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Higher mostra o heavy metal diferenciado em seu 1º CD

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Por Fabian Chacur

Cezar Giraldi (vocal) e Gustavo Scaranelo (guitarra) tiveram sua primeira experiência com o heavy metal em 1995, com a efêmera banda Second Heaven, que durou apenas dois anos e nem chegou a gravar. Ali, no entanto, estava a semente do que viria a ser o seu projeto atual, o grupo Higher, cujo primeiro CD, autointitulado, acaba de sair pela via independente. Valeu a espera.

Entre os dois projetos, os músicos se dedicaram com sucesso a outros estilos musicais, com ênfase no jazz e na música instrumental, além de também estudarem música de forma acadêmica. Com grande embasamento técnico, os amigos resolveram reativar sua veia heavy, aproveitando o ganho de conhecimento, mas sem perder o entusiasmo e a energia daqueles anos iniciais.

Como forma de conseguirem concretizar a nova encarnação de seu sonho metálico, convidaram dois outros músicos experientes e talentosos, o baixista chileno Andrés Zuniga e o baterista Pedro Rezende, também com background musical abrangente e consistente. O time acabou dando forte liga, como podemos conferir nesse mais do que promissor álbum de estreia.

O quarteto soube utilizar de forma inteligente seus pontos fortes, sem no entanto exagerar na dose. Scaranelo se vale de riffs e solos de forma cerebral, esbanjando variações de andamento, escalas e intensidade, com muita técnica e boas doses de energia embutidas, gerando uma performance própria e sem cair no tecnicismo puro.

Giraldi canta bem e com a potência necessária para uma banda típica de heavy rock, e também foge dos clichês, dando a cada música a dose de força necessária. Como cada música da banda costuma apresentar diversas variações de andamento, o entrosamento da cozinha rítmica Zuniga/Rezende se mostra perfeito para não permitir falhas.

O resultado dessa somatória de talentos é um álbum conciso, diversificado e no qual realmente não dá para se cravar um único estilo de heavy metal como o seguido por eles, pois temos aqui elementos de muitas vertentes do gênero, além de sutis pitadas de jazz, experimentalismo e o que mais pintar. Épico, intenso, elaborado, é um heavy próprio e com personalidade.

Outro diferencial fica por conta das excelentes letras, sempre enfatizando elementos positivos e de incentivo aos fãs no intuito de desenvolverem suas potencialidades, sem medo dos desafios que a vida nos impõe diariamente. Prova de que o estilo não precisa de temas “satânicos” para ter letras que rendam a mil por cento.

Higher, o álbum, conta com nove ótimas faixas, das quais se destacam Keep Me High, Climb The Hill, Time To Change, The Sign e Lie. Tipo do trabalho que você ouve várias vezes e vai descobrindo mais sutilezas aqui e ali, tal o capricho dos músicos e da produção do experiente Thiago Bianchi (Shaman, Noturnall). Eis uma banda que oferece muito para quem curte heavy rock sólido, criativo e livre de amarras.

Keep Me High (lyric video)- Higher:

Novo CD do Maroon 5 é aula de pop rock simples e direto

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Por Fabian Chacur

Desde o seu estouro com o álbum de estreia, Songs About Jane (2003), a banda americana Maroon 5 conseguiu se firmar no cenário da música pop graças a um trabalho despretensioso, bem construído e sem vanguardismos ou intenções mais profundas. Seu novo álbum, V, que acaba de sair no Brasil via Universal Music, é a nova prova de sua eficiência.

As armas do grupo ianque são o vocal e o carisma do também guitarrista-base Adam Levine, e a competência de seus músicos, cuja escalação atual inclui Mickey Madden (baixo), Matt Flynn (bateria), James Valentine (guitarra), Jesse Carmichael (teclados, de volta após rápida saída em 2012) e PJ Morton (teclados). Um ótimo time, que provou sua competência em shows ao vivo no Brasil.

Com produção novamente a cargo do experiente Max Martin, conhecido por seus trabalhos com Backstreet Boys, Britney Spears, N Sync, Katy Perry e Taylor Swift, o grupo não largou mão de sua mistura de rock, soul, rhythm and blues e pop, investindo em um repertório repleto de canções grudentas que escapam do banal.

