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Tag: setembro 2017 (page 1 of 2)

Novo CD de Ringo Starr chega às lojas brasileiras em breve

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Por Fabian Chacur

Para os fãs do formato físico, mais precisamente do CD, e de Ringo Starr, neste caso, uma boa notícia. Está chegando às lojas brasileiras nos próximos dias o novo álbum do ex-Beatle, Give More Love, que também está sendo disponibilizado para download pago e nas diversas plataformas de streaming. A edição será a mesma que já saiu no exterior.

Give More Love é o sucessor de Postcards From Paradise (2015), e não está indo muito bem das pernas em termos comerciais. Nos EUA, atingiu apenas a posição de número 128, ainda pior do que a de seu antecessor, que chegou ao posto de nº 99. Curiosamente, até o momento a melhor performance do álbum foi na República Tcheca, na qual o trabalho do baterista mais famoso do mundo chegou ao nº18 dos charts locais.

O novo álbum do astro britânico traz um elenco repleto de amigos célebres no cenário musical, como tem sido praxe em sua carreira solo. O maior deles, Paul McCartney, marca presença em We’re On The Road Again e Show Me The Way. Aliás, o título da primeira (estamos na estrada novamente) tem tudo a ver, pois McCartney tocará no Brasil em outubro, e Ringo tem oito datas para cumprir em Las Vegas.

Além do velho e bom Macca, Mr. Starkey tem a seu lado em Give More Love os craques Steve Lukather, Peter Frampton, Richard Marx, Dave Stewart, Joe Walsh, Glen Ballard, Timothy B. Schmit e Edgar Winter, entre outros. O álbum traz 10 composições inéditas de Ringo escritas com diversos parceiros. Como bônus, releituras de Back Off Boogaloo, Photograph, You Can’t Fight Lightining e Don’t Pass Me By.

O projeto inicial de Ringo era gravar um álbum totalmente country, mas essa ideia acabou sendo deixada de lado, sendo que a única faixa que se encaixa bem nessa praia é a bela So Wrong For So Long. De resto, temos rock básico, baladas e um pouco de pop, com destaque para We’re On The Road Again, Show Me The Way e Standing Still. Um trabalho despretensioso, básico e divertido de se ouvir.

We’re On The Road Again– Ringo Starr:

Piano, Voz e Jobim será tema de um show nesta quinta (28)

Piano, Voz e Jobim_ foto FELIPE VARANDA 3-400x

Por Fabian Chacur

O tema é Tom Jobim. Sim, a obra deste inesquecível cantor, compositor, músico, arranjador e um dos grandes mestres da música brasileira. Piano, Voz e Jobim, CD lançado pelo cantor Augusto Martins em parceria com o pianista Paulo Malaguti Pauleira, será lançado no Rio de Janeiro com um show nesta quinta (28) às 20h na Sala Cecilia Meireles (rua da Lapa, nº 47- fone 0xx21-2332-9223), com ingressos a R$ 20,00 e R$ 40,00.

Se estivesse entre nós, o incrível e eterno Maestro Soberano teria completado 90 anos de idade neste 2017. E este CD certamente é uma das grandes homenagens a ele. Com mais de 20 anos de estrada, o cantor Augusto Martins já mergulhou nos songbooks de Djavan, Zé Kéti e Ismael Silva, com uma discografia refinada na qual se revela um estilista, concentrando-se nas interpretações como os cantores de outras eras e mostrando-se craque nessa seara.

Para dividir com ele este mergulho na obra do Tom, um nome mais do que especial. Paulo Malaguti Pauleira integrou os grupos Céu da Boca e Arranco de Varsóvia, e em 2013 recebeu a difícil tarefa de substituir o saudoso Magro Waghabi no MPB-4. Arranjador vocal e pianista, ele se mostrou o parceiro ideal para Augusto nesta empreitada, que funciona no esquema voz-piano, sem outros instrumentos, mostrando dessa forma as canções em sua essência.

