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Olivia Gênesi lança um single autoral, Um Sonho Por Dia

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Por Fabian Chacur

Com mais de 20 anos de trajetória artística, a cantora, compositora, musicista e arranjadora paulistana Olivia Gênesi tem um currículo dos mais bacanas (leia mais sobre ela aqui). Sempre na ativa e tocando seus projetos musicais, ela nos apresenta o seu primeiro single autoral em 2022. Trata-se de Um Sonho Por Dia, já disponível nas plataformas digitais.

Olivia vale-se de uma forma simples de se lidar com as incertezas da vida na letra desta sua nova composição. Na gravação, autoproduzida, ela canta e também toca baixo, guitarra e teclados, além de contar com o auxílio luxuoso do baterista e percussionista Flavio Lima.

Com uma levada de reggae e uma linha melódica delicada (marca dos trabalhos dessa artista), a canção é bem agradável de se ouvir e merece uma boa repercussão. Que venham mais novidades dessa talentosa artista por aí!

Um Sonho Por Dia– Olivia Gênesi:

Julian Lennon relê Imagine com Nuno Bettencourt, do Extreme

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Por Fabian Chacur

Sempre que era questionado sobre se um dia interpretaria a música Imagine, Julian Lennon afirmava que só faria isso em uma ocasião muito importante. Pois esse momento chegou. Ele aceitou colocar a sua voz em uma das mais famosas composições de seu pai, John Lennon, em prol do Global Citizen’s Stand Up For Ukraine, que busca arrecadar fundos para os ucranianos. A gravação já está disponível nas plataformas digitais, com direito a um belíssimo clipe.

O registro foi feito de forma bem básica e simples. Temos Julian no vocal e Nuno Bettencourt, conhecido por seu trabalho com a banda Extreme, no violão e vocal de apoio. A produção ficou a cargo dos dois, e o resultado é singelo e emocionante. O cantor, compositor e músico britânico lançou recentemente duas novas canções (saiba mais e as ouça aqui).

Imagine (clipe)- Julian Lennon e Nuno Bettencourt:

Kate Bush faz sucesso com uma música com 37 anos de idade

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Por Fabian Chacur

É incrível o poder que a inclusão de uma música em um filme ou série pode ter para a divulgação de um artista. Um belo exemplo está em ação neste exato momento. Lançada há 37 anos, a canção Running Up That Hill, de Kate Bush, foi incluída com destaque na 4ª temporada da série Stranger Things, da Netflix, ambientada nos anos 1980. Pois essa faixa voltou com força total às paradas de sucesso de todo o mundo, e também nas plataformas digitais de música. Um fenômeno impressionante.

Running Up That Hill saiu originalmente em 1985, atingindo no formato single a 3ª posição na Inglaterra, e a de nº 30 nos EUA. O álbum do qual ela faz parte, Hounds Of Love, liderou a parada do Reino Unido e chegou ao 30º posto na terra de Bob Dylan. O clipe, no qual a cantora, compositora e musicista britânica mostra seus conhecimentos de balé, tornou-se rapidamente um clássico, e agora quebra recordes de visualizações no youtube e em outras plataformas de vídeo e áudio.

Hoje com 63 anos de idade e felizmente na ativa, Kate Bush enviou através de sua gravadora o seguinte depoimento, sobre a volta de sua clássica canção às paradas de sucesso:

“Quando os primeiros episódios começaram a sair, meus amigos me perguntavam se tínhamos visto Stranger Things, então fomos atrás da série e amamos. Nós assistimos todas as temporadas desde então, como uma família. Quando eles nos contataram para usar Running Up That Hill, dá para dizer que foi tomado um super cuidado em como ela seria usada, em qual contexto da história, e eu adorei o fato de que a canção fosse um amuleto positivo para a personagem Max. Estou muito impressionada com as últimos episódios. São um trabalho épico – extremamente bem feito, com personagens incríveis e efeitos sonoros fantásticos. É muito comovente que a canção tenha sido tão carinhosamente recebida, especialmente sendo impulsionada pelos fãs desse tipo de série. Estou muito feliz que os Duffer Brothers estejam recebendo um retorno tão positivo por sua última criação. Eles merecem.”.

