Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Sade faz música inédita para a trilha de novo filme de ficção

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Por Fabian Chacur

O filme A Wrinkle In Time (Uma Dobra no Tempo, no Brasil), que terá sua première em 9 de março, trará em sua trilha sonora uma boa surpresa para os fãs de Sade. Trata-se de Flower Of The Universe, faixa inédita feita especialmente para o novo trabalho da diretora e roteirista americana Ava DuVernay, conhecida mundialmente pelo premiado Selma (2014).

Vale lembrar que esta gravação será a primeira inédita da cantora desde 2011, quando incluiu quatro gravações nunca antes lançadas na coletânea dupla The Ultimate Collection. O mais recente álbum dela e sua banda, Soldier Of Love, saiu em 2010. Uma das marcas registradas da estrela da música pop de 2000 para cá tem sido esse longos hiatos entre lançamentos e turnês.

A trilha de A Wrinkle In Time, um filme de ficção científica, tem tudo para atrair as atenções dos fãs de música pop, pois, além da música de Sade, trará faixas novas de artistas de forte apelo comercial, como Sia, DJ Khaled, Kehlani, Demi Lovato e Chloe X Halle. A trilha incidental/instrumental é assinada por Ramin Djawadi, conhecido por seu trabalho para a série Game Of Thrones.

Love Is Found– Sade:

Rio Novo Rock inicia seu novo ciclo nesta quinta (22) no Rio

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Por Fabian Chacur

O quarto ano do Rio Novo Rock (RNR) terá início nesta quinta (22) às 20h. O projeto, que abriu espaços para 73 grupo em suas 36 edições, com um público presente em torno de 15 mil pessoas no total, já abrigou bandas da nova geração como Folks, Dônica, Far From Alaska e Selvagens à Procura de Lei. A programação 2018 começa com as bandas cariocas Circus Rock (foto) e Maieuttica. O local será o Imperator Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Méier- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira).

Na ativa desde 2013, o Circus Rock traz em suas fileiras Bernardo Tavares (vocal), Felipe Aquino (baixo e vocais), Henrique Barreto (guitarra), Alex Heink (guitarra) e Dudu Moragas (bateria). Em julho de 2017, a banda carioca de punk/hardcore lançou seu primeiro álbum, Em Meio à Destruição, com 11 faixas, entre as quais a virulenta Sangue nos Olhos. Influências de grupos como Rage Against The Machine e The Offspring aparecem em suas canções.

Com letras que se valem de conceitos filosóficos, a Maieuticca conta com Allan Sampaio (vocal), Frank Lima (vocal), Tuninho Silva (guitarra), Tássio Luiz (guitarra), Bruno Pinho (baixo) e Rômulo Lima (bateria). Seu primeiro álbum, Por Árduos Caminhos Até as Estrelas, saiu em 2014, com boa repercussão. O mais recente é Hiatus: Ausência. Sua sonoridade é o metalcore, com elementos musicais de grupos como Sepultura, Pantera e Lamb Of God inspirando sua criação musical.

Hidra– Maieuttica:

The Beatles in India: filme vai ser lançado ainda este ano

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Por Fabian Chacur

Em fevereiro de 1968, os Beatles viajaram para Rishikesh, na Índia, com o intuito de estudar meditação transcendental com o guru local Maharishi Mahesh Yogi, que eles haviam conhecido em uma viagem do indiano pela Inglaterra no ano anterior. Essa curiosa passagem da trajetória da banda britânica é o tema do documentário The Beatles in India, que segundo informações da revista britânica Uncut, deve ser lançada mundialmente por volta de outubro.

Paul Saltzman é um fotógrafo e cineasta canadense que tinha 23 anos quando teve a oportunidade de conhecer os Beatles na Índia, por absoluta coincidência. Convidado a conviver com eles naquela experiência, fez fotos e filmagens que registaram aquele momento de redescoberta do quarteto britânico. Seu documentário dá uma geral na viagem, e mostra os registros e também as músicas que, compostas lá, acabariam integrando o célebre Álbum Branco (cujo título de fato é simplesmente The Beatles), lançado naquele mesmo 1968.

Com mais de 300 filmes no currículo, entre documentários e dramas, Paul Saltzman tem em seu currículo o badalado Prom Night In Mississipi (2008), e também integra projetos humanitários. Uma exposição permanente de suas fotos dos Beatles na Índia tem como local um espaço no John Lennon Airport, em Liverpool, Inglaterra. Ele lançou dois livros com reproduções de suas célebres fotos, The Beatles in Rishikesh (2000) e The Beatles in India (2006), este último em edição limitada.

