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Tag: rock brasileiro (page 2 of 20)

Demetrius, um dos grandes pioneiros do rock no Brasil

demetrius o ritmo da chuva-400x

Por Fabian Chacur

Demetrio Zahra Neto tinha apenas 18 anos quando, ao cantar sucessos de Elvis Presley em uma festa de aniversário, chamou a atenção do radialista Miguel Vaccaro Netto, que então iniciava um selo especializado no então emergente rock and roll, o Young. O convite para gravar um compacto simples de vinil veio, e o garotão boa pinta topou. Em 1960, Hold Me So Tight iniciava a trajetória do artista carioca radicado em São Paulo desde os seis meses de idade. Demétrius, o nome artístico adotado por ele, infelizmente nos deixou nesta segunda (11), deixando muita saudade e uma trajetória marcante para o pop-rock brasileiro.

Nascido em 28 de março de 1942, Demétrius marcou presença como um dos primeiros grandes ídolos do rock brasileiro. A repercussão de Hold Me So Tight gerou outro convite, desta vez para assinar com a gravadora Continental. A estreia veio em 1961 com a versão em português Corinna Corinna de hit do cantor Ray Peterson. A boa repercussão abriu alas para que ele lançasse o seu primeiro LP, Demetrius Canta…Com Amor e Mocidade (1962). E os sucessos se sucederam: Rock do Saci, Voltou a Carta, Hey! Baby, A Bruxa etc.

O maior estouro musical de sua carreira veio em 1964, quando O Ritmo da Chuva, versão feita por ele próprio para o sucesso Rhythm Of The Rain, do grupo The Cascades, literalmente invadiu as paradas de sucesso de todo o país, um rock-balada extraordinário, sem exagero. Em 1976, incluída na trilha sonora da novela global Estúpido Cupido (curiosamente situada no ano de 1961…), voltou com força total às programações de rádios e TVs, além de ajudar na venda do LP da Som Livre com as músicas daqueles anos incríveis.

Demétrius ficou amigo de um novo talento que começava a fazer furor na cena musical brasileira, um certo Roberto Carlos Braga, que gravou uma canção de sua autoria e também deu para Demétrius uma composição sensacional, Não Presto Mas Te Amo, um dos grandes hits de 1967. Versátil, o intérprete de voz de veludo também investiu em canções românticas: Esta Tarde Vi Chover, Que Me Importa e Muito Nova Para Mim, que o mantiveram nas paradas de sucessos.

Além de gravar seus próprios discos, Demétrius teve várias de suas canções e versões gravadas por grandes nomes da nossa música. Além do Rei, também se valeram de obras do carioca radicado em São Paulo Jerry Adriani, Vanusa, Antonio Marcos, Ronnie Von, Wanderley Cardoso, Nalva Aguiar, Altemar Dutra e Ary Sanches. Nos anos 1970, ainda visitou as paradas de sucesso com os hits Nas Voltas do Mundo (1972), Encontro (1976) e O Menino e o Pilão (1978).

Entre 1981 e 2000, razões particulares o levaram a sair de cena do mundo artístico. O jejum acabou com o lançamento do CD Demétrius, pela gravadora Zan-Brasidisc, no qual ele mesclou releituras de seus grandes hits com algumas novidades. A partir daí, voltou a frequentar programas de TV de amigos como Miguel Vaccaro Netto e a fazer alguns shows. No meio artístico, uma das principais características ressaltadas por seus colegas era a simpatia, a gentileza e a classe. Ele nos deixa às vésperas de completar 77 anos, ironicamente em um dia de muita, mas muita chuva mesmo em São Paulo. Triste demais…

obs.: agradeço à sempre gentil colega Giseli Martins Turco por ter me informado dessa triste perda e pela foto de capa de um dos discos do maravilhoso Demétrius que ilustra essa matéria, dedicada ao grande Valdimir D’Angelo, meu mestre, que sempre alardeou aos quatro cantos ser esse cara bacana e talentoso o seu maior ídolo. Escolheu a dedo, e escolheu bem!

