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Rolling Stones lançam registro de show de 1997 em vários formatos

bridges to bremen the rolling stones capa

Por Fabian Chacur

E prossegue a série de lançamentos de registros de shows dos Rolling Stones durante sua extensa e bem-sucedida carreira com quase 60 anos de estrada. Desta vez, teremos Bridges To Bremen, que a Universal Music, em parceria com a Eagle Music, promete colocar no mercado mundial de áudio e vídeo no próximo dia 21 de junho. No Brasil, o produto será disponibilizado apenas em DVD e digital (áudio e vídeo), mas no exterior teremos também Blu-ray, DVD+2 CDs, Blu-ray+2 CDs e vinil triplo.

Bridges To Bremen flagra a banda de Mick Jagger e Keith Richards em Bremen, na Alemanha, em show da turnê durante a qual o grupo britânico divulgava o seu então mais recente álbum, Bridges To Babylon (1997). Foi a primeira turnê deles a incluir o recurso de um pequeno palco no meio da plateia, no qual, durante uma pequena parte do espetáculo, os músicos apresentavam algumas músicas em clima mais intimista (obviamente para quem estivesse lá perto, pois os shows eram sempre realizados em estádios e ginásios). Por volta de 40 mil pessoas estavam naquele show, em particular.

Entre 1997 e 1998, os Stones fizeram 97 shows em quatro continentes, atraindo mais de 4.5 milhões de fãs. No repertório, seus grandes clássicos e também algumas faixas de Bridges To Babylon, como Flip The Switch, Anybody Seen My Baby? e Thief In The Night. Em cada apresentação, era feita uma consulta prévia via internet para que o público escolhesse uma faixa exclusiva a ser adicionada no show. Memory Motel venceu, no caso de Bremen. Nos bônus de DVD e Blu-ray, foram incluídas quatro performances de um show em Chicago (EUA).

O conteúdo de vídeo e áudio de Bridges To Bremen foi restaurado, remixado e remasterizado. Antes desse lançamento, a Universal Music promete para o dia 19 deste mês Honk, nova coletânea com 36 faixas lançadas originalmente entre 1971 e 2010, e uma Deluxe Edition do CD Blue & Lonesome, trazendo como bônus 10 faixas gravadas ao vivo em estádios ao redor do planeta.

CONTEÚDO De BRIDGES TO BREMEN

DVD e Blu Ray

(I Can’t Get No) Satisfaction
Let’s Spend The Night Together
Flip The Switch
Gimme Shelter
Anybody Seen My Baby?
Paint It Black
Saint Of Me
Out Of Control
Memory Motel
Miss You
Thief In The Night
Wanna Hold You
It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It)
You Got Me Rocking
Like A Rolling Stone
Sympathy For The Devil
Tumbling Dice
Honky Tonk Women
Start Me Up
Jumpin’ Jack Flash
You Can’t Always Get What You Want
Brown Sugar

BRIDGES TO CHICAGO

BONUS PERFORMANCES

Rock And A Hard Place
Under My Thumb
All About You
Let It Bleed

CD DUPLO E LP DE VINIL TRIPLO

(I Can’t Get No) Satisfaction

Let’s Spend The Night Together

Flip The Switch

Gimme Shelter

Anybody Seen My Baby?

Paint It Black

Saint Of Me

Out Of Control

Memory Motel

Miss You

Thief In The Night

Wanna Hold You

It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It)

You Got Me Rocking

Like A Rolling Stone

Sympathy For The Devil

Tumbling Dice

Honky Tonk Women

Start Me Up

Jumpin’ Jack Flash

You Can’t Always Get What You Want

Brown Sugar

Veja o trailer de Bridges To Bremen:

Norah Jones divulga o single e vai lançar novo DVD ao vivo

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Por Fabian Chacur

Norah Jones disponibilizou em diversos canais digitais versões de áudio e vídeo de And Then There Was You. Esta canção, cuja versão de estúdio integra o mais recente álbum de estúdio da cantora, compositora e pianista americana, Day Breaks (2016), é o primeiro single a ser divulgado de Live At Ronnie Scott’s, gravação ao vivo que será lançada mundialmente (inclusive Brasil) no dia 15 de junho, aqui no formato DVD.

