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Rockfest reunirá em São Paulo bandas clássicas do rock pesado

scorpions

Por Fabian Chacur

Outubro é aquele mês normalmente associado às Oktoberfests, que se realizam por aí (especialmente em Blumenau-SC) e cuja ênfase fica em torno de bebidas e comidas tradicionais alemãs. Para os fãs do rock pesado, no entanto, esse mês trará este ano como objeto de desejo o Rockfest. O Festival ocorrerá em São Paulo no dia 21 de setembro (sábado) a partir das 16h na Allianz Parque (avenida Francisco Matarazzo, nº 1.705- Água Branca). No elenco, Scorpions (foto), Whitesnake, Megadeth, Europe e Armored Dawn. Mais informações aqui.

A escalação acabou virando uma espécie de Copa do Mundo do rock, pois conta com representantes de cinco países. O Brasil terá no elenco a banda Armored Dawn, sexteto na estrada desde 2014, com dois álbuns no currículo e shows ao lado de Megadeth, Rhapsody, Symphony X, além de participar do Motörboat, cruzeiro capitaneado pelo extinto grupo Motörhead que saiu de Miami em 2016.

Da Suécia, vem o Europe, um hard rock melódico com ecos de progressivo que conquistou os fãs nos anos 1980 com álbuns como The Final Countdown (1986), cuja faixa-título emplacou no Brasil como trilha de um comercial de cigarros.

O grupo americano Megadeth, liderado pelo cantor, compositor e guitarrista Dave Mustaine, também surgiu nos anos 1980, viveu seu auge comercial nos 1990 e vivencia uma nova fase positiva após a entrada no time do guitarrista brasileiro Kiko Loureiro (ex- Angra) e o lançamento do CD Dystopia (2016)

Capitaneado pelo carismático vocalista britânico David Coverdale, ex-integrante do Deep Purple, o Whitesnake é outro que estourou durante a década de 1980, graças a rocks como Guilty Of Love e Crying In The Rain e as baladas roqueiras Is This Love, Love Ain’t No Stranger e Here I Go Again, só para citar alguns hits.

Tal qual o Whitesnake, os alemães do Scorpions também tiveram grande destaque na primeira edição do Rock in Rio, em 1985. Tendo como líderes o guitarrista Rudolph Schenker e o vocalista Klaus Meine, o grupo conquistou fãs no mundo inteiro com sua bem azeitada fórmula de rocks pesados como Big City Nights e Rock You Like a Hurricane e baladas intensas como Still Loving You e Winds Of Change. A banda sempre atraiu inúmeros fãs em seus shows no Brasil.

Big City Nights (clipe)- Scorpions:

Projeto Rock na Praça reúne bandas de rock pesado em SP

nervosa banda de rock-400x

Por Fabian Chacur

Uma bela amostra do que temos de melhor no Brasil em termos de heavy metal, hard rock e hardcore. Eis o cardápio previsto para rolar neste domingo (13) a partir das 13h no projeto Rock na Praça, que será realizado em São Paulo na rua 24 de maio, em frente à Galeria do Rock. São quatro bandas, sendo previsto em torno de sete horas de atividades. O melhor de tudo: a entrada é gratuita. É só chegar e curtir a todo vapor.

O projeto estreia com a ideia de fomententar e estimular a responsabilidade social por meio da música. O idealizador da festa roqueira é o baterista Fabrício Ravelli, que tocou com as bandas Harppia, Hirax e Imbyra, e leva a assinatura da Muqueta Records, com o apoio da Ciata e da Prefeitura de São Paulo. O local é próximo das estações Anhangabaú e República do Metrô.

Cada banda escalada tem suas características e currículo próprios. A Project 46, por exemplo, tocou em eventos grandiosos como o Rock in Rio, Monsters Of Rock, Maquinaria Chile e Metal All Stars. Atualmente divulgando seu álbum Que Seja Feita a Nossa Vontade, o time traz Caio MacBeserra (vocal), Jean Patton (guitarra e vocal), Vinícius Castellari (guitarra), Rafael Yamada (baixo e vocal) e Henrique Pucci (bateria).