Os arranjos intimistas fazem jus à beleza do repertório de 15 canções de Jobim e parceiros, com direito a Estrada do Sol, Chovendo na Roseira, Insensatez, Luiza, O Morro Não Tem Vez e Retrato Em Preto e Branco. Amor em Paz conta com a participação especial de Ivan Lins no vocal e piano, funcionando como uma espécie de cereja do bolo. O diálogo entre a voz de Augusto e as teclas de Malaguti é uma das coisas mais belas lançadas em 2017 no setor MPB. Baita tributo!

Estrada do Sol– Augusto Martins e Paulo Malaguti Pauleira:

The Who não morreu e chega à maturidade com categoria

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Por Fabian Chacur

Ah, a juventude. Nela, dizemos coisas que nem sempre são realmente sinceras. Em 1965, Pete Townshend afirmou, na letra de seu hit My Generation: “hope I die before I get old” (espero morrer antes de ficar velho). Que bom esse “desejo” não ter se concretizado. Dessa forma, enfim os brasileiros puderam ver o seu grupo, o The Who, mais de 50 anos após o seu surgimento. E valeu a pena aguardar tanto. Que maturidade e que categoria!

Em São Paulo, na noite desta quinta-feira (21), o público presente ao Allianz Parque estava lá para ver o The Who. Antes, tivemos a eficiência insossa do hard rock grungeado do Alter Bridge e a vibração e pegada do hard gótico do The Cult. Este segundo agradou bastante, com hits como She Sells Sanctuary, Love Removal Machine, Phoenix, Sweet Soul Sister e Wild Flower. Fizeram um show compacto e ótimo. Mas eles já nos visitaram algumas vezes. A novidade era outra.

E pontualmente às 21h30, com I Can’t Explain (exatamente o primeiro single da carreira da banda, de 1965), enfim Roger Daltrey e Pete Townshend pisaram em um palco brasileiro. Infelizmente, Keith Moon e John Entwistle já não se encontram mais entre nós, mas seus ex-colegas sabem como carregar um legado tão poderoso como o desta banda britânica, acompanhados por um timaço que traz Simon Townshend (irmão de Pete) e Zack Starkey.

Zack, filho de Ringo Starr, é uma das explicações pela qual a atual encarnação do The Who está tão empolgante. Ele conseguiu pegar a essência do estilo do inimitável dínamo Keith Moon, e com a energia de quem tem 20 anos a menos do que seus dois patrões, equivale ao motorzinho do time, energizando os colegas e não deixando a peteca ir ao chão em momento algum.

O show deu um mergulho na história da banda de 1965 a 1982. A amostra dessa obra tão consistente é um ode ao talento de Townshend como compositor. Versátil, o cara começou com rocks ágeis e simples, precursores do que depois recebeu o rótulo de power pop.

Depois, mergulhou na psicodelia, ajudou a formatar as óperas-rock, flertou com o rock progressivo e o hard rock, inspirou o punk rock, escreveu baladas maravilhosas, e investiu em versos que vão do amor à filosofia, com direito ao atualíssimo protesto de Won’t Get Fooled again, por exemplo. Rock eletrônico, new wave, essa mistura é original e única.

Townshend é um compositor que usa a guitarra a favor das canções. Seu estilo de tocar é sem frescuras nem exibicionismos fúteis, embora capaz de empolgar com seus power chords ou solos envolventes. De quebra, ainda canta, e muito bem, por sinal, embora a concorrência na banda seja bastante desleal

Por outro lado, reafirmo pela milésima vez: Roger Daltrey é um dos vocalistas mais subestimados da história do rock. Dificilmente é citado entre os melhores. Uma baita injustiça. A capacidade que esse cara tem de emocionar os fãs com sua bela voz é algo de impressionar. E também sem exibicionismos ou tecnicismos bestas. A voz também a favor das canções. Coisa linda!

