Mondo Pop

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Stephen Sanchez: você precisa conhecer esse cara já, agora!

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Por Fabian Chacur

Quem acompanha Mondo Pop sabe que eu concilio sobriedade com aquela coisa do escrever com o coração na ponta dos dedos. Pois, ao acabar de conferir When I Found You, do cantor e compositor estadunidense Stephen Sanchez, eu entrei no segundo modo de forma imediata. Tudo o que eu não esperava era ouvir, em pleno 2022, uma canção com influência tão forte dos anos 1950, e sem soar como uma mera paródia ou diluição. É coisa de arrepiar mesmo!

Com apenas 20 anos de idade, completados no último dia 3, este artista oriundo de Nashville nos mostra nessa canção específica fortes influências dos Everly Brothers e Ritchie Valens, em uma balada romântica e envolvente que está sendo divulgada por um clipe delicioso com total ambientação na década de 1950. Embora soem irreais, os números divulgados por sua gravadora, de 430 milhões de streams e 49 milhões de exibições desse clipe são bastante compreensíveis. É de arrepiar mesmo!

Sanchez entrou em cena em junho de 2020, quando um cover da música Cigarette Daydreams, da banda Cage The Elephant, tornou-se viral a partir de sua exibição no Tik Tok. A partir de então, ele gravou dois EPs e acaba de lançar um novo single, Missing You (ouça aqui), no qual canta com outra promessa da nova geração, a cantora Ashe. Trata-se de outra balada bacana, esta com espírito mais atual. Ele falou o seguinte sobre essa:

“Esta música significa muito para mim porque eu estava escrevendo, sim, sobre um amor que eu lembro através dos meus olhos, mas também um amor através dos olhos de outra pessoa. Era algo que eu nunca tinha feito antes: ouvir sobre como alguém estava apaixonado e escrever sobre sua experiência com isso. Foi emocionante”.

Outro ponto bacana a favor desse artista promissor é o de ter estrelado um dos episódios mais recentes do programa Rocket Hour, apresentando pelo mitológico Elton John, e no qual os dois trocaram elogios. Vale ficar de olho para ver o desenvolvimento artístico e comercial deste Stephen Sanchez.

Until I Found You (clipe)- Stephen Sanchez:

Rihanna volta com duas músicas na trilha de Wakanda Forever

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Por Fabian Chacur

Foram seis longos anos sem uma canção inédita de Rihanna. Mais precisamente desde que a cantora e compositora lançou o seu álbum Anti (2016). Pois esse longo hiato acaba de ser encerrado. Já estão disponíveis nas plataformas digitais duas novas canções da estrela pop, ambas integrantes da trilha sonora de Pantera Negra: Wakanda Forever.

As duas canções são lentas, com clima de baladas românticas e com arranjos sofisticados. Lift Me Up (ouça aqui) é mais delicada, enquanto Born Again mereceu um arranjo de cordas um pouco mais impactante. Ambas se destacam no álbum, intitulado Black Panther: Wakanda Forever- Music From And Inspired By, que traz 19 faixas de artistas como Burna Boy, Tems, Rema e Blue Rojo, entre outros.
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Além desse álbum, também já está nas plataformas digitais a trilha incidental composta pelo compositor e maestro sueco Ludwig Goransson, que tem em seu currículo um Oscar, dois Grammys e dois Emmys. O filme, dirigido por Ryan Coogler, é uma das maiores apostas da indústria cinematográfica para este fim de ano em termos de grandes bilheterias.

Born Again (visualizer)- Rihanna:

Henrique Portugal grava single com o mitológico Marcos Valle

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Por Fabian Chacur

Com o Skank saindo de cena, muitos aguardam os próximos passos do vocalista Samuel Rosa, que há anos mantém uma carreira-solo paralela à bem-sucedida banda mineira. No entanto, quem surpreende é o seu tecladista, Henrique Portugal. Ele vem lançando vários singles muito interessantes, criando expectativa para uma ótima carreira individual. Os dois mais recentes trazem parcerias bem bacanas.

A Chuva (ouça aqui) é um belíssimo soft blues composto por Portugal em parceria com Roberto Frejat e o poeta e letrista Mauro Santa Cecília, cuja gravação traz um belo dueto entre os dois, com direito a uma certeira performance dos dois não só nos vocais, mas também em guitarra e teclados.