Integrada por Fernando Schaefer (bateria), Thiago Monstrinho (vocal), Tiago “Hóspede” (guitarra) e Ricardo Brigas (baixo), a banda Worst foi criada por ex-integrantes de bons grupos brasileiros, como Korzus, Dead Fish, Musica Diablo, Treta e Pavilhão Nove. Seu som hardcore está na estrada há quatro anos, e seu novo CD é o Cada Vez Pior.

As garotas do grupo Nervosa (FOTO) acabam de chegar da Europa, onde tocaram em 16 países com boa repercussão. Seu heavy metal potente e agressivo tem conseguido bons fãs. Estão no grupo Fernanda Lira (baixo), Prika Amaral (guitarra) e Pitchu Ferraz (bateria), e em seu set list teremos faixas de seu CD de estreia, Victim Of Yourself.

Fecha o elenco Marcello Pompeu & Amigos, que reúne Pompeu, vocalista e fundador do mitológico grupo heavy metal Korsus, um dos pioneiros do gênero no Brasil, acompanhado pelos bem conhecidos músicos Fernando Schaefer (bateria), Heros Trench (guitarra), Marcelo “Soldado” Nessem (guitarra) e Fábio Romero (baixo).

Victim Of Yourself- Nervosa (CD na íntegra em streaming):

Doa a Quem Doer- Project 46 (CD na íntegra em streaming):

Te Desejo Todo o Mal do Mundo– Worst:

Ozzy diverte os jornalistas em coletiva do Monsters Of Rock

ozzy osbourne-400x

Por Fabian Chacur

A grande atração para os fãs de rock pesado em São Paulo neste fim de semana é o festival Monsters Of Rock, que ocorre neste sábado (25) e domingo (26) na Arena Anhembi. Como forma de promover o evento, rolou na noite desta sexta (24) uma entrevista coletiva na qual a estrela foi o sempre impagável Ozzy Osbourne, que divertiu os jornalistas.

Ozzy, que será a atração principal de hoje, veio ao hotel Renaissance (local da coletiva) acompanhado pelos músicos de sua banda de apoio, que elogiou (“tenho muita sorte por sempre tocar com os melhores músicos”). Ele também jogou confetes em seus fãs brasileiros (“vocês tem música no seu sangue, nas suas veias”). Quanto ao show, ele afirma que, toda a noite, “desejo fazer o melhor show da minha vida, seja onde for ou como for”.

Com várias respostas curtas, em alguns momentos o cantor não entendia as perguntas feitas diretamente em inglês pelos jornalistas (não havia intérprete), e pedia ajuda ao músico que estava do seu lado. Ria o tempo todo. “Não sei como consigo ter tantos fãs adolescentes atualmente, mas adoro isso”. Quanto à idade, ele diz se sentir mais jovem hoje do que quando tocou no Monster Of Rock no Brasil em 1995.

Quando um jornalista tentou tirar uma declaração negativa dele em relação ao astro pop Justin Bieber, ele cortou na hora: “ele é um bom amigo!”. Também não deu importância a uma questão sobre qual seria seu personagem favorito de histórias em quadrinhos. “Eu não leio histórias em quadrinhos!”. E anunciou que fará a última turnê com o Black Sabbath em 2016.

O fim da coletiva não poderia ter sido melhor. Duas garotas perguntaram como ele fazia para se manter em forma, e afirmaram que ele era muito sexy no palco. O cara riu. Quando a coletiva acabou, ele tirou foto aos lado das duas garotas, que saíram de cena com um sorriso de orelha a orelha. Príncipe das Trevas ou Príncipe do Bom Humor?

Judas Priest e as outras bandas

Antes de Ozzy dar seu show particular, tivemos a presença de outra banda marcante na história do heavy metal, o Judas Priest. Com quatro décadas de estrada, eles atualmente vivem uma grande fase em termos comerciais. Redeemer Of Souls (2014), seu mais recente CD, atingiu o sexto posto na parada americana, o lugar mais alto atingido por um de seus trabalhos por lá.

