Mondo Pop

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Polysom relança em LP/vinil o “disco do tênis” de Lô Borges

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Por Fabian Chacur

A Polysom, em parceria com a Universal Music e como parte integrante da sua série Clássicos em Vinil, está lançando uma edição em vinil de 180 gramas do álbum Lô Borges, de 1972, que marcou a estreia como artista solo do compositor e músico mineiro. O LP é mais conhecido como “disco do tênis”, pelo fato de ter na capa um surrado par de tênis de couro de cano alto. O trabalho celebra 45 anos melhor do que nunca.

Lô Borges teve um belo ano de 1972. Além de lançar o mais do que histórico Clube da Esquina em parceria com Milton Nascimento, ele ainda teve gás suficiente para nos oferecer sua estreia solo, um álbum que traz nove músicas assinadas somente por ele e outras seis escritas com parceiros como Tavinho Moura, Ronaldo Bastos e Márcio Borges. Músicas como Você Fica Bem Melhor Assim, Canção Postal, Calibre e Fio da Navalha são destaques de um belo trabalho de MPB.

Como forma de festejar essa importante efeméride em sua carreira, Lô tem feito desde o início do ano apresentações enfatizando o repertório do “disco do tênis”. Os shows já passaram por São Paulo, Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto, e no segundo semestre deverão voltar a algumas dessas cidades e também chegar a outras, graças ao grande sucesso das datas já realizadas até agora.

Lô Borges– Lô Borges (1972)- Ouça em streaming:

Albert Cummings faz a estreia no Brasil no Samsung Blues

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Por Fabian Chacur

Albert Cummings, um dos grandes nomes do atual blues rock americano, virá ao Brasil pela primeira vez. Ele será uma das atrações do Samsung Blues Festival, que ocorrerá de 1º a 3 de junho em São Paulo. O cantor, compositor e guitarrista será a atração do dia 3/6 (sábado), às 21h, com abertura por conta do trio brasileiro Hammond Grooves. O local será o Teatro Opus (avenida das Nações Unidas, nº 4.777- Alto de Pinheiros- call center: 4003-1212), com ingressos de R$ 40,00 a R$ 200,00.

Nascido em 1968, Cummings inicialmente tocava banjo em bandas de country e bluegrass, até que ouviu uma fita de um primo com o trabalho de Stevie Ray Vaughan (1954-1990), o grande renovador do blues dos anos 1990. Logo virou fã do cantor e guitarrista e dos músicos que tocavam com ele, Tommy Shannon (baixo) e Chris Layton (bateria), conhecidos como Double Trouble. Nâo só virou fã do trio como também encaminhou sua musicalidade para a guitarra e o blues rock.

Mal sabia ele que a vida lhe proporcionaria um encontro com aqueles dois músicos. “Fui participar de um festival de blues em Albany, e lá eles me perguntaram com quem eu gostaria de tocar. Sugeri o Double Trouble de brincadeira, nunca imaginei que ele fossem tocar comigo, mas o pessoal gostou da ideia, os convidou e eles toparam”, relembra o músico, em entrevista concedida a Mondo Pop via Skype.

A coisa ficaria ainda melhor. “Foi incrível, pois logo que começamos a tocar parecia que sempre havíamos tocados juntos; eles me sugeriram que a gente gravasse um álbum em parceria; nem quis acreditar que isso pudesse se tornar realidade, mas logo me vi viajando para Austin, Texas, e gravamos juntos o From The Heart (2003); somos amigos até hoje”.

Se a parceria com o Double Trouble marcou a sua vida, a amizade com B.B. King, que o considerava um grande guitarrista, entrou na raia do inacreditável. “Não dá para explicar a honra de ter o apoio de alguém como ele. Era um cara muito humilde, o que ele era no palco, era fora dele. É um artista que influenciou a todos nós!”

Para os shows no Brasil, ele promete muita espontaneidade. “Nunca ensaio um show específico, nunca toco da mesma forma, sou muito espontâneo, tento criar algo nunca feito antes em cada apresentação”. Ele admite não conhecer nada do país em termos musicais, mas revela ter muita vontade de fazer novos amigos por aqui. Certamente músicas de Someone Like You (2015), seu mais recente álbum, estarão no repertório. “É um dos melhores discos que gravei, mas problemas com a gravadora não permitiram que ele fosse divulgado como merecia”.