O novo trabalho da artista que se tornou conhecida mundialmente a partir do estouro de seu álbum de estreia, Come Away With Me (2002), foi gravado ao vivo em setembro de 2017 em Londres no lendário Ronnie Scott’s Jazz Club, clube dedicado ao jazz e à soul music que irá completar 60 anos de existência em 2019. Ela investe no tradicional formato jazzístico de trio, tocando piano e cantando, acompanhada por Chris Thomas (baixo) e Brian Blade (bateria).

O repertório do DVD (que no exterior também sairá em Blu-ray) trará diversas faixas de Day Breaks, álbum que atingiu o posto de nº 2 na parada de sucessos dos EUA e do qual os dois músicos acompanhantes participaram, por sinal, além de alguns clássicos do repertório de Norah, entre os quais Carry On, Flipside e a incensada Don’t Know Why, seu maior hit. Aos 39 anos, Norah Jones continua firme e forte no cenário jazz-country-pop, mais do que merecidamente.

And Then There Was You (live)- Norah Jones:

Madonna lançará Rebel Heart Tour em diversos formatos

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Por Fabian Chacur

Madonna não lança um álbum à altura de seu passado de glórias desde Music (2000). A partir daí, seus trabalhos dedicados a faixas inéditas primam pela irregularidade. Os shows, no entanto, mantiveram-na no primeiro escalão do pop mundial, graças a muito profissionalismo, criatividade e ousadia. No dia 15 de setembro, ela lança Rebel Heart Tour, registro de sua mais recente tour mundial que ressalta esse clima de “rainha dos shows grandiosos”.

Este novo trabalho de Madonna chegará ao público nos formatos DVD, Blu-ray com bônus, CD simples e CD duplo, além das respectivas versões digitais para cada versão. A direção do filme ficou a cargo de Danny B. Tull e Nathan Rissman, enquanto a arte de capa foi feita por Aldo Diaz. Vale lembrar que uma versão prévia esteve na tela do canal americano por assinatura Showtime em dezembro de 2016.

O repertório traz 22 músicas que cobrem os mais de 30 anos de carreira da cantora e compositora americana, com direito a Material Girl, Candy Shop, Illuminati, Music, Who’s That Girl e Holiday, trazendo novos arranjos, efeitos visuais espetaculares e coreografias de tirar o fôlego. Aquele tipo de espetáculo padrão “Broadway Plus” que a artista sabe fazer como poucos, e com recursos técnicos de cair o queixo.

A mais recente turnê mundial da Material Girl teve início em 9 de setembro de 2015 em Montreal, Canadá, passou por 55 cidades de quatro continentes e durou sete meses. Foram 82 apresentações, mais uma adicional e especial, intitulada Tears Of a Clown e realizada em Melbourne, Austrália. Exatos 1.045.479 pagantes proporcionaram uma arrecadação de 169.8 milhões de dólares. Garota material mesmo!

Trailer Rebel Heart Tour- Madonna:

Ivete Sangalo e a fórmula para ser bem popular e sofisticada

Ivete_Sangalo_Acustico_capa_DVD-400x

Por Fabian Chacur

Infelizmente, não me lembro quem foi que criou essa definição sobre o trabalho de Roberto Carlos. Mas vamos lá: “Roberto Carlos é o máximo em termos de artista popular que uma pessoa sofisticada se permite ir, e o mais sofisticado que uma pessoa estilo povão se permite ir”. Ou seja, caso raro de agradar segmentos muito distantes com um único tipo de música. E pode se dizer que outra artista agora se encaixa feito luva nesse conceito. É Ivete Sangalo, que acaba de lançar o CD duplo e DVD Acústico em Trancoso.

Desde os tempos de Banda Eva, essa cantora e compositora baiana nos apresentava uma música popular, mas sem cair na vulgaridade. Ao iniciar a carreira solo, em 1999, Sangalo elaborou ainda melhor essa proposta, fugindo do nível rasteiro que os setores mais escancarados da axé music às vezes atingem, propondo música multifacetada, para cima e falando de temas universais, mas sem forçar a barra na simplicidade.