Levine, que desde 2011 se tornou um dos coachs (treinadores) da versão americana do reality show musical The Voice e ficou ainda mais popular, sabe se valer do falsete como elemento de diferencial vocal, e aos 35 anos de idade se mostra em plena maturidade artística, com boas interpretações e muito bom gosto.

V é daqueles álbuns para você ouvir de ponta a ponta. Não traz inovações e não tenta ser um novo Sgt Pepper’s, mas dá ao ouvinte uma sensação gostosa de bom entretenimento e alto astral, variando entre canções dançantes como Maps, Animals e a deliciosa Sugar a baladas matadoras como My Heart Is Open (dueto com Gwen Stefani, do grupo No Doubt) e a fantástica Lost Stars, uma das três faixas-bônus da Deluxe Edition do CD.

Outro momento excelente do álbum é a ótima releitura de Sex And Candy, único hit (em 1998) do hoje esquecido grupo americano Marcy Playground, que com o Maroon 5 tem tudo para voltar às paradas de sucesso. Quer ouvir um CD pop, descontraído, consistente e sem medo de ser feliz? Esse V aqui é uma boa dica.

Sugar– Maroon 5:

Sex And Candy– Maroon 5:

Banda Hai Kai mostra seu som roqueiro em No Seu Jardim

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Por Fabian Chacur

A banda Hai Kai é integrada pelas irmãs Tetê Braga (vocal), Renata Braga (baixo) e Cacau Braga (bateria) e por Lucas Iessi (guitarra). Há alguns anos na estrada, vai se consolidando como uma das boas novidades do rock brasileiro da atualidade.

Tendo como base a cidade paulista de Sorocaba, o quarteto aposta em um rock ágil, bom de se ouvir e que não abre mão de letras bacanas, melodias interessantes e ritmos sacudidos.

Com o seu novo CD, No Seu Jardim, lançado pela via independente, a Hai Kai tem tudo para ampliar ainda mais seus horizontes em termos de reconhecimento perante fãs e imprensa. Em entrevista exclusiva concedida ao Mondo Pop via e-mail, seus integrantes nos dão detalhes sobre carreira, CD etc.

Mondo Pop- A banda Hai Kai foi criada em Sorocaba (SP). Como foi que o Lucas entrou no time? Ele é de lá? Ou conheceu a Renata na Unicamp e depois entrou no time?
Tetê Braga– A banda se formou em 2000 aqui em Sorocaba, e o Lucas estudava na minha classe de ensino médio. Nós começamos a tocar primeiramente somente as irmãs, e depois ele entrou e fechou o time. A Unicamp foi mesmo uma consequência da banda para o Lucas e para a Renata, foi um aprimoramento para ambos.

O CD do Hai Kai é bastante centrado nas canções, uma espécie de “rock and roll de canções”, pois todos os integrantes colocam suas energias em torno delas, sem estrelismos. Essa foi a minha impressão ao ouvir o disco. Bate com o conceito de vocês?
Tetê Braga– Sim, todos participam ativamente da composição e arranjo das músicas, cada um contribuindo com o que faz de melhor. Eu adoro criar melodias, a Rê também, a Cacau faz muitas das letras, sozinha e comigo também. Os textos dela renderam até uma comenda! O Lucas é o cara dos arranjos e produção musical.

Como foi selecionado o repertório do CD? As músicas são todas recentes ou tem origem mais antiga? E como funciona o processo de composição de vocês, já que todas as músicas são assinadas de forma coletiva?
Cacau Braga– O CD tem algumas músicas mais antigas que ganharam arranjos novos e a produção do Lucas, mas a maioria é nova. Realmente assinamos todas as músicas, pois nenhuma delas foi feita exclusivamente por um integrante só. Entendemos que, sem a contribuição dos outros, as músicas não seriam as mesmas.

O som da banda é uma mistura do rock dos anos 70 com elementos do rock atual. Quais são as principais influências que vocês sentem existir em seu som?
Cacau Braga– Não sabemos se isso acabou existindo no nosso som, mas nossas influências pessoais são muitos artistas dos anos 70 mesmo. Nós gostamos dos solos de guitarra do Led Zeppelin, Pink Floyd e também gostamos dos arranjos dos Beatles e das melodias de todos eles. Também escutamos muitos artistas que estão na ativa hoje, mas não muito guiados pelas rádios. Estamos sempre em busca de novos sons.

