Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Documentário no Canal Brasil mostra luta de músicos no Mali

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Por Fabian Chacur

Que tal viver em um país no qual, da noite para o dia, fazer e ouvir música passa a ser um crime passível de mutilação e até mesmo morte? Parece uma distopia inventada por algum roteirista criativo demais e pervertido demais, não é mesmo? Pois foi exatamente isso o que ocorreu no continente africano, mais precisamente no Mali, em 2012. Como resistir e se rebelar contra tamanho horror? Eis o mote de They Will Have To Kill Us First (2015), emocionante documentário que o Canal Brasil exibe nesta terça (14) às 11h e nesta quinta (16) às 15h30.

A história tem origem em um golpe de estado promovido por uma aliança que se mostraria desastrosa entre membros da etnia tuareg e jihadistas islâmicos no intuito de derrubar o governo do Mali. Quando conseguem seu intento, as alas mais radicais da parceria, ligadas a organizações funestas como Al Qaeda e Estado Islâmico, assumem a ponta da ação e tomam conta do norte do país, incluindo cidades importantes como Timbuktu e Gao.

Como sempre costuma ocorrer quando milícias armadas e religiosos fanáticos se unem, o novo “regime” impõe uma legislação retrógrada, repressiva e violenta intitulada Sharia. Entre outras coisas, é proibida a execução em rádios e TVs de música de quaisquer tipos, além de shows e de músicos. E é neste ponto do golpe ocorrido em 2012 que a diretora americana Johanna Schwartz centra o seu foco.

A forma encontrada por ela para abordar esse verdadeiro cenário de horrores foi dar voz a personagens da cena musical de Mali. Temos aqui a cantora Khaira Arby, apelidada por seus inúmeros fãs de Rouxinol do Norte, a cantora Disco e seu marido Jimmy (envolvido no golpe e claramente arrependido de sua ação), o emergente grupo Songhoy Blues e o músico Moussa Sidi.

Longe de suas cidades natais, eles se abrigam no sul do Mali, na cidade de Bamako, ou mesmo no país vizinho Burkina Faso, em campos de refugiados. Em comoventes depoimentos, falam sobre seu passado, suas angústias e seus sonhos de um futuro melhor durante um período de três anos.

Como rebeldes que não aceitavam a “nova ordem” imposta pelos jihadistas eram punidos com mutilações (uma delas mostrada no filme de forma chocante, provavelmente extraída de vídeo postado na internet) ou morte, a luta deles pela liberdade de expressar seus talentos se mostra difícil, porém vencedora.

Khaira e Disco conseguem organizar o primeiro show público em Timbuktu após três anos, evento realizado na raça, contra todas as dificuldades. Por sua vez, Moussa consegue retornar à cidade natal, para ver seu lar totalmente destruído pelos “revolucionários”, mas encontrando a esposa ainda viva.

O grupo Songhoy Blues, que realiza uma excitante, criativa e vibrante mistura de blues, rock e música africana, tem um destino melhor. Com o apoio dos astros Damon Albarn (Blur e Gorillaz), Brian Eno e Nick Zinner (do grupo Yeah Yeah Yeahs), conseguem gravar, na Inglaterra, seu primeiro álbum, apropriadamente intitulado Music In Exile (2015)(veja um clipe deles aqui).

O título do documentário (eles terão de nos matar primeiro) sai de um dos depoimentos dos personagens, que mostram sua devoção e comprometimento com a música. Este documentário serve não só como o registro de uma verdadeira tragédia humanitária ocorrida na sofrida África como também um potente alerta para quem se sente seguro, mesmo vendo a união de forças retrógradas, fanatizadas e violentas ampliando seus tentáculos e tomando o poder nos quatro cantos do mundo. Aconteceu (e ainda acontece!) no Mali, pode se materializar em qualquer parte do mundo, especialmente no BRASIL!

They Will Have To Kill Us First (trailler):

Veja mais um trailler do filme aqui.

Norah Jones aparece de peruca loira no clipe de Flame Twin

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Por Fabian Chacur

Em seu novo clipe, feito para divulgar o single Flame Twin, Norah Jones aparentemente resolveu ver como ficaria loira. A morena que ficou famosa inicialmente com cabelos longos e que, há uns dez anos, passou a variar entre cortes mais curtos e médios, usa em seu novo vídeo uma longa peruca loira que a deixa com um visual bastante diferente. Com sua beleza, no entanto, a moça pode fazer o que quiser em termos capilares, pois o resultado sempre será bom. Ou quase sempre, obviamente, pois errar é humano…

Flame Twin é uma balada introspectiva, com belos timbres de teclados, ótima melodia e uma interpretação envolvente por parte da estrela americana, que se incumbe dos vocais e também do piano.

O consagrado baixista John Patitucci, que gravou mais de 10 discos-solo e já tocou com gente do naipe de Wayne Shorter, Chick Corea, Al Di Meola e Dave Gruisin, é o destaque dos músicos que a acompanham aqui, com o time também incluindo Brian Blade (bateria) e Pete Remm (guitarra, sintetizador e órgão).