Desde então, ela conseguiu se firmar como a cantora mais popular deste país continente, vendendo milhões de discos e lotando todos os shows de suas turnês. Poderia ter se acomodado, como já aconteceu com vários colegas de profissão, mas isso nunca ocorreu. Sempre se desafia e propõe novos horizontes, como um show no mitológico Madison Square Garden (Nova York, EUA), ou gravar em parceria com Gilberto Gil e Caetano Veloso. E costuma dar certo.

Sempre que falo de Ivete eu me refiro a ela com um apelido, “A Grande Irmã”. Explico: às vezes, dá a impressão que ela está em todas, participando de todos os programas de TV, gravando com todos os artistas possíveis, em todos os comerciais… Onipresente. Isso me incomodava um pouco até ter a chance de conhece-la pessoalmente e entrevista-la. Aí, você percebe que ela faz isso não para massagear o próprio ego, e sim porque não consegue ficar parada.

Acústico Em Trancoso é mais um trabalho que explora novas cores para o trabalho dessa artista inquieta. Sem guitarras nem programação eletrônica, ela no entanto não se propõe ao acústico habitual, ou seja, som intimista e poucos instrumentos. Aqui, temos muita percussão, vibração e o vozeirão de Miss Sangalo acompanhada por ótimos arranjos. Às vezes, nem dá para notar que é “acústico”.

Tendo o alto astral e a beleza da paradisíaca Trancoso como cenário, Ivete nos mostra releituras bem bacanas de sucessos de sua carreira, além de sete músicas que nunca haviam sido incluídas em seus trabalhos anteriores, entre eles a excelente O Farol, funk de verdade incluído na abertura da novela global Haja Coração. Não estranhem se todas essas inéditas acabarem aparecendo nas paradas de sucesso futuramente.

Em CD, lançando em dois volumes, temos uma faixa exclusiva (incluída no CD Parte 01). Trata-se de Segredo, composição de Djavan gravada em estúdio e contando com a participação do próprio, em belo dueto. Embora com clima alto astral, o repertório tem dinâmica que não deixa o show cair na rotina, com direito a momentos mais sacudidos, alguns intermediários e outros dedicados ao mais puro romantismo. E a cantora se sai bem em todos, esbanjando versatilidade.

Além de Djavan, temos outras participações especiais: The Voice Kids (na faixa A Lua Q Eu T Dei), Vitin (da banda Onze 20, em Perto de Mim), Helinho (da banda Ponto de Equilíbrio, em Estar Com Você) e Zero a Dez (com Luan Santana). Todos se encaixam bem com a estrela da festa, que no entanto é quem acaba brilhando mais.

Acústico Em Trancoso mostra que Ivete Sangalo sabe como poucos atrair um público afeito a trabalhos populares sem se rebaixar ao popularesco, e a cativar um público mais sofisticado sem cair em um trabalho hermético e sofisticado demais. Ela achou o “ponto de equilíbrio” (curiosamente o nome da banda do convidado Helinho) perfeito para concretizar tal missão. Fazer o que, então? É bater palmas para essa verdadeira diva brasileira. Acertou de novo!

O Farol (ao vivo)- Ivete Sangalo:

Perto de Mim (ao vivo)- Ivete Sangalo:

A Lua Q Eu T Dei (ao vivo)- Ivete Sangalo:

Som Livre lançará DVDs da Eagle Rock

Por Fabian Chacur

A gravadora Som Livre anunciou que adquiriu os direitos para lançar no Brasil o catálogo da Eagle Rock Entertainment, a maior empresa independente do mundo especializada no lançamento de DVDs e Blu-rays de música. São mais de 800 títulos, de artistas do primeiríssimo escalão, como Paul McCartney, The Rolling Stones, U2, Peter Gabriel, Queen, The Doors, The Who e inúmeros outros.

