Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Duo Gisbranco mostra novas músicas no Rio e São Paulo

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Por Fabian Chacur

O Duo Gisbranco contou com a participação especial de Chico Cesar em seu segundo CD, Flor de Abril (2011). Nascia naquele momento uma parceria que rendeu um projeto muito bacana, o CD Pássaros, no qual a dupla de pianistas musicou 15 poesias do autor de Mama África.

O álbum será divulgado com um show nesta quinta (5) às 20h no Rio no Teatro Riachuelo (rua do Passeio, nº 40- Cinelândia- fone 0xx21-2533-8799), com ingressos de R$ 25,00 a R$ 80,00, e outro em São Paulo neste sábado (7) às 22h na Casa de Francisca (rua Quintino Bocaiúva, nº 22- Sé- fone 0xx11-3052-0547), com ingressos a R$ 53,00.

Ao contrário do que fizeram em seus dois álbuns anteriores (Gisbranco-2008 e Flor de Abril-2011), centrados nos sons instrumentais, as meninas desta vez resolveram fazer, à sua moda, uma incursão pelo universo da canção brasileira. Marcam presença no álbum nomes como Monica Salmaso, Maria João, Sergio Santos, Eugênio Dale, André Mehmari, Jaques Morelenbaum e José Batista Jr.

Os shows terão diferenças entre si. O do Rio contará com a participação do parceiro Chico Cesar, que além de cantar com as garotas suas parcerias também interpretará hits de seu repertório, como Dúvida Cruel e Templo. Em São Paulo, teremos Ná Ozzetti e André Mehmari, que interpretarão Eternamente, que o duo gravou anteriormente. O violonista Fabio Nin estará no show carioca, enquanto o percussionista Rodrigo Pacato tocará nas duas apresentações.

Bianca Gismonti, que é filha do consagrado e genial músico Egberto Gismonti, conheceu Claudia Castelo na graduação em piano na UFRJ. Nascia ali uma amizade e parceria musical que se tonaria profissional a partir de 2005, e que já rendeu três CDs e um DVD. O segundo DVD, Egberto Encontra Villa, dedicado à música de Heitor Villa Lobos e Egberto Gismonti, foi gravado em 2017 na Sala Cecília Meirelles, no Rio, e está em fase de produção para lançamento futuro.

Pássaros (álbum em streaming)- Duo Gisbranco:

Rafa Castro lança Fronteira e faz um show em São Paulo

Rafa Castro - Foto Lorena Dini 2018 HZ (3)-400x

Por Fabian Chacur

Com menos de dez anos de carreira, o pianista, compositor e cantor mineiro Rafa Castro já possui um currículos bastante respeitável. Radicado em São Paulo há um ano, ele mostra o resultado dessa sua nova fase com o CD Fronteira. O lançamento do álbum será em sua atual cidade, com show nesta quinta (5) às 20h no Teatro Unibes (rua Oscar Freire, nº 2.500- fone 0xx11-3065-4333), com ingressos a R$ 20,00(meia) e R$ 40,00 (inteira).

No caso específico de Rafa e deste trabalho, a palavra fronteira significa uma junção que une o que está separado para tornar algo novo. “Fronteira é um momento de descobrimento, no qual trago a carga afetiva das minhas influências; consegui juntar dois pilares, a ‘música de Minas’ e meu trabalho de trilhas sonoras, num trabalho que faz sentido para mim”, define o artista. Marcam presença no CD artistas como Monica Salmaso, Teco Cardoso, Léa Freire e Neymar Dias, bons amigos dessa sua nova fase paulistana.

Nascido em São João Nepomuceno (MG), Rafa inicialmente descobriu o prazer de tocar um instrumento musical através do violão. O piano só entrou em sua vida aos 19 anos, mas com força suficiente para se tornar seu pilar criativo e profissional a partir daquele momento. Ele estudou na Universidade de Música Popular Bituca (Barbacena-MG), e depois mergulhou de vez na profissão com força total.