Além de Stevie Ray Vaughan, ele também gosta de outros grupos no formato três músicos, como Stray Cats, Jimi Hendrix e Led Zeppelin. “Amo Brian Setzer (guitarrista e vocalista dos Stray Cats), já gostava dele antes de conhecer o Stevie Ray Vaughan; e o Jimi Hendrix era um gênio, um cara que criou muito em pouco tempo de vida”.

Cummings gravou um de seus shows em um teatro em 2016, e pretende lança-lo em um futuro não muito distante nos formatos CD, DVD e Blu-Ray. Em termos musicais, ele tem uma teoria muito interessante: “para mim, existem dois tipos de músicos, os artistas e os performers, sendo que os performers tocam aquilo que os artistas de verdade criam”.

Embora reconheça que existam alguns artistas bons na cena blues atual, Cummings afirma sentir saudade dos tempos em que estavam em campo B.B. King, Albert King e outros desse mesmo calibre. “Atualmente, existem muitos artistas ‘fakers’ (falsos, imitadores), falta verdade”. Ele é fã do formato trio. “Gosto muito, pois são só três músicos e muitos espaços a serem preenchidos, isso exige muito de você”.

Make Up Your Mind– Albert Cummings:

João Bosco festeja 45 anos de carreira com um show no Rio

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Por Fabian Chacur

A carreira de João Bosco eu acompanho desde o seu início fonográfico. Isso ocorreu em 1972, quando o jornal O Pasquim lançou o Disco de Bolso, projeto capitaneado pelo músico Sérgio Ricardo e que trazia como brinde um compacto simples. No lado A, nada menos do que a versão original de Águas de Março, com Tom Jobim. No lado B, Agnus Sei, fantástica canção meio flamenca interpretada com maestria no melhor estilo voz e violão por João. Marcou a minha infância, e até hoje é uma das minha favoritas desse artista incrível.

Nos 45 anos que se passaram desde então, este cantor, compositor e violonista mineiro só ampliou seus horizontes. Gravou discos clássicos, compôs algumas das melhores músicas da história da nossa MPB e fez milhares de shows pelo mundo afora. E é para celebrar essa bela estrada percorrida que ele se apresenta no Rio nesta quinta-feira (25) às 21h no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900- lojas 160- Shopping VillageMall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$ 50,00 a R$ 180,00.

No repertório, o fã pode esperar maravilhas do porte de O Mestre Salas dos Mares, De Frente Pro Crime, Eu Não Sei Teu Nome Inteiro, Trem-Bala, Caça à Raposa e Plataforma. Também teremos algumas releituras bacanas que Bosco fez de canções de outros craques da MPB, como Paulinho da Viola, Noel Rosa, Dorival Caymmi, Chico Buarque e Tom Jobim. Tomara que tenha Agnus Sei no meio…

Agnus Sei (versão original)- João Bosco:

Marcos Lessa faz show no Rio em tributo a Emilio Santiago

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Por Fabian Chacur

A voz de Emilio Santiago (1946-2013) infelizmente se calou, mas não o seu legado como um dos grandes intérpretes da história da nossa música brasileira. Pouca gente tem talento suficiente para se arriscar a fazer um tributo a esse saudoso astro, e entre eles está Marcos Lessa. O jovem cantor fará no Rio neste domingo (28) um show com canções imediatamente associadas a Emilio. Será às 20h na Sala Baden Powelll (avenida Nossa Senhora de Copacabana, nº 360- fone 0xx21-2255-1067), com ingressos a R$ 40,00.

Lessa não é fraco, não. Ele terá a seu lado neste show, que já foi exibido com sucesso no Rio em agosto de 2016 no Beco das Garrafas, nada menos do que a banda que acompanhou Emílio Santiago durante dez anos. Os músicos, todos do primeiríssimo escalão, são Rafael Barata (bateria), Alex Rocha (baixo), Fernando Merlino (piano) e José Arimateia. No repertório, maravilhas como Saigon, Verdade Chinesa, Cadê Juízo e Flamboyant, entre outras. Vai ser de arrepiar!

