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ZZ Top divulga Brown Sugar e lançará álbum ao vivo em julho

zz top brown sugar 400x

Por Fabian Chacur

O ZZ Top acaba de divulgar seu novo single. Trata-se de uma versão ao vivo de Brown Sugar, composição do cantor e guitarrista Billy Gibbons que foi lançada originalmente por eles em 1971 no álbum ZZ Top’s First Album. A faixa faz parte do álbum RAW, que a BMG lançará em 22 de julho, seis dias antes do aniversário de um ano da morte do baixista da banda, o saudoso Dusty Hill. Gibbons e o baterista Frank Beard seguirão em frente com Elwood Francis no baixo, que trabalhava com Hill.

Brown Sugar (que, curiosamente, foi lançada na mesma época do célebre hit homônimo dos Rolling Stones) é um blues rock poderoso, que o trio releu com a categoria que sempre os marcou. O álbum foi gravado ao vivo em 2018 no Gruene Hall, no Texas, e equivale à trilha sonora do documentário That Little Ol’ Band From Texas (2019), que mostra os músicos contando sua história e tocando seus clássicos em um ambiente intimista.

Billy Gibbons explica o porque essa música em especial foi escolhida como a primeira faixa a ser divulgada do álbum RAW: “Brown Sugar é uma parte especial dos nossos shows há muitas décadas e acho que é maneira certa de começar o RAW. Essas gravações no Gruene Hall foram um satisfatório retorno às raízes e estamos felizes de dividir com todos que nos acompanham há tanto tempo”.

Brown Sugar (live from Gruene Hall)- ZZ Top:

Dusty Hill, 72 anos, o baixista barbudo do lendário ZZ Top

dusty hill

Por Fabian Chacur

Nenhuma banda parecia mais inadequada para estourar na MTV do que o ZZ Top nos anos 1980. Três músicos feiosos, tocando rock básico e sem nenhum apelo visual em plena era do tecnopop, da new wave, do r&b eletrônico? Sem chances! No entanto, graças especialmente a seus clipes envenenados, o trio texano conseguiu vender milhões de discos e virar queridinho da emissora musical. Seu baixista, Dusty Hill, infelizmente nos deixou nesta quarta-feira (28) aos 72 anos, segundo informações de seus agora ex-colegas de banda.

O grupo, por sinal, fez há três dias o seu 1º show sem Dusty, que havia alegado problemas nos quadris para não participar da performance na cidade de New Lennox, Illinois (EUA), substituído pelo técnico de guitarras da banda há muitos anos, Elwood Francis. A causa de sua morte não foi revelada, mas ele teria feito a passagem dormindo, segundo o mesmo comunicado oficial da banda.

O grupo iniciou sua trajetória em 1969 em Houston, Texas, e consolidou sua formação clássica no ano seguinte, com Billy F. Gibbons (guitarra e vocal), Dusty Hill (baixo) e Frank Beard (bateria). Seu álbum de estreia, ZZ Top’s First Album, saiu em 1971. O sucesso veio a partir do 3º trabalho, Tres Hombres (1973), que atingiu o 3º lugar na parada americana.

Sua sonoridade, um blues rock com pegada dançante apelidada de boogie, foi aos poucos lhes valendo um público fiel, sempre presentes aos shows energéticos e pra cima. Como marcas registradas, as imensas barbas de Hill e Gibbons, os óculos escuros e os chapéus modelo Stetson.

Nos anos 1980, o trio deu uma renovada no som acrescentando teclados eletrônicos, mas sem deixar de lados as raízes texanas de seu rock. A grande sacada para encarar a “geração MTV” foi a gravação de clipes para divulgar músicas como Legs e Sleeping Bag repletos de mulheres bonitas, motos envenenadas e carrões, além dos cactos típicos do Texas. Dessa forma, o álbum Eliminator (1983) vendeu mais de 10 milhões nos EUA. Afterburner (1985) passou dos 5 milhões de cópias nos EUA.