No clipe, a filha do saudoso músico indiano Ravi Shankar (com quem ela nunca se deu bem, por sinal) aparece contracenando com ela própria graças a efeitos especiais, em meio à natureza, com um clima bem compatível com a atmosfera intimista e meio soturna dessa bela canção.

Lançado em junho pelo selo Capitol (hoje parte do conglomerado Universal Music), o álbum que inclui este single, Pick Me Up Off The Floor está indo mal nas paradas de sucesso, tendo atingido até o momento o 87º lugar nos EUA e o 47º lugar no Reino Unido. Seria efeito da pandemia do novo coronavírus? Vale dizer que a imprensa em geral está elogiando bastante este trabalho, centrado em composições da própria Norah.

Flame Twin (clipe)- Norah Jones:

Goats Head Soup, dos Rolling Stones, volta em vários formatos

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Por Fabian Chacur

Mais um álbum dos Rolling Stones ganhará uma reedição luxuosa e repleta de formatos. Desta vez, o escolhido foi Goats Head Soup (1973), que na época atingiu o topo da parada americana e teve como faixa mais conhecida a célebre balada Angie, que no formato single também liderou os charts nos EUA. O lançamento ocorrerá no dia 4 de setembro nas plataformas digitais e em diversas configurações físicas, sendo que no Brasil a loja virtual da Universal Music (no link aqui) venderá as versões CD duplo deluxe, LP simples de vinil e fita-cassete simples.

Goats Head Soup teve suas 10 faixas originais devidamente remasterizadas. O segundo CD da edição deluxe oferece dez faixas que se dividem entre versões alternativas, outtakes e três inéditas: Criss Cross (já disponível nas plataformas digitais), Scarlett (com participações especiais de Jimmy Page e Rick Grech-das bandas Family e Blind Faith) e All The Rage.

A caixa com três CDs e um Blu-ray traz um terceiro CD intitulado Brussels Affair, gravado ao vivo em outubro de 1973 na Bélgica durante a turnê de lançamento de Goats Head Soup, com 15 faixas. O Blu-ray traz o álbum original em versão de áudio 5.1 e três clipes feitos para divulgar na época as músicas Dancing With Mr. D, Silver Train e Angie.

Como se não fosse o bastante, essa box set com três CDs e um Blu-ray ainda traz, de quebra, um livro de 120 páginas com fotos bacanas e textos analíticos dos críticos Ian McCann, Nick Kent e Daryl Easlea e quatro pôsteres reproduzindo os cartazes de shows da turnê que divulgou aquele álbum, hoje clássico.

Os fãs de vinil encontrarão versões de Goats Head Soup em LP simples, LP duplo, LP duplo com capa alternativa e vinil transparente e uma caixa com 4 LPs. Os formatos não disponíveis na loja brasileira da Universal Music podem ser adquiridas no site oficial da banda.

CONFIRA AS FAIXAS DOS PRINCIPAIS FORMATOS

CD SIMPLES

1. Dancing With Mr D

2. 100 Years Ago

3. Coming Down Again

4. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)

5. Angie

6. Silver Train

7. Hide Your Love

8. Winter

9. Can You Hear The Music

10. Star Star

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2CD DELUXE

CD 1

1. Dancing With Mr D

2. 100 Years Ago

3. Coming Down Again

4. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)

5. Angie

6. Silver Train

7. Hide Your Love

8. Winter

9. Can You Hear The Music

10. Star Star

CD 2
Rarities & Alternative Mixes

1. Scarlet

2. All The Rage

3. Criss Cross

4. 100 Years Ago (Piano Demo)

5. Dancing With Mr D (Instrumental)

6. Heartbreaker (Instrumental)

7. Hide Your Love (Alternative Mix)

8. Dancing With Mr D (Glyn Johns 1973 Mix)

9. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker) – (Glyn Johns 1973 Mix)

10. Silver Train (Glyn Johns 1973 Mix)

BOX SET 3 CDS + BLU-RAY

AS FAIXAS DOS DOIS 1ºs CDs SÃO AS MESMAS DA EDIÇÃO DELUXE

CD 3 – Brussels Affair – Live 1973

1. Brown Sugar

2. Gimme Shelter

3. Happy

4. Tumbling Dice

5. Star Star

6. Dancing With Mr D

7. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)

8. Angie

9. You Can’t Always Get What You Want

10. Midnight Rambler

11. Honky Tonk Women

12. All Down The Line

13. Rip This Joint

14. Jumpin’ Jack Flash

15. Street Fighting Man

BLU-RAY (com 10 faixas só de áudio e três com áudio e vídeo)

Dolby Atmos, 96kHz/24 bit high resolution stereo, and 96 kHz/24 bit DTS-HD Master Audio 5.1

1. Dancing With Mr D

2. 100 Years Ago

3. Coming Down Again

4. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)

5. Angie

6. Silver Train

7. Hide Your Love

8. Winter

9. Can You Hear The Music

10. Star Star

+ Original videoclipes: Dancing With Mr D, Silver Train e Angie

Ouça Criss Cross, dos Rolling Stones:

Biquini Cavadão exibe nesta quinta (9) show gravado em 2018

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Por Fabian Chacur

Com o cenário de shows e festivais paralisado por causa da pandemia do novo coronavírus, os artistas estão investindo em novas formas de manter contato com seus fãs. As lives são uma delas. Outra atividade que tem se tornando frequente é a exibição, em redes sociais, de material inédito ou raro. O Biquini Cavadão se encaixa na segunda opção. O grupo carioca com 35 anos de estrada apresentará nesta quinta (9), a partir das 20h, em seu canal no Youtube (nesse link aqui) o show Ilustre Guerreiro ao Vivo.

