Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Mustache e os Apaches fazem duas performances em Sampa

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Por Fabian Chacur

O artista deve ir onde o povo está, já dizia aquele grande sucesso de Milton Nascimento. Na estrada há seis anos, a banda Mustache e os Apaches seguiu esse lema, iniciando sua trajetória com shows pelas ruas de Sampa City. Eles lançam novos singles, Na Melodia dos Teus Grunhidos e Durepox, em shows nesta sexta (2) e sábado (3). O primeiro integra o evento Skol Apresenta Premiera Freak, em dobradinha com Alf Sá, que ocorre a partir das 23h na Z Carniceria (avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 724- Pinheiros- fone 0xx11- 2936-0934), com ingressos a R$ 15,00.

O outro é ainda mais convidativo, pois tem entrada gratuita e será realizado às 21h no Teatro Décio de Almeira Prado (rua Cojuba, nº 45- Itaim Bibi- fone 0xx11- 3079-3438). Uma boa oportunidade para se conferir uma das bandas mais divertidas do cenário musical paulistano no momento. O time traz Axel Flag (voz, viola e percussão), Pedro Pastoriz (voz, violão e banjo), Tomas Oliveira (voz e baixo), Jack Rubens (voz, guitarra e bandolim) e Lumineiro (voz, washboard e bateria).

Inspirada nas clássicas jug bands americanas, Mustache e os Apaches fazem uma sacudida fusão de rock, country, jazz tradicional, blues, folk e MPB, com um resultado sacudido e contagiante. Em seu currículo, os álbuns Mustache e os Apaches (2013) e Time is Monkey (2015) e o single Chuva Ácida (2014). Os dois novos singles trazem influência de new wave e música latina, e saem pelo selo Risco. Ouça aqui.

Orangotango– Mustache e os Apaches:

Up Style lança Rap Queen, EP de Radio Stevie e DJ Flavya

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Por Fabian Chacur

Nesta sexta-feira (2/12), será lançado no meio virtual o EP Rap Queen, de Radio Stevie, com produção a cargo da DJ Flavya. O trabalho traz a marca Up Style, selo sediado em Nova York especializado em música eletrônica. Como forma de divulgar esse produto lançado pela dupla, já está no ar o videoclipe divulgando a contagiante e ótima música Yas Queen.

Além de Yas Queen, o EP também inclui as faixas Lucy, Get Down e Boys/Girls. A parceria entre os dois músicos é típica do mundo globalizado. Afinal de contas, a DJ Flavya é nascida na Europa e foi criada no Brasil e nos EUA. Interessada por música desde criança, resolveu ser DJ a partir de 2009, e desde então tem desenvolvido trabalhos com artistas como a peruana Cecilia Yzarra.

Por sua vez, Radio Stevie é de New Haven Connecticut (EUA), e faz um rap com influências de hip hop, disco e synthpop, com direito a muito swing e letras ousadas que rimam suas posições em relação à vida. A parceria dele com Flavya se concretizou em São Paulo, cidade na qual os dois atualmente estão sediados. Ele também atua por aqui ao lado da banda de jazz Superjazz. A dobradinha Stevie/Flavya deu muito certo, com uma sonoridade envolvente. O clipe é simples e delicioso, e flagra os dois em uma estação de trem na zona sul paulistana.

Yas Queen– Radio Stevie (produção DJ Flavya):

Luciana Mello lança clipe para o ótimo samba-soul Joia Rara

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Por Fabian Chacur

Como ferramenta de divulgação de seu mais recente álbum, Na Luz do Samba, a cantora Luciana Mello acaba de lançar o segundo videoclipe com músicas desse trabalho. O primeiro foi Estrela Sorridente, em realidade virtual. Agora, é a vez de Joia Rara, canção de autoria do cantor, compositor e músico Walmir Borges. A direção ficou a cargo de Alexandre Sorriso, o mesmo responsável pelo ótimo documentário Quase Lindo (sobre o Premê).

A canção é extremamente swingada, e equivale a uma espécie de samba soul, pois tem o balanço típico do mais brasileiro dos ritmos e elementos melódicos bem característicos do gênero musical criado nos EUA. Uma delícia! Com arranjo assinado por Otávio de Moraes, a música é ilustrada por cenas captadas no show de lançamento do álbum, realizado em São Paulo no Theatro Net. Na Luz do Samba está disponível nas principais plataformas digitais.

