Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Tag: junho 2016

O brilhante Arthur Verocai é a atração em show gratuito

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Por Fabian Chacur

O incrível compositor, arranjador e músico Arthur Verocai fará em São Paulo, neste domingo (4), às 14h, na Praça da Sé, um show gratuito. O espetáculo é parte integrante do Red Bull Music Academy Festival, que teve início nesta sexta (2) e irá até o dia 11, com diversas atividades bacanas (saiba mais aqui). Imperdível para os fãs de boa, melhor, ótima música. Leia entrevista de Mondo Pop com ele aqui.

Na ativa desde os anos 1960, Arthur Verocai trabalhou com alguns dos grandes nomes da música brasileira, entre eles Ivan Lins, Jorge Ben, Erasmo Carlos e inúmeros outros. Em 1972, lançou seu primeiro álbum solo, que na época não teve repercussão alguma, mas que a partir da década de 1980 foi aos poucos sendo redescoberto pelo público e se tornou um merecido clássico da nossa música, com sua fusão intensa de MPB, rock, soul, jazz e música erudita.

Verocai lançou em 2016 o álbum No Voo do Urubu, um trabalho incrível do qual participaram Mano Brown, Danilo Caymmi, Seu Jorge, Criolo, Vinícius Cantuária e Lu Oliveira. Mais uma bela reunião de grandes canções e temas instrumentais. Seu repertório será a base para o show, cuja expectativa por parte do artista é grande:

“Eu nunca toquei numa praça, de dia, ao ar livre, num evento como esse. Estou muito ansioso e espero que o público goste muito do que ouvirá. Vai ser emocionante, com certeza”.

No Voo do Urubu (em streaming)- Arthur Verocai:

Superdose lança o seu 1º DVD com show em SP nesta sexta

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Por Fabian Chacur

Com mais de dez anos de estrada e um CD no currículo, o grupo Superdose agora nos oferece o seu primeiro DVD, Cidade Luz. O trabalho será lançado em São Paulo nesta sexta-feira (17) à meia-noite com show na Z Carniceria (avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 724- Pinheiros- SP- fone 0xx11-2936-0934), com ingressos a R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira).

O núcleo básico do Superdose traz os irmãos João (vocal e guitarra) e Antônio Frugiuele (guitarra), que atualmente tem a seu lado Rodrigo Luminatti (baixo) e Mauricio Hoffman (bateria). O DVD Cidade Luz traz versões ao vivo de músicas de seu autointitulado primeiro CD, lançado em 2012, e também nove faixas inéditas, em um total de 18 canções.

Com influências bem digeridas de bandas seminais como The Who, Oasis, Beatles, Blur e Barão Vermelho, o Superdose oferece aos fãs um rock básico e bem trabalhado, com direito a riffs poderosos, levada contagiante e letras simples e diretas. A gravação do DVD ocorreu basicamente no final de 2014 em São Paulo no Teatro Mars, sendo que três canções foram registrada no Credicard Hall, quando eles abriram show da banda americana Creed.

Por sinal, o currículo do Superdose traz vários shows de abertura para outras bandas famosas além do Creed. Podem ser destacados os feitos para The Ataris, Placebo e The Stereophonics, todos com boa repercussão por parte do público. Eles já tocaram em várias cidades brasileiras e tem como objetivo levar o show de Cidade Luz para os quatro cantos do Brasil e do mundo.

Grande Roubada– Superdose:

Entre Luzes– Superdose:

Entrevista e Sem Medo de Arriscar– Superdose:

Paulo Ho lança seu 1º CD solo com show no Rio de Janeiro

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Por Fabian Chacur

Paulo Ho conta com inúmeras experiências no teatro como ator, trabalhando em diversos espetáculos e sendo dirigido por gente do calibre de Christiane Jatahy, Marcus Alvisi e Roberto Alvim. Agora, ele mostra seu lado cantor e compositor com o CD Ex-Companheiro, cujo show de lançamento será no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (10) às 21h no Teatro Sérgio Porto (rua Humaitá, nº 163- Humaitá- RJ- fone 0xx21-2535-3846), com ingressos a R$ 10,00 (lista, pedir inclusão pelo e-mail paulohoproducoes@gmail.com), R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira).