Que isso incentive as pessoas a mergulhar na discografia de Kate Bush, iniciada em 1978 com o megahit Wuthering Heights e repleta de canções maravilhosas, que mesclam rock, música erudita, pop, experimentalismo e lirismo, sempre com letras maravilhosas e a voz simplesmente cativante dessa artista única, influência perene para todas as outras cantoras e compositoras que vieram posteriormente nesta mesma seara musical.

Running Up That Hill (clipe)- Kate Bush:

James Seals, 80 anos, da dupla de soft rock Seals & Crofts

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Por Fabian Chacur

Das inúmeras músicas de que gosto, Summer Breeze ocupa um lugar muito especial, pois me traz belas recordações de meus tempos de criança. Essa gravação estourou há exatos 50 anos com a dupla Seals & Crofts (leia mais sobre eles aqui). Pois nesta segunda-feira (6), foi anunciada a morte, aos 80 anos de idade, de James Seals, um dos integrantes do duo. Ele estava afastado do show business desde 2017, após ter sofrido um derrame.

A notícia foi tornada pública, através de uma rede social, pelo cantor, compositor e músico Brady Seals, ex-integrante da bem-sucedida banda country Little Texas, artista-solo de boa repercussão e primo de James.

James Seals nasceu em 17 de outubro de 1941, e começou a se tornar conhecido no cenário musical no finalzinho dos anos 1950, quando entrou no grupo The Champs, logo após esta banda americana estourar com Tequila. Foi ali que ele começou a sua amizade e parceria musical com Dash Crofts, que iria gerar, em 1970, a dupla Seals & Crofts.

O duo lançou dois álbuns independentes e um pela Warner sem grande repercussão, embora ficasse clara a qualidade de sua música, uma mistura de country, folk e rock que posteriormente ganharias os rótulos soft rock e bittersweet rock. A coisa pegou no breu pra eles em 1972 quando Summer Breeze, faixa-título de seu 4º álbum, tornou-se um grande sucesso, atingindo o top 10 nos EUA e estourando no mundo todo.

Com vocalizações impecáveis (com Jim no vocal líder) e composições encantadoras, Seals & Crofts emplacaram hits marcantes até o final dos anos 1970. Entre outras, Diamond Girl (ouça aqui), We May Never Pass This Way Again (ouça aqui), Get Closer (ouça aqui) e até mesmo a influenciada pela disco music You’re The Love (ouça aqui).

Com o fim do contrato com a Warner, no comecinho dos anos 1980, a dupla resolveu se desfazer, voltando em dois curtos períodos apenas, em 1991 e 2004. James chegou a fazer shows com o seu irmão Dan Seals, integrante de outra dupla de sucesso daqueles anos 1970, England Dan & John Ford Coley, que estourou com canções maravilhosas como I’d Really Love To See You Tonight (ouça aqui) e Love Is The Answer (ouça aqui). Dan se foi em 2009.

Summer Breeze– Seals & Crofts:

Jack Harlow lança clipe com a participação especial de Anitta

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Por Fabian Chacur

Após uma participação destacada na edição 2022 do Lollapalooza Brasil, o rapper americano volta com força às paradas de sucesso com a pequena ajuda de uma brasileira. Seu novo single, First Class, com seu balanço classudo e envolvente, assumiu a ponta da parada de singles da Billboard nos EUA. O ótimo clipe traz a participação especial de ninguém menos do que Anitta, que dá um banho de beleza e sensualidade neste hit massivo.

First Class é uma das faixas do segundo e mais recente álbum deste artista oriundo de Louisville, Kentucky (EUA). Come Home The Kids Miss You, um dos álbuns líderes de vendas e streaming atualmente, traz as participações de nomes do porte de Pharrell Williams, Justin Timberlake e Lil Wayne, entre outros. Com 24 anos de idade, Jack Harlow se mostra um dos nomes mais promissores do pop atual, em termos comerciais.

