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Carlinhos Vergueiro mostra o samba de São Paulo em show

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Por Fabian Chacur

Em um raro momento infeliz de sua bela trajetória, certa vez Vinícius de Moraes chamou São Paulo de “O Túmulo do Samba”. Como forma de brincar com a frase de seu parceiro musical, o cantor, compositor e músico paulistano Carlinhos Vergueiro intitulou seu mais recente show O Cúmulo do Samba, um trocadilho genial. Ele se apresenta em São Paulo no dia 4/7 (terça-feira) às 21h no Teatro Itália (avenida Ipiranga, nº 344- República- fone 0xx11-2122-2474), com ingressos a R$ 20,00 e R$ 40,00.

Como o título de certa forma já indica, O Cúmulo do Samba reúne um repertório integrado por canções de grandes autores de samba de São Paulo. Além do próprio Carlinhos, teremos obras com as assinaturas ilustres de Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini, Eduardo Gudin, Toquinho e Geraldo Filme, entre outros. Duvido que, se ainda estivesse entre nós, Vinícius sustentasse seu “palpite infeliz” após ouvir tantos sambas paulistanos com tamanha qualidade.

Nascido em Sampa City em 27 de março de 1952, Carlinhos Vergueiro se tornou conhecido nacionalmente a partir da vitória obtida no festival Abertura (1975), promovido pela Rede Globo, com a belíssima música Como Um Ladrão. A partir daí, conseguiu cativar um público fiel graças a seus sambas dolentes e melodiosos, sempre repletos de lirismo, bom-humor e inspiração, maravilhas do porte de Camisa Molhada, Torresmo à Milanesa e Dia Seguinte.

De quebra, ele ainda conseguiu ter como parceiros gente do calibre de Chico Buarque, Adoniran Barbosa, Vinícius de Moraes, Toquinho, J.Petrolino, Elton Medeiros, Sueli Costa, Paulo Cesar Pinheiro e Paulinho da Viola. Em sua ótima discografia, que traz mais de 20 títulos, destaque para Na Ponta da Língua (1980), Carlinhos Vergueiro e Convidados (1988) e Contra-ataque- Samba e Futebol (1999). Carlinhos é pai da cantora Dora Vergueiro.

Camisa Molhada– Carlinhos Vergueiro:

Carlinhos Vergueiro celebra Paulo Vanzolini

Por Fabian Chacur

Carlinhos Vergueiro é um verdadeiro gentleman. Dos grandes nomes da MPB que tive a honra de entrevistar nesses anos todos de carreira, é certamente um dos mais educados, gentis e atenciosos. Dono de uma timidez simpática, ele sempre dá boas entrevistas. Mas seu grande mérito é ser um artista de nobre estirpe, e seu novo CD, Carlinhos Vergueiro Interpreta Paulo Poeta Compositor Cientista Boêmio Vanzolini (Biscoito Fino) é outro golaço.

Com 61 anos de idade (irá completar 62 no próximo dia 27 de março), Vergueiro tem um currículo irrepreensível. Venceu o festival Abertura em 1975 com a densa Como Um Ladrão, compôs uma das músicas sobre o futebol mais bacanas de todos os tempos, a fantástica Camisa Molhada (dos versos “fique de olho no apito”), trabalhou com gente do naipe de Chico Buarque, Toquinho e Adoniran Barbosa e construiu uma obra sólida, tendo o samba como norte. Um craque da canção.

De quebra, esse paulistano da gema ainda possui uma voz deliciosa e facilmente identificável, que se mostra adequada às suas composições e também aos clássicos da MPB. Ele já homenageou anteriormente Nelson Cavaquinho e Adoniran Barbosa com CDs só com composições desses mestres, e agora mergulha com rara categoria na obra de outro gênio, o já saudoso Paulo Vanzolini (1924-2013).

É muito legal quando um artista homenageia outro e você sente que se trata de um tributo honesto, sincero e talentoso, fugindo de oportunismos e outros ismos do mal que assolam esse mundo. É o caso desse CD, no qual Carlinhos relê com categoria, delicadeza e muita alma dez canções do fino repertório de Paulo Vanzolini, que era seu amigo e com quem dividiu palco e mesa de bar nesses anos todos.

Com direção musical e arranjos a cargo do experiente e brilhante Ítalo Peron, Carlinhos Vergueiro desliza sua voz em clássicos como Volta Por Cima, Boca da Noite, Maria Que Ninguém Queria, Ronda e Toada de Luiz, entre outras, com direito a sutilezas em termos vocais e instrumentais que só mesmo quem conhece bem essas canções poderia nos proporcionar. Bom de ponta a ponta.

Carlinhos Vergueiro Interpreta Paulo Poeta Compositor Cientista Boêmio Vanzolini merecia ser divulgado nos mais importantes programas de TV e rádio do Brasil e do mundo. Tipo do CD que nasce clássico e que merece ser conferido por você, fã de música popular brasileira de primeira. Onde estiver, certamente Vanzolini está sorrindo feliz ao receber um tributo tão merecido e tão caprichado.

Maria Que Ninguém Queria, com Carlinhos Vergueiro:

Carlinhos Vergueiro relê Nelson Cavaquinho

Por Fabian Chacur

No ano em que se comemoram os 100 anos do nascimento do inesquecível Nelson Cavaquinho (1911-1986), várias homenagens bacanas estão sendo feitas ao autor de Folhas Secas e tantos outros clássicos da MPB.

A mais recente surge com o CD Carlinhos Vergueiro Interpreta Nelson Cavaquinho, lançado pela gravadora Biscoito Fino e no qual o cantor, compositor e músico Carlinhos Vergueiro relê algumas das composições do mestre, com participações especiais de Chico Buarque, Cristina Buarque, Wilson das Neves e Marcelinho Moreira.

Carlinhos tem conhecimento de causa para homenagear Nelson Cavaquinho, pois foi seu amigo e parceiro. Ele o conheceu quando tinha 17 anos, e teve a honra de fazer shows e dividir mesas de bar com o compositor carioca em inúmeras ocasiões.

Mais: ele produziu ao lado de Cristina Buarque o álbum Flores Em Vida, último trabalho de Nelson Cavaquinho, além de atuar na produção do curta metragem Nelson de Copo e Alma, de Ruy Solberg.

Como forma de marcar o lançamento do CD, Carlinhos Vergueiro fará dois shows em São Paulo nos próximos dias. Neste domingo (20), às 11h, com entrada gratuita, ele estará no teatro Arthur Rubinstein de A Hebraica (rua Hungria, 1.000 – fone 3818-8888)

Nesta terça-feira (22), o palco será o Tom Jazz (avenida Angélica, 2.331 – fone 4003-1212), com ingressos a R$ 35.

O repertório inclui pérolas do naipe de Palavras Malditas, Palhaço, Nome Sagrado, Luz Negra, Pranto de Poeta , Folhas Secas e Deus Não Me Esqueceu, entre outras.

Carlinhos será acompanhado por Italo Peron (violão e arranjos), Adriano Busko (bateria e percussão), Pratinha (flautas), Ildo Silva (cavaquinho) e Fábio Peron (bandolin).

Com 59 anos de idade, Carlinhos Vergueiro começou a se tornar conhecido do grande público nos anos 70, graças a músicas como Camisa Molhada (aquela do “fique de olho no apito”), Como Um Ladrão e Torresmo à Milanesa (esta em parceria com Adoniran Barbosa.

Além de ótimo cantor, compositor e violonista, com carreira irrepreensível, Carlinhos também é conhecido por sua simpatia, e por integrar o elenco do Polytheama, time de futebol de Chico Buarque.

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