Ex-Companheiro traz dez músicas autorais centradas no universo do rock, com sonoridade flutuando entre o pós-punk dos anos 80, o pop, o progressivo e o eletrônico de forma criativa, claustrofóbica e extremamente urbana. Tipo do disco com forte clima sonoro que envolve o ouvinte da primeira à última faixa, com destaque para a faixa-título, Guerra de Gorila, Sempre Fui a Mulher de Alguém e Pergunta. A produção musical ficou a cargo de Lucas Vasconcelos, que também mostrou seu lado multi-instrumentista por todo o CD.

O show marca a estreia do clipe feito para divulgar a música Guerra de Gorila, em preto e branco e com uma estética sofisticada e vibrante. Paulo define esse trabalho como dividido em três partes básicas: o fim de um ciclo e o início de outro, reflexão, vivência e análise e a despedida, que em si já implica no começo de outro ciclo. Além das músicas próprias, temos algumas canções alheias, como Tenha Calma (Djavan), De Tanto Amor (Roberto e Erasmo Carlos) e Tabu (Gustavo Cerati).

O espetáculo terá uma forma dramatúrgica de se desenvolver. Integram a banda de Paulo Ho os músicos Guila (baixo e sintetizadores), Marcelo Vig (bateria e programações eletrônicas), Ricardo Rito (teclados) e Thiago Vivas (guitarra). Teremos as participações especiais de Alessandra Colasanti (atriz e performer), Ana Claudia Lomelino (Mãeana), Letícia Novaes (Letuce), Luana Carvalho (cantora, filha de Beth Carvalho) e Matheus Von Kruger (cantor). A direção musical é de Lucas Vasconcellos, cuja música Sobre a Violência estará no set list.

Guerra de Gorila (clipe)- Paulo Ho:

Ouça o CD Ex-Companheiro, de Paulo Ho, em streaming:

Baterista Fabinho Reis mostra o seu lado front man em Selfie

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Por Fabian Chacur

Durante anos, Fabinho Reis mostrou ao público seu talento e versatilidade como baterista, tocando com bandas e artistas de vários estilos musicais. Agora, chegou a vez de ele revelar seu lado cantor e compositor. Acaba de ser lançado pela via independente seu primeiro CD solo, Selfie, no qual ele solta a voz e mostra talento como autor de canções.

Divulgado por um belo clipe, Praça Bandeira, que já teve mais de 28 mil acessos no Youtube, Fabinho concilia a carreira solo como baterista free lancer e também integra a banda Aculia e o grupo de apoio do cantor e compositor mineiro Gabriel Guerra. Saiba mais sobre o disco e também sobre a carreira deste artista promissor em entrevista concedida a Mondo Pop via e-mail.

Mondo Pop- Gostaria que você falasse um pouco de sua atuação como baterista antes deste trabalho solo: com quem você tocou, gravou etc. Você estudou bateria, fale sobre a importância disso para a sua trajetória como músico.
Fabinho Reis– Meu interesse pela música foi por volta dos meus doze anos de idade, eu estudava violão, aos quinze comecei a me interessar pelos tambores. De lá pra cá eu tive contato com diversas bandas de garagem, todas com um repertório grande de músicas cover, o que muito me ajudou, pois passei pelo metal, rock, pagode, axé, até conhecer a MPB: foi aí que resolvi encarar o instrumento como minha profissão. Ficava completamente envolvido com a bateria quando ouvia Djavan, Gil, Marisa Monte, Milton Nascimento, queria tocar bateria igual aos bateristas deles, Carlos Bala, Jorginho Gomes, Neném e Lincoln Cheib, referências para nossa música brasileira.

Mondo Pop- E como foram esses anos iniciais?
Fabinho Reis
– Fui fazendo shows em bailes de formatura, casamentos, bares e aniversários de cidades como Poços de Caldas, na qual passei o maior tempo de minha vida, e por toda a região do sul de Minas. Em 2004, mudei-me para São Paulo continuando o mesmo trajeto, shows em pubs, formaturas… Como nos grandes centros as oportunidades são maiores, conheci muitos músicos que sempre me indicavam para outros trabalhos – foi assim que surgiu a oportunidade de trabalhar ao lado de Tico Santa Cruz (Detonautas), Egypcio (Tihuana), Eriberto Leão (ator da rede Globo), Digão (Raimundos), Borguetinho…

Mondo Pop- Com quem você está tocando atualmente?
Fabinho Reis
– Hoje eu sou baterista da Acullía, banda de rock com dois discos lançados e uma agenda de fazer inveja a muita banda de sucesso, com média de 15 a 18 shows mensais, a grande maioria em pubs de São Paulo, e também do Gabriel Guerra, músico também de Minas que vem despontando no cenário pop. Com Gabriel, tive a oportunidade de abrir shows do Capital Inicial, Roupa Nova, Jota Quest, Biquíni Cavadão, Nando Reis, Titãs etc.