A parceria preencherá uma lacuna existente desde 2013, quando a distribuidora brasileira ST2, que durante mais de dez anos distribuiu no Brasil com muita competência os títulos da empresa com sede na Inglaterra, saiu de cena por problemas administrativos. Desde então, novos produtos da Eagle Rock só eram encontrados por aqui em versões importadas e de forma bastante restrita.

Surgida em 1997, a Eagle Rock também tem em seu acervo séries maravilhosas como Classic Albums, que conta a história de álbuns clássicos do rock e do pop, e Live In Montreux, com registros históricos de shows realizados no célebre festival de jazz sediado na Suíça. Estão previstos para sair, ainda este ano, títulos como Rock Show, registro da turnê americana de 1975-76 dos Wings pela América do Norte, Sweet Summer Sun Hyde Park, dos Rolling Stones, e The Million Dollar Piano, de Elton John.

Band On The Run, dos Wings, do DVD Rock Show:

Rush surpreende os fãs com seu novo DVD

Por Fabian Chacur

O Rush é certamente uma das bandas mais peculiares e bem-sucedidas da história do rock. Há quatro décadas na estrada, o trio canadense não se rende a modismos e por mais que faça shows com belos recursos visuais e de áudio, cativa os fãs pelo lado musical. Raras formações de sua geração continuam tão populares como eles. E o novo DVD, Clockwork Angels Tour, lançado no Brasil pela Universal Music, só reforça esse clima, além de trazer surpresas bacanas.

Clockwork Angels Tour, disponível nos formatos DVD duplo e Blu-ray simples (com o mesmo conteúdo dos DVDs), registra shows realizados nos EUA (Texas e Arizona) programados para divulgar o mais recente trabalho de estúdio do grupo, Clockwork Angels (2012), que atingiu a segunda posição na sempre disputada parada americana, grande prova de popularidade reservada a poucos.

O show é dividido em duas partes. Na primeira, os três amigos investem em canções de várias fases de sua carreira, entre as quais The Big Money, Subdivisions e Far Cry, com direito a um sempre muito esperado solo de bateria de Neil Peart (a faixa Where’s My Thing/Here It Is!), considerado por vários especialistas como o melhor profissional dessa área no rock and roll.

A grande surpresa fica reservada para a segunda parte do show, na qual o Rush mostra dez das doze faixas de Clockwork Angels com o acompanhamento de uma sessão de cordas com direito a cellos e violinos. É a primeira vez que o trio faz uma turnê acompanhado por outros músicos no palco, e a participação das cordas dá ao espetáculo um colorido musical e visual muito interessante que comprova o acerto dessa novidade em sua carreira.

O novo álbum tem um clima de ópera rock na linha das feitas pelo The Who, e agrada. Geddy Lee continua com sua voz aguda e potente, além de ótimo baixista e se desdobrando entre esse instrumento e os teclados, sempre um momento de destaque nos shows da banda. E a guitarra de Alex Lifeson segue sendo eficiente e capaz de nuances agradáveis e riffs pesados, sempre à disposição do time e uma espécie de elo de ligação para o mesmo.

O show traz em sua abertura e encerramento, como de praxe, vídeos feitos especialmente para a ocasião. Desta vez, trazem elfos, castelos e aquele humor peculiar típico do trio. Esses vídeos podem ser vistos na íntegra na generosa seção de extras contidas no vídeo, que também inclui um documentário (infelizmente sem legendas), bastidores e músicas tocadas só nas passagens de som, entre as quais a espetacular Limelight.

A segunda parte do show também inclui, em sua parte final, outro solo de bateria de Mr. Peart e mais clássicos da banda, entre os quais The Spirit Of Radio, a inevitável Tom Sawyer (que nos extras surge em uma divertida versão folk britânica tocada por outros músicos) e a icônica 2112, que encerra o show com chave de ouro. Esse bis final é só com o trio.

Clockwork Angels Tour , o DVD/Blu-ray, é aquele produto que pode perfeitamente não gerar novos fãs para o grupo canadense, mas certamente ajudará aos milhões já existentes no mundo todo a manterem sua admiração pelo trio mais forte do que nunca. E não dá para não respeitar (e muito) uma banda com esse nível de musicalidade e dedicação aos seus admiradores, sempre dispostos a dar o melhor a eles com trabalho árduo e criativo.