O grupo marcou presença no filme De Volta Para o Futuro III com a música Doubleback em 1990. A partir daí, passou a gravar de forma mais espaçada, embora seus shows continuassem a atrair grandes plateias. Eles fizeram shows no Brasil em 2010, e seu disco mais recente de estúdio, La Futura, saiu em 2012, e atingiu o 6º posto na parada ianque. Houve uma perspectiva de eles voltarem ao nosso país em 2020 para shows em parceria com o Def Leppard, mas a turnê foi cancelada por causa da pandemia do novo coronavírus.

Legs (clipe)- ZZ Top:

Billy F Gibbons libera clipe e irá lançar um novo álbum em junho

billy f gibbons capa album

Por Fabian Chacur

Em 2015, após décadas liderando o ZZ Top, Billy F Gibbons lançou o seu 1º CD solo, Perfectamundo. Em 2018, foi a vez de The Big Bad Blues. E já temos data marcada para um novo álbum desse marcante cantor, compositor e guitarrista americano. Será no dia 4 de junho o lançamento de Hardware, que o selo Concord (distribuído pela Universal Music) colocará no mercado internacional nos formatos CD e LP de vinil, além das gloriosas plataformas digitais.

Como forma de dar uma amostra aos fãs do que está por vir, Gibbons acaba de disponibilizar o 1º single a ser extraído desse novo trabalho. Trata-se de West Coast Junkie, um delicioso rockabilly com tempero de surf music e ecos de Dick Dale. Dirigido por Harry Reese, o clipe tem como pano de fundo o deserto californiano e garotas de biquini, com os músicos tocando com energia.

Gravado no Escape Studio, situado perto de Palm Springs, no alto deserto da Califórnia e na região da mitológica Joshua Tree, o álbum conta com o célebre Matt Sorum (Guns N’ Roses, The Cult, Velvet Revolver) na bateria, engenharia de som a cargo de Chad Shlosser e os músicos Mike Fiorentino e Austin Hanks. 11 das 12 faixas incluídas neste trabalho são assinadas coletivamente por Gibbons, Fiorentino, Shlosser e Sorum.

Gibbons, que continua firme com o ZZ Top segundo consta, definiu o seu novo disco solo em comunicado enviado à imprensa para divulgar esse trabalho: “Nós ficamos escondidos no deserto por algumas semanas, no calor do verão, e isso por si só foi bastante intenso. Para desabafar, simplesmente ‘deixamos agitar’. E é disso que se trata Hardware. Na maior parte, é um roqueiro furioso, mas sempre atento ao mistério implícito do deserto”.

Eis as faixas de Hardware:

1. My Lucky Card

2. She’s On Fire

3. More-More-More

4. Shuffle, Step & Slide

5. Vagabond Man

6. Spanish Fly

7. West Coast Junkie

8. Stackin’ Bones (featuring Larkin Poe)

9. I Was A Highway

10. S-G-L-M-B-B-R

11. Hey Baby, Que Paso

12. Desert High

*Obs.: todas as músicas foram escritas por Billy F Gibbons-Matt Sorum-Mike Fiorentino-Chad Shlosser, exceto Hey Baby Que Paso, escrita por Augie Meyers e Bill Sheffield).

West Coast Junkie (clipe)- Billy F Gibbons:

ZZ Top celebra 50 anos de estrada com uma coletânea

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Por Fabian Chacur

Há 50 anos, caía na estrada uma banda oriunda da cidade de Houston, Texas (EUA), com o intuito de investir no blues e nas variações mais básicas e viscerais do rock. Surgia o ZZ Top, grupo que permanece na ativa e celebra este cinquentenário com Goin’ 50, coletânea que a Warner Music lançará em junho em duas configurações, no Brasil. Uma, física, trará 18 faixas, enquanto a outra, para as plataformas digitais, inclui um total de 50 faixas. Trata-se de uma celebração mais do que merecida.