Vocês realizaram há pouco uma turnê pelo Canadá. Como foi essa experiência? Quantos shows, onde tocaram e que tipo de intercâmbio rolou por lá? E como surgiu o convite?
Renata Braga– Fomos convidados por tocarmos aqui no Brasil em um evento de uma agência de intercâmbios, em que os responsáveis canadenses nos assistiram e se interessaram por nosso trabalho. A partir daí, começamos a combinar uma ida para aquele país, para apresentarmos show e workshops nas high schools da província da Nova Scotia. Em outubro de 2012, ficamos um mês excursionando por toda a província, totalizando aproximadamente 30 workshops e mais de 20 shows, todos lotados e com uma receptividade maravilhosa! A experiência foi ainda mais interessante, por ficarmos hospedados em “host families”, tendo a oportunidade de conhecer a cultura canadense de forma bastante intensa, fazendo grandes amigos e muito som. Um grande amigo nosso, o cineasta, Giuliano Rossi, nos acompanhou nessa viagem, registrando nossos shows, workshops, passeios turísticos, as reações e depoimentos do público e amigos que fizemos por lá. Toda essa experiência resultou no videoclipe da música No Seu Jardim, que pode ser encontrada no disco homônimo.

As letras das canções do grupo são em sua maioria da Cacau, algo não muito comum e que aproxima a Hai Kai, nesse quesito, do Rush. Isso rolou desde o começo? Vocês encaram isso como outro diferencial interessante da banda?
Cacau Braga– No começo nós escrevíamos as letras juntos. Com o tempo, eu comecei a me aproximar mais desse meio literário e fazer mais materiais sozinha. Nunca tínhamos pensado nessa comparação com o Rush, mas é algo bem interessante sim, e acho que pode ser considerado um diferencial. A proposta da Hai Kai foi sempre ser muito ligada à literatura e cada vez mais nós estamos conseguindo isso. Tenho vários textos em mais de 20 coletâneas pelo país, além de ser membro fundador da Academia de Letras, Música e Artes de Salvador. Também em 2014 tive a honra de ganhar a Comenda Luis Vaz de Camões, reconhecida pelo Real Gabinete de Lisboa.

Como surgiu a ideia de nomear a banda como Hai Kai? Tem a ver com o estilo compacto e conciso do som e das letras feitas por vocês?
Cacau Braga– Conhecemos o estilo poético Haicai por meio da nossa mãe, que é professora de língua portuguesa. Para nós, abriu-se um universo novo, que trazia grande musicalidade poética em poucos versos e muitos significados. Achamos que isso tinha tudo a ver com o rock, com a música em si e com a nossa proposta de som. Queríamos uma música com letras mais poéticas, sem nada mastigado, que levasse o público à reflexão sobre o mundo.

Vocês já dividiram o palco com artistas como Pitty, Capital Inicial, Ira!, Kiko Zambianchi e outros. Falem um pouco sobre a importância desse tipo de intercâmbio para vocês.
Tetê Braga– É muito legal poder dividir palco com esses nomes que são referências musicais para nós. Aprendemos muito com a experiência deles e formamos boas amizades como com o Kiko Zambianchi e com o Yves Passarel.

Temos poucos grupos de rock com três ou mais garotas no Brasil. Isso tem funcionado como um bom diferencial para o Hai Kai? E porque, na opinião de vocês, a maioria das mulheres no Brasil acaba enveredando pela MPB ao invés do rock?
Tetê Braga– Não acho que ter mulheres na banda seja um diferencial, esperamos que o diferencial esteja no som, mas acredito que possamos incentivar que mais garotas toquem rock. Tem muita mulher na MPB, mas também tem muita mulher no rock and roll! Sem contar com a Pitty, posso citar várias bandas de rock de mulheres brasileiras incríveis! Acho que todas as pessoas tem que começar a ouvir mais as vozes femininas escondidas pelo Brasil!