Em Sampa City, foram aproximadamente duas horas de rock and roll que simplesmente deixaram o público presente ao Allianz Parque de queixo caído. Sim, com seus celulares o tempo todo filmando e tirando fotos, costume às vezes irritante. Mas gostando e urrando, em especial durante as músicas mais conhecidas da maioria, como Who Are You, Baba O’Riley, Won’t Get Fooled Again, Pinball Wizard e See Me Feel Me.

O show deste sábado (23), no Rock in Rio, teve de ser reduzido em mais de 20 minutos devido ao fato de, horror dos horrores, esse time histórico e clássico ter sido escalado para ficar encaixotado entre o roquinho insosso do Sucubus e a milésima apresentação do Guns N’ Roses no Brasil. Mesmo assim, e diante de uma plateia que estava lá para ver Axl, Slash e sua turma, deram conta do recado com a categoria de quem soube envelhecer com honra. Baita show! Mas Medina e sua turma não deram a chance de nem um bis para o grupo. Vergonha!

Quem por ventura perdeu, que dê uma de Kleiton & Kledir: vá para Porto Alegre e tchau. Pete Townshend e sua trupe do bem tocam na cidade nesta terça (26). E quem perder, provavelmente vai ficar chupando o dedo, pois pelo teor do papo do guitarrista em entrevista ao Multishow logo após a sua excelente performance, a ideia dele é tirar um período sabático e cuidar de carreira solo. Mas mesmo que seja o fim, que fim para uma incrível jornada!

Setlist do show de São Paulo:
Início: 21h30

I Can’t Explain
The Seeker
Who Are You
The Kids Are Alright
I Can See For Miles
My Generation (com trechos de Cry If You Want)
Bargain
Behind Blue Eyes
Join Together
You Better You Bet
I’m One
The Rock
Love Reign O’er Me
Eminence Front
Amazing Journey
Sparks
Pinball Wizard
See Me, Feel Me
Baba O’Riley
Won’t Get Fooled Again

bis

5:15
Substitute final: 23h30 (aproximado)

Set List Rock In Rio

Início: 22h41

I Can’t Explain
Substitute
The Kids Are Alright
I Can See For Miles
My Generation (com trechos de Cry If You Want)
Bargain
Behind Blue Eyes
Join Together
You Better You Bet
I’m One
5:15
Love Reign O’er Me
Amazing Journey
Sparks
Pinball Wizard
See Me Feel Me
Baba O’Riley
Won’t Get Fooled Again
final: 00h17

Baba O’Riley (ao vivo-SP)- The Who:

Claudia Castelo Branco canta músicas do seu CD solo no Rio

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Por Fabian Chacur

Integrante do duo Gisbranco, Claudia Castelo Branco também tem uma carreira-solo das mais respeitáveis. Ele mostra um fruto dessa vertente de seu trabalho, o álbum Você na Nuvem, com uma apresentação no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (14) às 19h30 no Centro de Referência de Música Carioca Artur da Távola (rua Conde de Bonfim, nº 824- Tijuca- fone 0xx21-3238-3831), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira). O show faz parte do projeto Ciclo Internacional de Compositoras Sonora.

Cantando e tocando piano, Claudia terá a seu lado Marcos Campello (guitarra) e Rodrigo Maré Souza (percussão), com participação especial da cantora e pianista Michele Leal. Além de músicas de Você Na Nuvem, incluindo a ótima faixa-título, ela também apresentará composições inéditas escritas em parceria com Chico Cesar e Bianca Gismonti.

Por sinal, Bianca Gismonti é a sua parceira no duo Gisbranco, que já gravou dois CDs e um DVD em sua carreira até o momento. Em sua trajetória pelo mundo musical, Claudia Castelo Branco já teve a chance de dividir o palco com nomes importantes da nossa música, entre os quais Mônica Salmaso, Chico Cesar, Marcos Suzano,Jaques Morelenbaum, Carlos Malta, Na Ozzetti e Ava Rocha.

