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Everybody At Last Loves Paul!

Por Fabian Chacur

Sou da geração que conheceu primeiro a carreira solo de Paul McCartney e os Wings antes de mergulhar a fundo na trajetória da melhor banda de todos os tempos em qualquer estilo musical, os Beatles.

Fui conhecendo as novas músicas e discos do Macca à medida que iam saindo, ao contrário da dos Beatles, lançadas quando eu era ainda muito criança. A banda acabou quando eu tinha apenas oito aninhos.

Logo, Paul McCartney era meu ídolo antes mesmo de os Beatles serem minha banda predileta.

Então, tenho uma verdadeira paixão por esse cara. Paixão pela obra, pelo seu jeitão de ser, pelo seu talento, sua humildade.

Só não sou apaixonado fisicamente por ele por que temos isso em comum: ambos amamos as mulheres, razão de ser dessa vida. Ponto.

Nossa única diferença séria: ele é vegetariano, eu não. Mas democracia é isso, e podemos conviver em um mesmo mundo, graças a Deus.

E me lembro muito bem de que, durante muitos anos, décadas até, James Paul McCartney era rotulado como um mero autor de baladinhas comerciais e pops.

Que o “bão” era John Lennon. Que George Harrison era o segundo melhor beatle. Que até Ringo era mais honesto. Que ele só pensava em dinheiro.

Quantas besteiras foram escritas acerca desse cidadão. Meu Deus!

E ele sempre na dele. No máximo, respondia com músicas tipo Let Me Roll It, Some People Never Know ou a maior de todas, Silly Love Songs, na qual dizia “certas pessoas fazem somente tolas canções de amor, e qual é o problema?”

Se as tais “tolas canções de amor” forem maravilhas como My Love, The Back Seat Of My Car, Call Me Back Again, Press, Only Love Remains etc, problema algum, caro cidadão de Liverpool e do mundo!

Só de mais ou menos uns 20 anos para cá, quando Paul voltou às turnês, que aos poucos essas “bestas históricas”, como diria meu amigo Marcelo Laguna, se tocaram dos absurdos que disseram durante esse anos todos.

É bacana ver um jornalista como o competente André Barcinski, por exemplo, admitir que fez besteira ao detonar Macca durante uns bons anos. Suas recentes matérias sobre McCartney para a Folha de S.Paulo foram ótimos depoimentos.

Mas, modéstia à merda, eu sou “the real deal”. Amo esse cara desde sempre. Cansei de defendê-lo durante esses anos todos, e continuarei fazendo isso enquanto estiver vivo.

E fico feliz de ver que, enfim, estão fazendo justiça ao maior músico de todos os tempos que ainda está entre nós.

E que, se Deus quiser, ainda nos dará o prazer de sua companhia durante muitos e muitos anos.

5 Comments

  1. Oi Fabian

    O negocio é o seguinte: Paul McCartney faz parte de um grupo seleto de compositores que a musica Pop nunca mais vai produzir: ele, Burt Bacharach, Brian Wilson, Jimmy Webb, Stevie Wonder, Elton John, James Taylor, Carole King, Laura Nyro, Todd Rundgren, Joni Mitchell, Kate Bush, Paul Simon, Donald Fagen, Billy Joel, Joe Jackson, Bee Gees, John Fogerty,etc….
    Pode até exitir, mas nada com a força, a intensidade e a beleza desses grandes nomes.

    Abs
    André Queiroz

  2. Cara,

    Perfeito. Eu acabei de escrever um texto falando exatamente isso quando me avisaram do seu. Como ainda estou morto com as madrugadas violentas do Rio, talvez só publique amanhã ou segunda. Mas saiba que não é plágio e que você conseguiu expressar bem o sentimento dos fãs do cara.

    Como sempre digo, espero morrer antes dele.

    Grande abraço,

  3. admin

    November 27, 2010 at 3:07 am

    Nossa,André, você só citou verdadeiros mestres da música!!! Parabéns pelo bom gosto, e obrigado pela presença por aqui. Volte sempre! E Fernando, felizmente existe muita gente com esse mesmo pensamento que registrei aqui no meu humilde Mondo Pop, incluindo você. Não será plágio, não!!!! Temos mais é que falar sobre isso, mesmo!!! Paul McCartney Forever!!!!! Ou, como diria Zagallo, “vocês tiveram de me engolir”!!! rsrsrsrs Grande abraço e volte sempre, é uma honra ter visitas ilustres como a sua.

  4. vladimir rizzetto

    December 4, 2010 at 11:49 am

    Paul McCartney tem uma tragetória notável e incrivelmente longa.
    Desde a época dos Beatles, passando pelo genial Wings e seus últimos discos do novo século, temos música de muita qualidade e sentimento.
    Meu único senão (lá vou eu cornetar…) fica para os famigerados anos de 1980, momento de sua carreira, onde eu não consigo reconhecer sequer um único disco bom. MacCartney II, Tug oF War, Pipes of Piece, entre outros, mostravam o quanto ele estava perdidinho.
    Mas, na verdade, isso pouco importa, pois, ao adentrar os anos 90, Macca reencontrou a velha e boa forma e tem nos brindado, desde então com belos discos.
    Ele realmente é um artista especial e único.
    Grande abraço, Fabian e demais beatlemaníacos.

  5. admin

    December 5, 2010 at 10:04 pm

    Bem, eu curto Tug of War e (você irá me matar!) Press To Play. Mas em uma coisa nós concordamos plenamente: Macca é realmente um artista especial e único. Grande abraço, tuuuudo de bom, e obrigado pela visita sempre qualificada!

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