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Canábicos mostram hard rock potente no ótimo CD Intenso

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Por Fabian Chacur

Dizem que a melhor forma de se aprimorar aquilo que se faz é fazendo, cada vez mais e sempre atento ao que se pode realizar para melhorar a qualidade do resultado final. O grupo Canábicos, na estrada desde 2013, aparentemente segue esse lema à risca, pois em quatro anos de estrada chega agora ao seu quarto álbum. E pela excelência de Intenso (Monstro Discos), o seu mais novo trabalho, o caminho é esse mesmo.

Cria de Araguari (MG), o grupo traz Clandestino (vocal), Murcego González (guitarra, também integra o ótimo Uganga), MM (baixo) e Mestre Mustafá. No currículos, os álbuns La Bomba (2013), Reféns da Pátria (2014), Alienígenas (2015) e o recém-lançado Intenso (2017). A vitória em 2015 no Fun Music, o maior festival universitário de música do Brasil, os ajudou muito na divulgação de seu trabalho.

A concepção musical do quarteto mineiro é centrada no hard rock de tempero setentista, com direito a influências bacanas como Led Zeppelin, Grand Funk Railroad, Deep Purple, Black Sabbath, Golpe de Estado e até Made In Brazil em seus momentos mais pesados. Temos enfurecidos riffs de guitarra, tocados de maneira tecnicamente admirável, acompanhados por uma cozinha sólida e um vocalista simplesmente demencial no seu carisma e poder de fogo.

Intenso é um título perfeito para o álbum, pois são oito faixas repletas de energia, elaboração e diversidade. Consegue conciliar a fúria com o bom gosto, algo nem sempre muito simples de se fazer. E o bacana é que as letras são todas em português, e muito boas em sua simplicidade e ataque direto e sem rodeios, prova concreta de que dá para se fazer hard rock ótimo sem ter de escolher o inglês como idioma.

O repertório do álbum é excelente, com direito à swingada Planeta Estranho, a incrível Lei do Cão (que merece entrar na programação de qualquer rádio rock que se preze) e a psicodélica Eu Não Sei o Que Vai Ser de Mim, que envolve o ouvinte e é encerrada pela repetição em looping de um sinistro som de saco de risos. Final surpreendente para um CD que contou com a ótima produção de Gustavo Vazquez, que deu ao álbum qualidade técnica internacional.

Planeta Estranho (clipe)- Canábicos:

Broken Jazz Society lança um EP totalmente endiabrado

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Por Fabian Chacur

O rock brasileiro plantou boas sementes em Uberaba, importante cidade mineira. Lá se encontra a banda Broken Jazz Society, que estreou em disco em 2014 com o álbum Tales From Purple Land. Agora, eles voltam à cena com o EP Gas Station, que traz três faixas que merecem ser consideradas totalmente endiabradas. É uma amostra do mais puro rock and roll, com direito a muita energia, requinte e assinatura própria e personalizada.

Integram a Broken Jazz Society Mateus Graffunder (guitarra e vocal), João Fernandes (baixo) e Felipe Araújo (bateria). Partem de um conceito de power trio que não se prende a virtuosismos ou guerra de egos, apostando em peso, alternância de climas, respeito às canções que grava e pura concisão, mostrando criatividade, energia e diversidade em canções durando entre três e quatro minutos.

A banda se situa na área do stoner rock, estilo que tem em grupos como Kyuss e Queens Of The Stone Age seus seguidores mais famosos e no qual ocorre uma mistura de heavy metal a la Black Sabbath, punk rock e até eventuais viagens sonoras a la Pink Floyd. Oasis, Soundgarden e Alice In Chains são outras possíveis influências no som da BJS.

Na verdade, esse rótulo (stoner rock) é apenas uma referência, pois a BJS apresenta mais elementos bacanas no seu trabalho. Melhor não ficar perdendo tempo em tentativas de rotulação, e ir direto à audição.

Gas Station, a faixa título, alterna climas, indo do hard rock pesadão ao punk acelerado em questão de segundos, mas de forma bem concatenada. Riot Spring, regravação de uma música incluída no álbum de estreia, esbanja timbres ardidos de forma contundente. O EP é encerrado com Mean Machine, espécie de balada rock com pitadas de Pink Floyd e Oasis que traz um solo de guitarra vibrante. No total, as três músicas somam em torno de 12 minutos.

São 12 minutos que deixam o ouvinte com coceira nos ouvidos, querendo ouvir mais. E essa é uma característica que todo o EP deveria ter. Gas Station tem tudo para gerar esse efeito em quem resolver dar uma chance a ele. A banda define esse trabalho como o fim de um ciclo. Dessa forma, criaram grande expectativa positiva para o segundo álbum, previsto para sair em um futuro não tão distante. Stoner rock? Melhor definir como Broken Jazz Society Rock!

