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Suzanne Vega lança novo CD em fevereiro

Por Fabian Chacur

Já tem datas marcadas para chegar ao mercado fonográfico o novo álbum de Suzanne Vega. Tales From The Realm Of The Queen Of Pentacles sairá na Europa e resto do mundo no dia 2 de fevereiro de 2014, enquanto os americanos terão acesso ao álbum no dia 18 de fevereiro de 2014. Será o primeiro trabalho só com faixas inéditas da autora de Luka desde Beauty And Crime, de 2007 (saiu aqui pela EMI).

A grande novidade do CD fica por conta da faixa Don’t Uncork What You Can’t Contain, que conta com um sampler de Candy Shop, de 50 Cent. Ela já teve sua faixa Tom’s Dinner sampleada por inúmeros artistas, mas nunca havia se valido desse recurso em uma de suas canções. O resultado ficou muito interessante, gerando a mistura entre folk e hip hop. Essa é a primeira música de trabalho nos EUA.

No Reino Unido, Fool’s Complaint inaugurou a divulgação do novo trabalho da cantora, compositora e musicista americana, enquanto na França essa missão ficou a cargo de I Never Wear White. Participam do CD músicos como Tony Levin, Sterling Campbell, Larry Campbell, Gail Ann Dorsey, Mike Visceglia, Doug Yowell e Jay Bellerose, entre outros.

A nova turnê de Suzanne Vega terá início no dia 30 de janeiro em Manchester, Inglaterra, e tem até o momento a confirmação de 21 datas que serão realizadas no Reino Unido, França, Alemanha, Austrália e EUA até o dia 20 de abril. Infelizmente, nada se fala em novos shows dela por aqui. Vale lembrar que a excelente artista já se apresentou no Brasil em 1997, com ótimo desempenho. Em São Paulo, o local do show foi o extinto Palace.

Don’t Uncork What You Can’t Contain, com Suzanne Vega, ao vivo na Rússia:

Suzanne Vega relê composições com classe

Por Fabian Chacur

Em 2010, Suzanne Vega iniciou o projeto Close-Up, no qual pretendia reler, em quatro volumes temáticos, canções gravadas originalmente por ela em seus álbuns lançados entre 1985 e 2007, com direito a algumas inéditas. Leia sobre os volumes anteriores da série aqui e aqui.

A série chega ao final com Vol.4-Songs Of Family, que inclui o maior número de faixas inéditas do pacote, quatro, além de dez de álbuns lançados pela cantora, compositora e violonista americana entre 1990 e 2007. O álbum é provavelmente o mais folk do quarteto, ao menos na opinião da própria artista.

Na minha, trata-se de mais um álbum delicioso de se ouvir, com direito à voz suave e sempre bem colocada de Suzanne, seu violão fluente em primeiro plano e um acompanhamento instrumental conciso e esparso, com direito a momentos do tipo “voice and guitar only” simplesmente certeiros por parte da autora de Luka.

As inéditas são Ludlow Street, Brother Mine, The Silver Lady e Daddy Is White, boa parte delas integrante da primeira fornada de composições de Miss Vega, e tão boas como as que a consagrariam. A moça começou no ofício de compor já com munição de alto calibre.

Quer saber? Ouvir um álbum de Suzanne Vega é bom antídoto contra a mesmice e a agressividade do mundo atual, que às vezes coloca a gente no paredão da irritação, prestes a estourar e a xingar meu lôro de urubu. Um som delicado, agradável e extremamente bem construído. Genial! O que muitas seguidoras atuais do folk seriam, se tivessem talento…

Em tempo: sai na Europa no dia 18 deste mês mais um álbum de Suzanne Vega. Novamente é composto por releituras de suas principais canções, desta vez em gravações ao vivo. O álbum duplo é intitulado Solitude Standing: Live On Barbican, e foi registrado em Londres no mesmo teatro que viu a volta dos Mutantes em 2006. Espero que saia por aqui.

Waters Of March (Águas de Março), com Suzanne Vega e Stacey Kent, ao vivo:

– Tired Of Sleeping (ao vivo) – Suzanne Vega:

Citibank Hall (antigo Palace) fechará em março

Por Fabian Chacur

O Citibank Hall, casa de shows localizada em São Paulo que durante anos foi conhecida pelo nome Palace, anunciou através de sua assessoria de imprensa que irá fechar no dia 1º de março, após 29 anos de atividades.

A razão alegada pela empresa Time For Fun, que administrava o local há sete anos, é que o contrato de aluguel daquele espaço, pertencente à Associação Brasileira de Educação e Assistência (Abea), venceu em 2008 e não foi renovado, sendo que não houve acordo entre as partes.

A mesma nota não descarta a possibilidade de, no futuro, ser construído um novo local de shows no empreendimento comercial que dever ser erguido no local, um dos mais valorizados de São Paulo.

