Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Eagles podem voltar se o filho de Glenn Frey aceitar convite

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Por Fabian Chacur

A carreira dos Eagles, uma das bandas de maior sucesso da história do rock americano, parecia encerrada após a morte do cantor, compositor e guitarrista Glenn Frey, em 18 de janeiro deste ano. Seu parceiro, o cantor, compositor e músico Don Henley, afirmou que não acreditava ser possível um retorno do grupo de country rock. No entanto, notícias publicadas nos últimos dias podem mudar o rumo das coisas na trajetória dos criadores de Hotel Califórnia.

As informações foram publicadas esta semana no site americano da Billboard, a bíblia da indústria fonográfica americana. Em entrevista concedida à Montreal Gazette, Henley teria dito que, em algum momento no futuro, essa reunião poderia, sim, ocorrer. A condição seria se o filho de Glenn Frey, o cantor e músico Deacon, de 22 anos, aceitasse integrar o time na vaga de seu pai. Vale lembrar que os Eagles foram fundados por Frey e Henley, seus líderes incontestes.

Em entrevista a um dos podcasts da Billboard, o baixista da banda, Timothy B. Schmit, afirmou não ter sido consultado sobre o tema, embora não descarte a possibilidade de uma eventual reunião. Ele lançou seu 6º disco solo, Leap Of Faith, com a participação da filha Jeddrah nas harmonias vocais da faixa All Those Faces.

Vale lembrar que no dia 15 de fevereiro deste ano, durante a cerimônia de entrega dos prêmios Grammy, houve uma homenagem a Glenn Frey da qual participaram Timothy B. Schmit, Joe Walsh e Don Henley, da mais recente formação dos Eagles, Bernie Leadon, da formação original da banda, nos anos 1970, e também o cantor, compositor e músico Jackson Browne, amigo deles e de quem os Eagles gravaram algumas composições, entre elas Take It Easy.

Take It Easy (ao vivo)- The Eagles:

Crikka Amorim lança novo EP com show no Rio de Janeiro

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Por Fabian Chacur

Cantora, compositora, guitarrista, arranjadora, produtora musical e diretora vocal, Crikka Amorim é o que podemos definir como uma profissional versátil e experiente. Com 30 anos de carreira, ela acaba de lançar um novo EP, Corações Plugados. A artista mostra o repertório deste novo trabalho com um show no Rio de Janeiro neste sábado (1º/10) às 19h30 no Centro de Referência da Música Carioca (rua Conde de Bonfim, nº 824- Tijuca- fone 0xx21-3238-3831), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira).

Corações Plugados, também disponível no formato físico, traz seis faixas, entre composições autorais e releituras de obras de outros autores. A faixa-título, de Crikka e Elisa Queiróz, é um dos destaques, ao lado de Intimidade (Zélia Duncan) e Ou Bola Ou Búlica (João Bosco e Aldyr Blanc). Anteriormente, a artista conseguiu boa repercussão com o CD Pirataria- Crikka Amorim Canta Rita Lee (2007), todo em cima do repertório da eterna rainha do rock brasileiro.

No show deste sábado, Crikka terá a seu lado Fabiano Salek (percussão e bateria), Didier Fernan (baixo) e Nito Lima (guitarra). Com uma postura e acento tipicamente roqueiros, ela no entanto não deixa de lado outras influências bacanas, como samba, pop, MPB e romantismo, valendo-se de sua voz segura e repleta de personalidade.

Intimidade– Crikka Amorim:

Cantora Akua Naru apresenta seu jazz hip hop em São Paulo

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Por Fabian Chacur

A cantora e compositora Akua Naru é mais uma prova de como a globalização tem efeito positivo na música. Natural de New Haven, Connecticut (EUA), ela é radicada em Colônia, Alemanha, e de lá vem consolidando uma carreira dedicada à mistura do rap e hip hop com elementos de jazz e soul music. Ela se apresentará em São Paulo nesta quinta-feira (6/10) às 22h30 no Bourbon Street (Rua dos Chanés, nº 194- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com ingressos a R$ 50,00.

A carreira discográfica de Akua Naru teve início em 2011 com o álbum The Journey Aflame. O segundo trabalho, Live & Aflame Sessions, veio em 2012, gravado em parceria com a banda Digflo. Ela também tocou com o célebre baterista nigeriano Tony Allen, conhecido por seus trabalhos com o influente astro africano Fela Kuti, e fez uma bem-sucedida turnê com o grupo Lords Of The Underground.