Mondo Pop- No que o aprendizado formal te ajudou na música?
Fabinho Reis
– Bom, com relação ao estudo, desde os meus 18 anos comecei com professores em Poços de Caldas e me aperfeiçoei na faculdade, sou bacharel em música, e com professores de São Paulo. Na minha opinião, todos os músicos deveriam estudar instrumentos rítmicos, porque ajuda muito em um processo de criação, complementa as ideias; aliás, a música é um conjunto cujo estudo precisa caminhar junto: harmonia, melodia e ritmo.

Mondo Pop- Desde o seu início no meio musical a ideia era mesmo investir em uma carreira-solo como cantor, compositor e músico ou isso surgiu posteriormente, quando você já atuava como baterista?
Fabinho Reis
– Decidi que seria músico aos 15 anos quando comecei a tocar bateria, junto com a bateria, sempre toquei violão e escrevi músicas. A ideia sempre foi ter uma banda de músicas próprias, não imaginava que poderia eu mesmo lançar um disco de músicas inéditas e ainda mais como vocalista. O CD Selfie foi uma oportunidade que agarrei, mas que não imaginava.

Mondo Pop- Onde você nasceu e onde você foi criado? Qual a influência de sua cidade natal em sua vocação musical?
Fabinho Reis
– Sou natural de uma pequena cidade de Minas Gerais, Muzambinho, e morei uma boa parte da vida em Poços de Caldas. Minha influência maior vem do meu pai, José Maria Reis. Foi vendo ele tocar nas festinhas familiares que tudo começou, eu cantava com ele, fazíamos uma dupla, eu, muito menino de voz aguda, fazia a primeira voz e ele, a segunda… época muito boa! Não só a minha cidade natal, mas estar no estado de Minas contribuiu muito com a minha musicalidade. Acho que o músico mineiro tem uma sensibilidade diferente, aprendi muito ouvindo Milton Nascimento, Beto Guedes, 14 bis, Toninho Horta, todo o pessoal do movimento clube da esquina. Acho que foram estes os pilares para o que venho desenvolvendo musicalmente…

Mondo Pop- Fale um pouco de como foram as gravações do CD Selfie, e como foram escolhidos os músicos que tocam com você nele. E você, tocou outros instrumentos além da bateria e de cantar?
Fabinho Reis
– Olha, foi a primeira vez que entrei em um estúdio para gravar voz, uma experiência diferente e um pouco complicada, repeti a mesma música algumas vezes. Participei também das gravações de bateria e dos arranjos. O disco Selfie foi produzido pelo Leonardo Ramos (Supercombo), o que facilitou em vários aspectos, os músicos que participaram no disco foram convidados por ele, mas foram poucos, porque o próprio Léo foi o músico que mais gravou no disco! Foi um processo bem tranquilo.

Mondo Pop- Temos alguns exemplos bem bacanas de caras que começaram no meio musical como bateristas e depois se tornaram famosos também como cantores e compositores, tipo Phil Collins, Don Henley e Dave Grohl. Diga um pouco o tamanho da influência desses caras na sua trajetória.
Fabinho Reis
– Não diria influência, me inspirei na coragem e na atitude deles, temos músicos brasileiros que fazem isso muito bem também, Serginho Herval (Roupa Nova), Dom Paulinho… O contato com os músicos paulistanos e principalmente a Banda Acullía me ajudaram muito com isso, foi com o incentivo dos meus colegas de trabalho que resolvi cantar algumas músicas. O baterista é o cara que sempre fica escondido atrás de tambores, pratos e sair deste “escudo” e encarar o público como um front man requer muita coragem e atitude.

Mondo Pop- Como você define o seu estilo musical? Qual o caminho musical que você procurou desenvolver em Selfie?
Fabinho Reis
– Passei por muitas bandas, cada uma com um estilo diferente e, mesmo que elas não tivessem como um primeiro plano a música própria, eu compunha para elas, muitas vezes nem chegava a mostrar a composição para ninguém. Não elaborei e nem arquitetei o CD Selfie, ele emergiu com uma seleção que fiz de minhas músicas, sem rotular estilos, ritmos… Processo livre!