Você Na Nuvem– Claudia Castelo Branco:

Monique Kessous mostra seu novo CD com um show no Rio

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Por Fabian Chacur

Após mais de seis anos, Monique Kessous voltou ao mercado fonográfico com um novo álbum, o terceiro de sua trajetória musical. Valeu a espera. Dentro de Mim Cabe o Mundo é um trabalho delicioso, no qual esta cantora, compositora e instrumentista carioca dá um banho de talento e sensibilidade. Ele se apresenta no Rio neste sábado (16) às 20h no Espaço Furnas Cultural (rua Real Grandeza, nº 219- Botafogo- fone 0xx21-2528-5166), com ingressos gratuitos que devem ser retirados uma hora antes do show.

O mais recente álbum de Monique tem como um de seus destaques a ótima faixa Meu Papo é Reto, parceria dela com Chico Cesar que conta com a participação especial de Ney Matogrosso. Eu Sem Você, por sua vez, integra a trilha da novela global Pega Pega. Outras presenças especiais no CD: Paulinho Moska, Jesse Harris e Mamadou Diabar.

Além de músicas do novo trabalho, a artista carioca também resgatará algumas de seus discos anteriores, Com Essa Cor (2008) e Monique Kessous (2010), além de reler canções dos repertórios de Maysa, Caetano Veloso, Zeca Baleiro e Lady Gaga. Leia mais textos de Mondo Pop referentes a Monique Kessous aqui.

Meu Papo é Reto (clipe)- Monique Kessour e Ney Matogrosso:

Banda Versalle lança um clipe gravado na incrível Rondônia

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Por Fabian Chacur

Não são muitos os que podem afirmar que já foram a Rondônia, ou que conhecem alguma coisa daquele estado situado no norte do Brasil. Uma boa oportunidade para se conferir algumas belas cenas registradas por lá é o clipe de A Saudade é Algo Que Eu Não Quero, recém-lançado pela banda Versalle. A música foi lançada no álbum Distante Em Algum Lugar, lançado em 2015 pelo selo Slap, da Som Livre.

As locações não foram escolhidas por acaso. A banda Versalle foi criada em 2009 precisamente em Porto Velho, capital daquele estado. Fazem parte do quarteto Criston Lucas (vocal), Rômulo Pacifico (guitarra), Miguel Pacheco (baixo) e Igor Jodir (bateria).

“A música traz uma letra melancólica e nostálgica que fala sobre a partida de alguém em busca do sonho maior. O sentimento de saudade, apesar de ser algo não quisto, é real e deve ser vivido. É um pequeno poema musicado muito significativo para a banda”, explica Criston.

A Versalle se tornou conhecida nacionalmente ao ser uma das finalistas do reality show musical SuperStar, da Rede Globo. Desde então, participaram do Lollapalooza 2016 e lançaram, além do álbum Distante Em Algum Lugar, o EP Apenas (2016). Seu rock melódico traz bem assimiladas influências de The Smiths, Legião Urbana, Interpol, Artic Monkey e Mutantes, entre outras.

A Saudade é Algo Que Eu Não Quero (clipe)-Versalle:

Amsterdan e Stereophant são as atrações do Rio Novo Rock

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Por Fabian Chacur

O projeto Rio Novo Rock, que há três anos abre mensalmente no Rio de Janeiro espaço para as bandas do novo rock feito no Rio e em outros estados, marca presença este mês nesta quinta-feira (7), um belo feriado, por sinal. Estarão em cena as bandas Amsterdan (FOTO) e Stereophant, além da DJ Suirá e do VJ Miguel Bandeira. A festa roqueira rola a partir das 20h em seu palco habitual, o Imperator- Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Meier- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos de pista a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira).

Nesta edição da mais consistente vitrine do novo rock nacional, teremos duas representantes locais. Com um ano de atividade, a banda Amsterdan conta com Rafael Reis (vocal), Adison Filho (guitarra), Fernando Fully (guitarra), Mateus Muniz (baixo e vocais), Caio Firmo (sintetizador) e Guga Peçanha (bateria). Seu primeiro álbum, 1766, traz faixas como Natural, Labirinto e Foi-se o Tempo, e conta histórias que todos nós vivemos diariamente, na definição de seus integrantes.