Gravado ao vivo em 1º de dezembro de 2018 no Teatro Bradesco em São Paulo, o show flagra o início da turnê de divulgação do álbum Ilustre Guerreiro, no qual a banda carioca releu de forma personalizada oito composições de seu padrinho musical, Herbert Vianna. A tour invadiu 2019 e os levou a mais de 80 cidades pelo Brasil afora, além de duas performances nos EUA.

O show traz as músicas do álbum entremeadas com sucessos da banda como Zé Ninguém, Vento Ventania e Tédio. Em cena, Bruno Gouveia (vocal), Coelho (guitarra), Miguel Flores da Cunha (teclados) e Álvaro Birita (bateria) contam com o apoio de Marcelo Magal (baixo) e Walmer Carvalho (sax e flauta). Esta apresentação já foi exibida pelo canal a cabo Music Box Brasil.

Vale registrar que já está disponível nas plataformas digitais a versão em áudio do show, que tem como acréscimo mais três composições de Herbert Vianna em versões de estúdio- Fui Eu, Caleidoscópio e Quase Um Segundo.Na apresentação do show nesta quinta (9), serão entremeadas mensagens dos integrantes do grupo gravadas em suas casas durante o isolamento social.

Ouça Ilustre Guerreiro ao Vivo em streaming:

Grateful Dead lança versões inéditas de Workingman’s Dead

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Por Fabian Chacur

Entre os mais importantes grupos da história do rock, o Grateful Dead é certamente um dos com a mais extensa discografia. São mais de 200 itens, que incluem trabalhos de estúdio, outtakes e gravações ao vivo registradas durante seus 30 anos de existência. E o arquivo ainda traz coisas inéditas. A Warner Music acaba de disponibilizar nas plataformas digitais The Angel’s Share, com material nunca antes lançado referente às sessões de gravações do álbum Workingman’s Dead.

Lançado em 14 de junho de 1970, Workingman’s Dead é o quarto álbum de estúdio da banda americana, e marca uma investida em canções no estilo country-folk-rock e em vocalizações, saindo um pouco da sonoridade psicodélica que os marcou em sua fase inicial. O resultado agradou ao público, e atingiu o 27º posto na parada ianque, conseguindo ótimas vendagens e rendendo a eles discos de ouro e platina referentes a mais de um milhão de cópias comercializadas.

The Angel’s Share mostra exemplos da progressão de cada uma das oito faixas originais do álbum, desde suas fases iniciais até a formatação definitiva, com direito a conversas entre os integrantes da banda e seus produtores neste trabalho, Bob Matthews e Betty Cantor-Jackson. São mais de duas horas de gravações, garimpadas por Brian Kehew (engenheiro de som) e Mike Johnson (arquivista) em meio a dezenas de fitas recém descobertas no acervo da banda liderada pelo saudoso Jerry Garcia (1942-1995).

Para quem curte essa fase da banda, vale lembrar que também está sendo lançada no exterior, no formato CD triplo, a 50th Anniversary Edition de Workingman’s Dead, que traz uma versão remasterizada do álbum e mais o registro de um show no Capitol Theater, Port Chester, Nova York, em 1971, com canções deste LP e também do posterior, American Beauty, que saiu em novembro de 1970 e segue a mesma sonoridade de Workingman’s Dead.

Eis as faixas de Workingman’s Dead: The Angel’s Share:

Uncle John’s Band (Session) – total playing time 10:15
1. False Start 1 (Not Slated)
2. Breakdown (Not Slated)
3. False Start 2 (Not Slated)
4. Complete Track (Not Slated)
5. Take 6 Breakdown (Slated)
6. Take 7 Breakdown (Slated)

High Time (Session) – total playing time 16:00
7. Breakdown 1 (Not Slated)
8. Breakdown 2 (Not Slated)
9. Take 3 Breakdown (Slated)
10. Complete Track 1 (Not Slated)
11. Studio Chatter
12. Complete Track 2 (Not Slated)
13. Take 6 Breakdown (Slated)
14. Take 7 Breakdown (Slated)