Veja cenas de Clockwork Angels Tour, do Rush:

Paula Fernandes retorna com superprodução

Por Fabian Chacur

Com mais de três milhões de álbuns vendidos e o posto de uma das artistas de ponta no atual cenário musical brasileiro, Paula Fernandes não nivela por baixo em seu novo lançamento. O CD duplo e DVD intitulado Multishow Ao Vivo Paula Fernandes Um Ser Amor chegou às lojas nesta terça-feira (22) com tiragem inicial de 300 mil exemplares e uma produção em nível internacional.

Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (22) em um luxuoso hotel na zona sul de São Paulo, a cantora, compositora e musicista nascida em Sete Lagoas (MG) afirmou viver o melhor momento de sua vida, com direito a maturidade, mais equilíbrio e cada vez mais controle sobre seu trabalho. Ela agora tem um escritório próprio para cuidar de sua carreira, o Jeito de Mato, e não abre mão dessa atenção toda ao que faz em termos profissionais.

Veja Um Ser Amor, com Paula Fernandes, do novo DVD:

“Participei de absolutamente tudo na produção desse DVD, desde cenário, edição de áudio, vídeo, seleção de músicas. Cheguei a ficar 24 horas seguidas em uma ilha de edição. Foi muito emocionante. Quis mostrar nesse trabalho minhas várias facetas, meu lado atriz, romântico. A gente pode muita coisa. Tento ser eu mesma, doar o que eu tenho de bom”.

Multishow Ao Vivo Paula Fernandes Um Ser Amor foi gravado ao vivo na HSBC Arena no Rio no dia 8 de junho de 2013 perante aproximadamente oito mil pessoas, belo contraste em relação às 400 pessoas que presenciaram o registro do DVD anterior, Paula Fernandes Ao Vivo, que a tornou conhecida nacionalmente e a catapultou rumo ao estrelato. Ela compara os dois momentos.

“Tive a oportunidade de realizar sonhos nesse novo trabalho, como entrar montada em um cavalo em uma das músicas, contar com as participações de Zezé di Camargo & Luciano e Roberta Miranda e investir em um palco tão sofisticado como esse. Hoje estou mais solta, mais segura. Escolhemos o Rio por ser a cara do Brasil, e o cenário trouxe o campo para o show”.

Um dos momentos que Paula classifica como mais emocionante no show fica por conta da hora em que, no telão, é exibido um vídeo dela ainda criança interpretando Coração na Contramão, de Zezé di Camargo & Luciano, mesma canção escolhida para ela dividir com a dupla. A estrela mineira se diz fã incondicional da dupla, e já compôs algumas canções com Zezé.

Veja Nunca Mais Eu e Você, do novo DVD de Paula Fernandes:

O repertório do CD/DVD mistura oito canções inéditas, clássicos de seu repertório e releituras de repertório alheio, incluindo um medley de hits da estrela country canadense Shania Twain. Aliás, ela surpreendeu alguns jornalistas presentes ao afirmar que possui um gosto bastante eclético em termos musicais, embora admita que não esteja ouvindo muita coisa atualmente em função do trabalho duro.

“Gosto de Metallica, Iron Maiden, U2, Coldplay, não tenho preconceitos musicais. Das garotas, gosto muito da Roberta Sá e da Sandy. A mulher está conseguindo espaços na música sertaneja. Existem muitas cantoras querendo ser a nova Paula Fernandes, e o conselho que dou a elas é que tentem ser elas mesmas, pois foi o que fiz e deu certo”.

Paula Fernandes, que tem um disco em inglês em seu currículo, afirma que uma carreira internacional está surgindo de forma natural para ela, mas que não pretende pular etapas ou deixar os fãs brasileiros em segundo plano para eventualmente se dedicar a esse novo filão profissional. Ela fará alguns shows no exterior em novembro, e deve tirar férias em janeiro e fevereiro de 2014, voltando a seguir para a turnê do novo DVD/CD.