Rafa Castro é autor de trilhas sonoras para cinema (Cacos de Vitral-2015 e Modorra-2016) e teatro. Ele também gravou o DVD/CD Teias (2013) em parceria com o consagrado tecladista mineiro Túlio Mourão, conhecido por suas trilhas para o cinema e com Milton Nascimento. Túlio é só elogios para com ele. “Fiquei impressionado com a jovialidade e o destemor tanto harmônico como melódico dele”, comenta o músico.

Além de músicas de Fronteira, o show desta quinta-feira também trará releituras de músicas de Milton Nascimento (Vera Cruz), Caetano Veloso (O Quereres) e Lô Borges (Trem Azul), entre outros. Ele terá a seu lado uma banda composta por Vinícius Gomes (guitarra), Igor Pinheiro (baixo) e Gabriel Alterio (bateria).

Fronteira (clipe)- Rafa Castro:

Bixiga 70 toca Quebra Cabeça em 3 shows no Sesc Pompeia

Bixiga 70 - créditos Nicole Heiringer-400x

Por Fabian Chacur

A música instrumental brasileira continua efervescente, com artistas de várias gerações firmes, fortes e criativos mostrando seus incríveis talentos. Um dos grupos mais bacanas surgidos nesta década atende pelo nome de Bixiga 70. Oriundos do célebre bairro paulistano, eles lançarão seu 4º álbum, Quebra Cabeça, com shows de 19 a 21 de julho (quinta a sábado), sempre ás 21h30, no Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11-7700), com ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00.

Quebra Cabeça, na definição deles, baseia-se na própria história da banda, que já tocou nesses anos todos em inúmeros lugares bacanas no Brasil e no exterior e se desenvolveu enquanto time musical no Traquitana, estúdio que equivale a uma espécie de casa para os rapazes. O produtor Gustavo Lenza é seu parceiro na produção musical deste novo álbum, enquanto o trabalho gráfico da capa mais uma vez fica por conta do talentoso Maurício Zuffo Kuhlmann (MZK).

O Bixiga 70 é integrado por Décio 7 (bateria), Marcelo Dworecki (baixo), Cris Scabello (guitarra), Mauricio Fleury (teclado e guitarra), Rômulo Nardes e Gustávo Cék (percussão), Cuca Ferreira (sax barítono), Daniel Nogueira (sax tenor), Douglas Antunes (trombone) e Daniel Gralha (trompete). Sua sonoridade instrumental mescla a música brasileira em suas várias vertentes com música africana, jazz e o que mais pintar, com muito groove e pegada dançante contagiante.

Bixiga 70 (2013)- Bixiga 70 (ouça em streaming):

Welcome To The Blackout, de Bowie, chega ao Brasil em CD

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Por Fabian Chacur

Lançado no exterior no dia 21 de abril deste ano apenas no formato álbum triplo de vinil, o disco ao vivo Welcome To The Blackout (Live London ’78), de David Bowie, agora também já está disponível para o público brasileiro através da Warner Music, mas como CD duplo e digitalmente. O material traz 24 músicas gravadas ao vivo nos dias 30/6 e 1º/7 de 1978 em Earls Court, em Londres, com produção de Tony Visconti e mixagem feita em 1979 pelo próprio Bowie com David Richards.

O álbum inclui gravações realizadas no mesmo período das incluídas no ao vivo Stage, lançado originalmente em 1978. A diferença básica fica por conta do país onde os registros deste trabalho mais antigo se concretizaram, nos EUA, mais precisamente em shows ocorridos nas cidades de Filadélfia, Boston e Providence entre o fim de abril e o início de maio de 1978. O repertório de ambos é semelhante.

Bowie, nessa turnê, estava lançando na estrada seus ousados discos Low e Heroes, ambos de 1977, e que mesclam rocks intensos e eletrônicos com faixas instrumentais inspiradas no krautrock de Kraftwerk e nos experimentalismos de Brian Eno, que por sinal participou ativamente da criação, produção e gravação desses dois álbuns. A mescla desse repertório com clássicos de sua carreira é bastante interessante. A banda, bastante afiada, traz como destaque a dupla de guitarristas, Carlos Alomar e Adrian Belew, que se completam com precisão.