Dire Wolf (Session) – total playing time 26:54
15. Breakdown 1 (Not Slated)
16. Complete Track 1 (Not Slated)
17. Complete Track 2 (Not Slated)
18. Take 2 Breakdown (Slated)
19. Take 3 False Start & Breakdown (Slated)
20. Breakdown 2 (Not Slated)
21. Take 6 Breakdown (Slated)
22. Breakdown 3 (Not Slated)
23. False Starts 1 (Not Slated)
24. Breakdown 4 (Not Slated)
25. False Starts 2 (Not Slated)
26. Complete Track 3 (Not Slated)
27. Complete Track With Vocals (Not Slated)
28. False Start 3 (Not Slated)

New Speedway Boogie (Session) – total playing time 29:12
29. Demo With Acoustic Guitar, Drums & Vocals (Not Slated)
30. Complete Track With Vocals 1 (Not Slated)
31. Take 2 Breakdown With Vocals (Slated)
32. Take 3 Breakdown With Vocals (Slated) 33. Slated Take 3 breakdown with vocals
33. Mis-named As Take 3 False Start With Vocals (Slated)
34. Take 4 Complete With Vocals & Lead Guitar (Slated)
35. Arranging Take With Vocals (Not Slated)
36. Breakdown With Vocals 1 (Not Slated)
37. Breakdown With Vocals 2 (Not Slated)
38. Complete Track With Vocals 2 (Not Slated)
39. Take 8 Complete With Vocals (Slated)

Cumberland Blues (Session) – total playing time 3:26
40. Various Breakdowns & Take 9 (Slated)

Black Peter (Session) – total playing time 20:17
41. Breakdown 1 (Not Slated)
42. Breakdown 2 (Not Slated)
43. Studio Chatter
44. Breakdown 3 (Not Slated)
45. Breakdown 4 (Not Slated)
46. Complete Track With Vocals (Not Slated)

Easy Wind (Session) – total playing time 35:29
47. Complete Track With Vocals 1 (Not Slated)
48. Breakdown With Vocals 1 (Not Slated)
49. Breakdown With Vocals 2 (Not Slated)
50. Breakdown With Vocals 3 (Not Slated)
51. Breakdown With Vocals 4 (Not Slated)
52. Complete Track With Vocals 2 (Not Slated)
53. False Starts & Breakdowns With Vocals (Not Slated)
54. Incomplete Track With Vocals (Not Slated)
55. Take 17 With Vocals (Slated)
56. Take 18 Breakdown With Vocals (Slated)
57. Take 19 Breakdown With Vocals (Slated)
58. Take 20 With Vocals (Slated)
59. Take 21 False Start With Vocals (Slated)
60. Take 22 Breakdown With Vocals (Slated)
61. Take 23 Breakdown With Vocals (Slated)

Casey Jones (Session) – total playing time 10:37
62. Breakdown 1 (Not Slated)
63. Breakdown 2 (Not Slated)
64. Complete Track With Vocals (Not Slated)

Ouça Workingman’s Dead na íntegra em streaming:

Luiz Millan cria verdadeiro sarau musical em Achados & Perdidos

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Por Fabian Chacur

Embora toque, cante e componha desde os anos 1970, o médico com especialização em psiquiatria Luiz Millan passou a se dedicar com mais força à carreira musical a partir de 2011, quando lançou seu primeiro CD, Entre Nuvens. Desde então, tivemos mais três CDs e um DVD (Dois Por Dois Ao Vivo, leia resenha aqui). Agora, chega a vez de Achados & Perdidos, lançado nas plataformas digitais e também em uma luxuosa edição em CD.

Como tem sido praxe em seus trabalhos, Millan escalou gente do primeiro escalão da música. Temos aqui o consagrado tecladista Michel Freidenson, fiel escudeiro e também coprodutor deste álbum, Sylvinho Mazzucca (baixo), Edu Ribeiro (bateria), Léa Freire (flauta) e Adriana Holtz (celo), entre outros.

Em termos vocais, Millan assume a função de cantor solo em três faixas, e faz duetos em outras quatro canções com uma das grandes revelações das últimas décadas, a cantora e compositora Giana Viscardi. Ela também se incumbe de duas músicas sozinha, e uma em dueto com Mauricio Detoni. As quatro faixas restantes são instrumentais, interpretadas por Michel Freidenson e Grupo.

Pela primeira vez, ele relê canções de outros autores. São quatro: Samba da Pergunta (Pingarilho e Marcos Vasconcellos), Brasil Com S (Rita Lee e Roberto de Carvalho), Não Pode Ser (Marcos e Paulo Sérgio Valle) e Outro Cais (Eduardo Gudin e José Costa Neto). As outras dez são de sua autoria, sendo três (incluindo a faixa-título) escritas com o saudoso Moacyr Zwarg (1945-2017), uma sozinho (em homenagem a Zwarg), duas com Plinio Cutait, uma com Michel Freidenson, outra com Mauricio Detoni, uma com Ivan Miziara e uma com a esposa Marília.

Munido deste repertório de primeiríssima linha, Luiz Millan montou um álbum que equivale a um refinado e delicioso sarau musical, viajando com categoria por diversas vertentes da nossa música popular, com ênfase em bossa nova. Com uma voz muito bem colocada e com timbre equivalente a um intermediário entre Toquinho e João Donato, ele se mostra desenvolto tanto sozinho como nos deliciosos duetos com Giana, cuja performance é sublime, para dizer o mínimo.

