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Paul McCartney grava CD com Diana Krall e a banda dela; Clapton e Wonder participam

Por Fabian Chacur

Paul McCartney, em seu site oficial, deu uma bela notícia aos fãs nesta segunda (19). O ex-beatle lançará no dia 7 de fevereiro de 2012 um novo álbum em parceria pelos selos Hear Music e Concord Records (distribuídos no Brasil pela Universal Music).

Mas, como diriam aqueles informeciais pentelhos, “não é só isso”. Intitulado Kisses On The Bottom, o álbum trará participações especialíssimas. Uma das faixas, My Valentine, ficou disponível por 24 horas para membros premium do site para audição em streaming (sem poder ser baixada).

A canção foi escrita em parceria com Eric Clapton e conta com a participação do guitarrista. Outra inédita do álbum é Only Your Hearts, escrita por McCartney com Stevie Wonder, que também marca presença.

Essas são as duas inéditas do trabalho, que trará standards da música americana gravadas originalmente por nomes como Bing Crosby e escritas por autores consagrados do naipe de Cole Porter e Harold Arlen.

“São músicas nas quais eu e John (Lennon) nos baseamos para fazer muitas das músicas que escrevemos”, comentou o astro em seu site. Ele também garante que não são standards óbvios, e que muitos certamente irão conhecer essas músicas apenas agora, embora sejam clássicos do cancioneiro popular americano.

O álbum foi gravado em estúdios em Los Angeles, Nova York e Londres durante este ano, e trazem pelo menos mais dois fatos importantíssimos: será a primeira vez que McCartney apenas cantará em um de seus álbuns. É o que você leu: ele não tocou baixo, violão, guitarra, nada. Só interpretou.

E aqui temos outro fato bem interessante. A banda que o acompanhou é a que grava e faz shows com a consagrada cantora e pianista Diana Krall, incluindo a própria no piano. Ou seja, músicos de jazz de primeiríssimo gabarito. Não há informações ainda de se ela também cantou no CD.

Não é de se estranhar a parceria, pois o marido de Krall é Elvis Costello, que entre 1987 e 1993 compôs e gravou várias músicas com Paul, entre as quais My Brave Face, Veronica e You Want Her Too.

A produção ficou a cargo do experiente Tommy LiPuma, conhecido por seus trabalhos com George Benson e a própria Diana.

Macca promete mais informações em seu site nos próximos dias. Quando pintar mais alguma coisa, a gente também repercute por aqui.

Ouça Honey Pie, com os Beatles, no estilo standard de jazz:

Eric Clapton paga mico na Toda Poderosa

Por Fabian Chacur

Se há algo que me incomoda é ver um grande nome da música pagando mico em entrevistas feitas no tapa nas Globos da vida. A mais nova vítima foi o genial Eric Clapton.

Antes do show que fez em Porto Alegre, o mestre da guitarra teve a gentileza de ceder um pouco do seu tempo e conceder uma entrevista à jornalista Cristiane Pelajo, exibida originalmente no Jornal da Globo.

Logo de cara, uma grosseria imperdoável: na introdução, o texto lido pela apresentadora dizia que, embora britânico, Clapton havia se atrasado uma hora e meia.

A troco de que eles colocaram essa informação? Para dar uma agulhada no artista, gravadora ou empresário? Eita coisa desnecessária!

Mas o pior viria com as perguntas, todas recheadas de clichês antigos, do tipo “se o blues é coisa do Diabo, como vai você no momento?”, ou então “o que você conhece de música brasileira?”

Nada foi perguntado sobre seu mais recente álbum, ou sobre suas passagens anteriores no Brasil, ou referente ao repertório dos shows, ou mesmo sobre sua atual fase, na qual tem gravado vários trabalhos ao lado de outros músicos famosos, entre os quais Steve Winwood e Wynton Marsalis.

Além disso, a jornalista/tiete alegrinha ainda insistiu naquela conversa de “Clapton is God”, que já passou dos 40 anos de existência, e nem deve ter percebido quando o músico a ironizou, dizendo que aquela era uma questão antiga.

De quebra, a moçoila poderia ter perguntado mais sobre a autobiografia contundente lançada por ele, mas ficou na fofoquinha barata do namoro com Carla Bruni, décadas antes de virar a senhora Sarkozi.

Depois ainda tem gente que não entende o porque astros desse porte tem cada vez menos paciência para conceder entrevistas a jornais, revistas e emissoras de rádio e TV, quando vem ao Brasil. Para encarar esse tipo de pergunta? Haja saco!

Veja a entrevista e tire suas próprias conclusões:

Vendas para Eric Clapton começam em junho

Por Fabian Chacur

Que Eric Clapton, o Deus da Guitarra, voltará ao Brasil, você já sabia.

Agora, chegou a vez de saber quando e de que forma começam as vendas dos ingressos para as apresentações.

Curiosamente, os bilhetes para o terceiro e último show da turnê, que será no dia 12 de outubro em São Paulo, no estádio do Morumbi, começam a ser comercializados antes, mais precisamente a partir de 30 de junho.