Dear Prudence (c/cenas do grupo na Índia)- The Beatles:

Sting e Shaggy lançam o clipe e investem em boa parceria

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Por Fabian Chacur

O reggae é presença constante no trabalho de Sting desde seus tempos com o The Police. O ritmo volta a dar as caras em um trabalho de sua autoria na recém-lançada música Don’t Make Me Wait, parceria dele com o cantor e compositor jamaicano Shaggy. A canção está sendo divulgada com um clipe dirigido por Gil Green, que já trabalhou coo Nick Minaj, Drake e John Legend.

O cenário do vídeo é uma área popular de Kingston, cidade natal de Shaggy, e o clima é de verdadeira festa povão, com todo mundo dançando. A música tem cara de provável hit, conta com a produção de Shaun Pizzonia, antigo parceiro do astro jamaicano, e foi gravada lá mesmo. Trata-se da primeira de uma série de outras parcerias que a dupla promete divulgar aos poucos.

Com 39 anos de idade, Shaggy tornou-se conhecido inicialmente graças ao hit Oh Carolina, em 1993. A partir daí, emplacou diversos sucessos, como Boombastic, Angel e In The Summertime, nos quais mesclava o reggae com música eletrônica, pop e outros ritmos. Ele teve faixas incluídas em trilhas de filmes badalados, e seu álbum Hot Shot (2000) atingiu o primeiro lugar na parada americana, além de vender mais de 10 milhões de cópias em todo o planeta.

Don’t Make Me Wait– Sting e Shaggy:

Martinho da Vila, ou o Pelé do Samba, comemora os 80 anos

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Por Fabian Chacur

O excelente repórter e crítico especializado em samba João Mateus Filho deu a Martinho da Vila o apelido de “O Pelé do Samba”. Nada mais justo. Em seus 50 anos de carreira, o cantor e compositor nascido na cidade de Duas Barras (RJ) mostrou tanto talento em sua seara quanto o lendário craque de futebol (MG). Pois nesta segunda (12) esse mestre completa 80 anos de vida, e Mondo Pop não poderia deixar a data passar batida.

Oriundo de família humilde, Martinho José Ferreira demorou para se dedicar exclusivamente à carreira musical. Antes, desempenhou várias atividades para prover seu sustento, incluindo a de sargento do exército, ocupação esta que só abandonou em 1970, quando completou 32 anos de idade. Naquele momento, ficava claro que a carreira musical poderia mantê-lo sem grandes problemas. E não deu outra!

Cria musical da escola de samba Vila Isabel, para a qual compôs vários sambas-enredo bem-sucedidos, Martinho tornou-se conhecido nacionalmente no finalzinho dos anos 1960. Na minha vida, ele entrou com força graças ao incrível álbum Memórias de Um Sargento de Milícias (1971), aquisição certeira (só para variar) do meu irmão Victor. Disco bom de ponta a ponta, trazendo como destaques as contagiantes Segure Tudo e Seleção de Partido Alto.

Quem sabe pelo fato de ter assumido a música como profissão de fato após os 30 anos de idade, Martinho sempre teve como marca o rigor em relação à qualidade do que fazia e ainda faz. Seus discos não abriam espaço para faixas do tipo “tapa-buracos”. Da mesma forma, ele encarava de frente os diretores artísticos de gravadoras e só incluía em seus trabalhos canções que lhe agradassem, sem se render a modismos ou interesses escusos diversos.

Essa preocupação se estendia às capas de seus álbuns, sempre feitas no capricho e se valendo de artes de nomes do porte de Elifas Andreato. Ele é um dos grandes responsáveis por um maior respeito ao samba por parte de crítica especializada e indústria musical. Aquele gênero sempre tratado como “coisa do povão” e colocado em segundo plano passou a ser olhado de uma outra forma graças à batalha de gente como Martinho, Paulinho da Viola e João Nogueira.

Ao contrário de outros sambistas que se perderam no caminho, após alguns anos de bom posicionamento nas paradas de sucesso, Martinho da Vila nunca saiu de cena, gravando de forma constante, sempre em grandes gravadoras e com a devida atenção por parte da imprensa. Lógico que ele conquistou isso com sua postura sempre profissional, com suas entrevistas inteligentes e com o conteúdo artístico de alto quilate em seus discos e shows.