Glenn Tipton, um dos guitarristas da banda, atribui um pouco da responsabilidade por tal sucesso ao também guitarrista Richie Faulkner, que em 2011 entrou no lugar de KK Downing. “É incrível como Richie se encaixou bem na banda, como músico e também como pessoa, ele foi um catalizador para a fase atual que vivemos, que é muito positiva”.

O vocalista Rob Halford, um dos maiores ícones do rock e apelidado de Metal God por fãs e pela crítica especializada, afirmou ter boas lembranças da primeira presença do Judas Priest no Brasil, que ocorreu na edição de 1991 do Rock In Rio, realizado no estádio do Maracanã. “Tenho uma foto aqui no meu iPhone dos ensaios no Rio. Foi incrível e intimidador tocar no Brasil pela primeira vez diante de tanta gente, uma experiência incrível”.

O grupo alemão Primal Fear conta com um trunfo para seu show no Monsters Of Rock. Na estrada desde 1997, eles incorporaram recentemente ao time o baterista sul-africano radicado no Brasil Aquiles Priester, conhecido por seu trabalho com bandas como Hangar e Angra. “Quando o Hangar estava no começo, tocávamos duas músicas do Primal Fear. Hoje, quando toco essas mesmas músicas, como integrante do Primal Fear, parece um conto de fadas para mim”.

O Primal Fear havia acabado de voltar de Curitiba, onde fez shows, e os integrantes dizem ter adorado o público e também os vários tipos de caipirinha que experimentaram por lá. De quebra, um deles começou a cantar Ai Se Eu Te Pego, de Michel Teló, enquanto outro imitou a famosa coreografia. Até o mundo do metal se rendeu a esse hit sertanejo!

Uma das bandas mais interessantes incluídas na programação do Monsters Of Rock veio à coletiva representada pelos argentinos Sr. Flavio (baixista, conhecido por seu trabalho com a consagrada banda Los Fabulosos Cadillacs) e Andres Gimenez (cantor da banda punk Animal). O grupo também inclui o brasileiro Andreas Kisser (Sepultura) na guitarra e o mexicano Alex González (Maná) na bateria.

Há um ano e meio na estrada e com um álbum autointitulado no currículo, o quarteto canta suas músicas em português e castelhano. “Os músicos precisam ter a liberdade de cantar na língua que acharem melhor, da forma que se sintam mais cômodos”, defendem. Eles voltarão ao Brasil em setembro para tocar no Rock in Rio. “É uma honra tocar em eventos tão grandes como esses”.

Monsters Of Rock 2015- Line up:

Sábado, 25 de abril

12h – De La Tierra
13h05 – Primal Fear
14h20 – Coal Chamber
15h50 – Rival Sons
17h20 – Black Veil Brides
18h50 – Motörhead
20h40 – Judas Priest
22h30 – Ozzy Osbourne

Domingo, 26 de abril

12h15 – Doctor Pheabes
13h05 – Steel Panther
14h20 – Yngwie Malmsteen
15h50 – Unisonic
17h20 – Accept
18h50 – Manowar
20h40 – Judas Priest
22h30 – Kiss

Preços: R$ 400,00 (um dia) e R$700,00 (os dois dias)

fone 4003-1212

http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=38297O

Veja a coletiva de Ozzy Osbourne:

No More Tears– Ozzy Osbourne:

Breaking The Law– Judas Priest:

Maldita Historia– De La Tierra:

Jeff Beck faz show sublime no Best Of Blues

Por Fabian Chacur

A segunda noite da edição 2014 do Samsung Best Of Blues Festival trouxe como grande atração o lendário Jeff Beck, que aos 69 anos exibiu a energia e o tesão de um garoto no palco, encantando os fãs e mostrando que ninguém é considerado um dos maiores nomes da história do rock de graça. Foi o auge de uma noite de música muito, mas muito bacana mesmo, em fria noite de sábado (10) no WTC Golden Hall, em São Paulo, com casa cheia.

