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Tag: rock brasil anos 1970

Zé Brasil celebra 70 anos em show com convidados em SP

Divulgação - Edgar Franz 2 zé brasil 400x

Por Fabian Chacur

O rock paulistano tem grandes representantes, e Zé Brasil é certamente um deles. Com cinco longas décadas na estrada, este cantor, compositor e músico celebrará seus 70 anos de vida com um show em São Paulo neste domingo (8) às 20h no célebre Café Piu Piu (rua 13 de maio, nº 134- Bela Vista- fone 0xx11-3258-8066), com ingressos a R$ 20,00. Um artista de rock do bom e fortemente ligado à década de 1970, agora setentão. Legal demais da conta!

Como festa boa que se preze precisa ter bons convidados para animar a coisa toda, essa trará, entre outros, figuras do alto calibre de Gerson Conrad (ex-Secos & Molhados), Esméria Bulgari (dos Mutantes) e Marinho (do Casa das Máquinas). Além, é lógico, de sua parceira de música e de vida, a cantora Silvia Helena.

O repertório conta basicamente com faixas de seu mais recente álbum, Povo Brasileiro, que traz canções ótimas como a que dá título ao mesmo e também Festim do Fim, Bicho Grilo e Mistérios Universais, entre outras. Leia mais sobre essa figura seminal do nosso velho e bom rock and roll aqui.

Povo Brasileiro– Zé Brasil:

Flaviola e o Bando do Sol, ótimo LP de 1974, é relançado em vinil

Flaviola e o Bando do Sol - LP 400x

Por Fabian Chacur

O rock psicodélico pernambucano gerou belos frutos, especialmente durante a primeira metade da década de 1970. Muitos dos álbuns lançados nesse fértil período criativo permaneceram durante décadas fora dos catálogos. Nos últimos anos, alguns dos mais expressivos títulos dessa era tem felizmente merecido reedições. Agora, é a vez de Flaviola e o Bando do Sol (1974), em versão de vinil de 180 gramas, mais um item na coleção Clássicos em Vinil, da Polysom.

Com capa cujo estilão lembra o da carreira-solo de Syd Barrett, o disco é o único gravado pelo cantor, compositor e poeta Flaviola, cujo nome de batismo é Flávio Lira. Com 13 faixas, o disco traz como faixa mais conhecida O Romance da Lua Lua, que não só seria relida com muito sucesso como também daria nome ao álbum lançado em 1983 pela cantora cearense Amelinha. A versão original de Flaviola é também muito boa, vale ressaltar.

Trazendo 13 faixas e lançado na época pela mitológica gravadora de Recife (PE) Rozenblit, Flaviola e o Bando do Sol reúne composições dele e também duas versões em português para poemas do espanhol Garcia Lorca (Canção de Outono) e do georgiano Vladimir Maiakovski (Balalaika). Robertinho do Recife é o autor de Brilhante Estrela, e participam do LP Lula Côrtes e Zé da Flauta.

Ouça Flaviola e o Bando do Sol em streaming:

Walter Franco, genial coração tranquilo e malucão de festival

walter franco ou nao capa-400x

Por Fabian Chacur

Os festivais de música se tornaram uma febre no Brasil a partir da metade da década de 1960, graças especialmente ao fato de terem sido promovidos por emissoras de TV e transmitidos para todo o país. Ajudaram a divulgar novos nomes, mas também firmaram alguns estereótipos negativos que prejudicaram carreiras. Walter Franco, que nos deixou nesta quinta (24) aos 74 anos, certamente foi um dos mais prejudicados nesse processo perverso que teve origem no mitológico Festival da Record de 1967.

Espécie de avô dos reality shows do século XXI, aquele tipo de competição musical logo apostaria em encaixar seus competidores em padrões. Tipo o galã (Chico Buarque, por exemplo), o moderno (Caetano Veloso), a espevitada (Elis Regina), o simpático carismático (Jair Rodrigues) e por aí vai.

O cantor, compositor e músico Sérgio Ricardo, ao ser furiosamente vaiado quando interpretava sua inusual composição Beto Bom de Bola naquele festival da Record de 1967, o levou a uma reação furiosa e totalmente inesperada: quebrou o violão e jogou seus restos na plateia.

Como seria de se esperar, naquele momento surgia mais um personagem a ser preenchido na escalação dos próximos certames similares. Denomino esse elemento de “malucão de festival”, tarja que passaria a ser imposta a todo competidor que nos oferecesse um trabalho fora dos padrões mais habituais.

De certa forma, Gilberto Gil foi atirado nesse fosso ao defender a depois eliminada Questão de Ordem em festival de 1968, gerando a indignação de Caetano Veloso e seu ácido discurso no meio de É Proibido Proibir.

