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Three For Love (1980), o álbum que consolidou o trio Shalamar

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Por Fabian Chacur

Tudo que começa mal, termina mal, afirma uma das inúmeras frases feitas pertencentes ao léxico popular. Nem sempre, no entanto. A história do Shalamar serve como um belo exemplo. O grupo americano que, na verdade, começou como uma mera armação de estúdio destinada a faturar uns trocados, acabou se tornando uma das forças do r&b e da disco music em seus anos de ouro, entre 1977 e 1983. E o álbum que consolidou sua trajetória, Three For Love, completa 40 anos de seu lançamento pela Solar Records nos EUA neste 15 de fevereiro.

Antes de nos concentrarmos nesse icônico trabalho, vamos dar uma geral na trajetória do grupo. Tudo começou quando o produtor e promotor artístico Dick Griffey (1938-2010) resolveu criar, em parceria com o apresentador de TV e criador do seminal programa televisivo americano Soul Train, Don Cornelius (1936-2012), uma gravadora dedicada à música negra, a Soul Train Records. A ideia era apostar no r&b, mais especificamente naquele mais próximo da disco music, então o estilo musical mais efervescente em termos comerciais.

Em 1977, como forma de entrar com força nesse mercado e explorar um veio bem seguido naqueles anos, Griffey arregimentou cantores e músicos de estúdio e gravou um pot-pourry com trechos de vários hits da Motown Records (como Going To a Go-Go e I Can’t Help Myself) e intitulado Uptown Festival. O single, creditado ao Shalamar, atingiu o 25º posto na parada pop e o 10º na de r&b.

Ficou claro para Griffey que poderia ser interessante criar um grupo de verdade para não só divulgar aquele single em rádios e TVs como também fazer shows e gravar um álbum completo. Dos cantores que participaram de Uptown Festival, Gary Mumford foi considerado o mais adequado a entrar no projeto. Completaram o time dois dançarinos estilosos do cast do Soul Train.

Jody Watley, nascida em 30 de janeiro de 1959, subiu ao palco pela primeira vez na vida aos oito anos de idade, em um show de seu padrinho, ninguém menos do que o lendário soul man Jackie Wilson (1934-1984). Ao participar do Soul Train, logo se tornou um dos destaques do elenco de dançarinos, por dançar bem, ter um belíssimo visual e estilo próprio. De quebra, tinha um belo parceiro de dança.

Jeffrey Daniel, esse “parça”, nasceu em 24 de agosto de 1955, e era estilosíssimo, além de criativo. Reza a lenda que foi ele quem inventou os passos que, depois, se tornaram mundialmente conhecidos através de Michael Jackson, o célebre moonwalk. Quando surgiram as vagas para o Shalamar, e ao ficar claro que eles também cantavam, e bem, Dick Griffey os escalou para gravar o 1º LP.

Intitulado Uptown Festival, o LP saiu em 1977 e teve boa vendagem. Só que surgiu um problema pouco depois de seu lançamento: Don Cornelius quis encerrar as atividades da Soul Train Records, para se dedicar exclusivamente ao programa de TV. Inconformado, Dick Griffey comprou a parte do ex-sócio e mudou o nome da empresa, que passou a se chamar Solar (sigla criada a partir do nome Sound Of Los Angeles, sua solar cidade-sede).

A nova fase da gravadora estreou com o segundo álbum do Shalamar, Disco Gardens (1978), que trouxe o jovem veterano Gerald Brown na vaga de Gary Mumford. Este trabalho marcou o início da parceria do grupo com o produtor, baixista e compositor Leon Sylvers III, integrante do The Sylvers que naquele momento resolveu se concentrar na área da produção e sair daquela bem-sucedida banda de r&b pop.

A parceria rendeu um hit logo de cara, a deliciosa Take That To The Bank (Leon Sylvers III- Kevin Spencer), uma espécie de aperitivo do que viria a seguir. Pouco depois do lançamento do álbum, mais uma alteração no grupo: Gerald Brown saiu de forma intempestiva durante a turnê de divulgação do álbum. Para preencher a vaga, Watley e Daniel se lembraram de um cara talentoso que encontraram em um de seus shows, em Akron, Ohio.