Tudo começou às 20h20 com uma performance bem bacana da cantora e compositora Céu, com seu som fortemente influenciado pelo reggae e repleto de elementos de MPB, rock, pop, psicodelismo e o que mais pintar. A voz da moça se mantém doce e encantadora, e sua banda de apoio esbanja pique e competência. O show acabou às 21h13 e equivaleu a uma bela abertura para o que viria depois.

Com a matadora dobradinha The Chokin’ Kind e Super Duper Love, Joss Stone entrou em cena às 21h40 com pinta de quem não estava ali para vacilar. De vestido branco, muito bem humorada e com muito pique, a jovem soul woman britânica logo soltou a voz e mostrou o porque é considerada uma das grandes revelações da última década. Com direito a maravilhas como (For God’s Sake) Give More Power To The People (hit dos Chi-Lites nos anos 70), a moça levou o público à loucura.

E aí, veio o momento histórico. Em sua terceira passagem pelo Brasil, Jeff Beck resolveu nos proporcionar um show mais roqueiro, com espaços para soul aqui e ali. Loaded abriu os trabalhos com força, destacando um ótimo vocalista e com o ex-integrante dos Yardbirds já dando provas do que viria no decorrer da apresentação, iniciada às 23h40.

Entre faixas instrumentais e outras com vocais, o repertório trouxe maravilhas do álbum Truth (1968), do Jeff Beck Group, como I Ain’t Superstitious e You Shook Me, homenagens a Jimi Hendrix do naipe de Little Wing e Foxy Lady e uma fantástica releitura instrumental de A Day In The Life, que ele gravou no álbum In My Life (1998), de George Martin, produtor dos Beatles e do próprio Beck.

Joss Stone participou do show em uma versão arrepiante do clássico I Put a Spell On You, hit de Screamin’ Jay Hawkins e também regravada pelo Creedence Clearwater Revival. Tivemos também A Change Is Gonna Come (de Sam Cooke), Wild Thing (dos Troggs e também regravada por Jimi Hendrix) e, acreditem, Nessum Dorma, clássico da música operística.

A técnica de Jeff Beck como guitarrista é uma coisa absurda. Ele tem um amplo ferramental que permitem ir desde solos melódicos mais, digamos assim, “convencionais”, até escalas rapidíssimas, riffs pesados e acordes jazzísticos, tocados sempre na hora certa e sem exibicionismo. Aliás, ele abriu bons espaços para seus excelentes músicos de apoio.

Quando o espetáculo chegou ao fim, às 01h08, deu vontade de ajoelhar e agradecer a Deus por ter tido a chance de presenciar uma performance tão intensa, tão demencial e tão tecnicamente perfeita ao mesmo tempo. Fica a torcida para que esse gênio possa voltar mais vezes ao Brasil para mostrar toda essa genialidade para que nós, mortais, possamos apreciar novamente.

I Put a Spell On You, com Jeff Beck e Joss Stone:

Rio vê show compacto do Matchbox Twenty

Por Fabian Chacur

O fã do Matchbox Twenty que optou por ver a banda nesta sexta-feira (20) no Rock in Rio soube da missa só a metade. Ao contrário da apresentação em São Paulo realizada na última terça-feira (17), com mais de duas horas de duração (leia a resenha aqui), o show no festival resumiu-se a pouco mais de uma hora, algo normal neste tipo de evento para não headliners. Faz parte.

Em São Paulo, Rob Thomas e sua turma tocaram 27 músicas, enquanto o público em frente do Palco Mundo no Rio teve a oportunidade de conferir um set list composto por apenas 14 músicas. Só uma delas não esteve na seleção de músicas apresentada em Sampa City: um cover bastante fiel e eficiente de Jumpin’ Jack Flash, dos Rolling Stones. Aliás, o guitarrista e baterista Paul Doucette estava vestindo uma camiseta com a estampa do guitarrista Keith Richard, um dos grandes mitos do rock and roll.

