Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Helio Flanders lança um clipe com a eslovaca Andrea Bucko

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Por Fabian Chacur

Em 2015, Helio Flanders, líder da banda Vanguart, lançou Uma Temporada Fora de Mim, seu primeiro álbum realmente solo (leia mais sobre este trabalho aqui). Agora, é a vez de mais um trabalho sem o seu grupo. Trata-se de When Our Voices Match (Touch Me), parceria com a cantora e compositora Andrea Bucko, cujo clipe acaba de ser divulgado.

A parceria entre os dois teve início quando Flanders dividiu em 2016 uma turnê com a cantora e pianista em Bratislava (Andrea é natural da Eslováquia, cuja capital é a cidade citada). “Fiz uma turnê na Europa em 2016 e, já nos primeiros shows, a melodia da canção pulsava em mim. Era uma forma de procurar um entendimento entre novas cidades e idiomas que eu estava encontrando”, relembra o artista.

Aí, a canção, que o líder do Vanguart define como uma espécie de milonga, tomou corpo e foi escrita em parceria com Andrea. “O inglês sempre foi natural pra mim, era o idioma que usávamos no começo do Vanguart. Gosto da ideia de uma canção assim. É uma milonga, um estilo uruguaio, argentino, escrita por um brasileiro e uma eslovaca, em inglês, clamando por compreensão do mundo”. É o primeiro trabalho de Flanders com uma artista estrangeira.

When Our Voices Match (Touch Me)– Andrea Bucko & Helio Flanders:

Jane Duboc interpreta hits em show no Sesc Pompeia (SP)

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Por Fabian Chacur

A carreira de Jane Duboc equivale a uma belíssima viagem pelo mundo da música. Esta incrível cantora paraense está há mais de 40 anos na estrada, período durante o qual se consolidou como uma artista do mais alto gabarito. Menos reconhecida do que deveria pela mídia brasileira, ela dá uma geral em seus hits e momentos mais estelares no show Uma Vida Para a Música, que será apresentado em São Paulo nesta sexta (20) às 21h no Sesc Pompeia (rua Clélia, nª 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos custando de R$ 9,00 a R$ 30,00 (mais detalhes aqui).

No repertório dessa apresentação, teremos canções que estiveram nas paradas de sucesso nos anos 1980 e 1990. Entre elas, estão escaladas Chama da Paixão, Sonhos, Manuel o Aldaz, Besame, Só nós Dois, Todo Azul do Mar e Partituras. São músicas que frequentaram programas de TV e trilhas de novelas, em uma época que material de qualidade também conseguia essa façanha, hoje não tão simples.

Nascida em Belém (PA) em 16 de novembro de 1950, Jane Duboc morou por seis anos nos EUA quando ainda era adolescente. Nesse período, estudou orquestração, canto lírico, flauta e arte dramática na Faculdade de Música da Universidade da Georgia. Por lá, casou com o músico Jay Anthony Vaquer, que tocaria com Raul Seixas. Juntos, tiveram o filho Jay Vaquer, hoje um dos nomes mais promissores da nova geração.

Ao voltar ao Brasil em 1977, depois de trabalhar como cantora, musicista e professora nos EUA, ela participou de shows de Egberto Gismonti, integrou pequenos grupos musicais e gravou jingles, entre outras ocupações. Em 1980, lançou Languidez, seu primeiro álbum solo, que contou com participações especiais de Toninho Horta, Djavan e Sivuca, além de divulgação com clipe no Fantástico. Em 1982, obteve como intérprete o terceiro lugar no MPB Shell, promovido pela Rede Globo, com a canção Doce Mistério (Tentação).

Versátil, ela participou em 1983 do hoje clássico álbum O Grande Circo Místico, de Chico Buarque e Edu Lobo, cantando Valsa dos Clowns, e como vocalista do álbum Depois do Fim, do grupo de rock progressivo carioca Bacamarte. Bastante conhecida e respeitada entre os colegas, ela ainda não havia obtido um grande sucesso comercial. Isso viria logo a seguir, e de forma bastante significativa.