Por sua vez, Laiaraiá, que acaba de ser disponibilizada nas plataformas digitais, é uma música com melodia de Marcos Valle e letra de Leoni. O mitológico expoente da bossa nova gravou um belo dueto com o ex-tecladista do Skank, enquanto o ex-integrante do Kid Abelha e dos Heróis da Resistência marca presença apenas no clipe dessa deliciosa canção pop de rimo hipnótico e envolvente.

Além dos singles, Henrique Portugal também dará início em breve, nas redes sociais digitais e ainda neste mês, ao projeto Piano Brasileiro, no qual entrevistará grandes tecladistas. E ninguém mais adequado para iniciar a série do que o próprio Marcos Valle.

Laiaraiá– Henrique Portugal e Marcos Valle:

Paulinho da Viola: 80 anos do mestre zen da nossa música

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Por Fabian Chacur

Trabalhar como jornalista especializado em música já me proporcionou alguns momentos de raro prazer. Entre eles, coloco as oportunidades que tive de entrevistar alguns grandes nomes. Entre eles, destaco Paulinho da Viola, que neste sábado (12) completa 80 anos de idade. É o Mestre Zen da MPB.

Simpático, inteligente e articulado, Paulinho é daqueles entrevistados dos sonhos, pois facilitam e muito a tarefa do repórter. Sua humildade é impressionante. Após a primeira ocasião em que tive a honra de entrevistá-lo, pedi um autógrafo em uma coletânea de vinil com seus maiores sucessos. Olha o que ele escreveu: “obrigado pelo papo”. Eu é quem deveria agradecer!

Nascido em 12 de novembro de 1942 no Rio, Paulinho começou a se tornar conhecido do grande público nos anos 60, e estourou em termos de popularidade com o espetacular samba Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida, em 1970. A partir daí, suas músicas ganharam as paradas de sucesso, aliando qualidade artística e apelo comercial.

O maior mérito dele em termos artísticos é provavelmente o fato de dialogar tanto com as gerações anteriores à sua quanto com as novas, criando dessa forma uma obra que paga respeitoso tributo ao chorinho e ao samba tradicional, mas sempre com a mente aberta para elementos de bossa nova, do samba renovado e de outras possibilidades, como bem relata em sua maravilhosa carta de intenções Argumento.

Com uma voz deliciosa, ele também toca com maestria o violão e o cavaquinho. Seus shows são sempre uma delícia de se ver, pois além de investir em seu repertório imbatível,Paulinho nos conta de forma fluente e afetiva causos maravilhosos de sua vida e dos seus parceiros de música e de vida. Você se sente na sala da casa dele!

O primeiro disco dele que eu comprei foi o compacto simples com Guardei Minha Viola (1973). Esse é apenas um dos vários clássicos lançados por ele nesse período, entre os quais Dança da Solidão, Coração Leviano, Pecado Capital, Argumento, Pode Guardar as Panelas e Por Um Amor No Recife, só para citar alguns dos mais significativos e marcantes.

Mestre como compositor de sambas, ele também soube investir em experimentação, como a fantástica Sinal Fechado prova de forma enfática, e demonstrou categoria na releitura de composições alheias, entre as quais destaco sua reinterpretação simplesmente espetacular de Nervos de Aço, pérola do compositor e cantor gaúcho Lupicínio Rodrigues.

Se viveu o seu auge na década de 70, a produção artística de Paulinho não caiu de qualidade nas décadas seguintes. Ele passou a gravar em quantidade menor, mas sem deixar a qualidade de lado, como atestam álbuns como Eu Canto Samba (1989), Bebadosamba (1996) e Acústico MTV (2007).

Paulinho da Viola felizmente completa 80 anos repleto de saúde, maturidade e capacidade de trabalho. Que venham em breve novos shows, novos discos e novas manifestações de seu enorme talento. E que eu possa voltar a entrevistá-lo em breve, sempre um prazer indescritível.

Guardei Minha Viola– Paulinho da Viola:

Don Letts lança o seu 1º single solo e anuncia álbum para 2023

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Por Fabian Chacur

O britânico Don Letts é um daqueles caras de difícil definição. Artista quem sabe seja a mais adequada, pois este britânico de 66 anos sempre primou pela diversidade na sua atuação. Dirigiu filmes, documentários e clipes (entre eles o seminal The Punk Rock Movie, de 1978), trabalhou com o The Clash, foi DJ, criou o grupo Big Audio Dynamite com Mick Jones (do The Clash)… Curiosamente, nunca havia lançado um trabalho como artista solo. Até agora!