Eis as faixas de Welcome To The Blackout (Live In London ’78):

CD 1:

1. WARSZAWA – 06:27
2. HEROES – 07:33
3. WHAT IN THE WORLD – 04:01
4. BE MY WIFE – 02:45
5. THE JEAN GENIE – 06:34
6. BLACKOUT – 03:42
7. SENSE OF DOUBT – 03:25
8. SPEED OF LIFE – 02:37
9. SOUND AND VISION – 03:10
10. BREAKING GLASS – 03:31
11. FAME – 03:52
12. BEAUTY AND THE BEAST – 04:58

CD 2:

1. FIVE YEARS – 06:08
2. SOUL LOVE – 02:51
3. STAR – 02:30
4. HANG ON TO YOURSELF – 02:39
5. ZIGGY STARDUST – 03:24
6. SUFFRAGETTE CITY – 03: 50
7. ART DECADE – 03:08
8. ALABAMA SONG – 03:58
9. STATION TO STATION – 11:08
10. TVC 15 – 04:17
11. STAY – 06:58
12. REBEL REBEL – 03:51

Welcome To The Blackout-David Bowie (em streaming):

Mixed Up, do The Cure, sai no Brasil em formato remaster

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Por Fabian Chacur

Em 1990, Robert Smith surpreendeu muita gente ao lançar o álbum duplo em vinil e simples em CD Mixed Up, que trazia remixes com pegada mais dançante e eletrônica de algumas das canções mais conhecidas de seu grupo, o The Cure. Atualmente revisando itens de seu extenso catálogo, o cantor, compositor e músico britânico nos oferece uma versão remasterizada desse trabalho, que chega às lojas brasileiras em CD simples.

Mixed Up continha em sua versão original 12 faixas no LP de vinil e 11 no CD, com direito a hits como Lullaby, Hot Hot Hot!, Close To Me e Lovesong com roupagens totalmente diferentes, além de uma faixa inédita, a ótima mezzo pesadona mezzo dançante Never Enough, que teve direito a clipe e fez um sucesso considerável.

Além do formato standard, que é o disponibilizado no Brasil, também sairá no exterior uma deluxe edition com três álbuns: o CD original remasterizado, um segundo com raros remixes lançados originalmente entre 1982 e 1990 e um terceiro, intitulado Torn Down, com 16 novas remixagens feitas pelo próprio Robert Smith de outras músicas do The Cure, como Shake Dog Shake, Cut Here e A Night Light This.

Never Enough– The Cure:

Chaka Khan lança um novo hit e prepara álbum de inéditas

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Por Fabian Chacur

Essa é uma daquelas notícias que a gente publica com gosto e felicidade. Chaka Khan, uma das grandes divas da black music mundial, acaba de lançar uma nova música. Trata-se de Like Sugar, um funk-disco daqueles de rachar assoalhos, divulgada por um clipe dirigido pela diretora australiana radicada em Londres Kim Gehrig, conhecida por seus trabalhos com Calvin Harris e Basement Jaxx.

A música é uma parceria da cantora e compositora americana de 65 anos com o consagrado produtor, compositor e DJ britânico Switch, que tem no currículo trabalhos com Diplo (com o qual criou o projeto Major Lance, do qual saiu em 2011), M.I.A., Christina Aguilera, Beyonce e Brandy. Essa é a primeira faixa a ser revelada de um futuro álbum da estrela do funk/soul que ainda não tem data nem título definidos, embora previsto para sair em breve.

O delicioso clipe, do qual infelizmente a cantora não participa, traz afiados dançarinos mandando ver em performances solo ou coletivas tendo o groove invocado de Like Sugar como trilha sonora. O cenário é a instalação de arte Here After, situada em Londes onde ficava anteriormente um posto de gasolina abandonado e que hoje é um espaço cultural bem bacana.

Levando-se em conta a qualidade desta primeira amostra, é grande a expectativa para esse novo CD de Chaka Khan, o primeiro de estúdio desde Funk This, de 2007. Com mais de 40 anos de carreira, a musa tem 10 troféus Grammy em seu currículo, além de hits do porte de I Feel For You, Ain’t Nobody, I’m Every Woman, Love Me Still, Through The Fire e inúmeros outros, gravados solo ou com o grupo funk Rufus.