Em um momento no qual a cultura brasileira sofre com o criminoso descaso por parte do governo federal e também com as consequências da pandemia do novo coronavírus, é uma verdadeira bênção poder ouvir um trabalho do altíssimo calibre deste Achados & Perdidos. A edição física é simplesmente sublime, com encarte com letras, ficha técnica e fotos dos músicos e de várias fases da vida deste admirável doutor da canção, Luiz Millan.

Ouça o álbum Achados & Perdidos em streaming:

Eagles lançam trabalho ao vivo estreando sua nova formação

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Por Fabian Chacur

Com a morte do grande cantor, compositor e músico Glenn Frey (1948-2016), a impressão geral é que também teria fim o grupo que ele ajudou a fundar em 1971, os Eagles. No entanto, em 2017, seu parceiro Don Henley resolveu tocar adiante a banda. Agora, chega a vez de seu primeiro lançamento nessa nova fase. Trata-se de Live From The Forum MMXVIII (Rhino Records), que chegará em breve ao mercado nas plataformas digitais e, no exterior, nos formatos físicos CD duplo, CD duplo+DVD, CD duplo+Blu-ray, 4 LPs e caixa com 4 LPs, dois CDs e um Blu-ray.

obs.: a Warner Brasil informou nesta terça-feira (7) que Live From The Forum MMXVIII chegará às plataformas digitais no dia 16 de outubro, e chegará ao nosso país também no formato físico CD duplo.

Além do cofundador Don Henley, a seminal banda americana mantém em sua nova escalação Joe Walsh e Timothy B. Schmidt. Para tentar preencher a vaga deixada por Glenn, entraram em cena seu filho Deacon Frey, hoje com 27 anos, e o astro country Vince Gill, que possui mais de 20 álbuns-solo em seu currículo, 21 prêmios Grammy e inúmeros hits, além de duetos marcantes com cantoras como Amy Grant, Reba McEntire, Sheryl Crow e Dolly Parton.

Com mais alguns músicos de apoio, a nova encarnação dos Eagles estreou em julho de 2017, e desde então fez apresentações pelos EUA, Europa e Oceania. Em setembro-outubro de 2019, tocaram na íntegra o álbum Hotel California (1976), um de seus trabalhos mais bem-sucedidos, em três concorridos shows no MGM Grand Garden Arena, em Los Angeles.

O novo trabalho ao vivo desta lendária banda americana teve seu material extraído das gravações de shows realizados nos dias 12, 14 e 15 de setembro de 2018 no Inglewood Forum, na California. São 26 músicas, com direito a hits de todas as fases de sua carreira, adicionando algumas canções gravadas por Don Henley e Joe Walsh fora da banda e também um sucesso solo de Vince Gill, Don’t Let Our Love Start Slippin’ Away, de 1992.

Vale lembrar que a ligação entre os Eagles e Vince Gill é antiga. O cantor interpretou a música I Can’t Tell You Why no álbum Common Thread: The Songs Of The Eagles (1993), tributo feito por astros country como Travis Tritt, Little Texas, Alan Jackson e Brooks & Dunn cujo grande sucesso foi um dos fatores que motivou o retorno da banda em 1994, após 14 anos longe de cena. Timothy B. Schmidt, coautor dessa canção e seu intérprete em sua gravação (no álbum The Long Run, de 1979), fez backing vocals na releitura de Gill.

Eis as faixas de Live From The Forum MMXVIII:

CD 1

– SEVEN BRIDGES ROAD
– Joe Walsh: “How ya doin?”
– TAKE IT EASY
– ONE OF THESE NIGHTS
– Don Henley: “Good evening, ladies and gentlemen”
– TAKE IT TO THE LIMIT
– TEQUILA SUNRISE
– IN THE CITY
– Timothy B. Schmit: “Hey, everybody, that’s Joe Walsh”
– I CAN’T TELL YOU WHY
– NEW KID IN TOWN
– Don Henley: “Just want to thank all of you…”
– HOW LONG
– Deacon Frey: “Hello, everybody…”
– PEACEFUL EASY FEELING
– OL’ 55
– LYIN’ EYES
– LOVE WILL KEEP US ALIVE
– Vince Gill: “How about a nice hand for California, man…”
– DON’T LET OUR LOVE START SLIPPIN’ AWAY
– THOSE SHOES

CD 2

– ALREADY GONE
– WALK AWAY
– Joe Walsh: “Is everybody OK?”
– LIFE’S BEEN GOOD
– THE BOYS OF SUMMER
– HEARTACHE TONIGHT
– FUNK #49
– LIFE IN THE FAST LANE
– HOTEL CALIFORNIA
– ROCKY MOUNTAIN WAY
– DESPERADO
– THE LONG RUN

Obs.: o repertório do DVD-Blu-ray é exatamente igual ao do CD.