O Ritmo da Chuva– Demétrius:

Nando Reis toca em SP com a Orquestra Petrobrás Sinfônica

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Por Fabian Chacur

Nando Reis é aquele tipo de artista que gosta de experimentar todas as configurações possíveis em termos musicais. Já são bem conhecidas e elogiadas as suas performances no melhor estilo voz e violão. No outro extremo, ele também já se apresentou ao lado de orquestra. E é esta segunda opção que o cantor, compositor e músico abraçará na apresentação que realizará nesta sexta (18) às 21h30 em São Paulo com a Orquestra Petrobrás Sinfônica no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nª 795- Barra Funda- fone 0xx11-3868-5861), com ingressos custando de R$ 40,00 a R$ 380,00.

A Orquestra Petrobrás Sinfônica, na ativa há 46 anos, tem como diretor artístico e regente titular ninguém menos do que Isaac Karabtchevsky, um verdadeiro mito no setor. Ele comandará um total de 45 músicos, que na parte inicial do espetáculo irão executar obras do repertório erudito: Quadros de uma Exposição- A Grande Porta de Kiev, do autor russo Modest Mussorgsky (1839-1881), e Bachiana nª 4- Prelúdio, do brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959).

Após a parte inicial, o ex-baixista dos Titãs entra em cena, interpretando 13 sucessos de sua carreira com o grupo e como artista solo. Entre outras, teremos no repertório clássicos do porte de Os Cegos do Castelo, O Segundo Sol, All Star e Por Onde Andei. Uma boa e diferente forma de se conferir a beleza e a qualidade das melodias de Nando, acompanhadas por arranjos concebidos por Rafael Smith, Alexandre Caldi e Jessé Sadoc.

Os Cegos do Castelo (ao vivo)- Nando Reis e Orquestra Petrobrás Sinfônica:

Barão Vermelho mostra um novo single com show no Circo Voador

Foto: Leo Aversa

Foto: Leo Aversa

Por Fabian Chacur

O Barão Vermelho sofreu dois fortes abalos nos últimos meses, com as saídas de Roberto Frejat (vocal e guitarra) e Rodrigo Santos (baixo e vocais). No entanto, a histórica banda carioca sacudiu a poeira, deu a volta por cima e se mantém mais na ativa do que nunca. Após a entrada de Rodrigo Suricato na vaga de Frejat, com Márcio Alencar assumindo a função de baixista, eles lançam um primeiro single inédito, o contagiante A Solidão Te Engole Vivo, que será mostrado em show para o público pela primeira vez nesta sexta (28) às 23h no Rio, no Circo Voador (avenida dos Arcos, s-nº- Lapa- fone 0xx21-2533-0354), com ingressos a R$ 60,00 (meia) e R$ 120,00 (inteira).

Em entrevista via fone a Mondo Pop, o guitarrista Fernando Magalhães, há mais de trinta anos no grupo ao lado dos fundadores Guto Goffi (bateria) e Maurício Barros (teclados) nos conta tudo sobre a fase atual da banda que ajudou a consolidar o rock no Brasil, e também sobre seus planos para o futuro.

MONDO POP- O que gerou as saídas de Roberto Frejat e Rodrigo Santos, e como o grupo as encarou?
FERNANDO MAGALHÃES
– O Frejat e o Rodrigo tem carreiras muito solidificadas. Ficou difícil se dedicar ao Barão e aos outros projetos que possuem, ao mesmo tempo. Para eles, no fim das contas, foi melhor sair. A saída do Frejat não foi nenhuma surpresa, víamos a carreira-solo dele consolidada, abriu para o Eric Clapton, tocou no Rock in Rio.

MONDO POP- E como está sendo seguir em frente, com esses dois belos desfalques?
FERNANDO MAGALHÃES
– Fico muito feliz de tocar no grupo. A entrada do Rodrigo Suricato nos deu uma nova energia, um gás muito grande, pois ele é muito fã do Barão, além de ser uma pessoa muito boa, maravilhosa. Logo no primeiro ensaio, tocamos 19 músicas de cara, sem ensaios anteriores, e ele sabia todas essas músicas, voz e guitarra! O cara tem muita intimidade com esse repertório, que todos na banda gostam muito de tocar. Isso nos ajudou bastante.