Com o mesmo visual camiseta/colete de SP, Rob Thomas procurou cativar os fãs do Bon Jovi e aparentemente se deu bem, pois pela TV não deu para ouvir vaias ou manifestações mais tresloucadas das fãs do “Fábio Júnior do Hard Rock”, como o apelidou o jornalista Thales de Menezes, da Folha de S.Paulo. O homem de frente do grupo americano soube segurar a onda, sem apelar e com muita simpatia.

A banda novamente deu um banho de simplicidade e objetividade, com Paul Doucette esbanjando energia, o guitarrista Kyle Cook usando seus momentos de solos com sobriedade e categoria e o baixista Brian Yale novamente incorporando o discreto John Deacon, ex-Queen. Os músicos de apoio, ótimos, também não deixaram a peteca ir ao chão em momento algum.

A abertura, com a agitada Parade (do mais recente álbum, North), e o final, com a power ballad matadora Push, reprisaram o show paulistano, incluindo no recheio hits como Bent, Disease (parceria de Rob com Mick Jagger), Unwell e as recentes She’s So Mean e English Town. Nada pretensioso, nada espetaculoso, sem frescuras. Só rock básico, bem feito e com tempero romântico. Críticos costumam odiar isso. Eu não.

Veja o Matchbox Twenty no programa VH1 Storytellers:

SET LIST SHOW MATCHBOX TWENTY
ROCK IN RIO PALCO MUNDO-20.9.2013

Parade
Bent
Disease
She’s So Mean
How Far We’ve Come
3am
Real World
Long Day
Unwell
So Sad So Lonely
English Town
Back 2 Good
Jumpin’ Jack Flash
Push
Início: 20h30
Fim: 21h34 (não houve bis)

Festival Monsters Of Rock será em outubro

Por Fabian Chacur

Começam a ser vendidos na próxima terça-feira (25) os ingressos para o festival Monsters Of Rock, que voltará a ser realizado no Brasil após 15 anos. A quinta edição nacional do evento dedicado ao hard rock e heavy metal será realizado nos dias 19 e 20 de outubro na Arena Anhembi (av. Olavo Fontoura, 1.209-Santana), em São Paulo.

No dia 19/10, os americanos da impactante e pesadíssima banda americana Slipnkot serão a atração principal, em um elenco que inclui também Korn, Limp Biskit, Killswitch Engage, Hatebreed e Gojira, em programação voltada para o nu metal e as tendências surgidas nas últimas duas décadas nesse estilo.

No dia 20/10, a programação aposta no hard rock clássico dos anos 70 e 80, capitaneada por Steven Tyler e seu Aerosmith. Temos também Whitesnake, Ratt, Buckcherry e a versão do Queensryche que traz como líder seu vocalista original, Geoff Tate, contando com convidados como o consagrado baixista Rudy Sarzo (Quiet Riot, banda solo do Ozzy etc).

Criada na Inglaterra em 1980, a franquia Monsters Of Rock teve 49 edições internacionais em outros 15 países, entre os quais Brasil, Alemanha, Suécia, Itália, Argentina e Chile. Por aqui, tivemos sua primeira edição realizada em 27 de agosto de 1994, no estádio do Pacaembu (SP), incluindo Kiss, Slayer, Black Sabbath, Suicidal Tendencies, Viper, Dr Sin, Raimundos e Angra.

Em 2 de setembro de 1995, o Monsters Of Rock teve novamente como palco no Brasil o estádio do Pacaembu, e trouxe Ozzy Osbourne, Alice Cooper, Faith No More, Megadeth, Therapy?, Paradise Lost, Virna Lisi, Clawfinger e Rata Blanca. No mesmo local, em 24 de agosto de 1996, foi a vez de Iron Maiden, Skid Row, Motorhead, Biohazard, Raimundos, Helloween, King Diamond, Mercyful Faith e Heroes Del Silêncio.