A peça final no quebra-cabeças intitulado Shalamar atende pelo nome de Howard Hewett, nascido em 1º de setembro de 1955 e cujas marcas registradas eram o carisma, a ótima voz, a desenvoltura como dançarino e o mais do que instantâneo entrosamento com seus novos colegas de banda.

O “grupo-armação” ganha identidade própria

O terceiro álbum do trio, Big Fun (1979), trouxe, além da excelente estreia de Hewett no time, a adição de uma série de músicos arregimentados por Leon Sylvers III, que além de forte consistência e identidade sonora, trariam também ótimas composições. A primeira delas foi o primeiro grande hit do Shalamar, Second Time Around, assinada por Sylvers com um desses músicos.

Trata-se do tecladista William Shelby, irmão do cantor Thomas Shelby, do ótimo grupo de r&b Lakeside (conhecido pelo hit massivo na praia da black music Fantastic Voyage, de 1980). Ele, Kevin Spencer (teclados), Richard Randolph (guitarra) e Nidra Beard (cantora, compositora e mulher de Sylvers) também integravam outra banda da Solar Records produzida por Sylvers, a Dynasty.

Second Time Around atingiu o 8º posto na parada pop e o topo da parada de r&b americanas, além de ter integrado a trilha da novela global Duas Vidas em 1980. O álbum, nº 23 na parada pop e nº 4 na de r&b, trouxe outro hit bacana, I Owe You One (Joey Gallo- Leon Sylver III), e criava uma grande expectativa em torno do que viria a seguir. E isso se confirmou com o antológico Three For Love.

Leon Sylvers II pôe seus craques em campo

Para as gravações de Three For Love, Leon Sylvers III arregimentou um timaço. Além dele próprio e do irmão Foster no baixo, temos (entre outros) Kevin Spencer, William Shelby, Ricky Smith e Joey Gallo nos teclados, Wardell Potts Jr. na bateria, Ernest Pepper Reed, Richard Randolph, Stephen Shockley e Ricky Silver na guitarra, boa parte deles integrantes do projeto Dynasty.

Como vários desses músicos também eram parceiros nas composições das músicas, certamente deram aquele algo a mais para que as suas músicas ficassem com a melhor roupagem e pudessem lhes render um bom dinheiro. Inteligente, Leon soube explorar a versatilidade e o talento de cada um deles.

Ao contrário de outros grupos similares a este, o Shalamar tinha também a participação de seus integrantes como coautores de algumas músicas. Mais: eles também ajudavam nos arranjos vocais, em parceria com William Shelby e Sylvers. E os ótimos arranjos de cordas e metais ficaram a cargo de Gene Dozier, John Stevens e Ben Wright.

E já que falamos nos vocais, vale lembrar que aqui também temos muita qualidade e eficiência. Howard Hewett é o mais destacado no time, mas Jody Watley não ficava muito atrás, com os dois se alternando nos vocais principais e Jeffrey Daniel na maior parte do tempo participando das harmonizações vocais e bolando as coreografias.

Sucesso, mesmo em plena crise da disco music

Se em termos artísticos Three For Love tinha tudo para ser o discaço que acabou sendo, em termos comerciais sofreu um pouco com o contexto da época em que foi lançado. Mesmo tendo ultrapassado um milhão de cópias vendidas e valido ao grupo o seu primeiro disco de platina nos EUA, o álbum atingiu apenas a posição de nº 40 na parada pop, e a 8º na de r&b, com seus ótimos singles atingindo posições bem inferiores a Second Time Around.

E qual era o problema? Simples. No segundo semestre de 1979, teve início nos EUA um odioso movimento de cunho racista e homofóbico intitulado Disco Sucks (disco music “fede”, em tradução livre), liderado por verdadeiros fundamentalistas brancos que não admitiam que a disco tivesse tanta repercussão. Eles chegaram a fazer cerimônias públicas de destruição de LPs e singles de disco music. O horror, o horror!