Like Sugar (clipe)- Chaka Khan:

Trinca de Ases, bela união de Gil, Nando Reis e Gal Costa

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Por Fabian Chacur

A ideia de reunir Gilberto Gil, Nando Reis e Gal Costa em um show que inicialmente celebraria o centenário de Ulysses Guimarães foi do jornalista Jorge Bastos Moreno (1954-2017), mas ele infelizmente não viveu o suficiente para ver sua sugestão concretizada. Com o nome Trinca de Ases, o show passou com sucesso pelo Brasil e Europa e agora é lançado em DVD duplo pela Biscoito Fino, em espetáculo registrado no Espaço das Américas (SP) em 25 de novembro de 2017.

O conteúdo é divido em duas partes. O primeiro disco traz o documentário A Gente Quer é Viver, frase extraída da clássica canção de Gilberto Gil eternizada na voz de Gal Costa nos anos 1970 e que encerra o show. Durante seus 71 minutos de duração, temos entrevistas dos participantes (juntos e individualmente) e cenas dos ensaios, bastidores e dos shows propriamente ditos, nos quais podemos descobrir as peculiaridades da parceria.

Nando, por exemplo, confessa que, ao receber o convite para o projeto, ficou em dúvida se seria capaz de encarar tal desafio. Ele foi entrando no espírito da coisa graças à forma como Gil o abordou, ao mesmo tempo dando a ele a tranquilidade necessária para se soltar e também deixando claro que existiam expectativas em relação a Nando naquela parceria tripla que precisavam ser concretizadas para que tudo desse certo. Nando TINHA de se soltar. E ele conseguiu.

Um momento do documentário que deixa bem clara esse ajuste fino entre Gil e Nando ocorre quando o eterno tropicalista questiona o ex-titã sobre a inédita Dupla de Ás, de Nando, tentando entender a estrutura rítmica da canção e levando o autor a até mesmo questionar se aquela sua composição seria mesmo adequada ao projeto. Era, e entrou no repertório.

A concepção de como fazer o show também seguiu sugestões de Gil, que impulsionou-os a fugir de uma estrutura com apenas vozes, violões e apenas os três em cena. Assim, foram acrescentados à Trinca de Ases os músicos Kainã do Jejê (bateria e percussão) e Magno Brito (baixo). Ele também apontou o rumo de cantarem em pé, defendendo um repertório energético em sua essência.

Outra coisa bacana do documentário é mostrar como o relacionamento entre os músicos se desenvolveu, com Gil sendo na prática diretor musical e músico principal, Nando seu braço direito e Gal o algodão entre cristais, brilhando em seus momentos solo e ajudando a dar ao trabalho uma consistência de um grupo de fato e de direito.

Apenas três das 25 músicas são apresentadas no formato sentado e sem os músicos de apoio. São elas Retiros Espirituais, Copo Vazio e Meu Amigo Meu Herói, sendo que na segunda Nando só canta, e na terceira, temos apenas Gil e Gal em cena. De resto, são os três de pé, com Nando tocando violão com cordas de aço e o autor de Realce valendo-se de cordas de nylon no seu instrumento.

Das 25 músicas que integram o repertório do show, 12 são de Gil, 9 de Nando, uma é parceria entre Gil e Nando (a ótima Tocarte) e três são sucessos do repertório de Gal. Além de Tocarte, são inéditas Trinca de Ases (Gil), espécie de canção-tema do show composta por sugestão de Nando e claramente inspirada nos Rolling Stones (com direito a citação de Satisfaction por parte de Gal) e a já citada Dupla de Ás (Nando).

O show, com quase duas horas de duração, equivale a uma deliciosa viagem por momentos importantes das carreiras dos três devidamente atualizados e adaptados para o contexto do trio. O ótimo desempenho dos músicos de apoio ajuda a concretizar de forma brilhante o conceito inicial de Gil, e também a disposição que Gal tinha de ver elementos rockers incorporados ao projeto. O entrosamento de Gil e Nando nos violões é muito bom, com os timbres distintos de seus instrumentos se encaixando de forma harmônica e rica, sem virtuosismos tolos.