Tive a honra de entrevistar o Pelé do Samba em várias oportunidades, e em todas elas senti de perto sua simpatia, articulação e respeito pelos interlocutores. Em uma dessas oportunidades, lá pelos idos de 1988, tive a meu lado o meu mestre e então editor de Cultura do Diário Popular, o jornalista Oswaldo Faustino. Aí chegou a ser ignorância, pois na prática fiquei ali, babando na frente de dois caras do mais alto gabarito cultural e de vida. Show!

Um dos méritos supremos de Martinho é o fato de ter conseguido aliar qualidade artística a apelo comercial em seus trabalhos. Seu repertório de hits, dele e de autores sempre escolhidos a dedo, traz maravilhas do porte de Canta Canta Minha Gente, Segure Tudo, Batuque na Cozinha, Você Não Passa de Uma Mulher, Mulheres, Aquarela Brasileira, Disritmia, Casa de Bamba, O Pequeno Burguês e dezenas de outras. Além de valorizar o samba-raiz, ele soube mesclar o ritmo com outras sonoridades, sempre com inspiração e categoria. Parabéns, mestre!

Seleção de Partido Alto– Martinho da Vila:

Clara Estrela, o documentário que nos mostra Clara Nunes

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Por Fabian Chacur

Clara Nunes (1942-1983) foi um das grandes estrelas da história da nossa música. Viveu apenas 40 anos, mas nesse curto período concretizou uma trajetória de vida e obra que jamais será esquecida pelos fãs de música de qualidade superior. Nada mais natural do que cultuar esse legado, e é exatamente isso que o documentário Clara Estrela, de Susanna Lira e Rodrigo Alzuguir, nos proporciona. Ele poderá ser visto no canal a cabo Curta! neste sábado (10) às 22h30 e neste domingo (11) às 10h30 (saiba mais aqui).

Com 71 minutos de duração, Clara Estrela traz diversos méritos. Um deles foi não ser redundante em relação à excelente série Clara, exibida em 2012 pelo Canal Brasil em cinco capítulo de aproximadamente 22 minutos cada. Neles, depoimentos de críticos, músicos, pessoas que conviveram com ela etc, entremeados com cenas da artista em programas de TV ou ao vivo, com roteiro baseado na excelente biografia Clara Nunes- Guerreira da Utopia ,de Vagner Fernandes.

Na obra dirigida por Susanna Lira e Rodrigo Alzugir, a opção ficou por aproveitar algumas entrevistas concedidas por Clara a programas televisivos como o global TV Mulher (entrevistada por Marilia Gabriela) e também diversas concedidas a jornais e revistas durante sua carreira, estas narradas/interpretadas de forma impecável pela atriz Dira Paes. Isso dá ao filme um delicioso clima do tipo “Clara por si própria”, diferencial que torna o trabalho único.

Clara Estrela nos proporciona um agradável mergulho na trajetória da cantora oriunda da pequena cidade mineira de Paraopeba, indo desde seus tempos de operária até o início como cantora na noite e nas rádios. Depois, a ida ao Rio, as inúmeras dificuldades dos primeiros anos na Cidade Maravilhosa, a imposição da gravadora Odeon para que seguisse um estilo romântico que não tinha muito a ver com a sua alma artística.

Temos também a sua virada rumo ao samba e à música de qualidade, apoiada por nomes do porte de Vinícius de Moraes, Paulo Gracindo, Adelzon Alves e Paulo Cesar Pinheiro (que seria o seu marido de 1975 a 1983). Clássicos como Conto de Areia, O Canto das Três Raças, O Mar Serenou, Mineira, Feira de Mangaio e Nação sairiam de seus álbuns, que não se limitavam apenas ao samba, mas também abrindo espaços para ritmos nordestinos, baladas e muito mais. Uma verdadeira diva!

Veja o trailer do filme Clara Estrela:

Fernanda Takai, Marcos Valle e Roberto Menescal, juntos

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Por Fabian Chacur

A música de Tom Jobim é eterna, e merece ser eternamente celebrada. Especialmente se isso ocorrer através de artistas de talento comprovado. A expectativa, portanto, é grande em relação ao trabalho que reunirá Roberto Menescal, Marcos Valle e Fernanda Takai, um álbum cujo título já está definido- O Tom da Takai– e que trará releituras de 12 composições do saudoso Maestro Soberano. O lançamento está previsto para maio, via gravadora Deck.