Mondo Pop- Em termos de letras, quais são os temas que mais te interessam, e que você desenvolveu neste disco?
Fabinho Reis
– Tenho uma queda por relações e por falar sobre o cotidiano.

Mondo Pop- Uma curiosidade: vários artistas, como você no caso do CD Selfie, costumam gravar os discos em estúdios brasileiros e fazer a masterização no exterior, especialmente nos EUA. Por quê? Ainda não seria possível fazer masterização no Brasil com grande qualidade, ou seria outra questão que envolve essa opção?
Fabinho Reis
– Acho que temos tecnologia e bons profissionais no ramo, não foi por falta de profissionais brasileiros ou de qualidade. Quando terminamos as gravações, um amigo me falou sobre o trabalho do Chris Hanzsek, que é americano. Pesquisei um pouco sobre ele e achei que seria muito válido deixar a master por conta de Chris. Trocamos alguns e-mails e ele foi muito atencioso e extremamente rápido, não tinha por que procurar outro.

Mondo Pop-O clipe de Praça Bandeira ficou muito legal. Como surgiu a ideia de gravar na região da Avenida Paulista com a cara pintada e distribuindo as rosas, e como foi essa experiência para você? A reação das pessoas te surpreendeu?
Fabinho Reis
– Eu queria um clipe sem atores ou algo programado, queria trabalhar com a reação das pessoas, sem ter nada combinado – foi aí que veio a ideia das rosas. A pintura no rosto foi uma intenção de existir um personagem, mas também uma forma de me esconder, de me sentir um pouco mais à vontade para sair pela paulista distribuindo rosas. Escolhi o coração de São Paulo para tocar o coração das pessoas. A região do Masp na Paulista é um local muito conhecido, por onde trafega todo tipo de pessoa.

Mondo Pop-Ainda sobre Praça Bandeira: temos nela a participação do rapper Mb2 Uclanos. Conte como surgiu a ideia de convidá-lo, de onde você o conhece, de onde ele é e como você avalia que ficou essa mistura entre o seu som e o dele.
Fabinho Reis
– Conheço o Mb2 Uclanos (Bebeto) de quando morava em Poços de Caldas. Quando fechamos o arranjo da música Praça Bandeira eu comentei com o Léo que ficaria muito bom se colocássemos um rap, mas eu não queria algo que falasse sobre política ou qualquer outro problema de que já estamos cansados de saber e de ver. Queria uma mensagem positiva, e foi assim que surgiu o Bebeto, ele entendeu direitinho, deu o recado muito bem dado. Comento com o Bebeto, “cara você salvou a minha música!” *risos*

Mondo Pop-Como serão os shows de divulgação do CD Selfie? Você irá tocar bateria neles, ou irá se dedicar mais aos vocais?
Fabinho Reis
– Nos shows eu tocarei violão, a bateria ficará a cargo de outro músico. Ainda não formatei tudo, não sei quem fará parte desta “festa”, talvez monte uma banda só de garotas. Estou trabalhando na divulgação do CD físico e mídias digitais e, para minha surpresa, está sendo bem aceito. Os shows que tenho feito atualmente são todos como baterista.

Veja o clipe de Praça Bandeira, de Fabinho Reis:

Cinepiano Tony Berchmans é atração de novo na Europa

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Por Fabian Chacur

Iniciado em 2010, o projeto Cinepiano Tony Berchmans se consolidou como um sucesso de proporções mundiais. Novamente ele vai à Europa, em temporada com seis datas que começou no último dia 29 de maio em Pisa, Itália, prosseguiu no dia 1º na Romênia e seguirá adiante neste sábado (4) em Arcos de Valderes, Portugal, dia 11 em Lisboa, Portugal (aqui, com direito a um workshop), dia 17 em Hexham, Inglaterra e será encerrada em Londres, Inglaterra, no dia 25.

Cinepiano é um belo tributo ao cinema mudo, período em que os filmes eram apresentados ao público com trilha sonora feita por músicos ao vivo. Tony Berchmans, ao piano, improvisa sons para cada ocasião/filme, valendo-se de temas musicais compostos por ele e também alguns trechos clássicos, sempre com a preocupação primordial de não perder a sincronia com as imagens. Os estilos musicais utilizados são costumeiramente o ragtime, o jazz tradicional e outros estilos típicos daqueles anos iniciais do século 20.

