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Peter Gabriel esbanja classe em CD de covers

Por Fabian Chacur

Desde seus tempos de Genesis, banda que integrou do final dos anos 60 ao meio dos 70, Peter Gabriel teve como marcas a ousadia, o bom gosto e a bela voz. Nem sempre acerta, mas o faz com uma frequência significativa.

Em seu novo trabalho, Scratch My Back, ele resolveu gravar apenas canções de outros autores. Mas partindo de dois pressupostos: sem se valer de guitarra e bateria e num esquema “toma lá, dá cá”.

Explico melhor o segundo ítem. Gabriel releu canções de 12 grupos/artistas, que por sua vez irão devolver o carinho relendo canções do repertório do astro britânico.

Na verdade, a ideia era lançar os dois discos juntos, o segundo com o título I’ll Scratch Yours, mas a disponibilidade restrita de alguns dos convidados obrigou o segundo CD a ser progamado para um futuro não muito distante.

Com arranjos a cargo de John Metcalfe (ex-integrante do grupo oitentista Durutti Column) e uma eficiente orquestra montada para acompanhá-lo, o neste disco apenas intérprete mostrou muita competência e sensibilidade.

A rigor, apenas Heroes, de David Bowie, ficou muito inferior à imbatível versão original do álbum homônimo de 1977. As outras nos oferecem novos ângulos e ressaltaram de forma criativa as belas melodias de cada uma delas.

Alguns momentos se sobressaem, como Listening Wind (dos Talking Heads, de seu clássico CD Remain In Light, de 1980), The Boy In The Bubble (de Paul Simon, do CD Graceland, de 1986) e Philadelphia (de Neil Young e trilha do filme estrelado por Tom Hanks nos anos 90).

O CD também inclui músicas dos repertórios de Bon Iver, Lou Reed, Arcade Fire, Randy Newman, Radiohead, Elbow, Regina Spektor e Magnetic Fields.

O timbre vocal de Peter Gabriel continua belo e inconfundível, encaixando-se feito luva na proposta mais intimista e melódica de Scratch My Back. Um disco conciso, sofisticado e de muita qualidade.

2 Comments

  1. Claudio Romano

    March 2, 2010 at 8:36 pm

    Confesso que sao poucas as musicas dele que me agradam, mas mesmo assim, eu o acho um genio da musica.

  2. E isso ele realmente é, Romano. Não é um de meus ídolos, mas tenho diversos discos dele, e tive a honra de vê-lo ao vivo em duas oportunidades: uma em 1988, no show Human Right Now!, no sacrossanto Estádio Palestra Itália e ao lado de Bruce Springsteen, Sting, Milton Nascimento, Tracy Chapman e outros, e a segunda lá pelos idos de 1992/93 no Olympia (SP). Belos shows!!! Pena que no de 1988, na parte final, quando ele cantava de forma fantástica um de seus clássicos, Biko, entrou no palco aquela mala do Beijoqueiro e começou a encher o saco pedindo votos para o Brizola….ninguém merece!!!!! Abração Cláudio e volte sempre!!!!

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