Joia Rara– Luciana Mello:

Plutão Já Foi Planeta e Lisbela fazem show no Rio Novo Rock

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Por Fabian Chacur

O projeto Rio Novo Rock (RNR) existe há mais de dois anos, com direito a 30 edições, 59 bandas da nova geração do rock, 29 DJs e mais de 12 mil pessoas de público até o momento. Nesta quinta (1º/12), a partir das 20h, será realizada a última edição do ano, com a presença das bandas Plutão Já Foi Planeta (foto) e Lisbela. O local é o Imperator- Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Meier- RJ- fone 0xx21- 2597-3897, com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira).

Na estrada desde setembro de 2013, a Plutão Já Foi Planeta é de Natal (RN), e tem como integrantes Natália Noronha, Gustavo Arruda, Sapulha Campos, Khalil Oliveira e Vitoria de Santi. Eles já lançaram o CD autoral Daqui Pra Lá (2014) e tiveram em 2016 uma participação destacada no programa global Superstar. Seu som delicado mistura rock, folk, country e MPB de forma ao mesmo tempo melódica e agitada.

Diretamente do estado do Rio de Janeiro (da cidade de São João de Meriti) e com quatro anos de atividade, a banda Lisbela tem em sua escalação Allan Vieira, Thales Zagalia, Ramon Elias, Jader Luiz e Gabriel Luz. Seu mais recente trabalho é o álbum Saudade Que Não Vai Embora, boa amostra de uma sonoridade melódica, ágil e com letras poéticas.

Viagem Perdida– Plutão Já Foi Planeta:

Almir Sater mostra o seu som único no Rio e em São Paulo

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Por Fabian Chacur

A viola caipira é um instrumento musical mágico, e com presença intensa na cultura brasileira. Sempre que fazemos uma lista com os melhores violeiros, o nome de Almir Sater nunca fica de fora. Este grande músico, também excelente cantor e compositor, toca nesta quarta-feira (30) às 21h no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160 Shopping VillageMall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$ 50,00 a R$ 180,00.

Na estrada desde os anos 1980, Almir Sater nasceu no dia 14 de novembro de 1956 em Campo Grande (MS). Chegou a cursar direito no Rio, mas a música acabou falando mais alto. Graças a canções como Tocando em Frente e Um Violeiro Toca, tornou-se um dos grandes renovadores da musica caipira. Ele gravou em Nashville, a capital mundial da música country, e também participou do Free Jazz Festival, provas de sua versatilidade e talento.

Na atual turnê, que vem passando por várias cidades brasileiras, Almir tem a seu lado Rodrigo Sater (violão), Guilherme Cruz (violão), Marcelus Anderson (acordeon) e Reginaldo Feliciano (baixo). Almir, que também atuou com sucesso em novelas televisivas como O Rei do Gado e Pantanal, tocará em São Paulo no dia 6/12 (terça-feira) às 21h no Teatro Bradesco (rua Palestra Itália, nº 500- 3º piso- Bourbon Shopping- São Paulo- fone 4003-1212), com ingressos de R$ 50,00 a R$ 180,00.

Um Violeiro Toca– Almir Sater:

Nação Zumbi faz show grátis durante evento em São Paulo

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Por Fabian Chacur

O evento Música e Transformação, promovido pelo movimento Trip Transformadores, terá a sua terceira edição realizada em São Paulo neste sábado (3/12) a partir das 14h na Esplanada do Parque Villa-Lobos (avenida Professor Fonseca Rodrigues, nº1.025- Pinheiros-S.P.- fone 0xx11-2683-6302). A cereja desse bolo será um show da mítica banda pernambucana Nação Zumbi. E o melhor: a entrada é gratuita.

A celebração começa às 14h com a abertura de uma exposição digital com mais de dez obras do artista plástico brasileiro Candido Portinari, que poderá ser visitada durante toda a duração do evento. Logo a seguir, às 15h, teremos um encontro, com direito a speech (discurso, em tradução livre), com o mestre budista tibetano e escritor Lama Michel Rinpoche. A Nação Zumbi finaliza os trabalhos a partir das 16h.

Com mais de 20 anos de estrada, a Nação Zumbi é uma das mais importantes bandas da geração anos 1990 do rock brasileiro, porta-vozes do movimento Mangue Beat, em Pernambuco. Atualmente, sua formação traz Jorge Du Peixe (voz), Lúcio Maia (guitarra), Dengue (baixo), Pupillo (bateria), Toca Ogan (percussão) e Da Lua e Tom Rocha (alfaias). No repertório, clássicos como Blunt Of Judah, Manguetown, A Cidade e Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada, além de faixas de seu mais recente álbum, autointitulado e lançado em 2014.

O movimento Trip Transformadores, criado pela editora Trip, criou o prêmio Trip Transformadores, que chega à sua 10ª edição destacando o trabalho de onze personalidades cujos projetos e trajetórias se destacaram como referências para a sociedade.