Em 1987, Jane lançou seu primeiro álbum pela gravadora Continental, e nele incluiu as duas canções que invadiram as paradas de sucesso de todo o país logo a seguir: as românticas Chama da Paixão e Sonhos, que a levaram a participar de programas populares de TV. A partir daí, até meados dos anos 1990, teve presença constante em trilhas de novelas.

Mesmo sem tanta divulgação na grande mídia, a carreira de Jane nos últimos 25 anos é repleta de momentos importantes. Em 1992, por exemplo, lançou o belo Movie Melodies, com releituras personalizadas de grandes temas de filmes. Em 1994, gravou em parceria com o consagrado músico de jazz americano Gerry Mulligan o álbum Paraíso, lançado no exterior pelo prestigiado selo Telarc Jazz Records.

Em alguns momentos, ela dedicou álbuns inteiros a repertório de compositores que admira. Ela fez isso com as obras de Flávio Venturini (Partituras, 1995), Egberto Gismonti (Canção da Espera, 2008) e o filho Jay Vaquer (Sweet Face Of Music, 2010). De 2000 a 2011, foi sócia da gravadora Jam Music, que durante sua existência lançou álbuns dela e de artistas como Angela Ro Ro, Beth Carvalho, Alaíde Costa, Oswaldo Montenegro, Celso Viáfora e Cristina Buarque, entre outros.

Seu mais recente trabalho é o CD Duetos, no qual conta com as participações especiais de Bianca e Egberto Gismonti, Oswaldo Montenegro, Celso Fonseca, Fábio Jr., Toquinho, Roupa Nova e Roberto Menescal. Ah, quer mais uma, e das boas, para finalizar? Jane participou em 6 de outubro de 1993, no Olympia, em São Paulo, de um show do astro do rock Peter Gabriel, cantando com ele Blood Of Eden. E acreditem: faltou muita coisa feita por ela nesse post. Muita mesmo!

Besame– Jane Duboc:

Thiago Delegado lança o clipe para divulgar seu novo álbum

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Por Fabian Chacur

Conheci Thiago Delegado em 2011, quando vi um show da excelente cantora carioca radicada em Belo Horizonte Aline Calixto, no qual ele era o violonista e diretor musical. Deu para sentir que o cara não era apenas mais um músico, mas sim alguém muito talentoso e com espaço para avançar bastante no cenário musical. E isso ocorreu. Ele acaba de lançar o videoclipe para divulgar Sambete Preguiçoso, faixa que integrará seu quarto álbum solo, Sambetes Vol.1, que está saindo do forno. Belíssima amostra.

Sambete é o apelido que se criou para um estilo musical desenvolvido nos anos 1950 e 1960, predominantemente instrumental, com levada dançante e influências de jazz e samba, além de ter sido incorporado à mistura que gerou a bossa nova. Thiago fez uma versão moderna e bastante vintage deste gênero, tendo a seu lado os ótimos músicos Christiano Caldas (teclados, Hammond entre eles), Aloizio Horta (baixo) e André Limão Queiróz (bateria).

O clipe é descontraído e divertido, mostrando várias pessoas em situações cotidianas nas quais preferem dar um tempo nas atividades que faziam para dar vasão à preguiça. Já disponível nas plataformas digitais, a faixa é uma das oito presentes em Sambetes Vol.1, que será lançado em breve nos formatos CD, vinil e digital. Pela amostra, deve ser delicioso de se ouvir. A expectativa é das maiores.

Nascido em Caratinga (MG), mesma cidade do genial Ziraldo, Thiago tem no currículo os álbuns Serra do Curral (2010), Thiago Delegado Trio: Ao Vivo no Museu de Arte da Pampulha (2012) e Viamundo (2015), todos lançados pela via independente. Ele é compositor, arranjador, diretor musical e um dos grandes nomes da nova geração em um instrumento vital para o samba e chorinho, o violão de sete cordas.