Os filmes acompanhados por Berchmans variam a cada apresentação, sendo que estão na atual programação uma homenagem a Alfred Hitchcock e o clássico Nosferatu, de Murnau. A ligação dele com o cinema é antiga, sendo que em seu currículo temos o livro A Música do Filme- Tudo o Que Você Gostaria de Saber Sobre a Música do Cinema.

Berchman é um pianista, compositor e cinéfilo brasileiro radicado em São Paulo que atua desde 1992 no cenário musical, criando e produzindo sons para rádio, TV, cinema e internet. Em 2007, foi o curador do badalado evento Música Em Cinema- 1º Encontro Internacional de Música de Cinema, realizado no Rio e com a presença dos consagrados Ennio Morricone e Gustavo Santaolalla.

Saiba mais sobre Cinepiano- Tony Berchmans:

Cinepiano Tony Berchmans- Cops (clipe):

Cinepiano Tour 2012- Trechos:

Soundscape Big Band toca no Teatro Commune, São Paulo

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Por Fabian Chacur

Toda Segunda é Dia de Big Band é um projeto muito interessante que abre espaços para que bandas com trabalhos consistentes e instigantes possam se apresentar em São Paulo, onde os espaços para esse tipo de formação não são dos maiores. Nesta segunda (6) às 21h, a atração será a Soundscape Big Band, e o local, o Teatro Commune (rua da Consolação, nº 1.218- Consolação-S.P. fone 0xx11-3476), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira).

Na estrada desde 1999, a Soundscape Big Band investe na estrutura básica de cinco saxofones, quatro trombones, quatro trompetes, baixo acústico, bateria, piano e guitarra. Na sua escalação, músicos experientes que já tocaram com celebridades musicais do naipe de Ivan Lins, Tom Jobim, Lionel Hampton Orchestra, Lee Konitz, Milton Nascimento, João Bosco etc. Eles tocam arranjos e composições de diferentes sonoridades e texturas do jazz contemporâneo.

Em seu currículo, a big band tem os CDs Maybe September (2001),Uncle Charles (2007) e Cores Vol.1 (2011). Seu mais recente trabalho é Paisagens Sonoras. Eis a sua escalação:

Saxofones:
Josué dos Santos (líder) – sax alto/soprano/flauta/flauta alto.
Samuel Pompeo: sax alto/flauta/clarinete baixo.
Vitor Alcântara: sax tenor/soprano/flauta/sax alto.
Jefferson Rodrigues: sax tenor/flauta
Carlos Alberto Alcântara: sax tenor/flauta. (convidado especial)
Luiz Neto: sax barítono/flauta.

Trompetes:
Junior Galante (líder)
Daniel D’Alcântara
Sidmar Vieira
Paulo Jordäo

Trombones:
Paulo Malheiros Jr (líder)
Jorge Neto
Marcelo Boim
Jaziel Gomes – trombone baixo.

Guitarra: Djalma Lima.
Piano: Edson Sant’anna.
Baixo acústico: Bruno Migotto.
Bateria: Cuca Teixeira

Paisagens Sonoras– Soundscape Big Band:

Almirante Nelson– Soundscape Big Band:

Naked Soul– Soundscape Big Band:

Richie Sambora fará 2 shows em São Paulo com Orianthi

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Por Fabian Chacur

Richie Sambora se apresentou ao vivo pela primeira vez no Brasil em 1990, com duas performances no Hollywood Rock Festival. Desde então, ele voltou algumas vezes, sempre com o grupo que o tornou conhecido mundialmente, o Bon Jovi. Em julho, seus fãs tupiniquins poderão rever o guitarrista e vocalista americano, mas desta vez em carreira solo. Ou melhor, em dupla com outra guitarrista e vocalista, a australiana Orianthi. Um casal muito competente.

A dupla Sambora/Orianthi será a principal atração do Samsung Best Of Blues Festival. Estão programadas duas apresentações em Sampa City, uma no dia 8/7 no Tom Brasil (os ingressos começarão a ser vendidos em breve) e outra gratuita no Parque do Ibirapuera no dia 10 de julho. Os shows mostrarão aos brasileiros uma nova fase na carreira do músico, que saiu do Bon Jovi em 2013, após 30 anos e mais de 130 milhões de discos vendidos mundo afora.