Nascido em Fortaleza (CE) em fevereiro de 1991, Marcos Lessa ficou conhecido nacionalmente ao ser semifinalista do reality show musical televisivo The Voice Brasil em 2013. Não ganhou, mas provou ter uma voz excepcionalmente bela e bem treinada, como tivemos a oportunidade de conferir no excelente álbum Entre o Mar e o Sertão (leia a resenha de Mondo Pop aqui ). Um talento lapidado e intenso que ainda irá nos oferecer muitas coisas boas.

Lindo Lago do Amor (ao vivo)- Marcos Lessa:

Cantora Iá mostra o seu 1º CD em show único em São Paulo

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Por Fabian Chacur

A jovem cantora mineira radicada em São Paulo Iá acaba de lançar o seu primeiro CD. Intitulado Esquerdo Direito, o trabalho traz dez músicas, sendo quatro delas inéditas e as outras quatro de grandes nomes da música brasileira e mundial. Ela mostra esse repertório em show acústico neste sábado (27) em São Paulo na Cia. da Revista (Alameda Nothmann, nº 1.135- fone 0xx11-3791-5200- Santa Cecília), com ingressos a R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira), ambos dando direito ao CD autografado.

Esquerdo Direito equivale a uma bela estreia em disco para esta jovem intérprete. Com uma voz doce e sempre bem colocada, ela sabe como encarar momentos mais swingados e outros mais reflexivos em cada canção. Uma boa ajuda para a bela concretização deste CD ficou a cargo do paulistano Peter Farrell, que se incumbiu dos arranjos, produção, guitarras e violões. Ele tem entre seus fãs ninguém menos do que George Benson, e já tocou e gravou com gente do gabarito de Eumir Deodato, Pery Ribeiro e Jane Monheit, entre outros.

A sonoridade do álbum pode ser classificada como uma mistura de diversos ritmos, como jazz, MPB, música latina, rock e pop, sempre com um resultado sofisticado e bem trabalhado. Os novos arranjos para clássicos como Geraldinos e Arquibaldos (Gonzaguinha), Como Dois e Dois (Caetano Veloso) e Otherside (Red Hot Chili Peppers), assim como as deliciosas inéditas Bailarina (Marília Duarte) e Fim de Tarde (Italo Lencker e Camila de Oliveira) foram ótimas escolhas.

Iá é formada em música pela Faculdade Santa Marcelina, de São Paulo, e deu aulas de piano e canto, além de ter feito shows em bares. A ideia do primeiro CD surgiu em 2015, e o repertório foi sendo montado aos poucos. O resultado final mostra alguém com muito potencial surgindo no cenário da música brasileira, e que merece a sua atenção.

Geraldinos e Arquibaldos– Iá:

Bailarina– Iá:

O Kid Vinil, gentleman que se tornou um herói real do Brasil

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Por Fabian Chacur

O roqueiro pode ser um bom rapaz? Se a figura em questão for um certo Antônio Carlos Senefonte, a resposta é um retumbante sim. Mesmo abraçando o nosso velho e bom rock and roll de corpo, alma, voz e ouvidos, ele sempre teve como marca o fato de ser um gentleman. Kid Vinil, esse cara que infelizmente nos deixou nesta sexta-feira (19) em São Paulo, aos 62 anos, após lutar com bravura para vencer as sequelas de uma parada cardíaca sofrida em 18 de abril em Conselheiro Lafaiete (MG).

Em um país que atualmente se choca diariamente com a desfaçatez com que políticos, empresários e outros seres humanos chafurdam na lama de forma asquerosa para manterem suas negociatas escusas, Kid sempre foi um verdadeiro herói do Brasil, como dizia a letra da música gravada por ele no primeiro álbum do Magazine, autointitulado e lançado em 1983 e um clássico do rock brasileiro.

Oriundo do interior de São Paulo em 10 de março de 1955, Kid não nasceu em berço de ouro, e batalhou muito para chegar onde chegou. Ele trabalhou na gravadora Continental com o brilhante Vitor Martins, aquele mesmo, eterno parceiro de Ivan Lins em grandes clássicos da MPB, e no fim dos anos 1970 já estava trabalhando em rádio e dando seus primeiros passos como cantor de rock.