São eles: o fotógrafo German Lorca, a atriz Taís Araújo, a artista visual Berna Reale, o ativista Hans DieterTemp, a cineasta Estela Renner, o atleta e ex-modelo Fernando Fernandes, a médica e pesquisadora que descobriu a ligação entre o zika vírus e a microcefalia Adriana Melo, os conselheiros da Vox Capital, empresa especializada em investimentos de impacto social, Daniel Izzo e Antonio Moraes Neto, o escritor Luiz Alberto Mendes e a auditora que luta contra o trabalho escravo no Brasil Marinalva Dantas.

Blunt Of Judah– Cidade Negra:

Banda Zona Proibida retorna após 25 anos com Pane Cega

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Por Fabian Chacur

Em 1991, saiu Corrida Noturna, primeiro álbum (EP) da banda paulistana Zona Proibida. Mesmo lançado em um momento no qual as portas estavam fechadas para o rock brazuca, o grupo conseguiu agitar bastante, com shows nos principais espaços para a música independente de São Paulo e também diversas aparições na TV. Coisa de guerrilheiros, mesmo.

Ainda eram os tempos heroicos do vinil, embora o CD já tivesse dado as caras por aqui. A Zona Proibida tocou em locais hoje históricos, como Woodstock Bar, Madame Satã, Café Pedaço, Espaço Retrô, Victoria Pub, Enigma, Blue Note Jazz Bar e nas casas de cultura de São Paulo. Também estiveram em programas como Antes (MTV), Zaap (apresentado por um ainda adolescente Rodrigo Faro), Dia a Dia (c/ Aimar Labaki), Clip Trip (com Beto Rivera) e por aí vai.

Infelizmente, as dificuldades levaram o time a sair de cena. Agora, 25 longos anos depois, ei-los de volta. São eles Miguel “Krafor” Barone (vocal e pandeiro), Marco Grecco (guitarra e vocais), Luis Bonelli (bateria) e Junior Fernandes (baixo). Acabam de lançar um novo EP, Pane Cega, mais uma vez com uma capa matadora com foto de Gal Oppido. E aí, fica a questão: como estão agora os “zoneados”?

Uma boa imagem para definir esse retorno: é como se eles tivessem ido fazer uma viagem de disco voador, ou no DeLorean de Marty McFly, e retornado agora, de sopetão, em pleno 2016. Nada mudou. Os caras continuam com a mesma sonoridade, influenciada de forma positiva por rock básico, hard rock, blues, folk e até jazz, com toques de Barão Vermelho, Cazuza, Deep Purple e por aí vai. Letras simples e bem sacadas, instrumental conciso e energético…

Ao contrário do que poderia parecer em uma primeira análise, essa manutenção de sonoridade só pode ser elogiada. Sinal de que existe aí uma profissão de fé em um rumo, que continua sendo válido e, mais importante, continua sendo feito pelos rapazes com a mesma determinação de sempre. Só que, agora, com mais experiência, mais maturidade, mais malandragem, no melhor sentido da palavra. Os atalhos são encontrados com mais tranquilidade.

Pane Cega traz sete faixas que não reinventam a pólvora nem pretendem revolucionar o cenário musical, mas que certamente injetam doses maciças do velho e bom rock and roll na veia de quem o ouvir. A voz de Krefor continua ótima, e seus colegas de time não complicam a parada. O country pop em Areia Movediça, o quase pop da deliciosa Pra Ser Feliz e Um Abraço (muito radiofônica), o rockão de O Universo é o Saber/Pane Cega e a boa releitura de A Chuva Está Caindo (que já havia aparecido no primeiro EP) são destaques.

Só para variar, a Zona Proibida surge em uma cena difícil. Quem sabe, até mais difícil do que naqueles complicados anos 1990. Os locais abertos a bandas com repertório próprio rareiam, as rádios não tocam material desse tipo, a mídia está fechada… Mas existe a internet, os podcasts independentes, os pequenos festivais. Fica a torcida para que, desta vez, Krefor e seus asseclas possam atingir o público que merecem.

Veja vídeos da Zona Proibida:

Corrida Noturna (ao vivo em 1991)- Zona Proibida:

Toquinho faz dois shows solo gratuitos no Rio de Janeiro

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Por Fabian Chacur

Não tem sido muito habitual nos últimos tempos Toquinho fazer shows no melhor estilo violão e voz. Ele tem como norma tocar com bandas afiadas, ou mesmo acompanhado por outros colegas, como Ivan Lins e MPB-4. Portanto, o carioca terá uma bela oportunidade para conferir a faceta totalmente solo desse genial cantor, compositor e violonista em shows neste sábado (26) às 20h e domingo (27) às 19h no Espaço Furnas Cultural (rua Real Grandeza, nº 219- Botafogo-R.J.- fone 0xx21-2528-3112). E, de quebra, com entrada gratuita. Programão!