Nos shows vocês só tocam músicas próprias ou também rolam alguns covers? Se rolam covers, de quais artistas?
Tetê Braga– Tocamos prioritariamente nossas músicas, mas fazemos sons de artistas que nos influenciam, como por exemplo Beatles, Janis Joplin, Led Zeppelin etc

A apresentação visual do CD de vocês é muito legal, tanto a capa como o encarte. Gostaria que vocês falassem um pouco da importância do visual no trabalho de vocês, em termos de identidade artística nos shows e em seus produtos/shows.
Tetê Braga– Pensamos muito em como fazer a capa do disco. Conhecemos muitos artistas plásticos daqui da nossa região, e queríamos chamar alguém que representasse a poesia delicada e também o a energia do nosso rock. Convidamos a Lia Fenix, grafiteira e artista plástica da cidade de Salto. Mostramos as músicas e destacamos uma parede da nossa casa em que ela fez o desenho da capa. Ficou lindo, e é exatamente o que pensamos. Depois, um outro grafiteiro, o Marco Aurélio, fez um outro grafite em outra parede de casa. Nesse, inclusive, fizemos pintura corporal numa performance super legal! Usamos o grafitti dele como textura da parte interna e eu mesma junto com o design Titto Rosseto fizemos a diagramação de tudo. É tudo artesanal, mas de qualidade ímpar e totalmente dentro do conceito do CD. É uma poesia de cores!

Ouça Casa da Lua, com a Banda Hai Kai:

Lucy Alves divulga 1º CD e faz turnê com shows pelos EUA

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Por Fabian Chacur

Terá início neste sábado (30) a primeira turnê de Lucy Alves pelos EUA. A cantora, sanfoneira e compositora paraibana de 27 anos de idade ficará por lá até o dia 7/9, e aproveita a ocasião para divulgar na terra de Barack Obama o repertório de seu primeiro CD, autointitulado, lançado no Brasil pela Universal Music.

Uma das finalistas do programa global The Voice Brasil em 2013, Lucy estreia em disco com bastante propriedade. O álbum conta com a participação especial de Alceu Valença em uma original versão reggae/xote do grande sucesso Tropicana (Morena Tropicana), um dos grandes momentos da carreira do consagrado cantor, compositor e músico pernambucano.

Mais: o álbum inclui Se Você Vai Eu Vou, composição inédita de ninguém menos do que Marisa Monte e Carlinhos Brown. O repertório investe em versões personalizadas de clássicos da MPB com veia nordestina como De Volta Pro Aconchego, Frevo Mulher, Disparada, Segue o Seco, Qui Nem Jiló e o pot-pourry Gostoso Demais/Isso Aqui Tá Bom Demais.

Duas outras surpresas são uma interpretação bastante original de Olhos nos Olhos, de Chico Buarque, e uma canção da própria Lucy, o xote Amor a Perder de Vista, composta por ela em parceria com Badu e faixa escolhida para o encerramento deste primeiro álbum.

Saiba a programação completa da turnê de Lucy Alves pelos EUA:

30/8 (sábado), das 9h às 14h – Nova York, EUA
desfile na Lavagem da Rua 46
31/8 (domingo), 13h – Nova York, EUA
Brazilian Day
31/8 (domingo), 18h – Nova York, EUA
participação no B.B.King Blues Club
4/9 (quinta-feira) – Cambridge, EUA
show no Fire and Ice
6/9 (sábado) – Boston, EUA
Mendell
7/9 (domingo) – Everett, EUA
Braza Grill

Ouça Se Você Vai Eu Vou , com Lucy Alves:

Higher lança seu primeiro CD com coquetel em São Paulo

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Por Fabian Chacur

A banda de heavy metal Higher mostrou em primeira mão o repertório de seu primeiro CD em um concorrido coquetel realizado em São Paulo no dia 13 de agosto no qual reuniu profissionais de imprensa de veículos como Rolling Stone, Play TV, Rock Brigade, Dynamite, Hell Divine e Portal Rock Brasil, entre outros. A repercussão do evento foi das melhores no meio musical.

