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Norah Jones divulga o single e vai lançar novo DVD ao vivo

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Por Fabian Chacur

Norah Jones disponibilizou em diversos canais digitais versões de áudio e vídeo de And Then There Was You. Esta canção, cuja versão de estúdio integra o mais recente álbum de estúdio da cantora, compositora e pianista americana, Day Breaks (2016), é o primeiro single a ser divulgado de Live At Ronnie Scott’s, gravação ao vivo que será lançada mundialmente (inclusive Brasil) no dia 15 de junho, aqui no formato DVD.

O novo trabalho da artista que se tornou conhecida mundialmente a partir do estouro de seu álbum de estreia, Come Away With Me (2002), foi gravado ao vivo em setembro de 2017 em Londres no lendário Ronnie Scott’s Jazz Club, clube dedicado ao jazz e à soul music que irá completar 60 anos de existência em 2019. Ela investe no tradicional formato jazzístico de trio, tocando piano e cantando, acompanhada por Chris Thomas (baixo) e Brian Blade (bateria).

O repertório do DVD (que no exterior também sairá em Blu-ray) trará diversas faixas de Day Breaks, álbum que atingiu o posto de nº 2 na parada de sucessos dos EUA e do qual os dois músicos acompanhantes participaram, por sinal, além de alguns clássicos do repertório de Norah, entre os quais Carry On, Flipside e a incensada Don’t Know Why, seu maior hit. Aos 39 anos, Norah Jones continua firme e forte no cenário jazz-country-pop, mais do que merecidamente.

And Then There Was You (live)- Norah Jones:

Keith Richards lança CD solo Crosseyed Heart em 9/2015

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Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs de rock and roll clássico. Chegará às lojas especializadas no dia 18 de setembro, via Universal Music, Crosseyed Heart, terceiro solo CD de estúdio de Keith Richards. O eterno guitarrista dos Rolling Stones não lançava um trabalho individual há longos 23 anos, mas quebrará esse longo intervalo em grande estilo. Vem coisa boa por aí.

O álbum, que sucede Talk Is Cheap (1988) e Main Offender (1992), terá sua primeira amostra divulgada no dia 17 de julho, quando sairá o primeiro single a ser extraído do repertório de 15 faixas. Trata-se de Trouble, um rock com a marca significativa do estilo que consagrou o cantor, compositor e músico britânico.

O elenco de convidados do disco é bem consistente. Norah Jones, que já havia cantado com Richards em shows ao vivo, marca presença em Illusion, canção composta em parceria por eles. Aaron Neville, vocalista dos Neville Brothers, participa de Nothing On Me, enquanto o saxofonista Bobby Keys, célebre por seus solos em discos e shows dos Rolling Stones, toca seu instrumento em Amnesia e Blues In The Morning.

Fazem parte da banda básica de Crosseyed Heart músicos habituados a tocar com Keith Richards nos Stones ou em sua carreira solo, entre eles o baterista Steve Jordan (que coproduziu várias das faixas do novo CD), o guitarrista Waddy Wachtel e os vocalistas de apoio Bernard Fowler e Sarah Dash. Outro integrante dos Neville Brothers, o tecladista Ivan Neville, também empresta seu talento ao álbum.

Outras faixas de destaque do trabalho são Robbed Blind e Love Overdue. Vale lembrar que os Rolling Stones continuam firmes e fortes, fazendo shows e possivelmente gravando um novo álbum de inéditas. Vale lembrar: Keith também lançou como artista solo um álbum ao vivo, Live At The Hollywood Palladium (1988).

Love Hurts (live)- Keith Richards e Norah Jones:

Veja documentário sobre Keith Richards em streaming:

Ravi Shankar foi o guru de George Harrison

Por Fabian Chacur

Uma das marcas da música dos Beatles foi a sua abertura no sentido de incorporar outras sonoridades além do rock and roll. Uma delas, a oriental, entrou no universo da banda de forma mais clara graças ao músico indiano Ravi Shankar, que morreu nesta terça-feira (11) aos 92 anos. Ele foi o guru de George Harrison.

Consta que o citarista conheceu George Harrison e Paul McCartney em 1966, em Londres. Não por acaso, foi naquele mesmo ano, no mitológico disco Revolver, que o “beatle quieto” lançou a música Love You To, com forte influência da música indiana.

Esse tipo de som se mostraria presente em outros momentos de Harrison com os Beatles, entre as quais Within You Without You e The Inner Light. Esta última, por sinal, é bem curiosa, pois soa como um mix de música indiana com a célebre Asa Branca, de Luiz Gonzaga, fato que levou o célebre agitador cultural brasileiro Carlos Imperial a espalhar o boato de que os Beatles gravariam o clássico do Rei do Baião. E o povo na época acreditou!

Shankar influenciou também o ex-beatle em termos pessoais, levando o músico a investir em meditação e em um temperamento ainda mais introspectivo e reflexivo. Em 1971, Shankar incentivou Harrison a promover o primeiro grande show beneficente da história do rock, para Bangladesh, com a participação de Bob Dylan, Eric Clapton e outros astros do rock.

A amizade entre Ravi Shankar e George Harrison se manteve firme e sólida até a morte do ex-beatle, em 2001. O autor de Something disse, certa vez, que Shankar foi a primeira pessoa que realmente o impressinou em toda a sua vida. E olha que ele conheceu muita gente do primeiro escalação da música…

Aliás, Shankar se mostrou figura importante em dois festivais de música que ajudaram o rock a se expandir em termos de público e importância cultural, os festivais de Monterey (1967) e de Woodstock (1969). Ele tocou em ambos, ajudando a tornar a musica indiana mais conhecida no resto do mundo.

O citarista indiano nos deixou duas filhas cantoras, Anoushka Shankar e a popularíssima Norah Jones, que teve em relacionamento fora do casamento e com quem não mantinha contato habitual. Mesmo assim, Norah acabou cancelando os shows que faria esta semana no Brasil em Porto Alegre, Rio e São Paulo para ir se despedir do pai.

Veja Ravi Shankar e George Harrison tocando juntos:

Ouça Prabhujee, com George Harrison e Ravi Shankar:

Norah Jones lançará coletânea de raridades

Por Fabian Chacur

Há artistas que são inquietos e megaprodutivos por excelência. Alguns exemplos que me vem de cara à mente são Paul McCartney, Zélia Duncan e Neil Young. Gente que grava muito e faz colaborações diversas com outros artistas, tornando a vida do colecionador um inferno.

Em sua uma década de carreira, Norah Jones segue exatamente a mesma linha. Além de gravar seus próprios álbuns sempre com muita categoria e estilo, a cantora, compositora e tecladista americana participa com frequência de trabalhos alheios.

E aí, o cara que se mete a colecionar a sua obra é obrigado a comprar discos de Deus e o mundo para se manter em dia. Para felicidade geral de seus admiradores, Norah lançará no dia 2 de novembro a coletânea …Featuring, que reúne 18 dessas gravações que fez e que só eram encontráveis em discos alheios. Quem lançará será a EMI.

A compilação dá provas da versatilidade da estrela, pois inclui canções de vários estilos, indo do jazz ao hip-hop, passando por rock, pop, country, folk e experimentalismo. Tudo com alta qualidade artística.

Entre outros, temos em …Featuring gente do naipe de Ray Charles, Foo Fighters, Outkast, Belle & Sebastian, Herbie Hancock e Dolly Parton. Vou ficar por aqui para a crítica do CD, quando o mesmo chegar às minhas mãos. Mas conhecendo várias dessas músicas, não vejo a hora de ouvir o álbum como um todo.

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