O roteiro do show traz uma seleção caprichada de grandes momentos da carreira desse artista paulistano que completou 50 anos de carreira recentemente. É um sucesso atrás do outro, como Tarde Em Itapoã, Que Maravilha, Meu Pai Oxalá e Carta Ao Tom 74. De quebra, ele também mostrará seu talento em números instrumentais como Jesus Alegria dos Homens (J.S. Bach) e Bachianinha nº 1, esta última de autoria de seu professor e mestre, o grande e saudoso Paulinho Nogueira.

Quem for ao espetáculo no domingo (28) ainda terá um brinde adicional. Antes do show propriamente dito, Toquinho levará um papo informal com o experiente jornalista Pedro Só, com direito a interação com a plateia. Vale lembrar que os ingressos gratuitos serão distribuídos uma hora antes de cada apresentação, e que os interessados precisarão apresentar um documento com foto para retirarem seus tíquetes.

Bachianinha nº 1-Toquinho:

Tony Babalu lança Cactus em estiloso clipe preto e branco

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Por Fabian Chacur

Tony Babalu é um daqueles guitarristas que todo fã do rock brasileiro deveria conhecer. Sua classe como músico e compositor empolga, vide seus trabalhos solo instrumentais e também performances ao lado de outros artistas, especialmente da mítica banda Made In Brazil. Ele lançou recentemente um CD simplesmente arrebatador, Live Sessions At Mosh (leia a crítica de Mondo Pop aqui). E agora nos proporciona uma nova faixa, com direito a videoclipe e tudo.

A música em questão intitula-se Cactus. Trata-se de uma espécie de blues, tocada no violão acústico de cordas de aço com aquele tipo de timbre que marca o estilo de Babalu, classudo e repleto de disciplina e requinte. A partir de um riff simples e envolvente, ele vai brincando com harmônicos, sutilezas e pequenos solos com uma agilidade típica do craque que ele é. Sem exibicionismos nem arrogâncias instrumentais, e esbanjando sensibilidade e bom gosto.

O bacana é que a música tem a divulga-la um clipe em preto e branco, formato que dá ao som que já é legal uma aura mística e vintage que tem tudo a ver com o artista envolvido. Simples, sem exageros e registrando um momento de intimidade musical deste grande músico. Seria o prenúncio de um novo trabalho dedicado apenas ao violão? Saberemos nos próximos meses. Por enquanto, vale mesmo é curtir esse delicioso Cactus e ficar com gostinho de quero mais. Só pra variar…

Cactus– Tony Babalu:

Grupo Skank celebra 20 anos de O Samba Poconé em SP

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Por Fabian Chacur

Há 20 anos, o Skank lançou seu terceiro álbum, O Samba Poconé. Com esse trabalho, o quarteto mineiro se consolidou de vez no cenário pop-rock brasileiro, graças a hits como É Uma Partida de Futebol, Garota Nacional e Tão Seu. Eles celebram essa data redonda importante com show em São Paulo neste sábado (26) a partir das 22h na Áudio (avenida Francisco Matarazzo, nº 694- Água Branca- SP- fone 0xx11- 3862-8279), com ingressos a R$ 120,00 (pista) e R$ 250,00 (mesa).

Na ativa desde 1991, ou seja, há 25 anos, o Skank mantém sua formação original, composta por Samuel Rosa (vocal e guitarra), Lelo Zanetti (baixo), Henrique Portugal (teclados) e Haroldo Ferretti (bateria). Com sua fusão de reggae, rock, pop e elementos de música brasileira, eles cativaram um público abrangente que vai desde os fãs do som da moda até os formadores de opinião, tal a qualidade da música que fazem.

Como forma de marcar essa efeméride, está saindo edição especial de O Samba Poconé. São três CDs: um com versão remasterizada do trabalho original, outro com versões inéditas extraídas de demos e ensaios que fazem parte do acervo do baterista Haroldo, e um terceiro com raridades compiladas pelo produtor do CD, Dudu Marote, incluindo versões alternativas de estúdio, remixes e faixas instrumentais.

A novidade deste terceiro CD é Minas Com Bahia, composição de Samuel gravada por ele em dueto com Daniela Mercury no álbum da cantora Feijão Com Arroz, mas que nunca havia sido registrada pelo Skank. A masterização foi feita em Nova York por Chris Gehringer, conhecido por seus trabalhos com Rihanna, Twenty One Pilots e Madonna.

É Uma Partida de Futebol– clipe- Skank:

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