Surgem os tais de “malditos”

Mas quem melhor se encaixou neste novo perfil foi Walter Franco no Festival Internacional da Canção da Globo de 1972. Afinal de contas, nada mais experimental e fora do padrão habitual do que Cabeça, uma música genial e minimalista que tocava na ferida da pressão que o chamado mundo moderno fazia nas pessoas, e da importância de se cuidar para não explodir. Ao ver aquilo, em horário nobre, o público entrou em parafuso, e a emissora amou estereotipar aquele cabeludo tão criativo.

Pode-se dizer que essa é a origem do rótulo “malditos”, que depois seria usado para abranger artistas como o próprio Franco, Jards Macalé (que também encarnou o “malucão” em festivais), Jorge Mautner, Sérgio Sampaio e outros artistas criativos e rebeldes. Denominação negativa que dava a entender que se tratava de caras doidos, irascíveis e fora do senso comum que mereciam ser devidamente marginalizados. Como fizeram mal a gente tão talentosa!

Walter Franco voltaria, “apesar de tudo”, ao papel no Festival Abertura, promovido pela Globo em 1975, com sua bela Muito Tudo, homenagem a John Lennon e João Gilberto, e também no caótico festival da Tupi, em 1979. Nesta última, trouxe a roqueira e virulenta Canalha, cujo refrão dava ao público presente a chance de por prá fora a agonia daqueles anos de ditadura militar ainda brava e repulsiva. Ficou em segundo lugar.

Aliás, acho que naquele evento o papel do malucão ficou mesmo a cargo de Arrigo Barnabé e sua Sabor de Veneno, que o público jurava ser sabor de outra coisa menos saborosa e gritava na hora do refrão o nome…

Muito além de apenas experimental e polêmico

Eis o porque Walter Franco ficou com esse estigma de maldito. No entanto, seu incrível experimentalismo, registrado de forma direta no cultuado álbum Ou Não (1972, aquele com a mosca na capa), era apenas uma de suas facetas. O roqueiro vibrante, por exemplo, deu as caras com tudo em Revolver (1975), um dos melhores trabalhos do rock setentista.

Ele também sempre se mostrou capaz de escrever canções delicadas, melódicas e com letras de uma profundidade filosófica marcante, como Coração Tranquilo, Vela Aberta, Respire Fundo e Serra do Luar. Atraiu fãs dos mais distintos, o que o fato de ter sido regravado por nomes tão diferentes entre si como Chico Buarque, Leila Pinheiro, Oswaldo Montenegro, Ira!, Camisa de Vênus, Pato Fu e Titãs (com quem fez shows) serve como prova.

A qualidade da herança musical deixada por Walter Franco em seus poucos (e bons) álbuns é um legado que vai muito além do que rótulos como “maldito” ou “malucão de festival” podem dar a entender. Filho do poeta e político Cid Franco e nascido em São Paulo em 6 de janeiro de 1945, sua figura simpática e tranquila será reverenciada pelos fãs da melhor música brasileira, e certamente redescoberta por muitos a partir dessa sua partida.

Ouça Revolver na íntegra em streaming:

Ave Sangria lança novo álbum com show em Santo André (SP)

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Por Fabian Chacur

O grupo pernambucano Ave Sangria voltou à tona em 2014, após décadas longe de cena. Impulsionado pelo renovado interesse por seu álbum de estreia, autointitulado e lançado em 1974, apreciado no mundo todo graças ao poder da internet, os caras agora lançam um novo trabalho, Vendavais, com onze canções compostas entre 1969 e 1974 e gravadas agora. Eles tocam em Santo André (SP) no dia 4 de outubro (sexta-feira) às 21h no Sesc Santo André (rua Tamarutaca, nº 302- Vila Guiomar- fone 0xx11-4469-1200), com ingressos custando de R$ 9,00 a R$ 30,00.

A atual formação do Ave Sangria traz três integrantes do time original. São eles Marco Polo (vocal), Almir de Oliveira (guitarra base, violão e vocal) e Paulo Rafael (guitarra solo e viola, conhecido por atuar há muito com Alceu Valença), hoje acompanhados por Juliano Holanda (baixo e backing vocal), Gilu Amaral (percussões) e Júnior do Jarro (bateria e backing vocal).

Além das faixas do novo disco, eles também tocarão algumas do primeiro, entre elas O Pirata, Dois Navegantes e Hey Man, todas exemplos de sua bela mistura de rock psicodélico com os ritmos nordestinos. O show integra o evento Primavera Psicodélica, que também traz no elenco bandas seminais como Casa das Máquinas, O Terço, Som Nosso de Cada Dia e Violeta de Outono.