Além da carreira individual, o artista mineiro já teve a oportunidade de atuar com outros músicos e cantores do primeiro escalão. Já tocaram ao vivo e/ou gravaram com ele nomes do gabarito de Leila Pinheiro (turnê em 2014 e 2015), Wagner Tiso, João Donato, Martinho da Vila, Vander Lee, Toninho Horta, Roberto Menescal, Hamilton de Holanda, Aline Calixto, Arlindo Cruz, Dona Ivone Lara e Yamandu Costa.

Não satisfeito, ele também é o anfitrião dos projetos Delegas Samba Clube e Delegascia. Este último é uma jam session semanal sediada em Belo Horizonte e que está sendo realizada há 10 anos e já ganhou até um registro em DVD. Ele também apresenta o programa A Hora do Improviso na Rádio Inconfidência FM e Rede Minas. O show de lançamento do novo trabalho em Belo Horizonte será no próximo dia 26 (quinta-feira) no Teatro Bradesco (saiba mais aqui).

Sambete Preguiçoso (clipe)- Thiago Delegado

Bianca Gismonti homenageia Egberto Gismonti em show

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Por Fabian Chacur

Aos 9 anos de idade, Bianca Gismonti resolveu seguir os passos do pai famoso, o consagrado músico e compositor Egberto Gismonti. Não poderia ter tomado decisão mais acertada. Muito talentosa, ela se firmou no cenário nacional e internacional. Ela agora homenageia os 70 anos completados por seu genitor em dezembro com um show no Rio de Janeiro nesta quinta (19) às 22h30 no Blue Note (Avenida Borges de Medeiros, nº 1.424- 3º andar- Lagoa-fone 0xx21-3799-2500), com ingressos custando R$ 45,00 (meia) e R$ 90,00 (inteira).

O show, intitulado Gismonti 70, será realizado pelo Bianca Gismonti Trio, integrado pela sua líder (piano), Julio Falavigna (marido de Bianca, na bateria) e Antônio Porto (baixo). O repertório trará composições do homenageado, como Palhaço, Maracatu, Água e Vinho e Loro, e também material próprio. Teremos as participações especialíssimas de Olivia Byington (voz) e Robertinho Silva (percussão).

A apresentação equivale a uma preparação para shows que o trio fará em junho em Budapeste (Hungria), Kobe e Shiga (ambas no Japão). O selo húngaro Hunnia Records irá lançar o próximo álbum do grupo. Vale lembrar que o trabalho anterior deles, Primeiro Céu (2015), também saiu no exterior, pelos selos Quinton Records (Áustria) e Impartment (Japão). Leia mais sobre Bianca Gismonti aqui.

Palhaço (ao vivo)- Bianca Gismonti Trio:

Edu Lobo faz show em SP com Romero Lubambo e M. Senise

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Por Fabian Chacur

Desde o seu estouro em 1967 como cantor, compositor e músico em um festival promovido pela TV Record com a música Ponteio, Edu Lobo só viu o seu prestígio aumentar. Um dos grandes nomes da geração anos 1960 da MPB, ele felizmente se mantém ativo e com novos projetos. O mais recente rendeu o elogiado CD Dos Navegantes, gravado em parceria com Romero Lubambo e Mauro Senise. Ele mostra o repertório deste álbum em São Paulo com show nesta quinta (19) às 22h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com ingressos custando R$ 245,00 (standard) e R$ 290,00 (premium).

Dos Navegantes reúne 11 composições de Edu Lobo, sendo uma delas a inédita Noturna (instrumental) e as outras 10 pinçadas das várias fases da carreira de Edu, com ênfase em momentos não tão conhecidos, embora da mesma qualidade que seus hits. Entre elas, temos Valsa Brasileira, Dos Navegantes, Gingado Dobrado, A Morte de Zambi e Toada.