Com vitalidade e energia elogiáveis para dois setentões e um cinquentão, o trio cativa com recriações muito boas de maravilhas do porte de Palco, All Star, Esotérico, Cores Vivas, Pérola Negra (incluída no repertório após a morte de seu autor, Luiz Melodia), Refavela, Nos Barracos da Cidade, O Segundo Sol e A Gente Precisa Ver o Luar.

Há durante o show algumas arestas não aparadas que poderiam ter dado ao trabalho, se devidamente ajustadas, um formato mais, digamos assim, “limpinho”, mas uma das graças deste Trinca de Ases é exatamente esse, sentir onde os três se completaram por inteiro e onde soam como água e óleo, sem se misturar com tanta simplicidade. Prova de que Gil, Nando e Gal não tiveram medo de ousar e experimentar, conquistando dessa forma uma consistência artística que torna esse projeto histórico por fato, por direito e por merecimento artístico.

Trinca de Ases (ao vivo)- Gil, Nando & Gal:

Nenhum de Nós mostra o seu novo EP com um show no Rio

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Por Fabian Chacur

Dos bem-sucedidos grupos brasileiros de rock surgidos na década de 1980, o Nenhum de Nós sempre se mostrou o mais aberto a se valer de influências e parcerias com os outros países latino-americanos, especialmente Argentina e Uruguai. E este último é o mote de seu novo lançamento, o EP Doble Chapa, lançado em formato físico e digital pelo selo Imã Records. Eles tocam no Rio de Janeiro nesta sexta (29) às 21h no Imperator- Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Meier- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos a R$ 25,00 e R$ 50,00.

Doble Chapa é uma expressão usada para denominar quem vive na fronteira gaúcha perto do Uruguai. A banda gaúcha formada por Thedy Corrêa (vocal e violão), Veco Marques (guitarra e violão), Carlos Stein (guitarra e violão), João Vicenti (teclados e acordeon), e Sady Homrich (bateria) resolveu nomear seu novo EP assim pelo interesse que tem nessa troca de informações musicais e culturais com aquele país.

“Fronteiras podem ser legais na medida que abrigam iniciativas culturais marcadas por peculiaridades; misturar estas particularidades para gerar algo novo é o tom desse nosso novo trabalho”, explica Carlos Stein.

O EP traz cinco faixas, todas não menos do que ótimas, sendo que o delicioso rock melódico Uma Vida Ordinária aparece em duas versões, em castelhano e português, ambas com a participação especial de Fede Lima, líder do grupo uruguaio Socio, um dos mais badalados da cena roqueira daquele país. Na bela balada com veia psicodélica Fã de Faith No More, temos outra convidada bem bacana, a ótima cantora uruguaia Lucía Ferreira, da também incensada banda La Tabaré.

A balançada O Aprendiz conta com as rimas espertas do rapper gaúcho Marck B, enquanto Despliega conta com uma levada dançante e percussão latina. A edição física de Doble Chapa é no capricho, com capa dupla digipack de papelão e encarte com letras e ficha técnica.

Além das novidades do novo disco, o grupo, que também conta com a participação do músico convidado Estevão Camargo (baixo e vocais), dará uma geral em seus inúmeros sucessos desses 31 anos de carreira, entre os quais Camila Camila, Sobre o Tempo, Vou Deixar Que Você Se Vá e Você Vai Lembrar, só para citar alguns. Shows dessa banda são sempre altamente recomendáveis para os fãs de um rock melódico com influências folk e latinas e letras inteligentes e sensíveis.

Uma Vida Ordinária (clipe)- Nenhum de Nós:


Disco ao vivo do Led Zeppelin será relançado em setembro

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Por Fabian Chacur

Outro lançamento muito bacana relacionado ao rock chegará ao mercado musical no dia 7 de setembro, mesma data prevista para Egypt Station, de Paul McCartney. Trata-se de uma versão remasterizada do álbum The Songs Remain The Same, lançado originalmente em 1976 e trilha sonora do filme homônimo do Led Zeppelin. Esse trabalho será disponibilizado em vários formatos, e sairá em um dia histórico para o seminal quarteto britânico.