O trabalho de estreia do grupo foi gravado em São Paulo no Fusão Studios, com produção a cargo de Thiago Bianchi (conhecido por seus trabalhos com grupos como Shaman e Noturnall) e inclui faixas como Keep Me High, Lie, Illusion, Climb The Hill e Like The Wind. Lançado pela via independente, o CD físico pode ser encontrado em lojas como a Die Hard Records (www.diehard.com.br), enquanto a digital já está disponível no acervo do iTunes.

O Higher é integrado por músicos com experiência nas áreas do jazz e da música instrumental brasileira, o que dá ao time uma sonoridade própria e não muito fácil de ser rotulada (leia crítica em breve aqui em Mondo Pop). São eles: Cezar Girardi (vocal), Gustavo Scaranelo (guitarra solo), Andrés Zuniga (baixo), Pedro Rezende (bateria) e o novo integrante Felipe Martins (guitarra base).

Keep Me High, com o grupo Higher:

New Jersey, do Bon Jovi, volta em caprichada edição Deluxe

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Por Fabian Chacur

O grupo americano Bon Jovi demorou três álbuns para conseguir chegar ao topo do universo roqueiro. Quando isso ocorreu, no entanto, foi a glória. Slippery When Wet (1986) vendeu milhões de cópias no mundo todo e colocou o quinteto à frente dos concorrentes no setor heavy metal melódico. Mas como fazer para manter esse sucesso todo? Eis o desafio que seu disco posterior, New Jersey, teve de encarar.

A Universal Music acaba de lançar no Brasil uma Deluxe Edition deste álbum que nos permite a chance de entender o porque New Jersey conseguiu atingir o seu objetivo, que era firmar de vez a banda integrada por Jon Bon Jovi (vocal), Richie Sambora (guitarra), Alec John Such (baixo), Tico Torres (bateria) e David Bryan (teclados) no topo do universo roqueiro em termos comerciais.

Logo após o fim da turnê que divulgou Slippery When Wet, o grupo concentrou esforços no sentido de reunir um novo repertório consistente. A escolha foi cirúrgica, com canções na mesma linha do trabalho anterior, mas sem cair em uma repetição exagerada. Ou seja, mantinham o estilo vencedor, mas sem xerocopiá-lo em demasia.

No setor rocks mais ardidos, temos Lay Your Hands On Me, Bad Medicine e Homebound Train como destaques. A balada mais ardida Wanted Dead Or Alive do disco anterior teve como sucessora a ótima Stick To Your Guns, enquanto as românticas mais melosas tiveram em Born To Be My Baby e I’ll Be There For You os momentos que cativaram as fãs mundialmente.

New Jersey vendeu tanto quanto Slippery When Wet e de quebra gerou uma turnê mundial que durou 16 meses, com direito a 267 shows em 26 países, incluindo o Brasil, onde eles tocaram pela primeira vez em janeiro de 1990 durante o badalado Hollywood Rock Festival no Rio e em São Paulo. A partir de então, o Bon Jovi nunca mais saiu dos estádios e das paradas de sucesso.

A caprichada Deluxe Edition de New Jersey traz dois CDs. No primeiro, o álbum original remasterizado e com o acréscimo de três faixas bônus: The Boys Are Back In Town (cover da banda Thin Lizzy), Love Is War e a versão acústica de Born To Be My Baby, que Jon Bon Jovi considera melhor do que o registro elétrico incluído no álbum normal.

O segundo CD inclui as demos gravadas para o álbum e até então inéditas, com direito a versões bem mais cruas de algumas das faixas de New Jersey e também algumas que não saíram nesse disco, sendo ou gravadas posteriormente pela própria banda ou registradas por artistas como Cher e Alice Cooper. De quebra, uma embalagem linda e um encarte luxuoso com direito a texto impecável contando a história do CD, letras e ficha técnica completa.

Ouça em streaming o CD New Jersey, do Bon Jovi:

Ouça em streaming o CD bônus da edição Deluxe de New Jersey:

Tenor brasileiro Jean William em noite de autógrafos de CD

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Por Fabian Chacur

Com apenas 28 anos de idade e uma carreira extremamente bem-sucedida na música erudita, o tenor brasileiro Jean William lançará com uma noite de autógrafos no dia 2/9 (terça-feira) em São Paulo a partir das 18h no térreo da Livraria Cultura (avenida Paulista 2.073- Conjunto Nacional- fone 0xx11-3170-4033) o álbum Dois Atos, contendo dois CDs com a participação de grandes nomes da música.