O encontro do trio ocorreu em um dos shows que celebrou em 2017 os 80 anos de idade de Roberto Menescal, violonista, compositor e um dos nomes mais importantes da história da bossa nova. Aliás, foi ali mesmo que ele fez o convite aos parceiros, de forma pública, e recebeu um sonoro sim como resposta. Os arranjos e a produção serão divididos meio a meio entre ele e o tecladista Marcos Valle, sendo que eles tocarão juntos em todas as faixas e Takai será a cantora.

Com gravações agendadas para o estúdio Tambor, no Rio de Janeiro, o álbum tem tudo para ser dos melhores, pois as recentes experiências de Fernanda Takai interpretando canções do repertório de Nara Leão foram simplesmente impecáveis. Com sua voz suave e afinadíssima, ela fez fama como cantora do grupo Pato Fu, e há dez anos desenvolve paralelamente uma carreira solo que tem gerado frutos bem bacanas, com forte presença de bossa nova no repertório.

Chega de Saudade (ao vivo)- Fernanda, Menescal e Valle:

Nile Rodgers anuncia o novo CD do Chic ainda para 2018

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Por Fabian Chacur

Em 2015, Nile Rodgers lançou I’ll Be There, um novo single do Chic. Seria o aperitivo para um novo álbum, previsto para chegar ao mercado musical a seguir. Pois bem. Estamos em fevereiro de 2018 e até agora, nada. No entanto, os inúmeros fãs do brilhante músico americano voltam a se empolgar. O artista, em entrevista ao site da revista americana Billboard publicada nesta sexta (2), promete o álbum para breve, ainda em 2018, e com o sugestivo título It’s About Time (já era tempo, em tradução livre).

Nile define o novo trabalho, o primeiro de inéditas do grupo desde 1992, como uma celebração à sua carreira e uma espécie de compêndio musical. Estão previstas participações especiais de Elton John, Lady Gaga, Miguel, Janelle Monáe, Disclosure e Anderson.Paak, entre outros. A faixa Prince Said It, avaliada pelo próprio artista como muito boa, foi posta de lado, em função da morte do autor de Purple Rain.

Embora não tenha ficado claro no texto da Billboard, a impressão é que o álbum já está pronto, com no máximo alguns detalhes a serem concluídos, e só não foi lançado até agora pelo fato de o guitarrista, compositor e produtor americano ter tido problemas de saúde que o impediriam de divulgar da melhor forma possível o material. Problemas esses aparentemente superados, pois o Chic está na estrada, passou pelo Rock in Rio em 2017 e deve iniciar em julho uma turnê ao lado de outra banda legendária da música pop, o Earth, Wind & Fire.

Atualmente, a banda que o tornou conhecido mundialmente na década de 1970 atende pelo nome de Chic Featuring Nile Rodgers, pois só mantém ele de sua formação original. Com uma sonoridade própria e marcante, o grupo ajudou a elevar o patamar da disco music, além de influenciar gerações de músicos. Gênio é pouco para se definir Nile. Que venha logo esse álbum. Leia mais matérias sobre o Chic e Nile Rodgers do arquivo de Mondo Pop aqui e aqui.

I’ll Be There– Chic Featuring Nile Rodgers:

Dennis Edwards, ex-membro dos Temptations, nos deixa

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Por Fabian Chacur

Papa Was a Rolling Stone (1972), dos Temptations, é uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos. Trata-se de um dos marcos da fase psicodélica daquele fantástico grupo vocal americano. Seu vocalista principal naquela época, Dennis Edwards, nos deixou nesta sexta (2), um dia antes de completar 75 anos, em Chicago (EUA). Ele não teria resistido a problemas de saúde gerados por um aneurisma.

Edwards entrou no radar do primeiro escalação da black music americana ao ser contratado pela Motown Records em 1966. No ano seguinte, entrou no grupo The Contours, conhecido pelo hit Do You Love Me. Ao abrir shows dos Temptations, atraiu a atenção de dois integrantes da banda, Otis Williams e Eddie Kendricks. Em 1968, ele acabou sendo o escolhido para substituir o talentoso (mas problemático) David Ruffin nos Temptations.

A alteração coincidiu com uma mudança de rumos na sonoridade do quinteto vocal, concebida por seu produtor, o genial Norman Whitfield. Do soul mais romântico e dançante, a banda enveredou para uma mistura de soul, rock e psicodelismo rotulada posteriormente como Psychedelic Soul/Cinematic Soul. Como tinha um vozeirão mais adequado para este tipo de música, Edwards assumiu o vocal principal em boa parte dos hits da banda nessa fase.