Veja, do show, Take It To The Limit (filmagem amadora):

The Psychedelic Furs lançam quarto single de Made of Rain

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Por Fabian Chacur

Made Of Rain, o primeiro álbum de inéditas do Psychedelic Furs desde World Outside (1991), sairá no dia 31 deste mês através do selo Cooking Vinyl. Como forma de acender a curiosidade dos inúmeros fãs desta seminal banda britânica, acaba de ser disponibilizada a quarta música deste trabalho. Trata-se de Come All Ye Faithful, bela investida na faceta mais tensa, ardida e introspectiva deles. O disco será lançado nas plataformas digitais e em diversos formatos e configurações físicas no exterior (saiba mais aqui).

O novo trabalho sai no ano em que o LP de estréia do grupo liderado pelos irmãos Richard (vocal) e Tim Butler (baixo) celebra os 40 anos do lançamento de seu autointitulado álbum de estreia. A produção ficou a cargo de Richard Fortus, que tocou com Richard nos anos 1990 no grupo Love Spit Love, esteve nos Furs entre 2000 e 2002 e desde então integra o Guns N’ Roses. A mixagem é assinada por Tim Palmer, que já trabalhou com David Bowie, U2 e Robert Plant, entre outros do mesmo alto gabarito.

Pelo que se ouviu até agora, Made Of Rain equivalerá a um belo momento na trajetória desta banda britânica que tem como marca a capacidade de soar ao mesmo tempo visceral e melódica, atingindo desta forma tanto o público alternativo com os roqueiros mais próximos do mainstream, sem no entanto nunca se vender a fórmulas pré-estabelecidas. Um disco que tem tudo para entrar nas listas dos melhores deste assustador 2020.

Come All Ye Faithful (clipe)- The Psychedelic Furs:

Caramelows lança clipe com a cantora espanhola Indee Styla

Caramelows e Indee Styla - Divulgação 1-400x

Por Fabian Chacur

Uma parceria internacional bem caliente tem tudo para agitar o inverno dos brasileiros. Aliás, não só o dos brasileiros, por sinal. Trata-se de Siente El Calor, gravação que reúne o grupo paulista Caramelows com a cantora, compositora, rapper e dançarina espanhola Ndee Styla. A canção está sendo divulgada com um divertido e delicioso clipe criado por Laura do Lago que segue uma estética inspirada nas memes da internet e que mescla imagens dos artistas com animações descoladas e estilosas.

O resultado musical da parceria remete a uma extremamente dançante e pra cima mistura de disco music, funk anos 1970, latinidade e um tempero de Prince (especialmente da música Controversy). A parceria entre o grupo brasileiro e a artista espanhola ocorreu durante uma turnê europeia da banda. O baterista Péricles Zuanon dá mais detalhes:

“Quando nos apresentamos em Barcelona em 2018, Indee subiu ao palco conosco e a conexão foi imediata. Daí então veio a faísca que deu ignição à vontade de fazermos algo juntos. Um ano depois, voltamos à cidade e ficamos morando por uma semana durante uma pausa na agenda de shows. Foi aí que gravamos a música”.

Formado por Eder Araújo (sax e flauta), Fernando TRZ (pianos e teclados), Marja Lenski (percussão), Péricles Zuanon (bateria), Rafael Barone (baixo), Renata Éssis (vocais), William Zaharanszki (guitarra) e Rinaldo Santos (trompete e flugel), o Caramelows se notabilizou ao acompanhar a cantora Linker Barros.

A banda já tocou no Brasil e exterior e participou de festivais como Womad, Lollapalooza Brasil, Womex, Rock in Rio, SXSW, Reeperbahn e Glastonbury, além de ter colaborado com artistas como Elza Soares, Ziggy Marley e outros.

Siente El Calor (clipe)- Caremelows + Indee Styla:

Sweet Sensation (1980), um clássico de Stephanie Mills

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Por Fabian Chacur

Em 1980, Stephanie Mills completou 23 anos de idade. Ainda nova, já podia ser considerada uma veterana no show business, com 14 anos de estrada no teatro e na música. Naquele ano, essa incrível cantora e atriz viveu um dos momentos mais importantes de sua trajetória com o lançamento do álbum Sweet Sensation (20th Century Fox, saiu no Brasil via RCA). Com este trabalho, ampliou seu alcance no público black e de quebra emplacou seu maior hit no cenário mainstream, a deliciosa canção Never Knew Love Like This Before.

Nascida em Bed-Stuy-Brooklin-Nova York em 22 de março de 1957, Stephanie Dorthea Mills teve sua iniciação musical semelhante à da maior parte das cantoras negras americanas, cantando em uma igreja ainda pequena. Aos 9 anos, estreou profissionalmente no musical Maggie Flynn. Aos 11, conseguiu vencer uma acirrada competição na Amateur Night no mitológico Apollo Theater, no Harlem, e foi convidada a abrir shows dos lendários Isley Brothers.