Dois Atos é dividido em duas partes, uma dedicada à música popular do Brasil, EUA e França, e outra centrada na música lírica europeia. O repertório traz faixas como Suíte dos Pescadores (Dorival Caymmi), Hymne a L’Amour (sucesso de Edith Piaf) e Estrelinha (Nelson Ayres/Edgard Poças), entre outras, com direção artística de Edgard Poças, direção musical de Ney Marques, direção de produção de Fred Rossi e lançamento a cargo da Dabliú Discos.

O trabalho conta com participações especiais de nomes importantes da música popular e lírica como Fafá de Belém, Mônica Salmaso, Jacques Morelenbaum, Nelson Ayres, Rodolfo Stroeter e a cantora americana Alyssa Sanders. A ideia de Jean era mostrar como é possível a convivência entre esses dois segmentos musicais, o popular e o erudito.

Nascido em Sertãozinho e criado em Barrinha (SP), Jean William é formado em música pela ECA-USP e teve aulas em Milão, na Itália. Ele fala fluentemente português, inglês, espanhol, italiano e francês, teve o apoio do consagrado maestro João Carlos Martins e já se apresentou pelo Brasil e também EUA, Itália, Suíça, Argentina e Emirados Árabes.

Ouça Estrelinha (ao vivo), com Jean William:

Festival Natura Musical será a atração de BH em setembro

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Por Fabian Chacur

Será realizada no dia 14 de setembro em Belo Horizonte (MG) a quarta edição do Festival Natura Musical. Durante aproximadamente 12 horas, mais de 20 atrações irão tocar ao vivo nas praças da Liberdade, JK e da Estação na capital mineira, com entrada gratuita e expectativa de 50 mil pessoas por local. O elenco está recheado de grandes nomes da nossa música.

O elenco inclui artistas importantes de várias gerações, entre os quais Ney Matogrosso, Nação Zumbi, Karina Buhr 5 a Seco e Felipe Cordeiro. Também teremos parcerias, como as de Fernanda Takai e Samuel Rosa (do grupo Skank) e Elba Ramalho e Mariana Aydar. Os escolhidos para realizar o espetáculo de encerramento, na praça da Estação, serão divulgados até o início de setembro.

Desde o seu início, o Festival Natura Musical trouxe em seu elenco uma mescla de astros consagrados da MPB como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Paulinho da Viola com destaques das novas gerações da nossa música popular como o cantor Marcelo Jeneci e o rapper Flávio Renegado, numa democrática integração entre o que há de melhor nesse segmento artístico.

A ideia do projeto, iniciado em 2011, é tornar acessível ao grande público o trabalho de artistas patrocinados pelo projeto Natura Musical, que há nove anos apoiou mais de 220 projetos que geraram mais de mil produtos, entre CDs, DVDs, shows, websites, livros e outras iniciativas culturais bacanas de artistas de todo o país.

Pra Curar Essa Dor (Heal The Pain), com Fernanda Takai e Samuel Rosa:

Tom Petty atinge pela 1ª vez o topo da parada americana

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Por Fabian Chacur

A vida começa aos 60? Esta pode ser a frase para definir o momento atual de Tom Petty, um dos grandes nomes do rock americano de todos os tempos. O cantor, compositor e músico americano acaba de atingir pela primeira vez o topo da parada da Billboard, quase 37 anos após sua primeira visita aos charts mais importantes da indústria da música, em 1977.

Hypnotic Eye, novo álbum do astro com seu grupo The Heartbreakers, vendeu 131 mil cópias na semana de seu lançamento, encerrada no dia 3 de agosto, o que lhe valeu o topo da parada americana naquele período sem grandes dificuldades. O álbum, ainda sem previsão de lançamento no Brasil (mas deve sair por aqui), é mais uma profissão de fé no rock com acento country, folk e blues, e merece elogios.

A façanha ocorre quando Petty vive os primeiros meses como sessentão, idade que ele completou em outubro de 2013. Ele está em turnê para divulgar o álbum. Aliás, o CD foi oferecido aos compradores de ingressos para os shows com desconto especial, o que ajudou a ampliar suas vendas. Isso já havia ocorrido em 2010, quando Mojo vendeu 125 mil cópias e bateu no número 2 nos EUA.