Acaba de ser disponibilizado nas plataformas digitais Outta Sync, primeira amostra do álbum homônimo que Letts lançará pela gravadora Cooking Vynil em 28 de abril de 2023 nos formatos digital, LP de vinil colorido e CD. Trata-se de uma ótima parceria com Youth, conhecido como produtor e também baixista da banda britânica Killing Joke.

Na música, cujo delicioso clipe o mostra na praia e em outros lugares na natureza, ele fala um pouco sobre a sua filosofia de vida, as idas e vindas e como encara os desafios e se dedica a seus projetos. A produção foi dividida por Letts com Gaudi, que traz no currículo trabalhos com gente do altíssimo calibre de Steel Pulse, Lee “Scratch” Perry e Horace Andy.

Com 11 faixas, o álbum trará algumas participações especiais, entre as quais a filha de Don, Honor Letts. Também estão presentes Wayne Coyne (do grupo Flaming Lips), Hollie Cook, Terry Hall e Joe Devlin Love. Reggae, soul, pop e experimentalismos diversos se fazem presentes.

Recentemente, Don Letts lançou uma autobiografia, There And Black Again (2021), e também um documentário sobre a sua extensa trajetória artística e de vida, Rebel Dread, que estreou este ano.

Outta Sync (clipe)- Don Letts:

Rolando Boldrin, um mestre de cerimônias da nossa cultura

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Por Fabian Chacur

Conheci Rolando Boldrin através da maravilhosa Tema Pra Juliana, canção incluída na trilha da novela Os Inocentes (1974), da qual minha saudosa mãe Victoria gostava tanto que o meu não menos saudoso irmão Victor comprou o compacto simples para ela. Desde então, sempre o admirei e muito. Ele infelizmente nos deixou nesta quarta-feira (9), aos 86 anos de idade, após dois meses internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Lógico que o currículo desse grande nome da cultura brasileira vai bem além dessa linda musica. Nascido em 22 de outubro de 1936 em São Joaquim da Barra (SP), ele foi cantor, compositor, músico, poeta, ator, apresentador de TV e um dos maiores divulgadores da cultura popular da história desse país.

Boldrin atuou como ator em novelas de sucesso dos anos 1960, 1970 e 1980, entre as quais O Direito de Nascer, As Pupilas do Senhor Reitor, Mulheres de Areia, Os Inocentes, A Viagem e Roda de Fogo, todas em suas versões originais. No cinema, brilhou no filme Doramundo (1978), de João Batista de Andrade, só para citar um dos mais significativos.

E ele também gravou diversos discos bacanas. Mas foi como apresentador de programas de TV que ele realmente deu vasão a todo o seu talento. Ele não só apresentava, como interagia de forma deliciosa com os seus entrevistados, e também recitava poemas populares, cantava e nos dava aulas de brasilidade de verdade. Vê-lo em ação nessas atrações era delicioso e hipnótico, pois você não conseguia mudar de canal enquanto ele estivesse em cena. Lógico que se você tivesse apreço pela nossa cultura.

O mais recente deles, Sr. Brasil, ficou no ar na TV Cultura entre 2005 e agora. Outros foram Som Brasil (na Globo), Empório Brasileiro (na Band) e Empório Brasil (no SBT). A essência de todos era muito semelhante, com artistas dos quatro cantos do Brasil, desde os mais famosos até os mais desconhecidos, mas todos com algo em comum: muito talento, que Boldrin não fazia concessões a modismos ou figurinhas da moda.

Este ano, a TV Cultura exibiu um documentário sobre a sua trajetória artística, Eu, a Viola e Deus, dirigido pelo mesmo João Batista de Andrade de Doramundo. Ficar sem Boldrin, seus deliciosos causos e seus convidados talentosos será tão duro como a falta que a nossa amada Gal Costa, que se foi hoje também, faz. Que dia amargo!

Tema Pra Juliana– Rolando Boldrin:

Gal Costa, 77 anos, um ícone da cultura e aquela voz tamanha

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Por Fabian Chacur

A morte de uma pessoa é normalmente algo triste, em quaisquer circunstâncias. Mas isso se exacerba quando se trata de alguém que estava ativa, produtiva e repleta de planos e projetos bacanas. E esse é o caso de Gal Costa, que nos deixou nesta quarta-feira (9) aos 77 anos, deixando órfãos não só o seu querido filho Gabriel como milhões de fãs espalhados pelo mundo afora. Como essa voz tamanha pode ter se calado tão de repente? Difícil de assimilar. Mais uma estrela no céu.