Leia mais sobre o Ave Sangria aqui.

Ouça Vendavais em streaming:

Made in Brazil celebra no palco os 70 anos de Celso Kim Vecchione

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Por Fabian Chacur

Celso Kim Vecchione entra para o hall dos setentões esta semana. Como forma de celebrar essa significativa efeméride, ainda melhor pelo fato de o guitarrista se manter firme e forte na ativa, o grupo que ele fundou há 52 anos com o irmão Oswaldo Rock Vecchione, o Made in Brazil fará um show nesta sexta (26) às 21h no Teatro UMC (Avenida Imperatriz Leopoldina, nº 550- Vila Leopoldina- fone 0xx11-2574-7749), com ingressos custando R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira). Uma verdadeira celebração ao rock and roll brasileiro, com direito a muitos convidados e muita música boa.

No palco, teremos a atual formação do grupo paulistano surgido no roqueiro bairro da Pompeia, que traz Oswaldo Rock Vecchione (vocal, baixo, gaita e guitarra), Celso Kim Vecchione (guitarra e baixo), Rick “Monstrinho” Vecchione (bateria), Guilherme “Ziggy” Mendonça (guitarra e violão), Solange A. Blessa “Sol” – (vocais de fundo), Octavio “Bangla” Lopes (sax) e os convidados Ivani Venancio (vocal) e Wanderley “Wander” Mafra (teclados).

Como se esse time entrosado e poderoso já não fosse suficiente, também vão rolar as participações especiais de amigos e ex-integrantes do grupo, entre os quais estarão Tony Babalu (guitarra), Dimas Zanelli (bateria), Wanderley Issa (teclados), Theo Werneck (violão), Daniel Gerber (guitarra), Paulão de Carvalho (Vocal), Caio Flavio (vocal), Kim Kehl (guitarra) e Paula Mota (vocal).

No repertório do show, estão escalados clássicos da banda, entre os quais Anjo da Guarda, Paulicéia Desvairada, Minha Vida é Rock ‘n’ Roll, Jack o Estripador, Os Bons Tempos Voltaram, Uma Banda Made in Brazil,Gasolina e Vou te virar de ponta cabeça. São faixas perenes do rock brasileiro, de uma banda que já teve em torno de 117 integrantes em sua extensa carreira, com direito a álbuns marcantes como Jack o Estripador (1975) e Pauliceia Desvairada (1978), e fãs do alto calibre do saudoso crítico musical e produtor Ezequiel Neves.

No momento, a banda turbinada dos irmãos Vecchione faz uma turnê comemorativa dos 50 anos de carreira, na qual aproveita para divulgar um novo lançamento, Rock Festa, disponível nos formatos CD duplo e DVD triplo. Pelo andar da carruagem, felizmente virão ainda muitas novidades boas dessa banda que fez do nosso velho e bom rock and roll a sua vida. Oh, yeah!

Veja show do Made in Brazil em 2017, em streamning:

Paêbiru, raridade de Zé Ramalho e Lula Côrtes, é relançado em LP

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Por Fabian Chacur

Considerado um dos discos mais raros e mais procurados pelos colecionadores de rock do Brasil e do mundo, o álbum duplo Paêbiru, de Zé Ramalho e Lula Côrtes, está sendo reeditado pela Polysom, em parceria com a gravadora responsável pelo lançamento original, a pernambucana Rozenblit. O esquema é na base do vinil de 180 gramas, sendo que a remasterização ocorreu a partir dos tapes originais pelas mãos do mesmo Helio Rozenblit que cuidou disso na versão original deste trabalho.

Gravado entre outubro e dezembro de 1974 e lançado em 1975, Paêbiru reúne dois grandes artistas então ainda desconhecidos do grande público, o cantor, compositor e músico paraibano Zé Ramalho e o saudoso cantor, compositor e músico pernambucano Lula Côrtes (1949-2011). Eles contam com as participações de outros músicos que também se tornariam célebres, entre eles Alceu Valença, Zé da Flauta e Paulo Rafael. O disco é dividido em quatro lados temáticos, dedicados ao ar, terra, fogo e água, com uma mistura criativa e viajante de rock e ritmos nordestinos, em clima de psicodelia pura.

A tiragem inicial do álbum duplo era de 1.300 exemplares, mas em torno de mil deles foram inutilizados devido à uma enchente do rio Capiberibe, em Recife (PE), que ficava ao lado da fábrica da Rozenblit. Sobraram por volta de 300, que passaram com o decorrer dos anos a serem disputados a tapa nos sebos do planeta rock. O trabalho teve reedição em CD no exterior.

Ouça Paêbiru em streaming:

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