A quarta edição brasileira do Monsters Of Rock ocorreu na Pista de Atletismo do Ibirapuera no dia 26 de setembro de 1998, tendo como atrações Slayer, Megadeth, Manowar, Dream Theater, Saxon, Savatage, Glenn Hughes, Korzus e Dorsal Atlântica. A partir daí, foram 15 anos de espera para esta nova edição.

Os ingressos custam R$ 300 por dia ou R$ 560 para os dias, em seu primeiro lote. Maiores informações podem ser obtidas através do fone 4003-1527 ou pelo site www.livepass.com.br . Existem pontos de vendas físicos em vários locais da cidade.

Ouça o álbum Toys In The Attic, do Aerosmith, na íntegra:

DVD flagra Stray Cats no início do estrelato

Por Fabian Chacur

Às vezes, a melhor solução para alguém que deseja fazer sucesso é mesmo o aeroporto. O grupo Stray Cats sentiu isso na pele logo no início da carreira, nos EUA, sua terra natal. A releitura energética e inspirada do rockabilly não agradou em princípio seus conterrâneos, lá pelos idos de 1979. O que fazer?

Brian Setzer (vocal e guitarra), Lee Rocker (baixo) e Slim Jim Phantom (bateria) resolveram, no verão de 1980, arriscar uma mudança para Londres, na Inglaterra, onde aparentemente havia um público mais interessado no revival daquela deliciosa mistura de rhythm and blues e o hillbilly de acento capira. Resultado: acertaram na mosca!

Neste excelente DVD que acaba de ser lançado no Brasil pela ST2, Live At Montreux 1981, o trio rock and roller é flagrado em sua primeira e única apresentação no mitológico Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, em 10 de julho de 1981. Eles haviam lançado há não muito tempo no Reino Unido seu primeiro (e ótimo) álbum, auto-intitulado.

O repertóro do show inclui músicas desse trabalho escritas por eles, como as fantásticas Runaway Boys, Stray Cat Strut e Rock This Town, e covers certeiros de clássicos do rock and roll dos anos 50 tocadas de forma ensandecida, entre os quais Somethin’ Else (de Eddie Cochran) e Be Bop a Lula (de Gene Vincent).

É impressionante o agito que eles eram capazes de fazer valendo-se apenas de guitarra, baixo de pau e um kit básico de bateria tocado de pé por Phantom. O suor intenso escorrendo dos rostos dos três (especialmente de Setzer) dão mostras de sua intensa paixão pelo rock and roll, cativando um público que pula o tempo todo.

Tive a chance de ver o trio no Brasil em 1989 no extinto Projeto SP (então situado na Barra Funda, em sua segunda encarnação), e me atrevo a dizer que Brian Setzer é um dos melhores cantores, compositores e guitarristas que se dedicaram ao rockabilly, tão bom como os pioneiros do gênero. Um dos melhores shows que vi na minha vida!

Live At Montreux 1981 é daquele tipo de DVD que você pode reservar para uma festinha de rock and roll, pois seu conteúdo contagiante será capaz de animar até os mais desconsolados com a vida. E a recepção do público certamente fez muito bem ao trio, que em 1982 voltou aos EUA e finalmente estourou em seu país de origem, e de quebra no resto do mundo.

Veja Stray Cat Strut, com os Stray Cats:

Veja Somethin’ Else, com os Stray Cats:

Lollapalooza Brasil 2013- comentários rápidos

Por Fabian Chacur

Meninos e meninas, eu também marquei presença no Lollapalooza Brasil 2013. Trabalhei em média dez horas por dia, cobrindo shows para a versão online da Folha de S.Paulo. Foi uma verdadeira maratona, e me sinto feliz de ter dado conta do recado, mesmo aos 51 anos (seria uma boa ideia? Sabe Deus…) de idade.

Como forma de preservar minhas memórias referentes ao que vi no evento, vou mandar aqui um análise rápida e despretensiosa no formato de tópicos relativamente aleatórios. Nada que você seja obrigado a ler. Mas acredito que tenha duas ou três coisas pertinentes a dizer sobre o festival.