Essa pressão gerou um clima de medo em importantes setores da mídia, e graças a isso, em 1980 artistas mais fortemente rotulados como de disco music, como Bee Gees, Chic, Village People e muitos outros, viram da noite para o dia seus trabalhos saírem das programações de rádios e TVs e terem muito menos divulgação do que antes.

Embora certamente tenha sido prejudicado por esse movimento, o Shalamar nunca deixou de lado suas raízes no r&b em seus trabalhos, e dessa forma mantinha um público fiel e grande nessa praia musical, o que lhes valeu naquele momento um resultado comercial muito melhor do que outros colegas.

Na época, a posição dos singles nos EUA era tirada a partir de uma média entre vendagens e execução em rádios. Como a disco music teve uma queda grande nas execuções em rádios mais populares, isso explica porque single matadores como Make That Move (nº 60 pop, nº6 no r&b), Full Of Fire (nº 55 pop, nº24 r&b) e This Is For The Lover In You (não entrou na parada pop, nº17 r&b) tiveram um desempenho tão fraco na parada pop.

Three For Love, faixa a faixa

FULL OF FIRE (Jody Watley-Joey Gallo- Richard Randolph)
O primeiro hit single do álbum traz como marcas uma guitarra bem roqueira, um arranjo vocal repleto de nuances, com Jody comandando as ações, um refrão impactante e uma mistura muito bem dosada de r&b e disco. Bela abertura de álbum, dando a medida do que viria a seguir, em termos de qualidade musical. A letra, escrita pela menina do trio, aposta ousadamente, mas de forma polida até, no lado sensual e sexual do amor.

ATTENTION TO MY BABY (William Shelby-Kevin Spencer-Wardelll Potts Jr.)
Mantendo o clima dançante, esta canção traz Hewett no vocal principal, dialogando bem com os backing vocals e as passagens de cordas.

SOMEWHERE THERE’S A LOVE (William Shelby-Ernest Pepper Reed-Otis Stokes)
Chegou a hora de uma slow jam, termo usado para definir canções lentas e sensuais no universo da black music. Aqui, Hewett e Jody se revezam no vocal principal, em uma balada doce, romântica até a medula, com letra idealista e esperançosa (“em algum lugar, existe um amor só pra mim). Fofa até a medula!

SOMETHINGS NEVER CHANGE (William Shelby- Dana Meyers)
O lado A do vinil se encerra com uma canção balançada, com belos riffs de sintetizador e um groove delicioso, com aquelas vocalizações cheias de sutilezas típicas do Shalamar.

MAKE THAT MOVE (Kevin Spencer- William Shelby- Ricky Smith)
Entre as oito faixas de Three For Love, é a mais escancaradamente disco, e provavelmente uma das melhores gravações do trio americano. Timbres instrumentais, variações vocais, elaboração melódica, arranjo de cordas, tudo esta perfeito por aqui, além de uma letra otimista, pra cima e contagiante. Clássico das pistas!

THIS IS FOR THE LOVER IN YOU (Howard Hewett- Dana Meyers)
Depois de um verdadeiro petardo dançante, temos aqui o momento mais soul music do álbum, uma balada arrebatadora na qual Howard Hewett dá um verdadeiro banho de interpretação, apoiado por vocalizações no mínimo arrepiantes. Certamente a melhor balada da carreira do grupo. Em 1996, o cantor, compositor, músico e produtor Babyface, que teve uma passagem pela Solar Records no início de sua premiada carreira, regravou esta belezura para seu álbum The Day, com participações especiais de LL Cool J e também de Jody, Hewett e Daniel, a primeira reunião da formação clássica do grupo desde 1993 e a única desde então. Essa releitura atingiu o nº 6 na parada pop e o nº 2 na de r&b.

WORK IT OUT (Jody Watley-Nidra Beard)
Esta parceria de Jody Watley com a cantora do grupo Dynasty tem semelhanças com o hit Second Time Around, embora sem ser uma cópia descarada. Leve, descontraída, serve como um bom veículo para a cantora, com uma letra otimista do tipo “nós vamos conseguir fazer isso dar certo”.