Kid ajudou como poucos na divulgação, em nosso país, do que de mais relevante ocorria no rock internacional a partir do punk rock. Como radialista, DJ, crítico musical e atuando em gravadoras, educou incontáveis fãs com seu vasto conhecimento musical, sempre aberto e disposto a desencavar tanto raridades como novidades. Com um leve ar professoral, mas descontraído e desinibido.

Na seara musical, começou a ficar conhecido com a banda punk Verminose, que se transformaria em new wave ao mudar o nome para Magazine. Sou Boy foi um dos primeiros grandes sucessos do rock brasileiro geração anos 80, seguido por outros hits como Tique-Tique Nervoso, Comeu, Adivinhão, Glub Glub No Clube e Kid Vinil (aquela que gerou a alcunha “O Herói do Brasil” que tanto o marcou).

A partir daí, a vida musical de Mr.Senefonte geraria a banda Kid Vinil e os Heróis do Brasil, na qual se destacava o guitarrista André Christovan e que lançou um único (e ótimo) autointitulado álbum em 1986, um álbum-solo (Kid Vinil) em 1989, um CD do Verminose em 1995 (Xu-Pa-Ki), o álbum com uma nova encarnação do Magazine em 2002 (Na Honestidade) e um DVD retrospectivo em 2013 (Vinil ao Vivo, leia a resenha de Mondo Pop aqui).

Kid ainda gravou um DVD de releituras de clássicos conhecidos e/ou obscuros de rock em 2010 com o Kid Vinil Xperience (Time Was, em 2010), e um single em vinil em 2014 (leia a resenha aqui). Ele também lançou o Almanaque do Rock em 2009, e a biografia, Um Herói do Brasil, escrita por Ricardo Gozzi e Duca Belintani.

Além de atuar como DJ e de eventuais shows com o Magazine, Kid também participava de shows celebrando os anos 80 ao lado de amigos e contemporâneos daqueles tempos, como Kiko Zambianchi e Ritchie. E infelizmente foi após sua participação em um desses shows que ele sofreu o ataque cardíaco responsável por seu fim prematuro.

Kid Vinil vai fazer muita falta para seus incontáveis fãs, amigos e admiradores, que frequentemente eram as três coisas juntas, pois poucos nomes importantes se faziam tão acessíveis e gentis como ele. O lindo dogão Kosmo ficou sem seu pai, que tristeza!

Magazine- Magazine (1983- em streaming):

Simplesmente Paul chega ao RJ no Teatro Bradesco Rio

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Por Fabian Chacur

Paul McCartney voltará ao Brasil em outubro. Quem quiser já ir entrando no clima e mora no Rio de Janeiro tem uma boa pedida neste sábado, às 21h, no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº3.900- loja 160- Shopping Village Mall- Barra da Tijuca- call center 4003-1212). Trata-se do show Simplesmente Paul, dedicado a um repertório de grandes sucessos do inigualável astro do rock. Os ingressos custam de R$ 40,00 a R$ 160,00.

O espetáculo é estrelado por Celso Anieri, que no início da década de 1980 fundou em São Paulo o grupo Beatles 4 Ever, um dos mais criativos e minuciosos na reprodução ao vivo das músicas do seminal grupo de Liverpool. Ele saiu da banda há algum tempo, mas após uma canja com a atual formação, em 2015, ficou com vontade de investir em um projeto semelhante, e aí surgiu a ideia de fazer um show em homenagem ao autor da eterna Yesterday e de tantos outros hits.

Anieri canta e toca baixo, teclados, violão, ukulele e bandolim. Com ele, um grupo formado por Ana Cristina Santos (violão e voz), Bia Honda (vocais), Edson Yokoo (teclados e arranjos), Edu Perez (baixo, violão e vocal), Paula Altran (vocais), Paulo Yuzo (bateria e percussão), Renato Molina (guitarra) e Vitor da Mata (guitarra, teclados e vocais).

O show inclui canções dos Beatles, dos Wings e da carreira solo de McCartney, entre elas Can’t Buy Me Love, Live And Let Die, Here Today, My Love e Silly Love Songs, além de se valer de recursos audiovisuais como telão e coreografias, algo que por sinal fez o diferencial do Beatles 4 Ever. O espetáculo já passou por diversas cidades brasileiras, sempre com boa repercussão por parte do público.

