) 03:54
Song For Bob Dylan (2015 Remaster) 04:13
Queen Bitch (2015 Remaster) 03:20
The Bewlay Brothers (2015 Remaster) 05:29

The Rise and Fall od Ziggy Stardust and the Spiders from Mars:

Five Years (2012 Remastered Version
Soul Love (2012 Remastered Version)
Moonage Daydream (2012 Remastered Version)
Starman (2012 Remastered Version)
It Ain’t Easy (2012 Remastered Version)
Lady Stardust (2012 Remastered Version)
Star (2012 Remastered Version)
Hang On To Yourself (2012 Remastered Version)
Ziggy Stardust (2012 Remastered Version)
Suffragette City (2012 Remastered Version)
Rock ’N’ Roll Suicide (2012 Remastered Version)

Heroes:

Beauty And The Beast (2017 Remastered Version
Joe The Lion (2017 Remastered Version)
Heroes (2017 Remastered Version)
Sons Of The Silent Age (2017 Remastered Version)
Blackout (2017 Remastered Version)
V-2 Schneider (2017 Remastered Version)
Sense Of Doubt (2017 Remastered Version)
Moss Garden (2017 Remastered Version)
Neuköln (2017 Remastered Version)
The Secret Life Of Arabia (2017 Remastered Version)

Ouça Hunky Dory em streaming:

Road To Ruin, dos Ramones, é relançado com edição deluxe

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Por Fabian Chacur

Há 40 anos, chegava às lojas de discos Road To Ruin, quarto álbum dos Ramones e um dos melhores de sua carreira. Como forma de celebrar essa efeméride, a Warner Music lançou duas edições comemorativas, uma no formato Deluxe Edition contendo três CDs e um LP de vinil, e outra standard, em embalagem digipack dupla. Só a segunda sairá em formato físico no Brasil, sendo que a primeira estará disponível nas plataformas digitais.

A edição deluxe inclui o seguinte conteúdo: o CD 1 traz duas mixagens do álbum, uma a original remasterizada e a outra mais crua e feita especialmente para esta ocasião. O CD 2 tem versões alternativas e extras e o CD 3 traz material gravado ao vivo em 1979. O LP de vinil, de 180 gramas, vem com a mixagem original e remasterizada. O site da Amazon oferece o pacote por 45,85 dólares (em torno de R$ 170,00).

Road To Ruin, na versão física que já pode ser encontrada no Brasil, possui uma charmosa embalagem digipack com capa dupla incluindo cinco fotos do grupo e de seus integrantes, e poucas informações técnicas. Destoando do que era praxe nos relançamentos feitos pelo selo Rhino, hoje da Warner, não traz encarte com texto informativo ou coisa que o valha. Uma pena, pois valorizaria ainda mais o produto e o tornaria mais atrativo ao público em geral.

A remasterização é muito boa, dando ao álbum uma qualidade de áudio matadora e superior às versões anteriores. Algo bem legal, se levarmos em conta que Road To Ruin equivale a um momento no qual os Ramones buscavam ir além do punk rock cru e acelerado que havia marcado a sua trajetória até então. Mais melodias e sutilezas a caminho.

Um marco deste trabalho fica por conta de ser o primeiro com Marky Ramone na bateria. Seu antecessor, Tommy, passou a se dedicar totalmente à produção do álbum, que ele assina (com seu nome de batismo, T. Erdelyi. em parceria com Ed Stasium (que também trabalhou com Talking Heads, Living Colour e Smithereens).

O espírito “1,2,3,4,porrada!” dos discos anteriores se mostra em faixas como I Wanted Everything, I’m Against It, Bad Brain (que inspiraria o nome da célebre banda americana Bad Brains) e She’s The One. I Just Want To Have Something To Do, I Don’t Want You e It’s a Long Way Back seguem um compasso mais lento, com cara hard rock.

A vertente mais melódica surge em canções como Don’t Come Close, um roquinho delicioso com direito a base de violão e um belo solo de guitarra. Grande hit nos anos 1960 com a cantora americana Jackie DeShannon e o grupo britânico The Searchers, a maravilhosa balada rock Needles And Pins surge em uma releitura inspirada, na qual Joey Ramone mostra como a sua voz carismática e agressiva podia se tornar extremamente agradável em um contexto menos básico.