“Acho importante a carreira internacional, mas tenho muita coisa para fazer no Brasil. Meu país é lindo e quero cantar muito nele. Quero falar bem inglês para poder encarar o desafio de enfrentar esse desafio lá fora, e estou me dedicando muito a aprender bem esse idioma”.

Paula Fernandes canta medley de hits de Shania Twain em seu novo DVD:

Entre as canções novas do repertório, Paula destaca Uma Canção Para Mim, que ela encara como uma das mais importantes que já fez. Antes de explica-la melhor, a intérprete afirmou que teve poucos relacionamentos afetivos em sua vida, mas que todos foram muito intensos, e que alguns deles inspiraram canções que gravou em seus discos.

Uma Canção Para Mim fala sobre os meus medos e sobre o amor por mim mesma, o amor próprio. É importante amar a si mesma primeiro para poder amar as outras pessoas. Meu processo de criação de canções é totalmente intuitivo. A musica Um Ser Amor, por exemplo, é sobre desilusões amorosas”.

O novo trabalho de Paula Fernandes foi feito em parceria com o canal a cabo Multishow, que exibiu um resumo do DVD no dia 18 de outubro. A cantora comenta a importância dessa parceria, e também dá uma resposta direta e simples a quem critica o seu visual, que alguns classificam como exagerado ou até mesmo brega.

“Essa parceria com o Multishow é ótima, pois eles exibiram uma parte do DVD, deixando os fãs com vontade de ver o produto completo, é uma ótima divulgação. Quando ao visual, que em alguns momentos me mostra com um jeitão de menina sapeca, sei que não vou agradar a todos, mas o mais importante é me agradar, é me fazer bem, não abro mão disso”.

Dueto de Paula Fernandes e Taylor Swift em Long Live, do novo DVD:

Documentário registra carreira dos Eagles

Por Fabian Chacur

History Of The Eagles, documentário sobre a seminal banda americana que acaba de ser lançada no Brasil pela Universal Music nos formatos DVD duplo e Blu-ray, não poderia começar melhor. Em entrevista concedida em 1977, quando a banda vivia o auge de sua primeira fase, o cantor, compositor e baterista Don Henley faz um comentário sobre a trajetória como músico.

“Bem, acho que essa não é uma carreira que você leve para a vida inteira”. Em segundos, é retrucado pelo cantor, compositor e guitarrista Glenn Frey, que criou a banda com ele em 1971. “Não é?”. Os dois caem na risada. Mal sabiam eles que, 35 anos depois, eles continuariam fazendo música juntos, mesmo passando por inúmeros altos e baixos, brigas e reconciliações etc etc etc (e tome etc!). No fim, deu tudo certo.

O grande mérito deste excepcional documentário produzido por Alex Gibney e dirigido por Alison Ellwood é não tentar esconder as partes polêmicas da história da banda americana criada em Los Angeles a partir de dois músicos que tocavam juntos na banda de apoio da então ascendente estrela do country rock Linda Ronstadt, exatamente Frey e Henley.

Com total colaboração de integrantes e ex-integrantes do time, The Story Of The Eagles abrange desde os tempos iniciais dos músicos, com direito a momentos das bandas da qual fizeram parte anteriormente, até a realização de Long Road Out Of Eden (2007), seu primeiro álbum de estúdio desde The Long Run (1979). O material aproveitado é vasto, com entrevistas atuais e também belos registros de todas as fases desse supergrupo americano.

Até mesmo making ofs das fotos de capa de alguns de seus álbuns são apresentados, trazendo cenas de shows, entrevistas com artistas relacionados à banda como Jackson Browne, J.D. Souther e Linda Ronstadt e depoimentos até mesmo de hoje “personas non gratas” perante a banda, como o empresário e dono de gravadoras David Geffen. Todos os ex-integrantes foram entrevistados, sem censura prévia.

O documentário é dividido em duas partes. Na primeira, com cerca de duas horas de duração, é contada a história dos Eagles de seu início até a primeira separação, ocorrida em 1980 após uma briga histórica entre Glenn Frey e o guitarrista Don Felder, cujo diálogo agressivo é reproduzido na íntegra em áudio. Depoimentos bem ácidos de Frey (especialmente) e de Felder também estão aqui.