Simplesmente Paul- trechos do show:

Chris Cornell, ou mais um dos grandes que nos deixa cedo

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Por Fabian Chacur

Em pleno caos político que vive o Brasil nesse exato momento, os fãs de rock estão vivenciando mais um duro luto. Chris Cornell, 52 anos, foi encontrado morte nesta quarta (17) no banheiro de um hotel em Detroit, EUA, horas após ter feito um show com o Soundgarden, banda que o tornou famoso mundialmente. Há indícios de que possa ter sido suicídio. Uma perda irrecuperável, de um artista que estava na ativa e ainda poderia nos proporcionar muita coisa.

Nascido em Seattle no dia 20 de julho de 1964, Cornell foi um dos nomes mais importantes da cena musical que ajudaria a resgatar o rock dos porões rumo ao topo das paradas de sucesso novamente. Criada em 1984, sua banda principal, a Soundgarden, foi a primeira da cena do que se convencionou chamar de grunge a assinar com uma grande gravadora, em 1988. O grupo começou a firmar seu nome no mainstream rock com Badmotorfinger (1991), um álbum furioso e com músicas do porte de Outshined e Rusty Cage.

Mais ou menos na mesma época de Badmotorfinger, também saiu Temple Of The Dog, álbum no qual ele homenageou o amigo Andrew Wood (1966-1990), morto por uma overdose de heroína, e teve a seu lado músicos que a seguir formariam o Pearl Jam e também um colega do Soundgarden. Um trabalho que ficou marcado na história do rock não só pelo tributo em si, mas também graças à qualidade de suas músicas.

Dos grupos do núcleo do grunge, o Soundgarden era o com mais influência do heavy metal, especialmente do Black Sabbath, e o vozeirão de Cornell se encaixava feito luva nesse panorama. Com Superunknown (1994), o grupo atingiu o topo da parada americana, e se mostrava um pouco mais melódico, com canções como Black Old Sun e Spoonman. Após lançar Down On The Upside (1996), no entanto, o grupo entraria em crise e a separação se tornaria o passo a seguir, tomado em 1997.

No período em que o Soundgarden ficou fora de cena, Chris Cornell apostou na versatilidade como proposta. Lançou três álbuns-solo bem diferentes entre si, Euphoria Morning (1999), Carry On (2007) e Scream (2009), sendo que no último ousou ao investir em r&b pop e com produção a cargo do badalado Timbaland. Outro trabalho individual sairia em 2015, Higher Truth, além do ao vivo Songbook (2011).

De 2001 a 2007, ele também integrou o Audioslave, grupo que era uma espécie de Rage Against The Machine com Cornell na vaga do cantor Zack de La Rocha. O quarteto lançou três álbuns, sendo o melhor o autointitulado trabalho de estreia, lançado em 2002 e trazendo canções intensas como Cochise, Like a Stone e Show Me How To Live. O supergrupo acabou quando o Rage original resolveu seguir adiante, e seu cantor voltou à carreira-solo.

O Soundgarden fez a alegria dos fãs em 2010 ao anunciar o seu retorno, coroado com um álbum de inéditas, King Animal, lançado em 2012. Atualmente, a banda estava em turnê, e é uma pena ver Cornell sair de cena de forma tão prematura e trágica. Seu vozeirão, carisma e talento, que o público brasileiro teve a chance de conferir em shows solo e com o Soundgarden, ficarão marcados na memória de todos.

Like a Stone– Audioslave:

Antonio Adolfo relê o Wayne Shorter no ótimo CD Hybrido

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Por Fabian Chacur

Uma das vantagens de você ser o seu próprio patrão é criar pautas próprias sem depender de aprovação dos outros. Por isso, nesses 11 anos de Mondo Pop, pude me divertir escrevendo sobre artistas de que gosto muito. Mais: dando espaço a alguns deles, que nem sempre tem a atenção que merecem. Antônio Adolfo é um dos campeões de posts aqui. Se tiver alguma dúvida, confira neste link aqui e leia algumas das matérias publicadas no blog sobre ele.