Na verdade, Richie Sambora já tinha uma carreira-solo que levava de forma paralela. O primeiro disco nesse formato, Stranger In This Town, saiu em 1991, e contou com a participação de Eric Clapton. Undiscovered Soul (1998) e Aftermath Of The Lowdown (2012) foram as suas outras incursões individuais até o momento. Ele também regravou em 1990 a música The Wind Cries Mary, de Jimi Hendrix, para a trilha do filme The Adventures Of Ford Fairlane.

No Reveillon de 2014, Mr.Sambora conheceu Orianthi durante uma jam session, e a semente para uma dobradinha no mundo da música e também no afetivo surgiu ali mesmo. Os primeiros shows em dupla começaram naquele mesmo 2014, com direito a passagem pelo enorme Download Festival. Eles estão gravando o primeiro álbum, com participações confirmadas de Darryl Jones (baixista dos Rolling Stones) e William Calhoun (baterista do Living Colour), sendo que os nomes de Buddy Guy e Stevie Wonder também estão sendo especulados.

Para quem não tem a menor ideia de quem seja a parceira atual de Richie Sambora, lá vai uma biografia resumida da moça. Orianthi Panagaris nasceu em Adelaide, Austrália, em 22 de janeiro de 1985, filha de uma família de origem grega. Começou a tocar com apens seis anos de idade. Aos 11 aninhos, seu pai a levou para ver um show de Carlos Santana, e a jovem loirinha não só ficou encantada com o músico como decidiu ser guitarrista profissional ali mesmo.

Quando Santana voltou a tocar na Austrália, Orianthi tinha 18 anos, e ali foi a vez de o astro mexicano ouvir a moça tocar e ficar encantado, a ponto de ela ter participado de seu show. A cantora e guitarrista lançou dois CDs independentes, Under The Influence e Violet Journey, e em 2006 se mudou para os EUA no final de 2006, sendo contratada pela Geffen Records (hoje selo da Universal Music).

Na terra de Barack Obama, foi contratada para ser a guitarrista da estrela pop Carrie Underwood. Ao participar da cerimônia do Grammy em 2009 com a cantora, foi vista por Michael Jackson, que não demorou a convidá-la para entrar em sua banda. Orianthi ensaiou por meses com o Rei do Pop, mas a turnê nunca se concretizou, pois o autor de Billie Jean morreu em 25 de junho de 2009. Ela, no entanto, tem presença importante no filme This Is It, que registra exatamente essa fase de preparação da turnê tristemente abortada.

Nesse mesmo 2009, Orianthi lançou o álbum Believe, do qual faz parte o hit According To You. Em 2011, ela entrou na banda de Alice Cooper, com quem tocou até 2014, participando de duas turnês mundiais. Em seu currículo, também constam trabalhos com Carlos Santana, Steve Vai, Michael Bolton, Prince, ZZ Top, Adam Lambert, John Mayer e Dave Stewart (com quem gravou o álbum Heaven In This Hell em 2013).

Em entrevista concedida em fevereiro de 2016 antes de uma cerimônia de premiação da Billboard, Richie Sambora definiu de forma bem-humorada seu trabalho com Orianthi como “Sonny & Cher com esteroides”. Fica a curiosidade para conferir ao vivo o show deles, e também em breve como soará esse CD da dupla. Será que Jon Bon Jovi irá curtir? Aguardem as cenas dos próximos capítulos!

I Got You Babe– Richie Sambora & Orianthi (trecho):

Richie Sambora e Orianthi em uma loja de guitarras raras (Norman’s Rare Guitars-Tarzana-California):

Richie Sambora – Orianthi – Stranger in this town live Download festival 2014:

Kaiser Chiefs é o destaque do 8º festival da Cultura Inglesa

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Por Fabian Chacur

Mantendo a tradição firmada nos últimos anos de sempre oferecer atrações britânicas bacanas ao público paulistano, o Cultura Inglesa Festival trará a consagrada banda Kaiser Chiefs a São Paulo. O grupo fará o show de encerramento da 20ª edição do evento, que será realizado de 26 de maio a 12 de junho, em vários locais. O quinteto tocará no Memorial da América Latina no dia 12 de junho, e os ingressos gratuitos devem ser retirados com antecedência a partir do dia 26 de maio. Saiba mais aqui.