No início, o cantor, compositor e guitarrista Billy Gibbons tinha a seu lado Lanier Greig (baixo e teclados) e Dan Mitchell (bateria). Após o lançamento do single com as músicas Salt Lick e Miller Farm, no entanto, esse dois músicos sairiam fora, substituídos ainda naquele 1969 por Dusty Hill (baixo) e Frank Beard (bateria). Felizmente, os novos parceiros permaneceriam firmes e fortes ao lado de Gibbons durante as décadas que se seguiriam.

O primeiro álbum do trio saiu em 1971, intitulado ZZ Top’s First Album. O sucesso em termos comerciais veio a partir do terceiro trabalho, Tres Hombres (1973), que atingiu o 8º posto na parada americana. Graças a shows sempre energéticos e ao carisma de seus músicos, especialmente do guitarrista Billy Gibbons, logo frequentador assíduo das listas de melhores no instrumento, a banda aos poucos foi ganhando fãs entusiásticos.

Nos anos 1980, passaram a lotar estádios, graças ao estouro de álbuns como Eliminator (1983), que vendeu mais de 10 milhões de cópias nos EUA. Eles acrescentaram teclados eletrônicos, mas sem descaracterizar sua sonoridade clássica, uma mistura de blues, rock, hard rock e boogie. A entrada da música Doubleback, faixa do álbum Recycler (1990), na trilha do filme De Volta Para o Futuro 3 também ajudou bastante em sua popularidade.

O bacana do ZZ Top é a sua postura desencanada, com dois de seus integrantes (Gibbons e Hill) usando longas barbas e todos eles vestindo roupas esporte bem avacalhadas. O que conquistou o grande público foi mesmo a música, pois os shows também não ficam se valendo de recursos cênicos exagerados.

A seleção de músicas de Goin’ 50 dá uma geral em toda a carreira, sendo que a digital inclui ao menos uma faixa de cada um de seus álbuns de estúdio, do primeiro até o mais recente, La Futura (2012), com direito ao raro primeiro single. A versão física faz um apanhado mais resumido, porém muito bacana da carreira toda, e serve como uma boa amostra da bela trajetória do trio texano, que já se apresentou no Brasil lá pelos idos de 2010 e está iniciando uma turnê americana para festejar essas bodas de ouro roqueiras.

Confira o repertório do álbum físico:

La Grange
Sharp Dressed Man
Gimmie All Your Lovin’
Tush
Cheap Sunglasses
I’m Bad, I’m Nationwide
Legs
Got Me Under Pressure
Rough Boy
Sleeping Bag
Velcro Fly
Doubleback
Viva Las Vegas
Pincushion
What’s Up With That
Fearless Boogie
Piece
I Gotsta Get Paid

Confira o repertório do álbum digital:

La Grange
Sharp Dressed Man
Gimmie All Your Lovin’
Tush
Legs
Rough Boy
I’m Bad, I’m Nationwide
Cheap Sunglasses
Got Me Under Pressure
Sleeping Bag
Velcro Fly
Doubleback
Viva Las Vegas
Salt Lick
Miller’s Farm
(Somebody Else Been) Shaking Your Tree
Francine
Beer Drinkers & Hell Raisers
Waitin’ For The Bus
Jesus Just Left Chicago
Heard It On The X
Back Door Medley (Live)
It’s Only Love
Arrested Whilst Driving Blind
Enjoy and Get It On
I Thank You
Leila
Tube Snake Boogie
Pearl Necklace
TV Dinners
Can’t Stop Rockin’
Stages
Delirious
Woke Up With Wood
Concrete And Steel
My Head’s In Mississippi
Give It Up
Decision Or Collision
Gun Love
Pincushion
Breakaway
Girl In A T-Shirt
Fuzzbox Voodoo
She’s Just Killing Me
What’s Up With That
Bang Bang
Rhythmeen
Fearless Boogie
36-22-36
Piece

Doubleback (clipe)- ZZ Top:

Novo CD de Bob Dylan estreia bem nos EUA

Por Fabian Chacur

Entra ano, sai ano, e Bob Dylan consegue se manter relevante no sempre competitivo cenário do rock. Melhor: nos últimos anos, desafia a molecada e sempre emplaca seus CDs de inéditas entre os 10 mais nos EUA.