Questioningly os insere novamente no formato rock balada de forma certeira, com direito a violões e ao uso inspirado da slide guitar que certamente arrancaria sorrisos de George Harrison e Lulu Santos. E temos a provavelmente mais conhecida faixa deste trabalho, a endiabrada I Wanna Be Sedated, que equivale a uma mistura do punk básico com uma pegada new wave então emergente. Faixa enérgica, para levantar defuntos e agitar festas rockers!

Como um todo, Road To Ruin é um trabalho no qual Joey (vocal), Johnny (guitarra), Dee Dee (baixo) e Marky (bateria) demonstram maturidade, energia e uma vocação pop-rock inesperada. Se teve péssimo desempenho comercial na época (nº 103 na parada americana), acabou se tornando um clássico do rock, e boa prova de que os Ramones não eram tão repetitivos e básicos como alguns apressados podem pensar. Eles sabiam variar, e fazer rock melódico. Esta é a prova cabal!

Confira a tracklist completa de “Road To Ruin: 40th Anniversary Deluxe Edition”

Disco Um-
Original Mix Remastered

1.“I Just Want To Have Something To Do”
2.“I Wanted Everything”
3.“Don’t Come Close”
4.“I Don’t Want You”
5.“Needles And Pins”
6.“I’m Against It”
7.“I Wanna Be Sedated”
8.“Go Mental”
9.“Questioningly”
10.“She’s The One”
11.“Bad Brain”
12.“It’s A Long Way Back”

40th Anniversary Road Revisited Mix

13.“I Just Want To Have Something To Do”
14.“I Wanted Everything”
15.“Don’t Come Close”
16.“I Don’t Want You”
17.“Needles And Pins”
18.“I’m Against It”
19.“I Wanna Be Sedated”
20.“Go Mental”
21.“Questioningly”
22.“She’s The One”
23.“Bad Brain”
24.“It’s A Long Way Back”

Disco dois: “Rough Mixes & 40th Anniversary Extras”

1.“I Walk Out” (2018 Mix) *
2.“S.L.U.G.” (2018 Mix) *
3.“Don’t Come Close” (Single Mix)
4.“Needles And Pins” (Single Mix)
5.“I Just Want To Have Something To Do” (Basic Rough Mix) *
6.“I Don’t Want You” (Basic Rough Mix) *
7.“I’m Against It” (Basic Rough Mix) *
8.“It’s A Long Way Back” (Basic Rough Mix) *
9.“I Walk Out” (Basic Rough Mix) *
10.“Bad Brain” (Basic Rough Mix) *
11.“Needles And Pins” (Basic Rough Mix) *
12.“I Wanna Be Sedated” Take 2 (Basic Rough Mix) *
13.“I Wanted Everything” (Basic Rough Mix) *
14.“Go Mental” (Basic Rough Mix) *
15.“She’s The One” (Basic Rough Mix) *
16.“Questioningly” Take 2 (Basic Rough Mix) *
17.“S.L.U.G.” (Basic Rough Mix) *
18.“Don’t Come Close” (Basic Rough Mix) *
19.“I Wanna Be Sedated” (Backing Track) *
20.“I Don’t Want You” (Brit Pop Mix) *
21.“Questioningly” (Acoustic Version) *
22.“Needles And Pins” (Acoustic Version) *
23.“Don’t Come Close” (Acoustic Version) *
24.“I Wanna Be Sedated” (“Ramones-On-45 Mega-Mix!”)