Público diversificado e inúmeros pares de tênis Converse All Star

Ao contrário de outros festival que tive a oportunidade de cobrir, o Lollapalooza Brasil 2013 teve como marca a incrível diversidade de visual dos frequentadores. Aquele padrão camiseta-jeans básico-tênis foi quebrado. Tinha de tudo- nerds, rockers, mauricinhos, fashionistas, cabeludas, cabelinhas, carecas, cabeludos…

Mas um ítem particularmente me surpreendeu. Desde os anos 80 sou um adepto e entusiasta dos tênis All Star, especialmente quando a Converse (detentora dos direitos da confecção e comercialização desses tênis) chegou ao Brasil e passou a fazer os calçados no capricho. E o tênis da estrelinha liderou de longe o ítem calçados usados pelos frequentadores do Lollapalloza Brasil 2013.

Tinha de tudo. Modelos de couro brancos, pretos e marrons, modelos de lona brancos, pretos, vermelhos, cinzas, canos altos, canos baixos (a maioria)… Prova de que este modelo de tênis continua tão atual, em suas diversas variações, como nos velhos e heroicos anos 80. Básico e chique, sempre!!!

Lama, a companheira inevitável

Mais uma vez a lama tomou conta de um festival ao ar livre. Mas também, esperar o que, se o local era o Jockey Club, repleto de areia e terra? Não tinha como evitar. Só se não chovesse, mas São Pedro não foi consultado e mandou ver na água. Uma forma de evitar seria ter coberto os locais mais potencialmente lamacentos com coberturas de madeira, mas seria viável? Teria dado certo? Sei lá… Ficar com os pés e calças enlameados foi o preço para curtir o evento. Paciência… Curti o local, achei bem apropriado para um festival de rock.

Programação bem diversificada e boas surpresas

Ter como headliners respectivamente The Killers, The Black Keys e Pearl Jam dá bem a dimensão da diversidade de atrações do festival. Acho isso bacana e bem democrático. A escolha de várias bandas em início de carreira também é acertado, pois dá ao público a oportunidade de ver gente que ainda está se formando em termos artísticos e profissionais.

Não vou estranhar se bandas como Passion Pit, Toro Y Moi e Vivendo do Ócio crescerem bastante em termos de popularidade nos próximos anos, e quem esteve no Lollapalooza 2013 poderá se gabar de tê-los visto ainda em seus anos iniciais, assim como posso me gabar de ter visto, nessas mesmas condições, bandas como Simply Red, Capital Inicial, Titãs e Legião Urbana (essa, pelo lado negativo…).

Assaltos, o lado negro do império do rock and roll

O jornalista (excelente, por sinal) Giba Bergamin assinou ótima reportagem na Folha revelando o fato de que uma espécie de quadrilha praticou assaltos durante alguns dos shows do festival. Eu, por sinal, estava em um deles, o da banda escocesa Franz Ferdinand, um dos grandes momentos do evento em termos musicais por sinal.

Fica bem claro que em próximas edições do festival seria bem interessante ter postos policiais dentro do Jockey Club. No entanto, fica difícil evitar esse tipo de ocorrência quando os shows estão lotados, pois fica todo mundo apertado e eventuais distrações de quem está lá para se divertir se tornam convidativas para os facínoras. Um horror! Tomar cuidado com seus pertences é a dica, sempre.

Qualidade de som deixando a desejar

Alguns shows tiveram problemas com a qualidade do som. Volume baixo, instrumentos embolados com os vocais, som vasando de um palco para o outro… Em um lugar aberto, acho meio complicado exigir qualidade máxima dos organizadores, mas um pouco mais de cuidado seria interessante para dar uma arredondada na coisa.

Um ítem, no entanto, precisa ser muito elogiado. Todos os shows começaram ou na hora exata em que estavam programados para ocorrer, ou no máximo com uns cinco minutinhos de atraso (The Hives, Pearl Jam). Isso é um grande respeito ao consumidor que deveria virar norma no Brasil. Viu, Tio Caetano?