O repertório do show deve incluir o repertório completo do CD do trio e mais alguns sucessos de seu protagonista, entre os quais Beatriz, História de Lily Braun e Choro Bandido. No palco, além dos três amigos, também teremos em cena a presença dos experientes Cristóvão Bastos (teclados), Luis Guello (percussão) e Bruno Aguiar (baixo).

Em seus mais de 50 anos de carreira, Edu Lobo soube como poucos mesclar bossa nova, música nordestina, música erudita e jazz, criando dessa forma uma sonoridade de acento próprio e brilhante. Suas parcerias com Chico Buarque geraram clássicos, mas sua obra vai muito além disso, e sempre abertas a novas experiências.

Com 62 anos, o violonista, guitarrista, compositor e arranjador carioca Romero Lubambo está radicado há anos nos EUA. Seu currículo inclui shows e gravações com gente do porte de Dianne Reeves, Cesar Camargo Mariano, Ivan Lins, Airto Moreira, Al Jarreau, Flora Purim e Grover Washington Jr, entre outros.

Por sua vez, Mauro Senise, de 57 anos, que toca sax, flauta e é arranjador, foi um dos fundadores do grupo de música instrumental Cama de Gato, e já trabalhou com Egberto Gismonti, Gal Costa, Milton Nascimento, Paulo Moura e Ney Matogrosso.

Gingado Dobrado– Edu Lobo, Romero Lubambo, Mauro Senise:

Daryl Hall fala com franqueza sobre carreira em Rock Icons

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Por Fabian Chacur

O trabalho do cantor, compositor e músico americano Daryl Hall nunca foi levado muito a sério pela crítica especializada. Um lamentável erro de julgamento, pois o cara é um verdadeiro gênio. Sua extensa e consistente obra em dupla com o cantor, compositor e músico americano John Oates rendeu belíssimos frutos em seus mais de 40 anos de atividade. Ele é o tema de Rock Icons 8, que o Canal Bis exibe nesta 2ª (16) às 12h30, 3ª (17) às 3h e 8h05 e 4ª (18) às 16h30. Saiba mais aqui.

Normalmente voltado a nomes do heavy/hard rock, desta vez este ótimo programa, dirigido por Sam Dunn e Scott McFadyen, prefere se render a um desses artistas capazes de superar barreiras e criar um trabalho ao mesmo tempo consistente em termos artísticos e bem-sucedido comercialmente. São apenas 22 minutos, mas absurdamente bem aproveitados, com direito a entrevistas feitas especialmente para a atração com o artista enfocado, o parceiro Oates e Kathy Phillips, irmã de Hall, além de excelente material de arquivo.

Neles, o autor de Maneater, I Can’t Go For That (No Can Do), Rich Girl, Kiss On My List e tantos outros hits fala sobre o início de sua carreira, na mitológica cidade da Filadélfia, quanto montou um grupo vocal, os Temptones, influenciado pelos Temptations. Uma foto reunindo os dois grupos é uma das surpresas que o expectador terá durante o programa.

Ele comenta sobre não admitir barreiras entre estilos musicais, dizendo-se à vontade ao fazer música influenciada pelos negros artistas e repelindo acusações do tipo “apropriação cultural” que alguns radicais desferem a brancos que fazem “black music”.

Com muita franqueza e sem papas na língua, ele lembra de suas experiências no meio musical, que o levaram a “odiar o negócio da música, pois eles não são amigos dos músicos, nunca foram meus amigos”, e de como descobriu ser a autoprodução o melhor caminho para viabilizar a sonoridade que sonhava em criar, após trabalhar com inúmeros produtores nos anos 1970.