MONDO POP- Fale um pouco sobre A Solidão Te Engole Vivo, que é uma parceria sua com o Guto e o Maurício, como surgiu e como foi escolhida como o cartão de apresentações dessa nova fase do grupo.
FERNANDO MAGALHÃES
– Escolhemos essa música porque ela tem bem a cara do Barão, mas com elementos novos. Fala de amor, sem apontar na cara de ninguém, é de âmbito geral. O tema básico é o fato de que as pessoas fazem melhor as coisas juntos do que sozinhas, não tem uma conotação política. A letra foi escrita pelo Guto.

MONDO POP- E como sendo está esse processo de compor canções novas, nessa nova fase da banda?
FERNANDO MAGALHÃES
– A gente já vem compondo há algum tempo. Antes, gravamos algumas músicas antigas com o Suricato nos vocais, colocamos nas plataformas digitais e depois saímos para a estrada. O projeto de composições novas veio logo a seguir. O Barão sempre fez trabalhos diferentes em cada novo disco, e procuramos ver como seria esse novo momento do grupo. Estamos compondo os quatro, em várias formações.

MONDO POP- Vocês pretendem lançar em breve um novo álbum? Será em formato físico também?
FERNANDO MAGALHÃES
– Vamos lançar o disco em formato físico, é um produto maneiro de se ter na mão. Ainda iremos lançar mais um single antes do álbum completo, que deve sair no primeiro semestre de 2019.

MONDO POP- Como tem sido esse contato inicial com os fãs após a entrada do Suricato?
FERNANDO MAGALHÃES
– Para nós, é um grande desafio, um novo recomeço, mas que você recomeça não como se fosse um bebê. A reação do público ao Suricato está sendo muito boa, estamos nos divertindo muito. Tem gente conhecendo a banda agora. O documentário Por que a Gente é Assim? nos ajudou a ficar mais conhecidos pelas novas gerações, que estão demonstrando uma curiosidade muito grande pelo Barão. E o show sempre foi o nosso forte.

MONDO POP- Em 2017, você lançou um belo álbum em dupla com o Rodrigo Santos, o Efeito Borboleta (leia a resenha aqui). Como avalia a repercussão dele?
FERNANDO MAGALHÃES
– Tenho muito orgulho desse trabalho, mas acho que lançamos em uma época imprópria, quando as atenções estavam mais voltadas para a reformulação do Barão Vermelho.

A Solidão Te Engole Vivo (video)- Barão Vermelho:

Serguei, o Último Psicodélico, um documentário certeiro e delicioso

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Por Fabian Chacur

Sergio Augusto Bustamante é, acima de tudo, um grande personagem. Poucos roteiristas seriam capazes de conceber uma trajetória tão fascinante e cheia de idas e vindas quanto as vividas na realidade por este cantor e compositor carioca, mais conhecido pelo nome artístico Serguei. Enfim essa vida, louca vida ganhou um documentário, o genial Serguei, O Último Psicodélico (2017), que o Canal Brasil está exibindo em dezembro. Para quem ainda não viu, o canal a cabo programou o filme para os dias 27 (quinta) às 8h20 e 30 (domingo) às 5h10. Absolutamente essencial.

Com 1h55 minutos de duração, o documentário dirigido por Ching Lee e Zahy Tata Pur’gte mergulhou fundo no seu tema, com direito a raras cenas de programas de TV (algumas em condições não muito ideais em termos técnicos, mas valendo pela raridade) e deliciosas entrevistas com o próprio cantor e pessoas que conviveram ou convivem com ele, um saco de gatos que inclui Erasmo Carlos, Alcione, Angela Maria, Michael Sullivan, Ney Matogrosso e Sylvinho Blau Blau, só para citar alguns.

Nascido em 8 de novembro de 1933, Serguei trabalhou em banco e foi comissário de bordo antes de mergulhar de vez no mundo artístico, isso quando já havia passado dos 30 anos. Ousado, usava roupas transgressivas e primava pela irreverência, isso em plena Ditadura Militar. Seu carisma o levou a participar em mais de 20 ocasiões do Programa Flávio Cavalcanti, cujo apresentador era um conservador de marca maior, mas que não rasgava notas de 100 dólares. Ele sabia que aquele maluquete dava audiência, e muita.

Das inúmeras pessoas com quem manteve amizade e relacionamentos afetivos, Janis Joplin foi de longe a mais importante, e essa passagem bacana de sua vida é muito bem enfocada no documentário, com direito a um surpreendente depoimento de Alcione, que na época (1970) cantava na noite e presenciou o dueto de Serguei e a cantora americana no palco de uma boate carioca. Fotos bem bacanas de arquivo também ilustram essa parte, assim como depoimentos do onipresente Nelson Motta.

