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Foreigner lança álbum ao vivo gravado em Londres em 1978

foreigner live at the rainbow '78-400x

Por Fabian Chacur

Em 27 de abril de 1978, o grupo Foreigner subiu ao palco do lendário Rainbow Theatre em Londres para encarar uma casa cheia. E não era para menos. Seu autointitulado álbum de estreia, lançado em março de 1977, atingiu o 3º lugar na parada americana e rapidamente os impulsionou na cena do hard rock melódico mundial. Naquele dia, os caras fizeram um show repleto de energia e competência, que só agora pode ser conferido em registro oficial. Trata-se de Live At The Rainbow ’78, que a Warner Music está lançando no Brasil em CD e também disponibilizando nas plataformas digitais.

Tudo começou em 1976, quando o experiente músico inglês Mick Jones (guitarra, teclados, backing vocals), ex-integrante do Spooky Tooth e da banda de apoio de Leslie West (ex-Mountain) se viu desempregado. Incentivado por um empresário, resolveu montar um novo time, com os conterrâneos Ian McDonald (guitarras, teclados, sax, flauta, backing vocals, ex-integrante do King Crimson) e Dennis Elliott (bateria, backing vocals).

Logo a seguir, entraram no time os americanos Al Greenwood (teclados, sintetizador) e Ed Gagliardi (baixo, backing vocals). Só faltava o vocalista, que quase foi o ótimo Ian Lloyd, ex-Stories (do hit Brother Louie). Depois de dezenas de testes, Mick Jones se lembrou do LP da banda ianque Black Sheep que ganhou de seu cantor, um certo Lou Gramm anos antes. Finalmente ele o pôs na vitrola, e gostou do que ouviu. Resultado: outro americano na banda.

A química deu tão certo que o Foreigner (forasteiro em inglês, nome bem adequado para os britânicos do time) arrebentou em termos comerciais logo com seu primeiro álbum. E foi para divulgar este trabalho que o então sexteto foi a Londres. Tanto que o repertório do show e incluído em Live At The Rainbow ’78 traz as dez faixas desse LP, além de duas do álbum que eles lançariam em junho de 1978, Hot Blooded e Double Vision (esta, a faixa-título).

O repertório é uma verdadeira aula de hard rock melódico, com direito a teclados com pitadas progressivas, backing vocals impecáveis e alguma coisinha de Free, Bad Company e Beatles. A partir dali, o Foreigner teve algumas mudanças em sua escalação e atingiu seu auge em termos de popularidade na metade dos anos 1980, com hits românticos como Waiting For a Girl Like You e I Want To Know What Love Is, vendendo em torno de 80 milhões de discos.

Eis as faixas de Live At The Rainbow ‘78:

Long, Long Way From Home
I Need You
Woman Oh Woman
Hot Blooded
The Damage Is Done
Cold As Ice
Starrider
Double Vision
Feels Like The First Time
Fool For You Anyway
At War With The World
Headknocker

Cold As Ice (live)- Foreigner:

Coletânea resume trajetória do Big Audio Dynamite

Big+Audio+DynamitePor Fabian Chacur

Após ter sido demitido em 1984 do grupo que ajudou a fundar, o lendário The Clash, o cantor, compositor e guitarrista inglês Mick Jones resolveu ir fundo em novas experiências musicais. Unindo-se ao diretor de documentários de rock e DJ Don Letts, e com um elenco de músicos, montou um novo projeto, o Big Audio Dynamite (o BAD). A banda durou dez anos, e foi uma das pioneiras na mistura de rock, música eletrônica, samplers de áudios de trechos de filmes e dance music. Acaba de sair no Brasil, e a preço bem acessível, a coletânea The Best Of Big Audio Dynamite, que faz um resumo bem competente do que de melhor os caras gravaram, com 15 músicas.

Do disco de estreia, o excelente This Is Big Audio Dynamite (1985), foram selecionados quatro clássicos. E=MC2 inclui falas de Mick Jagger extraídas do filme Performance, e tem uma batida rapidinha deliciosa. Medicine Show inclui falas de Clint Eastwood no célebre faroeste A Fistful Of Dollars, e possui um clima hipnótico. The Bottom Line é empolgante e bem eletrônica, enquanto Bad é funkeada. Em todas, temos o vocal maneiro e a guitarra sempre personalizada e minimalista de Mick Jones.

Das três faixas extraídas de No. 10 Upping Street (1986), a melhor é V Thirteen, bem rocker e improvável parceria de Jones com Joe Strummer, ex-colega do Clash que há apenas dois anos o havia expulso de lá. Coisas da vida. Aliás, a dupla também assinou, no mesmo CD, a boa e pesada Sightsee MC!, incluída nesta compilação. Vale lembrar que o BAD tocou no Brasil em 1987, com ótima repercussão de público e crítica. Eu estava lá! Eles tocaram no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo.

Dos medianos Tighten Up-Vol.88 (1988) e Megatop Phoenix (1989), foram escolhidas cinco faixas. A melhor é James Brown, homenagem ao rei do funk repleta de citações de músicas do saudoso mestre.

Em 1990, Don Letts e os outros músicos saíram do BAD, e Mick Jones seguiu em frente. O álbum The Globe (1991), que inaugura esse novo período, é bem legal, e traz dois petardos, ambos incluídos nesta compilação. Rush, fusão perfeita de rock básico, latinidade, funk e eletrônica (inclui sampler de Baba O’Riley, do The Who), estourou nos EUA, enquanto The Globe tem como base rítmica sampler de Should I Stay Or Should I Go, do Clash.

High Power (1994) e F-Punk (1995) foram os dois últimos lançamentos do BAD, e apenas uma música do primeiro entrou na compilação, a bem bacana Looking For a Song. Depois, Mick Jones resolveu partir para a carreira solo, e em 2002, montou o grupo Carbon/Silicon ao lado do ex-Sigue Sigue Sputnik/Generation X/Sisters Of Mercy (ufa!) Tony James, com quem já lançou alguns CDs. The Best Of Big Audio Dynamite é indispensável para fãs do pop/rock dos anos 80, e certamente ajudará a agitar sua festa temática.

Confira o videoclipe de Medicine Show:

http://www.youtube.com/watch?v=crjgjKp7Eao

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