Tom Petty ganhou com larga margem do segundo colocado na mesma semana, curiosamente um álbum do qual ele também participa. Trata-se de The Breeze: An Appreciation of J.J. Cale, de Eric Clapton, no qual o “slow hand” homenageia seu saudoso parceiro J.J. Cale, autor de hits como Cocaine e After Midnight. O álbum vendeu 61 mil cópias no mesmo período e traz também John Mayer e Willie Nelson.

Ouça em streaming Hypnotic Eye- Tom Petty & The Heartbreakers:

Morre Henry Stone, o mentor da KC & The Sunshine Band

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Por Fabian Chacur

Os fãs da disco music e da música em geral estão de luto. No último dia 7 de agosto, morreu aos 93 anos de idade em um hospital em Miami, nos EUA, o produtor e empresário Henry Stone. A informação foi publicada nos jornais da cidade americana e reproduzida pelo site da revista americana Billboard. O currículo dele é dos mais significativos e merece ser relembrado (na foto, ele, à esquerda, com George McCrae em 1974).

Na década de 1940, Henry Stone resolveu entrar no meio musical, e montou no sul do estado da Flórida (EUA) uma distribuidora de discos e também um estúdio de gravações. Foi nesse estúdio, em 1948, que ele gravou pela primeira vez um jovem iniciante no meio musical, ninguém menos do que Ray Charles. Em 1954, Otis Williams And The Charms atingiram o primeiro lugar na parada de rhythm and blues com Heart Of Stone, single lançado por Stone.

James Brown ainda era um iniciante quando gravou no estúdio do produtor a música Please Please Please, que em 1956 se tornou um dos primeiros hits da carreira do gênio da black music com o seu grupo The Famous Flames. Antes da fama, Stone tocava trumpete em uma banda que mesclava músicos brancos e negros, e seu sonho era tornar grupos desse tipo grandes sucessos comerciais.

Depois de muitos anos de batalha, Henry criou em Miami em 1972 em parceria com Steve Alamo a gravadora TK Records. O selo ganhou força a partir do momento em que o empresário contratou dois músicos novatos, Harry Wayne KC Casey e Richard Finch. Eles inicialmente compuseram e produziram o primeiro hit do selo, Rock Your Baby, estouro com George McCrae em 1974.

Logo a seguir, a dupla começou a fazer sucesso com sua própria banda, a KC & The Sunshine Band, uma das formações mais importantes do que se convencionou chamar de disco music. Os caras emplacaram um hit após o outro, entre os quais Boogie Shoes, Shake Shake Shake (Shake Your Booty), That’s The Way ( I Like It) e Do You Wanna Go Party, entre outros.

Também com produção, composições e apoio instrumental da KC & The Sunshine Band, o cantor Jimmy “Bo” Horne tornou-se um forte destaque do elenco da gravadora de Miami, emplacando hits certeiros nos bailes de todo o mundo como Dance Across The Floor, Gimme Some, You Get Me Hot, Spank e Going Home For Love.

Além dos nomes já citados, a TK Records lançou artistas como Gwen McCrae (Rockin’ Chair), o cantor, compositor, produtor e músico Peter Brown (Dance With Me, Do Ya Wanna Get Funky With Me), o grupo Foxy (Get Off, Hot Number) e a cantora Anita Ward (o petardo Ring My Bell). O som feito pela gravadora ganhou o apelido de Miami Sound e marcou época nos anos 70, com sua mistura de rock, soul, rhythm and blues, música eletrônica e música latina.

Stone também registrou na T.K. trabalhos de artistas já consagrados anteriormente, como James Brown, Betty Wright e Ronnie Spector. Devido a má administração, no entanto, o selo acabou indo à falência em 1981. O empresário continuou na ativa, mas nunca mais obteve o sucesso anterior. No entanto, já havia marcado o seu nome na história do som pop, apostando no ritmo dançante e na integração entre negros e brancos no mundo da música.

Do You Wanna Go Party (album version)- KC & The Sunshine Band:

Rock Your Baby– George McCrae:

Dance With Me– Peter Brown:

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