Em termos musicais o Cultura Inglesa Festival tem proporcionado apresentações de bandas e artistas importantes e de muito sucesso entre os fãs de pop e rock. Já marcaram presença por aqui com a chancela do evento Johnny Marr, The Jesus And Mary Chain, The Magic Numbers, Kate Nash, Franz Ferdinand e Gang Of Four. Este ano, completam o time no Memorial as bandas nacionais Staff Only e Finger Hooks, ambas relacionadas com a escola de inglês.

A programação do Cultura Inglesa Festival vai além de “apenas” música, e também engloba artes visuais, cinema, dança, teatro e eventos dedicados ao público infantil. Tudo gratuito. No Centro Cultural São Paulo, por exemplo, teremos de 26/5 a 12/6 o British Invasion Experience, no qual vários aspectos daquele fenômeno da década de 1960 serão representados de forma criativa e lúdica.

Na ativa desde 2000, o Kaiser Chiefs surgiu em Leeds. Seu primeiro álbum, Employment, saiu em 2005, emplacando hits como Everyday I Love You Less And Less e I Predict a Riot. Desde então, firmaram-se no cenário rocker com um som vigoroso e pra cima. Education, Education, Education & War (2014) é seu trabalho mais recente. Eles já tocaram com sucesso anteriormente no Brasil, no festival Lollapalooza Brasil 2013 e abrindo para os Foo Fighters em 2015.

Everyday I Love You Less And Less– Kaiser Chiefs:

I Predict a Riot– Kaiser Chiefs:

Ruby– Kaiser Chiefs:

John Pizzarelli volta ao Brasil com tributo a Paul McCartney

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Por Fabian Chacur

De bobo, Paul McCartney nunca teve nada (afora aquela negociação pelos direitos das músicas dos Beatles nos anos 1980, mas isso é exceção, não regra). Em maio de 2014, ele mandou uma carta ao genial jazzista John Pizzarelli sugerindo ao amigo, que participou de seu CD Kisses On The Bottom, que fizesse um álbum só com obras de McCartney. E o cara topou. Ele voltará a São Paulo no dia 12 de junho no Teatro Bradesco para show no qual vai mostrar o resultado, o CD Midnight McCartney.

Midnight McCartney, lançado no exterior em setembro de 2015 pelo selo Concord, é uma verdadeira aula de como reler um repertório de alta qualidade com personalidade e estilo. Uma delícia de disco, com brilhantes e suaves versões de maravilhas como No More Lonely Nights, Heart Of The Country, Maybe I’m Amazed e With a Little Luck, entre outras pérolas bem selecionadas da discografia pós-Beatles do Macca.

O bacana é que o repertório mescla músicas mais conhecidas, como My Love, com outras mais, digamos assim, “obscuras”, como a incrivelmente jazzy Heart Of The Country, do maravilhoso CD Ram (1971), Some People Never Know (1971), do primeiro álbum dos Wings (Wild Life) ou mesmo Wonderful Christmas Time, canção natalina lançada no formato single em 1979, ou até uma inesperada versão instrumental de Hi Hi Hi, single de 1972. Simplesmente incrível. E Michael McDonald (ex-Doobie Brothers) participa com categoria de Coming Up.

John Pizzarelli (voz e guitarra) será acompanhado pelos excelentes Martin Pizzarelli (seu irmão,baixo acústico),Kevin Kanner (bateria) e Konrad Paszkudziki (piano). No repertório, é muito provável que ele também inclua faixas de outro álbum relacionado a este, Meets The Beatles (1998), no qual releu com categoria clássicos dos Beatles como Can’t Buy Me Love, For No One, Get Back e Oh Darling.

Nascido em 6 de abril de 1960, John é filho do renomado guitarrista de jazz Bucky Pizzarelli, e nos seus mais de 30 anos de carreira consolidou-se como grande intérprete de standards e também de composições de autores fora do universo do jazz, como Joni Mitchell, Neil Young, Tom Jobim e a dupla Lennon & McCartney. Ele abriu shows para Frank Sinatra em 1993, e gravou dois CDs em homenagem a seu grande ídolo, o saudoso Nat King Cole.

John Pizzarelli- show Midnight McCartney– dia 12 de junho de 2016 (domingo) às 20h. Local: Teatro Bradesco (rua Palestra Itália, nº500- 3º piso- Bourbon Shopping- SP- www.teatrobradesco.com.br). Os ingressos custam de R$ 80,00 a R$ 280,00.

Ouça músicas de Midnight McCartney:

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