POP ALONG KID (Jeffrey Daniel-Howard Hewett-Nidra Beard)
O álbum se encerra com a canção de pegada mais eletrônica, com direito a um belo riff de sintetizador. Aqui, quem faz o vocal principal é Jeffrey Daniel, interpretando uma letra feita sob encomenda para ele, o “garoto pop” da banda por excelência. Pode não ser um cantor tão efetivo como seus então colegas de banda, mas consegue um bom desempenho e deixando os fãs com um sabor de quero mais nos ouvidos.

Three For Love ficou na posição de nº 43 no ranking The 80 Greatest Albums of 1980 da edição americana da revista Rolling Stone. O álbum saiu no Brasil no início de 1981 pela gravadora RCA, e nunca saiu por aqui no formato CD.

A formação clássica do Shalamar se manteria unida até 1983, quando, após o lançamento do álbum The Look, Jody e Daniel resolveram sair do grupo. Mas essa história a gente conta em outra ocasião.

Ouça Three For Love em streaming:

Kathy Sledge, Jody Watley e DJs estarão em Disco Fever

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Por Fabian Chacur

Os fãs de disco music tem um bom programa para o dia 13 de junho (sábado) em São Paulo. Trata-se do evento Disco Fever, que terá como atrações os DJs Vadão e André Souza e duas importantes divas daqueles anos áureos da música dançante: as cantoras americanas Kathy Sledge (ex-integrante do grupo Sister Sledge) e Jody Watley (que vem com nova formação da Shalamar).

A festa começa às 22h e terá como palco o Espaço das Américas (rua Tagipuru, 795- Barra Funda- fone 0xx11-2027-0777), com ingressos custando de R$180,00 a R$ 380,00 (mais informações no site www.espacodasamericas.com.br). A discotecagem dos experientes Vadão e André Souza ocorrerá antes e após os shows, com direito aos grandes clássicos da dance music.

Kathy Sledge nasceu em 6 de janeiro de 1959 e foi a vocalista líder do quarteto Sister Sledge entre 1971 e 1989, ao lado das irmãs Debra, Joni e Kim. O grupo estourou em 1978/79 ao ser produzido por Nile Rodgers e Bernard Edwards, do grupo Chic, quando gravaram os álbuns We Are Family e Love Somebody Today, emplacando hits como We Are Family, He’s The Greatest Dancer e Lost In Music, entre outros.

Após sair do grupo, Kathy mantém uma carreira solo de sucesso mediano, mas continua com aquele vozeirão que a tornou famosa. Há pouco, gravou ao lado do grupo Aristofreeks a sensacional Keep It Movin’, que a trouxe de volta aos charts. Em seus shows, ela nunca deixa de cantar os hits dos bons tempos, especialmente o hino We Are Family.

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Por coincidência, Jody Watley nasceu no mesmo ano e mês de Kathy, só que no dia 30. Ela começou a carreira como dançarina do programa televisivo de black music Soul Train, até que foi convidada a participar de um novo grupo vocal, o Shalamar, ao lado do também dançarino Jeffrey Daniels. O trio ganharia sua formação clássica em 1979 com a entrada do cantor Howard Hewett, estourando logo de cara com o hit The Second Time Around.

O trio em sua escalação seminal se manteve na ativa de 1979 a 1983, período durante o qual emplacou sucessos como The Second Time Around, Make That Move, Full Of Fire, A Time To Remember e This Is For The Lover In You. Sua mistura de disco, soul e funk, com direito a vocalizações matadoras e coreografias dançantes bacanas marcou época.

Após sair do Shalamar, Jody Watley conseguiu sucesso como artista solo a partir de 1987, com hits como Don’t You Want Me e Looking For a New Love. Atualmente, após ganhar na Justiça os direitos sobre o nome Shalamar, montou uma nova formação do trio, tendo a seu lado os novatos Nat Allen Smith e Rosero McCoy, que virão com ela ao Brasil.