Os álbuns gravados em Londres com a produção do lendário Glynn Johns (trabalhou com o The Who e os Rolling Stones, entre outros), o início com uma sonoridade country rock mais delicada, a entrada de Don Felder e Joe Walsh para dar um tempero mais rocker ao time (com a saída posterior do guitarrista original do time, Bernie Leadon), a saída do baixista e vocalista Randy Meisner em 1977 dando sua vaga a Timothy B. Schmidt, tudo é esmiuçado.

A segunda parte, com pouco mais de uma hora, mostra o que os músicos fizeram entre 1980 e 1990, quando tiveram início as primeiras tentativas sérias de se trazer a banda de volta, o que ocorreria de fato em 1994 com o álbum Hell Freezes Over, que teve o apoio da MTV. A importância do formato de rádio Classic Rock, a rejeição de Glenn Frey inicialmente, o retorno triunfal, está tudo lá.

Fica bem claro ao espectador que desde o início os Eagles buscavam o estrelato e a realização de um trabalho que aliasse perfeição técnica a forte apelo comercial. Ou seja, nunca rolou ingenuidade no roteiro deles, pois naquela época (início dos anos 70) o rock and roll se consolidava como uma indústria na qual fazer dinheiro era um dos pontos mais importantes.

Mesmo com essa mentalidade, o talento de seus integrantes, especialmente Henley e Frey, gerou uma obra que se perpetuou entre o que há de melhor na história do rock, especialmente o de viés americano, com aquelas influências perenes de rock and roll, country, folk, hard rock e soul music. Veja esse documentário sublime e sinta que esta é uma banda que vai muito além do Hotel Califórnia.

Trailer de The History Of The Eagles:

DVD flagra Rolling Stones em fase iluminada

Por Fabian Chacur

Em 1978, vivíamos o auge do punk rock, e bandas como os Rolling Stones (na época já com 16 anos de estrada) eram taxadas de dinossauros pelos mais radicais. Mas nada como desafiar quem tem fôlego e talento para superar os céticos e os “novidadeiros”.

Naquele ano, a banda de Mick Jagger lançou um de seus melhores álbuns, o energético e diversificado Some Girls, com direito a disco music em Miss You, country de raiz em Far Away Eyes, balada rock em Beast Of Burden, releitura soul em Just My Imagination (hit nos anos 60 com os Temptations) e rock sacudido em When The Whip Comes Down e Shattered.

Em 18 de julho de 1978, eles fizeram um show perante três mil pessoas no Will Rogers Auditorium, em Ft. Worth, Texas. Um teatro bem intimista, rara chance de ver de pertinho uma das melhores bandas de rock de todos os tempos.

É o registro desse espetáculo histórico, com qualidade cinematográfica de áudio e vídeo, que acaba de chegar às lojas brasileiras via ST2, nos formatos DVD e Blu-ray, com o título Some Girls Live In Texas ’78.

Contando com apenas dois músicos de apoio, os tecladistas Ian Stewart (Stu, o eterno 6º stone) e Ian McLagan (ex-Small Faces e Faces), o grupo vivia o início de sua fase com o guitarrista Ronnie Wood. O ex-integrante dos Faces, no entanto, prova aqui que se entrosou rapidinho na nova banda.

O repertório do espetáculo inclui sete faixas de Some Girls, dois clássicos de Chuck Berry (Let It Rock, que abre o show, e Sweet Litttle Sixteen) e clássicos da banda como All Down The Line, Star Star, Happy, Tumbling Dice, Brown Sugar e Jumpin’ Jack Flash.

O local, bem mais intimista do que as arenas e estádios nos quais os Stones passaram a tocar a partir do fim dos anos 60, permitiu um registro mais de perto dos músicos, revelando muito da personalidade de cada um.

O carisma e o jeito irreverente de Jagger, a descontração desencanada de Keith Richards e Ronnie Wood, a timidez e a tensão no olhar de Bill Wyman e a eterna elegância de Charlie Watts surgem sem filtros, escandaradas.