Disco três: “Live At The Palladium, New York, NY, December 31 1979”

1.“Blitzkrieg Bop” *
2.“Teenage Lobotomy” *
3.“Rockaway Beach” *
4.“I Don’t Want You” *
5.“Go Mental” *
6.“Gimme Gimme Shock Treatment” *
7.“I Wanna Be Sedated” *
8.“I Just Want To Have Something To Do” *
9.“She’s The One” *
10.“This Ain’t Havana” *
11.“I’m Against It” *
12.“Sheena Is A Punk Rocker” *
13.“Havana Affair” *
14.“Commando” *
15.“Needles And Pins” *
16.“I Wanna Be Your Boyfriend” *
17.“Surfin’ Bird” *
18.“Cretin Hop” *
19.“All The Way” *
20.“Judy Is A Punk” *
21.“California Sun” *
22.“I Don’t Wanna Walk Around With You” *
23.“Today Your Love, Tomorrow The World” *
24.“Pinhead” *
25.“Do You Wanna Dance?” *
26.“Suzy Is A Headbanger” *
27.“Let’s Dance” *
28.“Chinese Rock” *
29.“Beat On The Brat” *
30.“We’re A Happy Family” *
31.“Bad Brain” *
32.“I Wanted Everything” *

*não divulgadas previamente

She’s The One (clipe)- Ramones:

Alice Cooper grava CD duplo ao vivo no Olympia de Paris

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Por Fabian Chacur

Alice Cooper completou 70 anos recentemente, e parece que não deseja diminuir o ritmo de sua bem-sucedida carreira no rock and roll. Ele anuncia para o dia 31 deste mês o lançamento de A Paranormal Evening At The Olympia Paris, álbum gravado ao vivo que chegará ao Brasil no formato CD duplo via Shinigami Records, sendo que a gravadora europeia Ear Music também o lançará no exterior como LP duplo de vinil, com um disco branco e outro vermelho.

O trabalho foi registrado no último show da turnê que divulgou o mais recente trabalho de estúdio do astro do rock, o elogiado Paranormal (2017), realizado no dia 7 de dezembro do ano passado no lendário Olympia, teatro parisiense inaugurado em 1893 e no qual se apresentaram The Beatles, Édith Piaf, Black Sabbath, Janis Joplin, Elis Regina, Amália Rodrigues e outros mitos da história da música.

O consagrado rock and roller foi acompanhado por sua afiadíssima banda, composta por Nita Strauss (guitarra), Tommy Henriksen (guitarra), Ryan Roxiel (guitarra), Chuck Garric (baixo) e Glen Sobel (bateria). No repertório, músicas como Poison (ouça aqui), No More Mr. Nice Guy, Ballad Of Dwight Fry, Pain, Woman Of Mass Destruction e a recente Paranoiac Personality (do CD Paranormal).

Ballad Of Dwight Fry (live)- Alice Cooper:

Bento Araújo e crowdfunding para lançar seu segundo livro

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Por Fabian Chacur

Em 2016, o jornalista, crítico musical, pesquisador e colecionador de discos Bento Araújo conseguiu concretizar um sonho, ao lançar o excepcional livro Lindo Sonho Delirante- 100 Discos Psicodélicos do Brasil (leia a resenha de Mondo Pop aqui).

A repercussão não poderia ter sido melhor, com direito a ótimas vendas em mais de 40 países, cotação máxima (cinco estrelas) na seminal revista britânica Record Collector, ser considerado um dos dez melhores livros sobre música lançados em 2016 pelo conceituado site Vinyl Factory e inúmeras entrevistas e resenhas mundo afora. Seria lógico imaginar o lançamento de um segundo volume, e é exatamente isso o que Bento está batalhando para concretizar.

Ele novamente se vale do crowdfunding, também conhecido como financiamento coletivo, estratégia criada para viabilizar projetos importantes sem a necessidade de envolver grandes editoras no processo. E mais uma vez a coisa começa bem. Em apenas três dias no site Catarse, Bento conseguiu atingir 50 % da meta mínima capaz de viabilizar o projeto. O prazo para atingir tal objetivo é o dia 14 de junho, e o interessado pode colaborar de várias maneiras (saiba mais aqui).

Intitulado Lindo Sonho Delirante Vol.2- 100 Discos Audaciosos do Brasil (1976-1985), a nova obra do jornalista trará resenhas de álbuns de artistas como Tom Zé, Odair José, Belchior, Lula Côrtes, Arnaldo Baptista, Zé Ramalho, Cátia de França, Luli & Lucina, Papa Poluição, Itamar Assumpção, Aguilar e Banda Performática, A Barca do Sol e outros. Uma das opções do financiamento coletivo permite ao colaborador que investir R$ 95,00 conseguir um exemplar do livro com frete grátis, sendo que o preço pós-campanha será de R$ 120,00.