Lógico que a música marca presença, e temos a oportunidade de ouvir várias interpretações deste roqueiro de corpo e alma, que gravou muito menos do que merecia nesses anos todos. Os incríveis singles As Alucinações de Serguei (1967) e Eu Sou Psicodélico (1968) e a versão Rolava Bethânia (Roll Over Beethoven, de Chuck Berry) são destaques, assim como suas releituras de Summertime e Move Over, cavalos de batalha de Janis Joplin.

Aos 85 anos de idade, Serguei conseguiu ver o seu trabalho venerado neste belo documentário, que tem como marcas a irreverência, a busca pelos detalhes e a abrangência de mostrar um pouco de tudo o que esse cara viveu nesse tempo todo, incluindo suas participações no Rock in Rio, a gravação de um LP pela BMG em 1991 com produção de Michael Sullivan e muito mais. Nada melhor do que receber as flores em vida, e Serguei, O Último Psicodélico é exatamente isso. Toca, toca, toca rock and roll!!!

Leia mais sobre Serguei aqui .

Veja o trailer de Serguei, O Último Psicodélico:

Made In Brazil faz dois shows com LP Paulicéia Desvairada

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Por Fabian Chacur

Há 40 anos, o grupo Made In Brazil lançou Paulicéia Desvairada, considerado por muitos o melhor álbum de suas cinco décadas de existência dedicadas ao velho e bom rock and roll. Como forma de celebrar essa efeméride bacana, a banda fará na próxima quarta-feira (21) em São Paulo dois shows, respectivamente às 18h e 21h, no Sesc 24 de Maio (rua 24 de Maio, nº 109- Centro- fone 0xx11-3350-6256), com ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00 para cada apresentação.

Paulicéia Desvairada é o terceiro álbum da banda dos irmãos Oswaldo Rock Vecchione (vocal, baixo, violão, guitarra e gaita) e Celso Kim Vecchione (guitarra, violão, baixo e teclados), e traz homenagem à mitológica Semana de Arte Moderna Moderna de 1922, especialmente ao seu lado criativo e rompedor de barreiras. O álbum contou com a coprodução do lendário e saudoso jornalista e crítico musical Ezequiel Neves, que depois trabalharia com o Barão Vermelho.

Com 12 músicas, o LP (posteriormente relançado em CD) mostra rocks certeiros, baladas bem bacanas e blues, também, além de vocais de apoio femininos e metais. Entre outras, destacam-se a faixa titulo, Gasolina, Eu Vou Estar Com Você, Massacre, Uma Banda Made In Brazil, Massacre e Chuva. O set list dos shows trará todas essas 12 canções, e provavelmente mais alguns hits dessa banda seminal.

Além dos irmãos Vecchione, a atual formação do Made conta com Rick R.Monstrinho Vecchione (bateria), Guilherme Ziggy Mendonça (guitarra e violão), Octavio Lopes Garcia Bangla (sax), Solange Sol Blessa (vocais de apoio) e Thiago Mineiro Tavares (teclados).

Teremos como músicos convidados feras que participaram do disco e da turnê de divulgação do mesmo na época. São eles Caio Flávio (vocais), Tony Babalu (guitarra e violão), Lucinha Turnbull (vocal), Tibet (vocal), Rubens Rubão Nardo (vocal) e Naná Fernandes (guitarra). “A festa vai continuar até o mundo acabar”, como dizem versos do rockão que dá nome a esse álbum tão bacana. Uma noitada que promete se tornar histórica no centro de Sampa City!

Paulicéia Desvairada- ouça em streaming:

Wander Taffo homenageado com um show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Wander Taffo (1954-2008) se foi há 10 anos, mas nos deixou um belo legado. Seu trabalho como guitarrista em bandas como Rádio Taxi, Banda Taffo, Joelho de Porco, Made in Brazil e acompanhando Rita Lee, Guilherme Arantes, Marina Lima e outros entrou para os anais do pop-rock brasileiro. Neste sábado (4) em São Paulo, às 21h30, será realizado em sua homenagem o show Viva Wander Taffo, na Comedoria do Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº 1.000- Belenzinho- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos a R$ 10,00 e R$ 20,00.