Desde o início de sua carreira, nos anos 1960, Maria da Graça Costa Penna Burgos dava pistas que não estava ali para uma passagem rápida e/ou provisória. Já em Domingo (1967), álbum que dividiu com o eterno parceiro musical Caetano Veloso, ficava claro que estava entrando em cena alguém que não chegava apenas para brincar, ou para ser uma burocrata da canção.

Nesses mais de 50 anos de trajetória artística, Gracinha mergulhou fundo no universo musical. Experimentou de tudo, desde a vanguarda até a canção mais popular, passando rigorosamente por todos os caminhos. Sempre com muita personalidade, com sua digital clara e facilmente distinguível. Do rock à guarânia, do jazz ao soul, do bolero à bossa nova, a moça sabia como entrar e sabia como sair, sempre com uma voz que usava com uma categoria reservada a poucas colegas de profissão.

Gravações de Gal Costa frequentaram as trilhas sonoras das vidas de todos nós, através das novelas, dos filmes, das rádios. Uma que me marcou profundamente foi Só Louco, sua inspiradíssima releitura do clássico de Dorival Caymmi escolhida como tema de abertura da minha novela favorita de todos os tempos, O Casarão (1976), e que me emociona sempre que a ouço. Mas tem muitas outras.

Essa moça de inúmeras roupagens foi uma espécie de atriz musical, incorporando o espírito das eras em que viveu, seja o Tropicalismo, os anos de chumbo da ditadura militar, o som mais pop associado à abertura política, a bossa nova revisitada e o que mais viesse. Se os discos sempre foram deliciosos, era nos shows que Gal dava o máximo de si, cativando um fã-clube extenso que ela sabia como encantar.

Gal tinha o raro dom de pegar uma composição alheia e torná-la sua, dom que Deus não proporciona a muita gente. Seu estilo de cantar influenciou muita gente, sendo que Marisa Monte é provavelmente o primeiro nome que vem às mentes de todos. Sempre aberta, dialogou com as gerações anteriores e as posteriores, além da sua própria, o que lhe proporcionou atingir um público amplo que, hoje, chora a sua perda.

Tive a honra de entrevistá-la em várias ocasiões, a partir do finalzinho dos anos 1980, e ela sempre se mostrou muito franca, acessível e receptiva. A mais recente foi em 2013 (leia a entrevista aqui).

Com os progressos da medicina atual, dava para se esperar que Gal ainda ficasse entre nós por muitos e muitos anos. Infelizmente, ela permanecerá apenas em seus inúmeros álbuns e vídeos, que nos permitirão dar uma maneirada nessa saudade imensa que certamente irá aumentar conforme a gente for se tocando de que, como disse Adriana Calcanhoto em entrevista à Globo News, “não tem mais Gal”.

Só Louco– Gal Costa:

Janis Joplin e Jorma Kaukonen em uma gravação lendária

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Por Fabian Chacur

Em 1964, Janis Joplin e Jorma Kaukonen eram apenas dois jovens músicos batalhando por um lugar ao sol no competitivo mercado musical estadunidense. No dia 25 de junho daquele ano de triste memória para o povo brasileiro, eles resolveram fazer uma gravação despojada na casa do guitarrista. Nascia ali um registro lendário, que, acredite se quiser, apenas agora ganhará um lançamento oficial e autorizado, nos formatos LP de vinil e CD, com o título The Legendary Typewriter Tape, pela gravadora Omnivore Records (saiba mais sobre este selo aqui).

Jorma e Janis se conheceram em 1962 em San Jose, Califórnia (EUA), e com o tempo começaram a fazer apresentações eventuais, com ela no vocal e ele no violão. Ou seja, a dupla já tinha um certo entrosamento quando fez essa histórica gravação. O clima era tão informal que você pode ouvir ao fundo o barulho de Margareta, esposa de Jorma, digitando em uma máquina de escrever, o que gerou o nome para esse registro (typewriter, em inglês).

O repertório traz seis composições, entre elas clássicos do blues, além de dois pequenos trechos de diálogos entre eles. Apenas duas dessas gravações, Trouble In Mind e Hesitation Blues, já haviam sido lançadas de forma oficial, ambas na caixa de 3 CDs intitulada Janis (1993).

Desta vez, temos o material na sua íntegra, com direito a restauração de áudio e masterização feitas pelo especialista Michael Graves. O lançamento contou com a autorização de Jorma (que de quebra escreveu as liner notes incluídas no encarte do CD e LP) e do Janis Joplin State, que cuida do acervo da saudosa cantora que nos deixou em 1970 com apenas 27 anos.