Gas Station (clipe)- Broken Jazz Society:

Banda mineira Gamp relê um clássico hit de 1997 de Lenine

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Por Fabian Chacur

A banda mineira Gamp aparece com uma boa surpresa. Trata-se de uma releitura de Hoje Eu Quero Sair Só, clássico hit lançado por seu autor, Lenine, em seu maravilhoso álbum O Dia Em Que Faremos Contato (1997). A canção, parceria do astro pernambucano com Mú Chebabi e Caixa Aragão, é uma das melhores do mestre pernambucano, e periga voltar aos charts.

A regravação do grupo oriundo de Belo Horizonte tem andamento mais rápido, tipicamente pop rock, sem no entanto subverter a bela melodia original. O resultado ficou muito bacana, com belos riffs de guitarra e performance vocal impecável de Bernardo Viana, que integra o time ao lado de Matheus Ribeiro (guitarra e violão), Eduardo Dequech (guitarra e violão), Euclydes Bomfim (baixo e vocais) e Lucas Bastos (bateria).

O Gamp lançou seu álbum de estreia, Keep Rockin’ (2014), pela Som Livre (leia a resenha de Mondo Pop aqui). A nova versão de Hoje Eu Quero Sair Só já está disponível em todas as plataformas digitais, e não tem previsão por enquanto de ser lançada no formato físico.

Hoje Eu Quero Sair Só– Gamp:

Hoje Eu Quero Sair Só (clipe)- Lenine:

Ouça de graça os raros discos iniciais da banda Seu Juvenal

Por Fabian Chacur

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Rock Errado, álbum lançado há não muito tempo pela banda Seu Juvenal nos formatos LP de vinil e CD, é considerado um dos mais bacanas e ousados da atual safra do rock brasileiro. Sem amarras e disposto a não respeitar fronteiras estilísticas, o quarteto sediado em Ouro Preto (MG) agrada em cheio com seu som praticamente inclassificável. Mas como ouvir suas obras anteriores?

Os dois primeiros discos do grupo atualmente formado por Bruno Bastos (vocal), Edson Zacca (violão, guitarra e voz), Alexandre Tito (baixo) e Renato Zacca (bateria) estavam fora de catálogo em seus formatos físicos há bastante tempo. Como forma de suprir essa lacuna, os caras disponibilizaram no Youtube o conteúdo desses trabalhos.

Guitarra de Pau Seco (2004) foi produzido por Ronaldo Gino, que também trabalhou com eles em Rock Errado, e inclui faixas como U.S.A., Indigestão, a longa Clitóris Canibais, Guerrilha Cultural e Filhos do Seu Juvenal, entre outras. Uma de suas marcas fica por conta de Arthur Tito (voz e trompete), então integrante do time. Bela estreia em disco.

Criada em 1997, a banda mineira voltou a lançar um álbum em 2008, Caixa Preta, que marca a entrada de Bruno Bastos nos vocais. Faixas como Passarins, Atro, Nóiabilly e Coroné Belzebu são destaques, em repertório repleto de misturas atípicas e ousadia sem medo de desafiar fórmulas castradoras ou auto impostas por músicos menos corajosos.

Gravado em apenas quatro dias em Passagem de Mariana (MG) pilotado mais uma vez por Ronaldo Gino, Rock Errado inclui petardos como Rock Errado (com participação do ótimo Manu Joker, vocalista da banda Uganga), Um Dia de Fúria, Burca e Asfalto. Saiba mais sobre eles em seu novo site, que você pode acessar por aqui.

Guitarra de Pau Seco- Seu Juvenal (ouça o álbum em streaming):

Caixa Preta- Seu Juvenal (ouça o álbum em streaming):

Asfalto (video-poesia)- Seu Juvenal:

Burca– Seu Juvenal:

Banda mineira Pumu faz show gratuito no Neu Club em SP

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Por Fabian Chacur

O grupo mineiro Pumu volta a São Paulo para um show único e gratuito que será realizado neste sábado (7) às 22h no Neu Club (rua Dona Germaine Burchard, 421- www.neuclub.com.br). A apresentação integra o projeto Esquenta, da casa noturna, que mostra bandas bacanas do cenário indie antes de festas, como por exemplo a Flórida, com os DJs Mr. Mataga, DIP e Laka & Ouro Branco e programada para começar após o show.