Além de sua importância e currículo invejável no cenário da nossa música, Antonio Adolfo possui outra grande virtude: a vitalidade. Ele, que completou 70 anos no último dia 10 de fevereiro, continua mais ativo do que nunca, com constantes shows e lançamentos de novos álbuns. E cada novo disco vem com aquele rigor estilístico e com temáticas diferentes entre si e ao mesmo tempo pertinentes, tendo como regra o prazer e a paixão pela boa música popular.

Nem é preciso dizer que Hybrido- From Rio To Wayne Shorter, seu novo CD, não foge a esse alto parâmetro artístico. O músico carioca, desta vez, mergulhou na obra do genial saxofonista e compositor americano Wayne Shorter e trouxe de seu rico repertório oito composições, que receberam novos arranjos e foram tocados com swing, categoria e sentimento pelo músico e uma banda afiadíssima.

Além do próprio Antonio no piano e arranjos, temos em cena Lula Galvão (guitarra), Jorge Helder (contrabaixo), Rafael Barata (bateria e percussão), André Siqueira (percussão), Jessé Sadoc (trompete), Marcelo Martins (sax tenor e soprano e flauta) e Serginho Trombone (trombone). Zé Renato (vocais) e Claudio Spiewak (violão) fazem participação especial. Um timaço, conduzido com a competência habitual pelo dono da festa, que dá espaço para que todos brilhem.

Além das oito composições, escolhidas principalmente da produção de Shorter da década de 1960, temos também uma obra própria, Afosamba. A ideia foi mesclar as belas melodias e o teor jazzístico de maravilhas como Deluge, Footprints, Speak No Evil, Beauty And The Beast e E.S.P. com elementos da nossa música, e o resultado não poderia ser melhor, renovando clássicos sem os violentar.

Vale lembrar que Wayne Shorter, conhecido por seu trabalho com Miles Davis e por ter criado o influente e bem-sucedido grupo Weather Report, sempre foi um fã confesso da música popular brasileira, vide o álbum que gravou em 1974 em parceria com Milton Nascimento, Native Dancer, só para citar uma dessas colaborações. Aos 83 anos, ele dificilmente não se encantará ao ouvir novas versões tão quentes de suas composições. Mais um golaço de Antonio Adolfo, e mais um post sobre ele em Mondo Pop. Que venham muitos outros!

Viralata- Antonio Adolfo (álbum em streaming):

Madonna lançará Rebel Heart Tour em diversos formatos

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Por Fabian Chacur

Madonna não lança um álbum à altura de seu passado de glórias desde Music (2000). A partir daí, seus trabalhos dedicados a faixas inéditas primam pela irregularidade. Os shows, no entanto, mantiveram-na no primeiro escalão do pop mundial, graças a muito profissionalismo, criatividade e ousadia. No dia 15 de setembro, ela lança Rebel Heart Tour, registro de sua mais recente tour mundial que ressalta esse clima de “rainha dos shows grandiosos”.

Este novo trabalho de Madonna chegará ao público nos formatos DVD, Blu-ray com bônus, CD simples e CD duplo, além das respectivas versões digitais para cada versão. A direção do filme ficou a cargo de Danny B. Tull e Nathan Rissman, enquanto a arte de capa foi feita por Aldo Diaz. Vale lembrar que uma versão prévia esteve na tela do canal americano por assinatura Showtime em dezembro de 2016.

O repertório traz 22 músicas que cobrem os mais de 30 anos de carreira da cantora e compositora americana, com direito a Material Girl, Candy Shop, Illuminati, Music, Who’s That Girl e Holiday, trazendo novos arranjos, efeitos visuais espetaculares e coreografias de tirar o fôlego. Aquele tipo de espetáculo padrão “Broadway Plus” que a artista sabe fazer como poucos, e com recursos técnicos de cair o queixo.

A mais recente turnê mundial da Material Girl teve início em 9 de setembro de 2015 em Montreal, Canadá, passou por 55 cidades de quatro continentes e durou sete meses. Foram 82 apresentações, mais uma adicional e especial, intitulada Tears Of a Clown e realizada em Melbourne, Austrália. Exatos 1.045.479 pagantes proporcionaram uma arrecadação de 169.8 milhões de dólares. Garota material mesmo!

Trailer Rebel Heart Tour- Madonna:

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