Akua já colaborou com artistas importantes como Angelique Kidjo e Ahmir Questlove (do grupo The Roots), e com os brasileiros Kamau, Rael e Rashid. Além de músicas de seus trabalhos anteriores, a cantora americana também nos dará uma prévia de seu novo álbum The Miner’s Canary, que está previsto para sair em breve. Outro elemento importante em sua obra é a poesia, que se sobressai em alguns momentos de seus discos e shows.

How Does It Feel Now (live)- Akua Naru:

Dado Magnelli mostra o novo CD em show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Após gravar vários bons trabalhos acompanhado por banda, Dado Magnelli resolveu desta vez experimentar uma formação minimalista em seu novo CD, Feito a Mão. Nele, conta com apenas uma participação especial, a do pianista gaúcho Rudi Germano, que é o arranjador e também coprodutor artístico desta obra musical. Ele lança esse álbum nesta terça (4/10) às 21h em São Paulo no Jazz B (rua General Jardim, nº 43- fone 0xx11-3257-4290), com ingressos a R$ 25,00.

No show, o compositor, saxofonista, flautista e clarinetista paulistano mostra músicas do novo CD ao lado do pianista Rudi Germano. Entre outras faixas, teremos Compositor, Chuva de Verão e Xamego. Vale lembrar que a versão física do disco traz imagens para cada uma das músicas produzidas pela pintora capixaba Luli Ramalho. Esta é uma forma que Dado se vale para valorizar o produto e diferenciá-lo.

Envolvido com a música desde criança, Dado Magnelli estudou entre 1998 e 2003 na Manhattan School Of Music de Nova York. Nesse período, tocou com o lendário pianista brasileiro radicado nos EUA Don Salvador. Ele atuou com artistas como Alice Caymmi, Língua de Trapo, Mariana Belém, Vanessa da Mata, Céu e Diogo Nogueira. Além do mais recente CD, ele também tem no currículo Whisky Com Guaraná (2002), Dado (2002), Caipiroska (2004), Minha Cidade (2010) e Zanzando (2014). Seu som instrumental mescla música brasileira e jazz.

Cozinha (ao vivo)- Dado Magnelli:

Martin, guitarrista da Pitty, é atração em show solo em SP

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Por Fabian Chacur

Martin se tornou conhecido do público roqueiro como o guitarrista da banda da roqueira baiana Pitty, além de também ter integrado com ela o duo acústico Agridoce. Agora, chega a vez de ele mostrar seu lado solo. Ele apresenta as músicas de seu primeiro trabalho individual, Quando Um Não Quer, lançado via digital pela Deck, em show nesta quinta-feira (29) às 21h no Teatro da Rotina (rua Augusta, nº 912- São Paulo-SP), com ingressos custando de R$ 15,00 a R$ 30,00.

O cantor, compositor e músico terá a seu lado o auxílio luxuoso de Gui Almeida (violão) e Luciano Malásia (percussão). No repertório, músicas do álbum individual, entre elas Linda (cujo clipe está sendo lançado exatamente neste show), Outra História, Algum Lugar e O Fim, e também algumas do álbum Dezenove Vezes Amor, gravado em parceria com Duda Machado. Folk, rock e country devem dar o tom ao espetáculo.

Veja o clipe de Linda, de Martin:

Rogério Flausino e Sideral vão homenagear Cazuza no Rio

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Por Fabian Chacur

Os irmãos Rogério Flausino e Wilson Sideral começaram a carreira musical juntos, na banda Contacto Imediato. Em 1993, no entanto, apostaram em rumos próprios, com Flausino assumindo o vocal do Jota Quest e Sideral partindo para a carreira solo. Continuaram compondo juntos, e agora estão em meio a sua primeira turnê em dupla. Eles tocam no Rio nesta terça-feira (27) às 21h no Teatro Bradesco-Rio (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160 do Shopping Village Mall-Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$ 50,00 a R$ 180,00.