As experiências com os videoclipes são lamentadas pelos dois parceiros, que detonam os diretores com os quais trabalharam e também a utilização de um visual nos clipes que nada tinha a ver com as letras das canções que as ilustravam. Oates, em um momento particularmente divertido, reflete que seus clipes equivalem a aqueles álbuns de fotos com visuais constrangedores que as pessoas tem nas gavetas de suas casas. Só que, no caso deles, totalmente acessíveis a todos e sempre os assombrando, com seu mal gosto.

Durante as entrevistas, temos cenas de ótimas apresentações ao vivo nos anos 1970 e 1980, trechos de clipes como Out Of Touch (o que eles mais detonam, de forma detalhada). Hall explica o seu processo de criação, sobre a mistura de soul music e folk que ele e Oates fizeram, e de como conseguiram se consolidar no cenário musical mundial.

Ele também fala de seu incrível programa Live From Daryl’s House, criado em 2007 inicialmente para exibições apenas via internet e que depois também entrou na programação de uma emissora de TV americana. A ideia era mostra-lo de forma mais informal e honesta, ao lado de músicos que admira, como forma de divulgar uma imagem sua mais próxima do real. O curioso é que em nenhum momento ele aborda os bons trabalhos que lançou como artista solo. Mas isso não tira a alta qualidade desta atração, que faz jus a esse craque da música pop.

Rock Icons 8- Daryl Hall (veja em streaming, sem legendas):

ChangesTwoBowie:relançado em CD após mais de 30 anos

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Por Fabian Chacur

Em 1981, chegou às lojas brasileiras a coletânea ChangesTwoBowie. Naquele momento, era uma rara oportunidade de se conferir alguns dos maiores hits de David Bowie, pois seus álbuns da fase RCA estavam fora de catálogo e custavam uma fortuna nos sebos da vida. Essa compilação chegou a sair em CD nos EUA em 1985, mas logo saiu de cena. Para felicidade dos colecionadores, esse disco acaba de voltar ao mercado nacional em versão remasterizada pela Warner, nos formatos CD e digital. No exterior, também está disponível em LP de vinil.

Esta coletânea saiu como um complemento para ChangesOneBowie (1976). Ao contrário do que normalmente ocorre nesses casos, ela não se atém ao período posterior ao lançamento do volume 1, trazendo dez faixas abrangendo material de Hunky Dory (1971) até Scary Monsters (And Super Creeps) (1980). Seu grande atrativo na época era o raro single John I’m Only Dancing (Again), espécie de releitura disco gravada em 1975 do single John I’m Only Dancing (1972).

Além dessa faixa, que originalmente saiu em single em 1979 e depois foi incluída em outras compilações, o diferencial bacana desta compilação é a incrível capa, cuja foto foi feita pelo célebre Greg Gorman, ainda na ativa até hoje e conhecido por seus cliques de celebridades do mundo da música e do cinema como Jimi Hendrix, Elton John, Grace Jones, Richard Gere e inúmeros outros, desde o final da década de 1960.

Vale lembrar outra curiosidade envolvendo esta compilação. Quando o selo Rykodisc fez em 1990 o relançamento da discografia de Bowie de 1969 a 1980, optou por não incluir no pacote as coletâneas ChangesOneBowie e ChangesTwoBowie, criando uma nova compilação intitulada ChangesBowie (que saiu na época no Brasil em LP de vinil duplo pela EMI). Acho muito provável que fãs mais fieis de Bowie comprem essa nova edição de ChangesTwoBowie pela memória afetiva, capa e boa seleção de faixas, mas existem diversas outras coletâneas mais indicadas para quem quiser se iniciar na obra desse gênio do rock.

Conheça o repertório de ChangesTwoBowie:

Aladdin Sane (1913-1938-197?)
Oh! You Pretty Things
Starman
1984
Ashes To Ashes*
Sound And Vision
Fashion
Wild Is The Wind
John, I’m Only Dancing (Again) 1975
D.J.