Entre 1968 e 1976, Edwards brilhou com destaque em hits dos Temptations, entre os quais as sublimes Cloud Nine, I Can’t Get Next To You, Ball Of Confusion (That’s What The World Is Today), Papa Was a Rolling Stone e Masterpiece. Além dos vocais poderosos, o som do grupo ganhou espaços para passagens instrumentais repletas de guitarras ácidas, arranjos envolventes e muita ousadia sonora.

O cantor saiu do grupo em 1977, mas voltaria a integrá-lo de 1980 a 1984 e de 1987 a 1989. Em 1985, lançou o seu grande e único sucesso fora da banda, o sacudido single Don’t Look Any Further, dueto com a cantora Siedah Garrett (a mesma de I Just Can’t Stop Loving You, dueto com Michael Jackson lançado em 1987 no álbum Bad). Essa música foi sampleada por rappers como Tupac (em Hit ‘Em Up), Lil’ Wayne (Way Of Life) e Fat Joe (So Excited).

No final dos anos 1980, Edwards se uniu a dois outros ex-Temptations, Eddie Kendricks e David Ruffin, com a ideia de gravar novos trabalhos e fazer shows. Só a segunda parte do projeto se concretizou, e esse projeto histórico foi registrado em vídeo, lançado em 1998 pelo selo Street Gold e intitulado Original Leads Of The Temptations, ressaltando o fato de os três terem sido vocalistas solo em hits da banda. Pena que Ruffin (em 1991) e Kendricks (em 1992) morreram antes que essa espécie de nova roupagem dos Temptations pudesse se consolidar.

Nos anos 1990, o cantor passou a fazer shows relendo os hits de sua ex-banda com o título The Temptations Review- Featuring Dennis Edwards, nome que teve de seguir após problemas com Otis Williams, único integrante original que continua nos Temptations e que detém os direitos da marca. Ele continuava na ativa, fazendo apresentações ao lado de parceiros mais novos nas quais cantava seus eternos hits.

Don’t Look Any Further– Dennis Edwards e Siedah Garrett:

Rubem Farias toca com feras da nossa música em Sampa

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Por Fabian Chacur

Diga-me com quem tocas e eu te direi quem és. Eis uma frase que podemos usar para definir o atual estágio da carreira de Rubem Faria. O baixista brasileiro atualmente radicado em Estocolmo, Suécia, tem no currículo apresentações com grandes nomes da música instrumental do Brasil e exterior. E é com alguns deles que ele tocará nesta terça (6) às 21h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com couvert artístico a R$ 35,00.

O elenco é estelar. O trombonista Raul de Souza, por exemplo, é considerado um dos melhores do planeta neste instrumentos desde os anos 1960, e além de ter tocado com gente do porte de Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Sarah Vaughan, George Duke, Stanley Clarke, Sonny Rollins e Wayne Shorter, tem uma carreira solo das mais bem-sucedidas, incluindo discos de sucesso internacional como Sweet Lucy (1977) e Don’t Ask My Neighbours (1978).

Os fãs mais atentos do saudoso Gonzaguinha certamente se lembram do incrível baterista Paschoal Meirelles, que tocou com o cantor e compositor carioca durante mais de dez anos. Ele também trabalhou com Chico Buarque, Hélio Delmiro, Wagner Tiso e fundou com Mauro Senise o bem-sucedido grupo de música instrumental Cama de Gato.

Por sua vez, o guitarrista Nelson Faria atuou com João Bosco, Till Broener, Ivan Lins, Gonzalo Rubalcaba, Milton Nascimento, Cassia Eller, Leila Pinheiro e Paulo Moura. Além disso, tem atuação intensa como educador na área musical, e recentemente se tornou apresentador de um delicioso programa de entrevistas com astros da MPB, o ótimo Um Café Lá Em Casa. Fecha o time o cantor, compositor e violonista Filó Machado, com 50 anos de estrada e sólida carreira com 13 álbuns lançados e parcerias com Cesar Camargo Mariano, Djavan e outros.

Nascido em Salvador, Bahia, Rubem Farias tornou-se inicialmente conhecido por tocar com a efêmera banda de rock Jamp. Depois, ampliou seus horizontes e tocou e gravou com Randy Brecker, Filó Machado, Bocato, Leny Andrade, Lils Landgren e outros. Ele integra atualmente o Balaio Quarteto e o Freedoms Trio. No show no Bourbon Street, estarão no repertório músicas dele e de Nelson Faria, além de algumas inevitáveis surpresas, com um elenco desse calibre.

Ponta de Areia (ao vivo)- Rubem Farias (ao vivo):

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