Em 7 de setembro de 1968, ocorreu a primeira apresentação ao vivo da então novíssima banda do guitarrista Jimmy Page, que tinha a seu lado os então ainda desconhecidos John Paul Jones (baixo e teclados), Robert Plant (vocal) e John Bonham (bateria). Naquela ocasião, o time usou o nome The New Yardbirds, surgindo das cinzas da histórica banda Yardbirds, que revelou Eric Clapton, Jeff Beck e o próprio Page.

Pouco tempo depois, o quarteto passaria a se chamar Led Zeppelin, uma sugestão que teria sido dada por Keith Moon, baterista do The Who. A trajetória dessa incrível banda todos sabem como foi, com direito a milhões de discos vendidos em todo o mundo, a criação de um estilo próprio fundindo heavy/hard rock, folk music, progressivo, soul, pop e ainda mais, e shows lotados e antológicos, tornando-se uma das lendas da história do que hoje é denominado de classic rock.

O filme The Song Remains The Same (que foi exibido na época no Brasil com o peculiar título Rock É Rock Mesmo) tem como material base gravações feitas durante os três superlotados shows que o Zeppelin fez em julho de 1973 no histórico Madison Square Garden, em Nova York. A versão remasterizada da trilha que sairá no dia 7 de setembro segue a reedição de 2007, que trouxe como atrativo seis faixas-bônus em relação ao lançamento original de 1976.

Ainda não foram confirmadas quais versões do relançamento deste álbum serão disponibilizadas no Brasil, o que a gravadora Warner promete fazer em breve. O pacote mais caro e aparentemente mais atraente para o fã mais fanático é o Super Deluxe Boxed Set, que trará o filme completo e a trilha pela primeira vez em um mesmo pacote. A versão em vinil com direito a 4 lps trará uma mudança na sequência original de faixas para permitir que os 29 minutos de Dazed And Confused estivessem na íntegra em um único lado de vinil.

The Song Remains The Same- The Rain Song (live)- Led Zeppelin:

Paul McCartney mostra belas novidades para todos os fãs

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Por Fabian Chacur

Dois dias após completar 76 anos de idade, Paul McCartney mostra que dormir nos louros das glórias passadas não faz parte do seu modo de viver. Ele não só anunciou que lançará no dia 7 de setembro Egypt Station, seu primeiro álbum de inéditas desde New (2013), como também disponibilizou para audição duas das 14 músicas que estarão nesse trabalho, a balada I Don’t Know (ouça aqui) e o rock na veia Come On To Me.

Uma primeira curiosidade surge na capa do álbum, que também foi divulgada. Criada a partir de desenho feito pelo próprio artista, ela lembra um pouco a de Gone Troppo, lançada em 1982 por um certo George Harrison. Será mera coincidência? Tire suas próprias conclusões.

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Voltando ao mais importante que é o conteúdo artístico, o ex-Beatle explicou, em declaração divulgada pela gravadora na qual lança atualmente seus trabalhos, a Universal Music, como concebeu o novo trabalho:

“Gostei das palavras Egypt Station. Elas me lembram dos discos em vinis que costumávamos fazer… Egypt Station começa em uma estação na primeira música e a cada nova faixa visitamos uma nova estação. Foi essa a ideia que seguimos para criar cada faixa do disco a partir disso. Acho que ela veio de um sonho, mesmo lugar de onde as músicas surgem”.

Macca gravou seu novo disco em estúdios localizados em Londres, Los Angeles e Sussex. A produção ficou a cargo do badalado Greg Kurstin, que assinou trabalhos de Adele, Beck e Foo Fighters, sendo que uma faixa ficou a cargo de Ryan Tedder, líder da banda One Republic. Come On To Me é um rockão contagiante e muito inspirado, enquanto I Don’t Know é uma deliciosa balada com pitada roqueira. Belas amostras.

Também foram divulgados os títulos de mais três canções: a acústica Happy With You, a pacifista People Want Peace e uma que promete e muito, com seus quase sete minutos de duração, Despite Repeated Warnings, que parece seguir uma pegada mais experimental. McCartney fez um show surpresa no dia 9 de junho em um pequeno pub de Liverpool, o Philharmonic Pub, no qual tocou uma das inéditas e mais alguns hits. Que chegue logo o sete de setembro!

Come On To Me– Paul McCartney:

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