Ainda adolescente, lançou dois álbuns-solo, Movin’ In The Right Direction (1974) e For The First Time (1975). Este último, lançado pela gravadora Motown, contou com a produção e composições da dupla Burt Bacharach e Hal David, sendo 8 das 10 faixas inéditas. Infelizmente, ambos passaram batidos.

No teatro, o início do estrelato

No entanto, a carreira no teatro musical lhe proporcionou um primeiro grande momento. Ela foi convidada para viver Dorothy, um dos personagens principais de The Wiz, versão com artistas negros para o teatro do filme O Mágico de Oz.

Ficou em cartaz de 1975 e 1977 com muito sucesso na Broadway, mas sentiu-se frustrada ao não ser convidada para repetir o papel em uma nova versão cinematográfica da história lançada em 1978 e dirigida por Sidney Lummet. Ela perdeu a vaga para Diana Ross.

Sem baixar a cabeça, seguiu em frente, e em 1979 foi contratada pela gravadora 20th Century Fox para um novo álbum. O selo escolheu para produzi-la James Mtume e Reggie Lucas, uma dupla de jovens músicos que haviam tocado com Miles Davis e Roberta Flack, tendo composto para esta última os belíssimos hits The Closer I Get To You e Back Together Again.

A parceria não poderia ter dado mais certo, e já se mostrou certeira logo no primeiro álbum que os reuniu, Wat Cha Gonna Do With My Love (1979), que atingiu o 22º posto na parada pop e o 12º no chart de rhythm and blues (r&b).

A fórmula de mesclar canções disco do tipo uptempo, canções dançantes midtempo (batida intermediária entre as mais agitadas e as mais lentas) e baladas românticas se mostrou matadora, com direito a hits como a faixa-título, a empolgante Put Your Body In It e You And I.

Sucesso e a conquista do público mainstream

Obviamente incentivados pelo sucesso do disco anterior, Mtume e Lucas iniciaram os trabalhos que resultariam em Sweet Sensation com muita garra. De cara, selecionaram um time de músicos e vocalistas de apoio conciso e impecável, no qual se destacavam as cantoras Gwen Guthrie e Tawatha Agee, o tecladista Hubert Eaves III, o guitarrista Edward Moore e o baterista Howard King.

Com essa escalação, e mais os arranjos de cordas e metais a cargo de Wade Marcus, eles investiram nas oito faixas incluídas no disco, sendo cinco assinadas pela dupla de produtores e outras três compostas por integrantes da banda. Como quatro delas duram mais de cinco minutos, algo habitual em trabalhos de funk, r&b e disco music, não havia como ir além desse número, como forma de garantir a qualidade técnica do áudio do LP.

O resultado não poderia ser melhor. Trata-se de um trabalho diversificado, conciso e envolvente, no qual Stephanie teve a chance de exibir a qualidade de sua voz sensual e doce, capaz de encarar com categoria os três tipos básicos de canção incluídas aqui- funk-disco, r&b midtempo e baladas encantadoras.

As faixas que mais se destacaram foram a que deu título ao LP, que atingiu o nº 52 na parada pop e nº 12 na de r&b, e especialmente Never Knew Love Like This Before, que alcançou o 6º lugar na parada pop (única vez que ela conquistou tal feito) e 12º no chart r&b. A música, no Brasil, foi incluída na trilha sonora da novela global Plumas e Paetês, que foi exibida entre 1980 e 1981.

Uma parceria marcante

Sweet Sensation foi o mais bem-sucedido dos quatro álbuns que Mtume e Lucas produziram para Stephanie Mills entre 1979 e 1982, e marcou a carreira de todos os envolvidos. Depois, ela trabalharia com outros grandes produtores e com muito sucesso, como a dupla Ashford & Simpson e Angela Winbush, mas essa parceria ficou como um dos grandes destaques do currículo deles.

Se não conseguiu nada tão expressivo na parada pop após Sweet Sensation, Stephanie Mills se manteve muito bem na cena r&b durante toda a década de 1980, emplacando cinco canções e um álbum no topo da parada de r&b americana entre 1986 e 1989. A partir dos anos 1990, infelizmente gravou quatro discos sem grande repercussão, mas continua fazendo bons shows.

Para os “fofoqueiros” de plantão, vale lembrar que ela teve um rápido namoro com Michael Jackson, e foi casada entre 1980 e 1983 com outro astro do r&b, o cantor Jeffrey Daniels, do grupo Shalamar.

As faixas de Sweet Sensation:

Sweet Sensation (Mtume-Lucas)- Ouça aqui.
O álbum abre com uma faixa-título envolvente, em ritmo midtempo, no qual uma das marcas deste trabalho já se apresenta logo de cara: os diálogos musicais entre Stephanie e as vocalistas de apoio, além da coesão entre os instrumentos de sopros, cordas e teclas. Um clássico do r&b.

Try My Love (Tawatha Agee-Hubert Eanes III)- Ouça aqui.
O pique dançante prossegue com uma faixa irresistível na mesma levada da anterior, mas com mais espaços para a voz de Stephanie mergulhar fundo, gerando uma interação com suas vocalistas que é de arrepiar. E que refrão! E que arranjo de metais! A audição dessas duas músicas já valeria a sua aquisição. Mas vem mais coisa boa por aí!