Muito legal ter a chance de conferir em seus estágios iniciais de carreiras uma das maiores cantoras da história do rock e um músico que depois se tornaria integrante de duas bandas seminais, Jefferson Airplane e Hot Tuna, como excelente guitarrista e violonista do nosso amado rock and roll. Este álbum sairá no exterior entre o final de novembro e o início de dezembro, e também será disponibilizado nas gloriosas plataformas digitais.

As faixas de The Legendary Typewriter Tape:

Are We Taping Now?(dialogue)
Trouble In Mind
Long Black Train
Kansas City Blues
Hesitation Blues
Nobody Knows When You’re Down and Out
“How ‘Bout This?” (dialogue)
Daddy, Daddy, Daddy

Veja o comercial sobre o lançamento do álbum:

Kaiser Chiefs lança single com forte influência da disco music

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Por Fabian Chacur

Há quase 20 anos na estrada e conhecida por hits como Everyday I Love You Less And Less e I Predict a Riot, a banda britânica Kaiser Chiefs está com single novo nas plataformas digitais. Trata-se de uma prévia do sucessor de Duck (2019), o mais recente álbum da banda integrada por Ricky Wilson (vocal), Andrew “Whitey” White (guitarra), Simon Rix (baixo), Peanut (teclado) e Vijay Mistry (bateria).

Com uma sonoridade que mistura rock enérgico com pegada dançante, o quinteto desta vez surpreende com How 2 Dance, faixa com forte influência da disco music. A produção ficou por conta de Amir Amor (da banda Rudimental), responsável por hits de Sam Smith, Ed Sheeran, Charli XCX e MARINA, entre outros. O vocalista Ricky Wilson fala sobre o que inspirou esse petardo dançante:

“Espero ouvir essa música em casamentos, no rádio e nas últimas festinhas indies restantes em todo o mundo. Ela fala de se entregar, não se preocupar com o que as outras pessoas pensam que você deveria estar fazendo. É sobre estar ciente que pode não ser a viagem mais tranquila, mas que às vezes você precisa de um pouco de turbulência para se lembrar que está voando”.

How 2 Dance– Kaiser Chiefs:

Bebeto Alves, 68 anos, o gaúcho das boas músicas sem fronteiras

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Por Fabian Chacur

No início de 2018, recebi uma mensagem através de uma rede social digital de um artista que se apresentou e disse que desejava me mandar o seu mais recente álbum. Era ninguém menos do que Bebeto Alves. Tomei um susto, pois achei uma postura muito humilde por parte dele, um artista com um gabarito tão alto e de tanta estrada. Pois infelizmente esse grande cantor, compositor e músico gaúcho nos deixou na madrugada desta segunda-feira (7), apenas 3 dias após completar 68 anos.

Em várias entrevistas, Bebeto afirmou que não se sentia local de parte alguma. Basicamente, isso significava que ele, enquanto artista, nunca respeitou limites ou fronteiras musicais, experimentando e criando novos horizontes sonoros e poéticos. Sua base era o rock and roll e a milonga, mas nunca se limitou a um único rumo. E, dessa forma, criou uma trajetória musical das melhores.

Ele lançou o seu álbum de estréia em 1981, após muitos anos de estrada. Tive a honra de escrever sobre esse trabalho no livro 100 Grandes Álbuns do Rock Gaúcho, criado e coordenado pelo jornalista e biógrafo gaúcho Cristiano Bastos, trabalho essencial que será lançado em breve. É um disco maravilhoso, e que dava pistas do que viria adiante.

Além de seus próprios trabalhos, Bebeto Alves também teve músicas de sua autoria gravadas por outros artistas, entre elas 433, que integra o álbum Kleiton & Kledir (1983), o mais bem-sucedido em termos comerciais da seminal dupla gaúcha e que inclui os hits Tô Que Tô e Nem Pensar.

Bebeto sempre foi muito gregário, e fez parcerias e gravações com diversos outros artistas, entre os quais Humberto Gessinger, Antonio Villeroy, Jimmi Joe e King Jim. Outro projeto incrível dele foi o grupo OhBlackBagual, cujo excelente álbum Canção Contaminada foi o que ele tão gentilmente me enviou. A partir da resenha desse trabalho, fiz vários textos sobre Bebeto em Mondo Pop (leia todos aqui).

Você– Bebeto Alves:

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