O Stereophant possui dois álbuns: Correndo de Encontro a Tudo (2013, relançado este ano em versão remixada e remasterizada) e o novo Mar de Espelhos. Integram o time Alexandre Rozemberg (vocal), Vinícius Tibuna (guitarra), Thiago Santos (guitarra), Fabrício Abramov (baixo) e Bernardo Leão (bateria). No mais recente trabalho, contam uma história dividida em três blocos de cinco canções cada.

Homem ao Mar (clipe)- Stereophant:

2º Busker Fest reúne músicos de rua no Bourbon Street (SP)

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Por Fabian Chacur

Busker é o termo em inglês usado para denominar os músicos de rua. Paul McCartney até fez uma música, a ótima Move Over Busker (do álbum Press To Play, de 1986),inspirado nesse tema. Como forma de mostrar alguns artistas que tocaram ou ainda tocam nas ruas de São Paulo, surgiu o Busker Fest, cuja segunda edição será realizada neste domingo (3) a partir das 17h no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 194- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com couvert artístico a R$ 45,00.

O Busker Fest é realizado a partir de uma parceria entre o Bourbon Street e o projeto Artistas na Rua, criado em 2010 pelo artista Celso Reeks e pelo jornalista James Lima, este último um profissional experiente que já atuou em diversas gravadoras e produtoras musicais. O objetido de Lima e Reeks é difundir e valorizar o trabalho dos artistas que tocam nas ruas, praças e parques de São Paulo, e conta com uma plataforma online (www.artistasnarua.com.br) e canais próprios nas redes sociais. Com Ana Catarina, eles também criaram a produtora Giro8, especializada em ocupação urbana.

O elenco do 2º Busker Fest é bem diversificado. O duo Sax In The Beats, por exemplo, traz John Paiva tocando bateria com uma fantasia de cavalo (Cavalo Beats) e Nilton Cezar Dusax mandando bala em seu saxofone vestido de Panda (Panda Sax). Com muita musicalidade e irreverência, eles já fizeram apresentações em diversos estados brasileiros com um repertório variado.

Por sua vez, a Banda Cuca Monga (FOTO) investe em uma sonoridade acústica inspirada no dixieland, uma das vertentes mais tradicionais e dançantes do jazz. Também incorporando um jeitão circense às suas performances musicais, eles trazem como líder um palhaço banjoísta, e trazem como seu lema uma frase bem bacana: “música para alegria”.

Com apenas 18 anos de idade, a cantora e compositora Maraia Takai é oriunda da cidade de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, onde iniciou suas aventuras musicais. Em 2014, mudou-se com o pai para São Paulo. Ela investe em repertório próprio, influenciada por Aretha Franklin e Amy Winehouse, e lançará em breve seu primeiro EP.

Na estrada desde 2010, iniciando a carreira tocando nas ruas, o grupo Mustache e os Apaches conta com dois CDs e dois compactos em seu currículo. Estão no time Axel Flag (voz, percussão e viola), Jack Rubens (bandolim, lap steel, dobro, guitarra e voz), Lumineiro (washbord, bateria e voz), Pedro Pastoriz (banjo, guitarra, kazoo e voz) e Tomas Oliveira (baixo, piano e voz). O seu som é uma deliciosa mistura de blues, samba, música cigana, música moura e muito mais.

Twang– Mustache e os Apaches:

Fergie enfim anuncia quando seu segundo álbum solo sairá

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Por Fabian Chacur

Em 2013, Fergie disse que estava preparando o material de seu segundo álbum solo. Quatro longos anos se passaram, até que chegasse a hora de esse trabalho chegar ao mercado. Agora, a data oficial já está devidamente confirmada. No dia 22 de setembro, estará nas lojas físicas e plataformas digitais The Double Dutchess. Dois novos singles saíram simultaneamente para divulga-lo, ambos com convidados especiais.