O antigo Palace teve sua inauguração ocorrida em 1983 na avenida Jamaris, 213, Moema, com um show de Roberto Carlos. A casa era alardeada como a primeira em São Paulo a ser construída especialmente para abrigar shows.

Tive a oportunidade de ver shows inesquecíveis naquele lugar, entre os quais destaco os de Steve Winwood (FOTO), Lou Reed, Suzanne Vega, Cazuza, Caetano Veloso, Ivan Lins e Orquestra Imperial.

O Palace viveu o seu auge entre os anos 80 e 90, perdendo espaço a partir daí com o surgimento de casas maiores como o Credicard Hall, Via Funchal e HSBC Brasil. No entanto, continuou sendo um dos locais mais agradáveis para se ver e ouvir música. Vai fazer falta…

Ouça Arc of a Diver, com Steve Winwood:

Suzanne Vega relê canções em States Of Being

Por Fabian Chacur

Em 2010, Suzanne Vega resolveu reler canções extraídas dos sete álbuns de estúdio lançados por ela entre 1985 e 2007, incluindo no meio uma ou outra canção inédita. O projeto intitula-se Close-Up, e prevê quatro CDs.

A cantora, compositora e musicista americana dividiu o repertório dos álbuns de forma temática. Vol.1, Love Songs e Vol.2, Peoples & Places já foram resenhados aqui.

Agora, é a vez de Close-Up Vol.3, States Of Being, sendo que o último da série, Songs Of Family, deverá chegar às lojas em 2012.

Em formato predominantemente acústico, com espaços para instrumentos elétricos e cordas em alguns momentos, Suzanne realça o violão acústico e sua belíssima voz, que continua com a doçura e introspecção dos anos 80, além de enfatizar as sempre profundas letras.

Ela define o repertório de States Of Being como músicas com uma abordagem mais introspectiva, ou “the freakier side of my songwriting” (o lado mais pirado da minha obra como compositora”).

As músicas, só para variar, são maravilhosas, com destaque para as sensacionais Solitude Standing, Blood Makes Noise (a mais elétrica do CD, embora mais intimista em relação à gravação original de 1992), Last Years Troubles e Cracking.

Bem longe de um projeto preguiçoso de revisitação de obras passadas, a série Close-Up serve como bom exemplo de como um artista pode mergulhar no seu passado sem soar saudosista ou desprovido de novas ideias.

Veja o clipe da versão original de Blood Makes Noise:

Suzanne Vega em um exercício de estilo

Por Fabian Chacur

A canção Luka, lançada em 1987 como parte do álbum Solitude Standing, tornou a cantora, compositora e violonista americana Suzanne Vega conhecida mundialmente. Um CD maravilhoso, o segundo de sua discografia, que havia começado dois anos antes com um trabalho autointitulado do qual fazia parte a charmosa Marlene On The Wall.

Em termos comerciais, Miss Vega nunca mais teve nada tão potente como esse álbum antológico. No máximo, quem sabe, a música Caramel, espécie de bossa nova pop incluída na trilha do simpático filme Feito Cães e Gatos (1996), com Umma Thurman e Janeane Garofalo.

Vendas à parte, a moça continuou lançando obras relevantes, e durante os anos 90 investiu em uma interessante e ousada fusão de sua folk music com o experimentalismo eletro-industrial do tecladista e produtor Mitchell Froom, com o qual foi casado.

Seu show no antigo Palace (hoje CitiBank Hall, em São Paulo), em 1998, foi antológico, com essa dualidade eletrônica/acústica muito bem resolvida.

Na década que está indo para o saco, ela voltou ao formato folk-pop e se manteve longe dos charts. Seu novo trabalho é, na verdade, uma volta ao passado. Trata-se de Close-Up, que reunirá em quatro álbuns temáticos releituras de canções dos seus álbuns. O primeiro acaba de sair no Brasil. pelo novo selo Lab344.

Close-Up Vol.1 Love Songs nos oferece 12 canções de temática romântica, nas quais sua voz e violão predominam, com intervenções delicadas e sutis dos músicos Gerry Leonard (guitarra) e Michael Visceglia (baixo).

A voz de Suzanne continua doce e hipnótica, com um jeitão de carochinha pop, contando histórias nem sempre felizes, mas interessantes e dignas de uma trovadora urbana (às vezes, nem tanto).

As músicas não diferem muito dos arranjos originais, mas os arranjos mais despidos destacam a voz e o violão, sem nunca nos deixar cair no marasmo ou no bocejo que às vezes esse formato proporciona.

O repertório mistura canções mais famosas como Caramel, Marlene On The Wall, Gypsy e Stockings com outras tão legais como, entre elas Small Blue Thing, (If You Were) In My Movie e Songs In Red And Gray.

Close-Up pode ser considerado um projeto preguiçoso por repetir canções antigas sem grande inovação, um exercício de estilo de uma artista buscando novos rumos ou simplesmente uma deliciosa releitura de músicas maravilhosas feita de forma despretensiosa e quente. Fico com a última alternativa.

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