E a turnê tem um tema fora do que poderia se esperar de dois compositores com muitos sucessos em seus currículos. O espetáculo intitula-se Rogério Flausino e Wilson Sideral Cantam Cazuza, e nele, os irmãos homenageiam um dos maiores nomes da história do rock brasileiro, dando uma geral em algumas de suas melhores músicas de seus tempos de Barão Vermelho e também da carreira solo.

O repertório traz clássicos de Cazuza como Pro Dia Nascer Feliz, Exagerado, Bete Balanço, Faz Parte do Meu Show, Solidão Que Nada e Vida Longa Vida, além da inédita Não Reclamo, poesia de Cazuza musicada por Sideral em 2015. A banda que os acompanhará é integrada por Adriano Campagnani (baixo), David Maciel (bateria), Marcelinho Guerra (guitarra), Breno Mendonça (sax) e Wagner Souza (trompete).

Pro Dia Nascer Feliz (ao vivo)- Rogério Flausino e Wilson Sideral:

Percussionista Peninha sai de cena e encara a eternidade

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Por Fabian Chacur

Não posso negar que sou emotivo até a medula. Como jornalista bastante rodado, já tive a oportunidade de entrevistar centenas, quiçá milhares de pessoas, especialmente músicos. E toda vez que um desses personagens se vai, me dói muito. A bola desta vez é Paulo Humberto Pizziali, 66 anos, mais conhecido no meio musical como Peninha. Ele nos deixou nesta segunda-feira (19), vítima de um choque hemorrágico no estômago. Ele estava internado no Hospital da Lagoa, na zona sul do Rio de Janeiro, desde o dia 5 de agosto.

Peninha, que é o primeiro da esquerda para a direita na foto que ilustra esse post, tinha todo o perfil de um rock and roller das antigas. Descontraído, franco e jeitão de quem não aguentaria um único dia em um escritório da vida, cumprindo os tais 9 to 5. Nasceu para a estrada, para tocar em uma banda de rock, para ser músico. Ele já havia tocado com feras do porte de Johnny Alf, Gal Costa, Simone e Sivuca, até que chegou a hora certa.

Essa hora certa foi o convite para tocar com o Barão Vermelho, em 1986. Do início como músico de apoio, logo acabou sendo incorporado ao time de forma oficial. Dessa forma, ajudou a banda de Roberto Frejat a dar a volta por cima, após um período difícil devido à saída de Cazuza. Sua participação ajudou a acentuar um toque de latinidade meio Carlos Santana em alguns momentos, como a fantástica Pense e Dance.

Por sinal, foi exatamente no disco que inclui esse petardo, o ótimo Carnaval (1988), que Peninha marcou sua estreia em estúdio com o grupo. Daí para a frente, esteve em álbuns como Supermercados da Vida (1992), Carne Crua (1994) e Barão Vermelho (2004). O Barão se mostrou bem menos ativo neste século, mas ele marcou presença nas turnês realizadas de 2004 a 2007 e de 2012 a 2013. Peninha deixou quatro filhos. Descanse em paz, fera!

Pense e Dance (ao vivo)- Barão Vermelho:

Natiruts e Edson Gomes vêm com single gravado ao vivo

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Por Fabian Chacur

De um lado, um nome que ajudou a consolidar o reggae no Brasil nos anos 1980. Do outro, uma banda que se consolidou no mesmo cenário, mas durante os primeiros anos do novo século. Eles são o cantor e compositor baiano Edson Gomes e a banda de Brasília Natiruts, que acabam de lançar Malandrinha, gravação ao vivo, que chega ao mercado digital em todas as plataformas de compra e streaming e no Youtube.

Essa composição foi lançada originalmente por seu autor, Edson Gomes, em seu primeiro álbum, Resistência (1988), e rapidamente se tornou um clássico do reggae brasileiro. A gravação que reúne o reggae man baiano e o grupo brasiliense saiu em 2015 como parte do CD e DVD Natiruts Reggae Brasil. O dueto entre Gomes e o cantor do Natiruts, o ótimo Alexandre Carlo, é um dos momentos mais expressivos do lançamento.

Natiruts Reggae Brasil é uma verdadeiradeclaração de amor ao reggae brasileiro, e conta com as participações de artistas das mais diversas gerações, todos tendo em comum o fato de incluírem o ritmo de origem jamaicana em suas obras. Entre eles, temos Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Toni Garrido (do Cidade Negra), Zeider Pires (do Planta & Raiz), Marceleza (Maskavo) e Hélio Bentes (Ponto de Equilíbrio).