As duas novas músicas são bem distintas entre si. Hungry, que traz a participação especial do rapper Rick Ross, tem um clima soturno e andamento mais compassado. Por sua vez, You Already Know demonstra fortes influências da fusão rap/dance music do início dos anos 1990, estilo Snap, e conta com a presença da estrela pop Nick Minaj.

O álbum teve alguns adiamentos nesses quatro anos, e nesse período outras duas musicas saíram no formato single digital. A primeira foi L.A. Love (La La) (da qual participa YG), em 2014, e a outra, M.I.L.F. $, em 2016, esta última trazendo mães famosas em seu clipe. Além dessas quatro faixas, o álbum trará em sua versão standard mais outras nove, sendo que em uma delas, Enchanté (Carine), marca presença Axl Jack, ninguém menos do que o filho de Fergie com o ator Josh Duhamel, que por sinal está completando 4 anos nesta terça (29).

O novo álbum solo da cantora do grupo Black Eyed Peas tem a difícil tarefa de suceder The Dutchess (2006), que atingiu o segundo lugar na parada americana e emplacou nada menos do que cinco grandes hits nos EUA e no resto do planeta pop: London Bridge, Fergalicious, Big Girls Don’t Cry, Clumsy e Glamorous. Um trabalho que provou a capacidade da bela cantora em se dar bem sem integrar uma banda de sucesso.

Nascida em Hacienda Hights, Califórnia (EUA) em 27 de março de 1975, sua primeira incursão de sucesso no meio musical foi integrando o trio pop feminino Wild Orchid entre 1990 e 2003. Ao participar de shows com o grupo Black Eyed Peas, foi convidada por seu líder, Will-i-am, a entrar no time, que não por coincidência viveu a partir daí o seu auge em termos comerciais, ganhando contorno mais pop e emplacando inúmeros hits. A banda parou em 2011, voltando apenas eventualmente, e tudo leva a crer que Fergie não estará nela se houver um novo retorno.

Hungry– Fergie feat. Rick Ross:

Paradise Lost lançará o novo CD, Medusa, em setembro

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Por Fabian Chacur

Uma das vertentes mais interessantes do heavy metal é aquela na qual esse estilo musical é misturado com o rock gótico, numa fusão que equivale à soma do som de bandas como Black Sabbath, The Sisters Of Mercy e The Mission. Uma de suas principais seguidoras, a britânica Paradise Lost, lançará seu novo álbum no exterior no dia 1º de setembro. No Brasil, o CD, Medusa, será lançado pela Shinigami Records em parceria com a Nuclear Blast.

As duas primeiras amostras do repertório de Medusa são excelentes. The Longest Winter tem um clima mais lento e denso (veja o lyric vídeo aqui), enquanto Blood And Chaos tem como marca riffs mais agressivos, sem fugir no entanto do clima opressivo que marca a sonoridade da banda. A produção é de Jaime Gomez Arellano, que também trabalhou com o grupo em seu álbum anterior, The Plague Within (2015).

Criada em 1988, a banda Paradise Lost mantém desde o seu início Nick Holmes (vocal), Greg Mackintosh (guitarra), Aaron Aedy (guitarra) e Steve Edmonson (baixo). Desde 2015 no time, Valtteri Vayrynen estreia em disco ao lado dos veteranos colegas com Medusa, ele que é o sétimo piloto de baquetas a fazer parte do quinteto britânico.

Seu álbum mais conhecido é o incrível Draconian Times (1995), que em sua edição americana trazia como faixa bônus uma releitura de How Soon Is Now?, dos Smiths, e nas edições brasileira e japonesa um cover incrível de Walk Away, do Sisters Of Mercy. Vale lembrar que o grupo britânico Trapeze, do qual fazia parte o lendário Glenn Hughes, lançou em 1970 um elogiadíssimo álbum com esse mesmo título, Medusa.

Blood and Chaos (clipe)- Paradise Lost:

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