Johnny I’m Only Dancing (Again)– David Bowie:

Ithamara Koorax faz show no RJ com suas canções favoritas

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Por Fabian Chacur

Em 1988, Ithamara Koorax fazia backing vocals para os cantores Tim Maia e Bebeto. Desde então, sua carreira tomou rumos extremamente positivos, e hoje ela celebra seus 30 anos de estrada com 21 álbuns lançados e fãs nos quatro cantos do mundo. A cantora dá uma geral no repertório desses trabalhos no show Minhas Canções Favoritas, que será realizado no Rio neste sábado (14) às 20h na Sala Municipal Baden Powell (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, nº 360- Copacabana- fone 0xx21-2547-9147), com ingressos custando R$ 25,00 (meia entrada) e R$ 50,00 (inteira).

Acompanhada por Paula Faour (piano), Jorge Pescara (baixo) e Cesar Machado (bateria), a intérprete nascida em Niterói (RJ) investirá em um repertório composto por canções como Iluminada, O Grande Amor, A Rã, Se Queres Saber, Un Homme Et Une Femme e The Shadow Of Your Smile, entre outras escolhidas a dedo pela atista.

Ithamara viu sua carreira solo tomar impulso em 1990, quando a música Iluminada entrou na trilha sonora da minissérie global Riacho Doce. Seria a primeira de um total de dez gravações dela a integrar trilhas de produções daquela emissora de TV. A boa repercussão lhe valeu prêmios. Seu primeiro CD, Ithamara Koorax, saiu em 1994.

Com uma mistura de elementos de jazz, bossa nova, MPB e música erudita, ela desenvolveu um estilo próprio que levou Elizeth Cardoso a se declarar sua madrinha musical. Ela atuou ao lado de nomes do porte de Tom Jobim, Luiz Bonfá, Marcos Valle, Edu Lobo, Ron Carter, Larry Coryell, Dave Brubeck e John Mclaughlin, e fez shows em mais de 20 países, entre os quais EUA, França, Alemanha e Japão. De quebra, foi considerada uma das melhores cantoras de jazz do mundo por publicações como a conceituada Down Beat americana.

Iluminada-Ithamara Koorax:

Brian McKnight faz show em SP c/ Cesar Camargo Mariano

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Por Fabian Chacur

Um belo encontro de dois badalados nomes da música. Este é o roteiro da nova edição do projeto beneficente Música Pela Cura, promovido pela Tucca (Associação Para Crianças e Adolescentes com Câncer). A apresentação reunirá o cantor, compositor e músico americano Brian McKnight e o pianista, compositor e arranjador brasileiro Cesar Camargo Mariano. O show será realizado no dia 18 (quarta-feira) às 21h na Sala São Paulo (Praça Júlio Mesquita, nº 16- Campos Elísios- fone 0xx11-2344-1051), com ingressos de R$ 120,00 a R$ 320,00.

Criada há 20 anos, a Tucca é uma organização não governamental que oferece tratamento multidisciplinar de excelência a crianças e adolescentes carentes com câncer, sem cobrar nada de paciente e familiares. Já foram atendidos por essa ONG mais de três mil pessoas, com taxas de cura próxims a 80%, em parceria com o Hospital Santa Marcelina. A renda obtida com este show será doada aos seus projetos.

Além de McKnight nos vocais e Cesar no piano, o show terá em cena Danilo Santana (teclados), Marcelo Mariano (baixo), Peter Farrell (guitarra e violão), Marcelo Martins (sax e flauta), Jessé Sadoc (trompete) e Cuca Teixeira (bateria). O repertório trará grandes hits do astro do r&b americano como Back At One, Crazy e One Last Cry e também clássicos da nossa música arranjados pelo consagrado músico brasileiro especialmente para esta ocasião.