E que venha a edição 2014!

No fim das contas, em um período no qual shows de grandes proporções como os de Lady Gaga fracassaram em termos de público, ter uma média de 55 mil pessoas por dia no Lollapalooza Brasil 2013 é prova de que a fórmula seguida pelos organizadores do evento está dando certo.

Uma nova edição do Lollapalooza Brasil está prometida para 2014, e só me resta torcer para tudo que deu certo este ano se repita, e que as arestas existentes possam ser devidamente aparadas. E minha torcida particular fica para mais e mais converse all star nos pés dos roqueiros e roqueiras. Coisa linda de se ver!!!

Veja cenas filmadas durante o Lollapalooza Brasil 2013:

Rock in Rio começa no dia 23 de setembro

Por Fabian Chacur

Dez anos após sua última edição em solo brasileiro, o Rock in Rio enfim voltará ao palco da cidade onde surgiu, em janeiro de 1985.

Serão sete dias, com início em 23 de setembro, com show de Paralamas do Sucesso e Titãs e participações especiais de Milton Nascimento, Maria Gadú e da Orquestra Sinfônica Brasileira.

A programação é bem eclética, comportando heavy metal, rock básico, pop rock, pop, black music, rock brasileiro, música eletrônica, MPB e até axé music.

O evento se divide em quatro espaços: Palco Mundo, onde tocam as atrações principais, Palco Sunset, reservado especialmente aos artistas brasileiros e a novas parcerias, Espaço Eletrônica, com DJs consagrados, e a Rock Street, com diversas bandas.

Nos próximos dias, Mondo Pop dará a você uma bela visão de como será o evento, centrando-se principalmente nas atrações, notícias sobre esses astros e muitas outras coisas.

Os leitores de Mondo Pop e Click Cultural não perdem por esperar!

Veja o clipe da música tema do Rock in Rio 2011:

Festival Black na Cena define programação

Por Fabian Chacur

O festival Black na Cena, que promete ser um dos grandes eventos da black music no Brasil neste ano, divulgou sua programação completa, que foi divulgada aos poucos nas últimas semanas.

O evento irá ocorrer nos dias 22, 23 e 24 de julho na Arena Anhembi, com ingressos a venda através do site www.zetks.com.

O elenco mescla nomes fundamentais da música negra internacional, como os grupos de rap Public Enemy e Naughty By Nature, os mestres do reggae Lee Scratch Perry e Mad Professor e o mestre do funk George Clinton, com astros brasileiros seminais.

O time nacional inclui Jorge Ben Jor, Racionais MC’s, Tony Tornado, Thaide e Funk Como Le Gusta, Sandrão (do grupo RZO), Seu Jorge, Sandra de Sá e o grupo Farufyno, entre outros.

Além dos 21 shows, também teremos discotecagem de DJs como o consagrado Grand Master Ney e outras surpresas.

Programação

Sexta-feira (22/7) – das 17h às 4h

Ø  George Clinton, fundador do Parliament-Funkadelic

Ø  Seu Jorge

Ø  Sandra de Sá

Ø  O Baile do Simonal

Ø  Tony Tornado

Ø  Farufyno

Sábado (23/7) – 12h às 4h

Ø  Public Enemy

Ø  Lee Scratch Perry encontra Mad Professor e Roto Roots

Ø  Olodum com participação especial de Carlinhos Brown

Ø  Pato Banton

Ø  Marcelo Yuka

Ø  Jorge Ben Jor

Ø  Black Rio convida Slim Rimografia, Criolo e Negra Li

Ø  Xis convida Marcelo Mira

Domingo (24/7) – 11h às 22h

Ø  Method Man

Ø  Racionais MC’s

Ø  Naughty by Nature

Ø  Redman

Ø  Thaíde com Funk Como Le Gusta

Ø  Sandrão, majestade da RZO

Ø  Russo e Bocage, acompanhados pela Banda Soul 3

Veja o clipe de Fight The Power, com o Public Enemy:

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