Além de grande músico e um ser humano adorável, Wander Taffo também se destacou na área da educação musical ao criar a IG&T (Instituto de Guitarra e Tecnologia), moderna escola de música situada em São Paulo no bairro do Jabaquara que ajudou a desenvolver muitos talentos. Uma pena ter nos deixado de forma tão prematura. Mas a música que criou permanece presente.

O show no Sesc Belenzinho reunirá ótimos músicos, sendo que alguns tocaram com ele. O elenco traz Maurício Gasperini (vocal, ex-Rádio Taxi), Marco Bavini (voz e violão), Edu Ardanui (guitarra), Ivan Busic (bateria e vocal, ex-Banda Taffo), Andria Busic (baixo e vocal, ex-Banda Taffo) e Tiago Mineiro (teclados).

No repertório, teremos músicas das várias fases da carreira de Taffo, entre as quais Me Dê Sua Mão, Olhos de Neon, Pra Dizer Adeus, Vento Sol e também hits do Rádio Taxi (possivelmente Garota Dourada e Você se Esconde farão parte do set list), certamente a banda mais popular entre as quais integrou como um de dos líderes.

Me Dê a Tua Mão– Banda Taffo:

Tony Babalu toca com o swing roqueiro na Sala Olido-Sampa

Tony Babalu - Foto Marcos Kishi-400x

Por Fabian Chacur

Em 2017, Tony Babalu lançou um dos melhores discos de qualquer estilo musical no Brasil naquele ano, o envolvente e criativo Live Sessions II (leia a resenha de Mondo Pop aqui). Além de boas críticas, ele recebeu o troféu Catavento, idealizado pelo histórico produtor musical Solano Ribeiro em parceria com a Rádio Cultura. Ele fará show em São Paulo nesta sexta-feira (3) às 19h na Sala Olido (avenida São João, nº 473- Centro- fone 0xx11-3331-8399), com entrada gratuita.

Na ativa desde a década de 1970, o guitarrista, compositor e produtor conseguiu nesses anos todos se consolidar como um dos melhores músicos de rock do Brasil. Além de ter tocado com a banda Made In Brazil e produzir trabalhos de diversos artistas, ele desenvolveu uma carreira solo dedicada ao rock instrumental, conseguindo a proeza de cativar os fãs de ousadia técnica com uma sonoridade capaz de agradar qualquer pessoa que curta rock, sem complicações.

Em seu show na Sala Olido, localizada no Centro Cultural Olido, Babalu mostrará músicas do mais recente álbum, do anterior, o também excelente Live Sessions At Mosh (2014- leia a resenha de Mondo Pop aqui) e também material inédito. Tocarão com ele Adriano Augusto (teclados), Leandro Gusmão (baixo) e Percio Sapia (bateria).

In Black (ao vivo)- Tony Babalu:

Banda Kurandeiros lança seu novo single, Andando na Praia

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Por Fabian Chacur

Kim Kehl e sua banda Kurandeiros estão com um single novo disponível nos canais digitais. Trata-se de Andando na Praia, um furioso e envolvente rock com tempero de psicodelia divulgado por um audioclipe cujo visual evoca exatamente o desenvolvido pelas bandas de rock da segunda metade dos anos 1960. A música é uma parceria de Kehl com o baixista do grupo, Luiz Domingues. Carlinhos Machado (bateria) completa o time, e participam da gravação Nelson Ferraresso (teclados) e Marcos “Pepito” Soledade (percussão).

Nascida de uma ideia musical de Domingues que foi desenvolvida junto com o grupo e chegou a ser um tema instrumental tocado com sucesso em alguns shows da banda, Andando na Praia tem uma letra bem simples e uma interpretação vibrante por parte da banda, com vocal ardido e solos de guitarra e teclados simplesmente viscerais, tendo de quebra uma cozinha rítmica impecável dando a base a tudo.

Na estrada há 40 anos, Kim Kehl integrou bandas como Made In Brazil, Mixto Quente e Nazi e os Irmãos do Blues. Este guitarrista, cantor e compositor criou os Kurandeiros em 1991, e lançou três CDs (Kim Kehl e os Kurandeiros-2004, Mambo Jambo-2008 e 7 Anos-2012) e um EP desde então. Luiz Domingues, baixista e também compositor, é uma figura marcante da música paulistana, tendo feito parte de grupos bacanas como Língua de Trapo e A Chave do Sol.