Na estrada desde 2007, a banda Pumu é originária da cidade de Pouso Alegre (MG), e tocou com destaque em São Paulo na edição de 2011 da Virada Cultural. Eles estreiam nova formação nesta apresentação, que inclui os irmãos Paulo e Rafael Miranda e também Erick Melo. Entre suas influências, temos Captain Beefheart, Bert Jansch, Beach Boys, João Gilberto e Hermeto Pascoal.

O repertório do show do Pumu no Neu Club mesclará músicas da fase inicial da banda, composições atuais e improvisações que investem em pop, punk, rock e folk, também incluindo no pacote composições do projeto solo de Rafael Miranda. Eles procuram desafiar as convenções de como tocar rock, criando um ambiente sonoro próprio e original.

Cometa – Banda Pumu:

Banda Gamp estreia com um CD coeso e de puro pop rock

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Por Fabian Chacur

O rock brasileiro continua mostrando as suas garras, independente de modismos. Mais uma prova acaba de chegar de Belo Horizonte (MG). Trata-se de Keep Rockin’, álbum de estreia da banda Gamp. Lançado pela Som Livre, o trabalho aposta em um rock básico e sem firulas ou frescuras, indo direto ao ponto, mas com categoria e capricho suficientes para impressionar bem o ouvinte.

Integram o time Bernardo Viana (vocal), Matheus Ribeiro (guitarra e violão), Eduardo Dequech (guitarra e violão), Euclydes Bomfim (baixo e vocais) e Lucas Bastos (bateria). No álbum, temos participações especiais de um naipe de metais formado por Altair Martins (trompete), Marlon Sette (trombone) e Bidu Cordeiro (trombone baixo) e do tecladista Maycon Ananias, que ajudam a encorpar com bom gosto a sonoridade em algumas faixas.

As influências mais nítidas notadas no som do Gamp remetem ao rock brasileiro dos anos 80, especialmente de Barão Vermelho, Cazuza e Capital Inicial, e dos clássicos Raul Seixas, Rolling Stones, Bob Dylan e Rita Lee, além de um quê do CPM 22, especialmente no vocal de Bernardo, cujo estilo e timbre de certa forma combinam o de Dinho Ouro Preto com o de Badaui, da banda paulista.

Os grandes méritos de Keep Rockin’ são a coesão instrumental e vocal apresentadas pelo quinteto e a ótima seleção de repertório, que é bem equilibrada e mescla composições dos integrantes da banda com canções escritas por feras como Leoni, Paulinho Moska e a jovem Roberta Campos. A produção de Rodrigo Vidal é bem sóbria e eficiente.

São várias as faixas legais desse disco de estreia da banda Gamp, sempre com letras inteligentes e que fogem dos lugares comuns do gênero. Vinil, por exemplo, é bem sacada e bem humorada. Hora de Pular do Trem contagia logo nos primeiros momentos, enquanto Recomeçar, Te Redesenhar e Vermelho e Preto equivalem a boas variações de pop rock.

No fim das contas, Keep Rockin’ equivale a uma respeitável estreia dessa banda mineira que soa totalmente universal e cuja coesão vocal e instrumental dão a impressão de que se trata de um quinteto que veio para ficar. Sem apostas em redundâncias e fugindo do óbvio, merecem ser conhecidos pelo público roqueiro brasileiro.

Hora de Pular do Trem– Gamp:

Te Redesenhar– Gamp:

Vinil– Gamp:

Banda Uganga lança um clipe para divulgar a música Casa

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Por Fabian Chacur

Em coquetel realizado em casa noturna na zona oeste de São Paulo que contou com a presença de inúmeros jornalistas, músicos e críticos musicais, o Uganga lançou seu novo CD, Opressor. Como forma de marcar o início da divulgação do álbum, o quinto de sua discografia, o quinteto mineiro lançou também um clipe para ilustrar a música Casa.

Com direção a cargo de Eddie Shumway, conhecido por seus trabalhos anteriores com a banda, Casa é um faixa potente e conta com cenas gravadas durante turnê europeia realizada por eles que passou por oito países. A estreia do clipe ocorreu durante a edição de número 62 do Programa Arte Extrema, e já está disponível no canal exclusivo da banda no Youtube, que traz outros registros dos caras.

Com 20 anos de estrada, a banda mineira Uganga conta atualmente com Manu Joker (vocal), Christian Franco (guitarra), Thiago Soraggi (guitarra), Raphael Ras Franco (baixo e vocal) e Marcos Henriques (bateria e vocal). Opressor, seu novo álbum, é o sucessor do impressionante Eurocaos Ao Vivo (2013), álbum gravado ao vivo durante turnê europeia da banda e com direito a embalagem contendo encarte luxuoso repleto de fotos e com texto contando a aventura do time de thrashcore pelos palcos do Velho Mundo.

Veja o clipe oficial de Casa, do Uganga:

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