Mas o melhor mesmo é a performance da banda. Mick Jagger está cantando como nunca, e com um pique absurdo, enquanto os músicos esbanjam eletricidade e energia, especialmente o verdadeiro dínamo humano Charlie Watts, que dá a impressão de que nem mesmo a explosão de uma bomba atômica o faria perder uma única batida que fosse.

Existem inúmeros DVDs bacanas no mercado registrando os Stones ao vivo, mas creio que este aqui é verdadeiramente imbatível em todos os quesitos.

Nos extras, rola uma entrevista feita em 2011 com Mick Jagger na qual ele comenta aquele período da carreira da banda.

Também temos a participação do quinteto no programa televisivo Saturday Night Live em outubro de 1978, com direito a Jagger contracenando com o comediante Dan Aykroid e cantando três músicas (Beast Of Burden, Respectable e Shattered) com o grupo. Reparem como Jagger está quase sem voz.

O DVD traz uma vantagem em relação ao Blu-ray: um CD de áudio com a íntegra do show. Para quem não entende o porque os Stones são frequentemente rotulados como a melhor banda de rock and roll de todos os tempos, vale ver e ouvir esse Some Girls Live In Texas ’78 urgente.

Beast Of Burden, com os Rolling Stones, do DVD Some Girls Live In Texas ’78:

Veja Shattered, com os Rolling Stones, do DVD Some Girls Live In Texas ’78:

DVD mostra A-ha se despedindo com classe

Por Fabian Chacur

O A-ha foi certamente a banda pop norueguesa mais bem-sucedida de todos os tempos. O trio conseguiu emplacar hits e mais hits no Reino Unido, Europa, Ásia e América Latina, especialmente por aqui, onde cansaram de lotar shows e vender discos.

Em 2010, o trio integrado por Morten Harket (vocal), Magne Furuholmen (teclados) e Pal Waaktaar-Savoy (guitarra) resolveu colocar um ponto final em sua trajetória, que então passava dos 25 anos de estrada.

E os caras resolveram nivelar a coisa por cima. Após uma turnê que passou por vários países, Brasil incluso, eles fizeram seu último show no dia 4 de dezembro de 2010 no Spektrum, em Oslo, sua cidade natal.

O registro desse show chega agora às lojas brasileiras nos formatos DVD, Blu-ray e CD, com o título Ending On a High Note- The Final Concert, pela Universal Music. Que despedida digna!

A qualidade técnica do espetáculo é sensacional, com direito a megatelão, som com mixagem impecável, efeitos visuais bem bacanas e captação de áudio e vídeo com direito a requintes cinematográficos.

O repertório inclui 20 músicas extraídas das várias fases da banda e pode ser considerado perfeito. Sucessos como Touchy! e You Are The One ficaram de fora, mas dificilmente alguma das músicas que estão no set list poderiam dar lugar a elas.

Com a participação de dois ótimos músicos de apoio no show, o trio investiu em versões fiéis às gravações de estúdio, mas com uma garra impressionante incorporada.

A bela voz de Morten Harket continua impecável, com direito àqueles agudos certeiros aqui e ali, enquanto os parceiros Mags e Pal lhe dão total apoio o tempo todo.

O público cantando junto os refrãos de Hunting High And Low e The Living Daylights arrepiam, assim como as obras-primas pop Cry Wolf, I’ve Been Losing You, Take On Me, The Swing Of Things e The Sun Always Shine On TV, só para citar algumas.

Alguns flagrantes no público mostram pessoas com faixas e bandeiras de países como Alemanha, França e Brasil, que denotam fãs que tiveram a manha de viajar até a distante Noruega para ver o show derradeiro de sua banda favorita.

Ending On a High Note equivale ao registro de uma despedida com classe do A-ha. E fica a curiosidade: porque será que nos EUA eles só conseguiram emplacar um único sucesso, Take On Me, sendo conhecidos por lá como one-hit-wonder? Será que faltou divulgação por lá?

Pois com tantas músicas boas no repertório do A-ha que estouraram em tantos outros países, só isso poderia explicar resultado tão ínfimo no maior mercado do mundo. Azar deles!

Veja documentário sobre o show final do A-ha em Oslo:

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