Veja o vídeo com Bento falando sobre o livro:

ChangesTwoBowie:relançado em CD após mais de 30 anos

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Por Fabian Chacur

Em 1981, chegou às lojas brasileiras a coletânea ChangesTwoBowie. Naquele momento, era uma rara oportunidade de se conferir alguns dos maiores hits de David Bowie, pois seus álbuns da fase RCA estavam fora de catálogo e custavam uma fortuna nos sebos da vida. Essa compilação chegou a sair em CD nos EUA em 1985, mas logo saiu de cena. Para felicidade dos colecionadores, esse disco acaba de voltar ao mercado nacional em versão remasterizada pela Warner, nos formatos CD e digital. No exterior, também está disponível em LP de vinil.

Esta coletânea saiu como um complemento para ChangesOneBowie (1976). Ao contrário do que normalmente ocorre nesses casos, ela não se atém ao período posterior ao lançamento do volume 1, trazendo dez faixas abrangendo material de Hunky Dory (1971) até Scary Monsters (And Super Creeps) (1980). Seu grande atrativo na época era o raro single John I’m Only Dancing (Again), espécie de releitura disco gravada em 1975 do single John I’m Only Dancing (1972).

Além dessa faixa, que originalmente saiu em single em 1979 e depois foi incluída em outras compilações, o diferencial bacana desta compilação é a incrível capa, cuja foto foi feita pelo célebre Greg Gorman, ainda na ativa até hoje e conhecido por seus cliques de celebridades do mundo da música e do cinema como Jimi Hendrix, Elton John, Grace Jones, Richard Gere e inúmeros outros, desde o final da década de 1960.

Vale lembrar outra curiosidade envolvendo esta compilação. Quando o selo Rykodisc fez em 1990 o relançamento da discografia de Bowie de 1969 a 1980, optou por não incluir no pacote as coletâneas ChangesOneBowie e ChangesTwoBowie, criando uma nova compilação intitulada ChangesBowie (que saiu na época no Brasil em LP de vinil duplo pela EMI). Acho muito provável que fãs mais fieis de Bowie comprem essa nova edição de ChangesTwoBowie pela memória afetiva, capa e boa seleção de faixas, mas existem diversas outras coletâneas mais indicadas para quem quiser se iniciar na obra desse gênio do rock.

Conheça o repertório de ChangesTwoBowie:

Aladdin Sane (1913-1938-197?)
Oh! You Pretty Things
Starman
1984
Ashes To Ashes*
Sound And Vision
Fashion
Wild Is The Wind
John, I’m Only Dancing (Again) 1975
D.J.

Johnny I’m Only Dancing (Again)– David Bowie:

Vinyl será lembrada como um clássico das séries musicais

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Por Fabian Chacur

Nada mais irônico para uma série televisiva enfocando um importante momento da história da indústria fonográfica do que ser cancelada após apenas 10 episódios devido a baixa audiência. Esse acabou sendo o triste destino de Vinyl, atração criada por Mick Jagger, Martin Scorsese, Rick Coen e Terence Winter que estreou em 14 de fevereiro de 2016 nos EUA cercada de grande expectativa, e encerrada em 17 de abril do mesmo ano. Um final justo? Creio que não.

O mote básico de Vinyl é mostrar o momento vivido em 1973 pelo executivo fonográfico Richie Finestra, experiente profissional que se via praticamente obrigado a vender a sua gravadora American Century Records a uma empresa estrangeira. O desempenho do ator Bobby Cannavale como Finnestra já tornaria a série imperdível. Ele incorpora com rara felicidade os tiques, excentricidades e momentos visionários de vários dos grandes profissionais dessa área.

A era escolhida não poderia ser mais emblemática. Em 1973, vivíamos ao mesmo tempo a consolidação da indústria musical endereçada ao público jovem, a total perda da ingenuidade de seus, digamos assim, tempos heroicos dos anos 1950 e 1960 (se é que eles de fato existiram) e um momento de transição em termos de preferências musicais.