Seu novo trabalho, Tempest, entrou esta semana na parada da Billboard no terceiro posto, com 110 mil cópias comercializadas em seus primeiros dias de lançamento. É o 5º álbum de carreira consecutivo do cantor, compositor e músico a conseguir tal façanha nos últimos anos.

A atual série do lendário astro americano começou em 1997 com Time Out Of Mind (10º) e teve sequência com Love And Theft (2001- 5º lugar), Modern Times (2006- 1º lugar), Together Through Life (2009- 1º lugar) e agora com Tempest.

Como havia sido previsto pelos analistas da Billboard americana, Away From The World, novo álbum da Dave Matthews Band, largou no primeiro posto nos EUA, com 266 mil cópias vendidas. É o sexto álbum consecutivo da banda de Dave Matthews a atingir tal posto.

O segundo lugar ficou nas mãos do quarteto country Little Big Town, com as 113 mil cópias vendidas de Tornado, seu mais recente álbum. O quarto lugar, logo abaixo do autor de Blowin’ In The Wind, é dos The Avett Brothers, que venderam 98 mil cópias de seu novo trabalho, The Carpenter. O xx, com Coexist, completa o Top 5, com 73 mil exemplares.

Outro veterano, o grupo ZZ Top, também comemora uma ótima estreia. Seu novo torpedo, La Futura, começou sua trajetória comercial vendendo 31 mil cópias, dando ao trio a posição de número 3. Eles não conseguiam atingir o Top 10 na terra de Barack Obama desde 1992, quando Greatest Hits esteve por lá.

Veja o clipe de Duquesne Whistle, de Bob Dylan:

B. B. King volta, ZZ Top vem pela primeira vez

por Fabian Chacur

No dia 16 de setembro de 2010, Deus irá permitir que B.B. King comemore o seu aniversário de número 85. Antes disso, porém, o mestre supremo do blues voltará a nos visitar para mais um show inesquecível.

O intérprete de The Thril Is Gone e tantos outros clássicos, uma das figuras mais simpáticas que já tive a honra de entrevistas, tem show marcado para o dia 19 de março em São Paulo, na Via Funchal.

OK, eu adoro tirar sarro de artista que vem toda hora ao Brasil, mas não dá para reclamar quando o nome em questão é o de alguém desse porte. Vi Mister King em 2006, e posso garantir que seus shows continuam seminais.

Meu primeiro papo com Riley B King foi em um distante 1986, no hotel Transamérica, um dos momentos mais emocionantes de minha carreira. E tive outras oportunidades de falar com ele. Que simpatia!

Alguns artistas com muitíssimo menos bagagem e metidos a besta que dá medo deveriam aprender com esse embaixador mundial do blues como se trata as pessoas e os jornalistas. Ganhariam muito!

Na categoria estreias, o ZZ Top enfim vai dar o ar de sua graça em nossos palcos. Em Sampa City, o show também será na Via Funchal, no dia 20 de maio, curiosamente aniversário do meu saudoso irmão Victor.

Com 40 anos de estrada, o trio americano formado por Billy Gibbons (guitarra e vocal), Dusty Hill (baixo) e Frank Beard (bateria) criou uma espécie de boogie rock que ainda se mantém contagiante.

Pode não ser aquela banda que faz parte do top 10 de pessoas como eu, mas certamente é do time que venceu pelo talento, faz shows vibrantes e possui fãs pelos quatro cantos do mundo. Reserve o seu ingresso!

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