Vale o registro: Howard Hewett e Jeffrey Daniels também estão fazendo shows pelo mundo afora usando o nome Shalamar, tendo como substituta de Jody a cantora Carolyn Griffey. Uma pena Watley, Daniels e Hewett não se entenderem e não voltarem com a formação clássica do grupo, que certamente atrairia com tudo a atenção da mídia.

Keep It Movin’– AristoFreeks ft. Kathy Sledge :

We Are Family– Nile Rodgers, Flea & Kathy Sledge Grammy Week Jam:

We Are Family (original version)- Sister Sledge:

Make That Move, Friends, Sweeter As The Days Go By– Shalamar live (c/Jeffrey Daniel e Howard Hewett):

Make That Move (original studio version 1980)- Shalamar:

Don’t You Want Me– Jody Watley:

Three For Love- Shalamar (Solar Records-1980)

Por Fabian Chacur

O estilo Motown de se fazer música gerou diversos frutos no cenário da música americana. Transformar uma simples gravadora em uma verdadeira fábrica musical, com direito a estúdio, editora, músicos e compositores próprios, inspirou muita gente boa a fazer o mesmo.

Em Los Angeles, por exemplo, surgir a Solar (nome extraído de Sound Of Los Angeles) Records. Uma de suas crias foi o trio vocal Shalamar. Do início em 1977 para gravar um despretensioso pot-pourry de sucessos da Motown intitulado Uptown Festival, o time cresceu muito em pouco tempo.

Em 1980, chegava às lojas Three For Love, seu melhor e mais bem-sucedido álbum (o quarto lançado em apenas quatro anos) em termos artísticos e comerciais. Um daqueles trabalhos para esfregar na cara de quem mete o pau de graça na disco music.

O time era integrado pela bela Jody Watley e pelo parceiro de dança Jeffrey Daniels. Após o lançamento do segundo disco, Gary Mumford resolveu sair de cena, e foi substituído por alguém ainda mais talentoso, Howard Hewett.

O entrosamento do trio foi muito rápido. A capacidade deles fazerem vocalizações juntos, solarem e também dançarem tornou o Shalamar uma das grandes sensações da música pop daquele período.

Three For Love se divide entre canções balançadas (ou “balanços”, como se chamava antigamente esse tipo de música aqui no Brasil, cujo rótulo virou dance music há seculos) e baladas matadoras.

Make That Move é o grande destaque. Trata-se de uma espetacular canção disco repleta de vocalizações espertas, sutis variações rítmicas e um swing para se dançar até cair. Irresistível e hit instantâneo, quando foi lançada.

Full Of Fire também segue a linha disco, embora mais próxima do funk, enquanto a vibrante Pop Along Kid (interpretada por Daniels) é um funk mais compassado, com belos riffs instrumentais. Attention To My Baby combina com rara felicidade pop e funk, prova da versatilidade do trio.

Work it Out é bem pop, e tenta recriar a sonoridade de hit do disco anterior, a estupenda The Second Time Around, com resultado aceitável. Melhor resultado obtém a ondulada Somethings Never Change, uma delícia.

Somewhere There’s a Love soa como uma versão juvenil da soul music, com muito sentimento por parte dos intérpretes.

This Is For The Lover In You é soul puro, com vocais avassaladores e se tornando o maior clássico romântico do trio, regravado nos anos 90 por Babyface com a participação do trio em rara aparição após sua separação, ainda nos anos 80.

Um dos segredos do álbum é o fato de o repertório ser escrito em parcerias com alguns dos músicos que gravaram as faixas, o que obviamente gerou ainda mais esforço por parte deles. E também a produção a cargo de Leon Silvers III, do grupo The Silvers, outro nome chave para a Solar Records.

A consistência do material contido em Three For Love nunca mais foi repetido no mesmo grau pela banda, embora eles tenham posteriormente gravado músicas bem bacanas, entre as quais A Night To Remember, Dead Giveaway e Over And Over.

O Shalamar deixou saudades e canções para animar festinhas até hoje, como este CD aqui prova com veemência.

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