Ao desistir da venda de sua gravadora, Finestra se arrisca a ir à falência, e ao mesmo tempo pressiona ele próprio e sua equipe a buscarem artistas que pudessem tirá-los do buraco. A iniciante, jovem e ambiciosa Jamie Vine (Juno Temple) oferece uma opção com o grupo Nasty Bits, do seu amante Kip Stevens (James Jagger, filho do vocalista dos Rolling Stones), uma banda indecisa que se endereça rumo ao que viria ser o punk/new wave poucos anos depois.

Nessa busca desesperada por soluções, o executivo acaba se envolvendo em encrencas, e também quebra a cara ao buscar novos contratados para o seu selo. De quebra, ainda perde Hannibal, uma espécie de clone de Sly Stone e um dos astros do seu cast. Bebendo e usando drogas como se não houvesse amanhã, o cara alterna genialidade e faro para o sucesso com momentos de pura insensatez, cercado por uma equipe composta por figuraças do seu mesmo naipe.

Zak Yankovich (Ray Romano, de Everybody Loves Raymond), por exemplo, um cara eficiente no setor promocional que, no entanto, quer mostrar que também manja de a&r (artistas e repertório). No fim das contas, quem acaba sendo mais útil é outro jovem, o assistente Clark Morelle (Jack Quaid, filho de James Quaid e Meg Ryan), que junto com outro colega começa a divulgar nas então emergentes discotecas o disco do grupo Indigo, que a gravadora pretendia demitir em breve.

Com essa trama se desenvolvendo, temos momentos simplesmente antológicos, como o de Morelle tentando atrair Alice Cooper para a gravadora, o que acaba lhe trazendo belas dores de cabeça. Ou então a viagem de Yankovich e Finestra a Las Vegas para conversar com Elvis Presley e o Coronel Tom Parker, viagem que rende não só um passa-moleque clássico como também a perda do dinheiro que haviam obtido com a venda do avião da companhia.

Os romances e relacionamentos afetivos também tem seu destaque, como o de Finestra com sua mulher, Devon (Olivia Wilde, de House), ex-protegida de Andy Warhol. Em um momento difícil de seu relacionamento, eles brigam, e Devon acaba se envolvendo com um fotógrafo, com o qual acaba fazendo fotos de ninguém menos do que John Lennon, então separado de Yoko Ono. E tem também Devon se envolvendo com Hannibal no intuito de ajudar a manutenção do cara na gravadora, o que na hora decisiva acaba irritando Finestra.

A trilha sonora de Vinyl é simplesmente ótima, misturando clássicos dos anos 50, 60 e 70 a canções originais feitas no mesmo clima especialmente para a série. Rock, soul, funk, pop, pré-punk, pré-disco, é uma pérola atrás da outra. E os diálogos envolvendo comentários sobre artistas são deliciosos, como alguns falando sobre os então ainda desconhecidos Abba e Queen, por exemplo.

Um dos personagens mais instigantes é Lester Grimes (Ato Essandoh), cantor, compositor e músico produzido em outra era por Finestra que por várias circunstâncias acaba se dando mal e abandona a carreira. As idas e vindas do relacionamento dos dois acaba colocando Grimes como o manager dos Nasty Bit, e é uma música de sua autoria que acaba se tornando o grande hit da banda.

Se tiver que escolher um momento favorito da série, selecionaria a hora em que Kip, o líder dos Nasty Bits, confessa não conseguir compor músicas de forma rápida. Aí, Grimes pega a guitarra e dá uma aula incrível de estrutura harmônica de blues-rock, valendo-se de uma única sequência com a qual ele toca vários clássicos, iniciando com Maybellene, de Chuck Berry, e passando pela sua composição própria. De arrepiar!

Se ainda poderia ser sido desenvolvida sem grandes apelações em futuras temporadas, a trama de Vinyl nessa sua única encarnação ficou bem amarrada, com um final delicioso. A série pode ser vista no formato streaming na HBO ou mesmo em uma caixa com quatro DVDs infelizmente lançada só no exterior. Um incrível mergulho nos meandros da indústria fonográfica que é obrigatória para quem curte esse tema fascinante. Desde já, um clássico das séries sobre música.

Trailer de Vinyl:

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