I Just Wanna Say (Mtume-Lucas)- Ouça aqui.
Temos aqui a primeira canção lenta do disco, com destaque para os teclados e no melhor estilo slow jam, ou seja, aquelas faixas românticas sensuais com duração mais longa típicas da black music dos anos 1970-80.

Wish That You Were Mine (Mtume-Lucas)- Ouça aqui.
Um momento mais disco music para fechar o lado A do vinil com alto astral total, com direito a uma guitarra-rítmica irresistível e um apelo pop certeiro.

D-A-N-C-I-N’ (Edward Moore-Howard King)- Ouça aqui .
O lado B do vinil abre com força total, nesta canção midtempo com refrão forte que aparece logo de cara chamando as pessoas para a pista de dança, com Stephanie endiabrada e soltando a voz. Para bater palmas junto! Outro show das vocalistas de apoio no refrão e nos diálogos com a sua “chefe”. E que groove!

Still Mine (Mtume-Lucas)- Ouça aqui.
Aqui, o momento de uma balada soul romântica por excelência, aquela lentinha que levava os casais para a pista de dança durante os bailinhos dos anos 1970-início dos 1980. A performance de Stephanie é espetacular.

Never Knew Love Like This Before (Mtume-Lucas)- Ouça aqui.
Não é difícil entender o porque esta é a canção que mais se destacou na parada mainstream, ou seja, a “dos brancos”. Embora sem perder a alma, é o momento mais pop do disco, no qual Stephanie canta com tanta doçura e ingenuidade sincera a celebração da descoberta do “amor da sua vida” descrito na letra que pode arrancar lágrimas de alguém mais emotivo, alguém tipo eu, por exemplo… Esta música rendeu o Grammy de melhor performance de r&b para Stephanie, e de melhor canção de r&b para Mtume e Lucas.

Mixture Of Love (Joe Mills-John Simmons)- Ouça aqui.
Uma assumida fã de canções românticas, Stephanie nos mostra aqui, mais uma vez, como usar uma voz potente, doce e versátil de forma absolutamente sensual e impecável em termos técnicos. E os diálogos com o coral de apoio mais uma vez são encantadores. Final feliz para um disco maravilhoso!

Saiba mais sobre o time que gravou Sweet Sensation

James Mtume– Este produtor, percussionista, tecladista e compositor tocou com Miles Davis entre 1971 e 1975, e logo a seguir, na banda de Roberta Flack. Paralelamente, ele tinha a sua própria banda, a Mtume, com Tawatha Agee nos vocais, e com ela emplacou pelo menos um clássico perene dos anos 1980, Juicy Fruit (ouça aqui), que chegou ao topo da parada de r&b. Ele teve músicas gravadas por Stephanie, Roberta Flack e também por Donny Hathaway, Phyllis Hyman, Mary J. Blige, Teddy Pendergrass, Inner City e R. Kelly.

Reggie Lucas-Guitarrista e compositor, tocou junto com Mtume nas bandas de Miles Davis e Roberta Flack. Além do trabalho ao lado do parceiro, ele tem um belo item solo em seu currículo: produziu seis das oito faixas do autointitulado álbum de estreia de Madonna em 1983, e é o autor de duas dessas músicas, os hits Borderline e Physical Attraction. Ele também foi guitarrista da banda de Billy Paul antes de conhecer Mtume.

Gwen Guthrie (1950-1999)- A saudosa cantora e compositora é a coautora de hits deliciosos de r&b como This Time I’ll Be Sweeter (sucesso no Brasil na versão de Linda Lewis), Supernatural Thing (hit com Ben E. King) e Love Don’t You Go Through No Changes On Me (hit com o grupo Sister Sledge). Além de participar de discos de inúmeros outros artistas (entre os quais Madonna, Aretha Franklin, Billy Joel, Stevie Wonder e Peter Tosh) também gravou seis álbuns solo entre 1982 e 1990, com direito a ao menos um grande hit na cena black americana, a irresistível Ain’t Nothing Goin’ On But The Rent (ouça aqui), que atingiu o topo da parada de r&b americana em 1986.

Tawatha Agee– Além de coautora de canções como o hit Two Hearts, que estourou em 1981 em marcante dueto de Stephanie Mills com o seminal Teddy Pendergrass, ela também foi a vocalista principal do grupo Mtume, aquela voz deliciosa que conduz o hit Juicy Fruit.

Hubert Eaves III– O tecladista que assinou Try My Love ao lado de Tawatha Agee também se destacou como integrantes das banda Mtume e D Train, esta última na verdade um duo integrado por ele e o cantor e compositor D-Train Willians e conhecido pelo hit Something’s On Your Mind (regravada depois por Miles Davis em seu álbum You’re Under Arrest, de 1985).

Howard King– Foi baterista da banda Mtume.

Veja Stephanie Mills ao vivo em 1998:

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