Malandrinha (ao vivo)- Natiruts e Edson Gomes:

Broken Jazz Society lança um EP totalmente endiabrado

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Por Fabian Chacur

O rock brasileiro plantou boas sementes em Uberaba, importante cidade mineira. Lá se encontra a banda Broken Jazz Society, que estreou em disco em 2014 com o álbum Tales From Purple Land. Agora, eles voltam à cena com o EP Gas Station, que traz três faixas que merecem ser consideradas totalmente endiabradas. É uma amostra do mais puro rock and roll, com direito a muita energia, requinte e assinatura própria e personalizada.

Integram a Broken Jazz Society Mateus Graffunder (guitarra e vocal), João Fernandes (baixo) e Felipe Araújo (bateria). Partem de um conceito de power trio que não se prende a virtuosismos ou guerra de egos, apostando em peso, alternância de climas, respeito às canções que grava e pura concisão, mostrando criatividade, energia e diversidade em canções durando entre três e quatro minutos.

A banda se situa na área do stoner rock, estilo que tem em grupos como Kyuss e Queens Of The Stone Age seus seguidores mais famosos e no qual ocorre uma mistura de heavy metal a la Black Sabbath, punk rock e até eventuais viagens sonoras a la Pink Floyd. Oasis, Soundgarden e Alice In Chains são outras possíveis influências no som da BJS.

Na verdade, esse rótulo (stoner rock) é apenas uma referência, pois a BJS apresenta mais elementos bacanas no seu trabalho. Melhor não ficar perdendo tempo em tentativas de rotulação, e ir direto à audição.

Gas Station, a faixa título, alterna climas, indo do hard rock pesadão ao punk acelerado em questão de segundos, mas de forma bem concatenada. Riot Spring, regravação de uma música incluída no álbum de estreia, esbanja timbres ardidos de forma contundente. O EP é encerrado com Mean Machine, espécie de balada rock com pitadas de Pink Floyd e Oasis que traz um solo de guitarra vibrante. No total, as três músicas somam em torno de 12 minutos.

São 12 minutos que deixam o ouvinte com coceira nos ouvidos, querendo ouvir mais. E essa é uma característica que todo o EP deveria ter. Gas Station tem tudo para gerar esse efeito em quem resolver dar uma chance a ele. A banda define esse trabalho como o fim de um ciclo. Dessa forma, criaram grande expectativa positiva para o segundo álbum, previsto para sair em um futuro não tão distante. Stoner rock? Melhor definir como Broken Jazz Society Rock!

Gas Station (clipe)- Broken Jazz Society:

#NãoRecomendados traz um trio talentoso em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Se você é daqueles que tem a mente aberta e gosta de prestigiar espetáculos inovadores e muito interessantes, tem uma boa opção neste fim de semana. Será #NãoRecomendados, show performático que reúne três bons talentos da nova geração da nossa música, Caio Prado, Daniel Chaudon e Diego Moraes. O espetáculo será neste sábado (17) às 21h e domingo (18) às 18h em São Paulo no Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº 1.000- Belenzinho- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos bem acessíveis custando de R$ 6,00 a R$ 20,00.

A música Não Recomendados (Caio Prado), uma espécie de hino e grito de liberdade, equivale à semente que gerou o trabalho do trio. Temos três personagens: Morenita (Diego Moraes), a “Revoltada de Piracicaba”, Jânina (Caio Prado), a “Mimada de Realengo”, e Carlota (Daniel Chaudon), a “Despejada da Capital”. A temática é a busca de levar sensações e reflexões ao público, desafiando padrões rígidos, dogmas e preconceitos a cada cena/canção.

A trilha sonora é composta por interpretações de clássicos da música brasileira adaptados para o espírito deste espetáculo, como Rubens (Mario Manga), Punk da Periferia (Gilberto Gil) e O Tempo Não Para (Cazuza e Arnaldo Brandão) e também de músicas autorais como You Lost Playboy (Diego Moraes-Edu Capello), O Que Restou (Caio Prado) e Muderno (Diego Moraes). No sábado (17), teremos a participação especial de Johnny Hooker, e no domingo (18), de Mariana Aydar.

Veja o making of de #Nãorecomendado:

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