Com 48 anos de idade, Brian McKnight é cantor, compositor e multi-instrumentista. Ele é irmão mais novo de Claude McKnight III, integrante do bem-sucedido grupo vocal Take 6, e lançou seu primeiro álbum, autointitulado, em 1992. Investindo em um r&b romântico e melódico, ele emplacou quatro de seus álbuns entre os 10 mais da parada americana, entre os quais Back At One (1999), cuja faixa-título se manteve durante oito semanas em 2º lugar entre os singles mais vendidos, superada apenas por Smooth, de Carlos Santana.

McKnight gravou duetos de sucesso com artistas do porte de Mariah Carey, Vanessa Williams, Boys II Men e Earth, Wind & Fire, entre outros. No Brasil, gravou em 2002 uma nova versão de Back To One ao lado de Ivete Sangalo, e em 2013, Easier (Mais Fácil), com o grupo Sorriso Maroto. Seus trabalhos mais recentes são o CD/DVD/Blu-ray gravado ao vivo An Evening With Brian McKnight (2016-incluindo um dueto com o astro canadense Gino Vanelli) e Genesis (2017).

Na estrada desde a década de 1960, Cesar Camargo Mariano integrou os grupos Sambalanço Trio e Som Três no início de sua carreira. Depois, ficou famoso como arranjador e produtor de Wilson Simonal e Elis Regina, entre outros. Ele desenvolveu uma carreira própria que traz mais de trinta lançamentos, incluindo parcerias com Nana Caymmi, Hélio Delmiro, Romero Lubambo, Leny Andrade, Wagner Tiso e o filho Pedro Mariano. Cesar é cultuado mundialmente graças a um trabalho que mescla o culto às tradições com belos mergulhos na modernidade.

Saiba mais sobre o Tucca e o projeto Música Pela Cura aqui.

Back At One (videoclipe)- Brian McKnight:

Mauricio Einhorn comemora em Sampa 80 anos de carreira

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Por Fabian Chacur

Com o show 80 Anos de Gaita, o gaitista e compositor carioca Mauricio Einhorn celebra oito décadas de uma carreira brilhante e repleta de pontos altos. Ele mostra em São Paulo esse novo espetáculo de sexta (13) a domingo (15), sempre às 19h15, com entrada gratuita, na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, nº 111- Centro- fone 0xx11-3321-4400). No sábado (14), também será exibido às 18h o documentário sobre sua trajetória musical, Estamos Aí, de 2013 e dirigido por Rodolfo Novaes.

Mauricio Einhorn e sua gaita terão a seu lado nos shows em São Paulo Alberto Chimelli (teclados), Luis Alberto (contrabaixo) e João Côrtez (bateria). O repertório, essencialmente de composições de sua autoria, será uma viagem por esses anos todos de estrada, com direito a clássicos do alto calibre de Estamos Aí, Já Era, Valsa Para Marina, Tema de Amor, Tristeza de Nós Dois e Conexão Leme, entre várias outras.

Descendente de poloneses, o músico carioca iniciou sua carreira ainda criança, e na década de 1940 já se apresentava em programas de rádio. A partir da década de 1950, firmou-se no setor dos shows em casas noturnas, além de iniciar a trajetória como compositor, sendo parceiro de gente do porte de Eumir Deodato, Johnny Alf, Durval Ferreira e Sebastião Tapajós. Ele tocou com Nina Simone, Sarah Vaughan, Herbie Mann e Toots Thielemans, entre outros astros internacionais.

O músico teve participação importante em movimentos musicais do Brasil como a Bossa Nova e a MPB, e viu suas composições gravadas por Tom Jobim, Leny Andrade, Paquito D’Rivera e Cannonball Adderley, além de gravar, como músico, com Chico Buarque, Gilberto Gil e Claudette Soares. Dono de um estilo próprio de tocar, Einhorn também manteve paralelamente uma carreira solo dedicada à música instrumental, e se tornou inspiração para diversos outros gaitistas.

Batida Diferente– Mauricio Einhorn:

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