Andando na Praia (audioclipe)- Os Kurandeiros:

Feras do rock brasileiro serão a atração de show em Sampa

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Por Fabian Chacur

O formato é atrativo e costuma dar sempre certo. Reúna nomes bacanas de um estilo musical, monte uma banda e invista em um repertório com alguns dos grandes hits dos artistas envolvidos. É esse o mote de Rock Connection Rio-Sampa, show que será realizado em São Paulo nesta quinta (7) às 22h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com couvert artístico a R$ 75,00. O time reunido é bem bacana.

Arnaldo Brandão (baixo e vocal) tocou na banda de Caetano Veloso nos anos 1970 e 1980 e teve grande destaque nos grupos Brylho e Hanói Hanói. George Israel (vocal e sax) integrou o Kid Abelha, enquanto Guto Goffi (bateria) continua pilotando as baquetas do Barão Vermelho. Os cariocas trazem consigo o talentoso guitarrista Guilherme Schwab para incrementar essa parceria bem bacana.

De São Paulo, estão escalados Kiko Zambianchi (guitarra e vocal), dono de uma respeitável carreira solo, e o lendário Luis Sérgio Carlini (guitarra e vocal), parceiro de Rita Lee na banda Tutti Frutti e também conhecido por seus trabalhos ao lado de gente do porte de Erasmo Carlos e Guilherme Arantes, só para citar alguns nomes.

O show, que poderá ter convidados surpresa em seu desenrolar, terá no seu set list clássicos do rock brasileiro como Rádio Blá (Hanói Hanói e Lobão), Eu Tive Um Sonho (Kid Abelha), A Noite do Prazer (Brylho), Puro Êxtase (Barão Vermelho), Primeiros Erros (Kiko Zambianchi e Capital Inicial) e Rolam as Pedras (Kiko Zambianchi). Citando os versos de uma dessas músicas citadas, “a noite vai ser boa, de tudo vai rolar”…

Rádio Blá– Hanoi Hanoi:

Barão Vermelho mostra nova cara e os grandes hits em SP

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Por Fabian Chacur

Em 2017, o Barão Vermelho voltou ao cenário rock nacional. No lugar de Roberto Frejat, que optou de vez pela carreira-solo, entrou Rodrigo Suricato, incumbindo-se de vocal, violão e guitarra. Desde então, o time, que depois também perdeu o baixista Rodrigo Santos, está na estrada, mostrando sua nova cara. Eles tocam nesta sexta (27) às 22h30 em São Paulo na Casa Natural Musical (rua Artur de Azevedo, nº 2.134- Pinheiros- fone 0xx11-4003-6860), com ingressos de R$ 140,00 a R$ 200,00.

A atual encarnação desta marcante banda surgida no Rio em 1981 e um dos pilares do rock brasileiro na década de 1980 e desde então traz, além de Suricato, os fundadores Guto Goffi (bateria) e Mauricio Barros (teclados) e Fernando Magalhães (guitarra), este último no time há quase 30 anos. Uma escalação concisa e com muita fome de palco, como seus shows recentes mostraram aos fãs.

Como forma de marcar a fase atual, o grupo acaba de lançar nas plataformas digitais #Barãoprasempre, que traz nove músicas gravadas ao vivo no Rio no Estúdio Palco 41, sendo sete delas releituras elétricas de hits da banda como Pense e Dance, Pro Dia Nascer Feliz, Puro Êxtase e Eu Queria Ter Uma Bomba e as releituras acústicas de Por Você e Brasil, esta última hit da carreira solo do primeiro vocalista da banda, Cazuza. As gravações ainda tiveram Rodrigo Santos como baixista.

No repertório do show, teremos músicas desse álbum digital e também outros sucessos marcantes do Barão Vermelho, entre os quais Bete Balanço, Maior Abandonado e Por Que a Gente é Assim. Além de dar prosseguimento à atual turnê, o grupo promete para um futuro não muito distante um trabalho com canções inéditas.

Pense e Dance (nova versão)- Barão Vermelho:

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