A seguir, no dia 7 de julho, terão início as vendas para o espetáculo no Rio de Janeiro, que será no dia 9 de outubro, e no dia 14 para a performance em Porto Alegre, prevista para o dia 6 de outubro.

A partir das respectivas datas, maiores informações, como preços, tipos de tíquetes disponíveis etc poderão ser obtidas no site livepass.com.br ou pelo fone/call center 4003-1527.

Eric Clapton nasceu na Inglaterra em 1946 e completou 66 anos no dia 30 de março.

Sua carreira teve início nos anos 60, quando integrou bandas seminais como Yardbirds, John Mayal And The Bluesbreakers, Cream e Blind Faith.

Nessa fase, tornou-se um dos mais elogiados guitarristas de rock e de blues, ombreando com Jimi Hendrix e outros gênios do período

A trajetória individual teve início em 1970, com o álbum Eric Clapton.

Com o tempo, Clapton passou a investir bastante em canções e em sua voz gostosa e melódica, embora nunca tenha deixado o poder de sua guitarra de lado, especialmente nos shows, sempre atraentes.

Ele foi um dos responsáveis pela disseminação do reggae pelo mundo ao gravar com sucesso em 1974 I Shot The Sheriff, do até então conhecido em círculos mais restritos do pop Bob Marley.

Tive a honra de ver Eric Clapton ao vivo lá pelos idos de 1990, no finado Olympia, em São Paulo, e foi uma experiência maravilhosa.

Além de cantar e tocar muito, o cidadão trouxe uma super banda de apoio, com direito a Ray Cooper (percussão, tocou por muitos anos com Elton John), Greg Phillinganes (teclados, foi diretor musical de Michael Jackson na fase Thriller) e Nathan East (baixo e vocais, também tocou com Jackson).

Será a sua terceira passagem por aqui. Para quem perdeu as anteriores, é uma chance única de rever um mestre do rock.

Veja I Shot The Sheriff, ao vivo no Royal Albert Hall:

Estreia de Clapton ganha reedição luxuosa

eric_claptonpor Fabian Chacur

Quando lançou seu primeiro disco solo, em agosto de 1970,  Eric Clapton já havia entrado para a história do rock. Afinal, o cara integrou, em um período de cinco anos, bandas seminais para o gênero.

Clapton tocou com os Yardbirds, John Mayall And The Bluesbreakers, Cream e Blind Faith, de 1964 a 1969. Uma banda melhor do que a outra. E se firmando como um verdadeiro gênio da guitarra rock.

O que esperar de sua estreia como artista solo? Um disco repleto de solos, de ego exacerbado, de arrogância? Nada disso. Eric Clapton, o CD, significou a opção do cantor, compositor e músico britânico em outro rumo.

Esse álbum seminal na trajetória de Eric Clapton chega às lojas brasileiras em uma reedição daquelas de esfregar na cara de quem acha o formato CD acabado. A capa abre em quatro partes, e é de papelão duro plastificado.

O encarte é um livreto repleto de fotos (várias delas inéditas) e informações sobre as gravações do álbum. Mas o melhor mesmo é o conteúdo musical.

São dois CDs. O primeiro traz a versão original do álbum, com mixagem a cargo do produtor Tom Dowd. Além das músicas originais, inclui três faixas bônus.

O segundo apresenta pela primeira vez a versão mixada por Delaney Bramlett, músico que teve participação fundamental nesse momento da carreira de Clapton.

Delaney Bramlett, assim como o grupo The Band, ajudou Clapton a optar por um mergulho às raízes da música americana, com direito a certeiras incursões pelo blues, folk, soul e rock.

Ao invés de virtuosismo exacerbado, temos aqui a guitarra a serviço das canções, solando quando necessário, mas sem cair em caricaturas ou masturbação musical. A música fala mais alto, sempre.

Boa parte do repertório leva a assinatura de Clapton e Bramlett, incluindo maravilhas como a instrumental Slunky e as ótimas Bottle Of Red Wine e Let It Rain. Bramlett também dá uma força nos vocais.

O maior sucesso do álbum foi After Midnight, que Clapton regravou do cantor e compositor J.J.Cale, de quem gravaria posteriormente Cocaine e com quem faria um disco em dupla, há pouco tempo.

Os músicos que tocam no disco são basicamente os da banda de Delaney, incluindo sua esposa Bonnie, a posteriormente estrela Rita Coolidge, o baixista Carl Radle, o baterista Jim Gordon e o saxofonista Bob Keys.

Stephen Stills também marca presença, assim como Sonny Curtis e Jerry Allison, que tocaram no Buddy Holly And The Crickets.

Eric Clapton, o álbum, é o primeiro ato de uma carreira solo que se não pode ser considerada perfeita, está repleta de grandes momentos. E nessa edição luxuosa, é um belo ítem para ser acrescentando à sua discoteca.

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