First Class (clipe)- Jack Harlow c/ Anitta:

Phoenix divulga um single e lançará novo álbum em breve

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Por Fabian Chacur

Tem faixa nova da Phoenix nas plataformas digitais. A banda francesa, na ativa há 25 anos e uma das mais bem-sucedidas na praia do pop dançante com tonalidade alternativa, nos apresentou Alpha Zulu, single altamente dançante, com bom refrão e com toda pinta de que fará boa figura nos charts dedicados a esse tipo de trabalho. Trata-se de amostra de um novo trabalho que virá por aí, ainda sem data confirmada. O mais provável é termos mais umas amostras antes disso.

Nesses anos todos, o quarteto do vocalista Thomas Mars conseguiu se firmar com força na cena pop, tendo no currículo um Grammy, o Oscar da música, na categoria Melhor Álbum de Música Alternativa, com o seu CD Wolfgang Amadeus Phoenix (2009). O novo álbum irá suceder Ti Amo (2017), e enquanto isso a banda participará de alguns festivais no verão europeu.

Alpha Zulu- Phoenix:

Jorge Du Peixe lança álbum homenageando Luiz Gonzaga

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Por Fabian Chacur

Paralelamente a seu trabalho com o grupo que o consagrou, a Nação Zumbi, o cantor Jorge Du Peixe nos mostra uma outra faceta da sua personalidade musical com o álbum solo Baião Granfino, lançado pelo selo Babel. O artista pernambucano fez releituras das músicas do repertório de um dos mestres máximos da nossa música, Luiz Gonzaga. Ele apresenta o repertório desse álbum em show neste domingo (5) às 18h no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros (rua Paes Leme, nº 195- Pinheiros- fone 0xx113095-9400), com ingressos de R$ 12,00 a R$ 40,00.

Como seria de se esperar de um artista criativo que ajudou a fundar o mangue beat pernambucano, Du Peixe fez uma incursão criativa em torno do repertório do grande Gonzagão, mesclando canções mais conhecidas como Assum Preto a outras escolhidas a dedo de seu vasto repertório, como Baião Granfino e Cacimba Nova. Os arranjos são diferenciados, e a voz grave do intérprete dá o tom a um trabalho dos mais interessantes.

No show, Jorge Du Peixe será acompanhado por Bruno Buarque (bateria), Lello Bezerra (guitarra), Sthe Araújo (percussão e voz), Victória dos Santos (percussão e voz), Fábio Pinczowski (baixo) e Nanda Guedes (sanfona). Além das músicas do álbum, também entraram no set list outras do mesmo universo musical, como as icônicas Festa e Erva Rasteira, ambas de Gonzaguinha e gravadas pelo seu pai com maestria.

Assum Preto– Jorge Du Peixe:

Tempo Feliz é livro que conta a história de uma bela aventura

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Por Fabian Chacur

Uma forma interessante de estudar a história da música brasileira é se deter na trajetória das gravadoras, especialmente as independentes ou de pequeno e médio porte. É através delas que muita coisa importante aconteceu. Um bom exemplo é a Forma, criada por Roberto Quartin e Wadi Gebara em 1964 e que se manteve assim até 1967, quando foi vendida para a CBD (cujo acervo hoje pertence à Universal Music). Eis a missão assumida pelo jornalista Renato Vieira, que mergulhou fundo nela e nos proporcionou o excelente livro Tempo Feliz- A História da Gravadora Forma (Kuarup Música).

Além das tradicionais entrevistas com boa parte dos principais envolvidos com o enredo do tema que resolveu abordar, Vieira teve uma ideia bastante interessante. Como o acervo de lançamentos da Forma em seu período independente comporta um número pequeno de títulos (pouco mais de 20), ele nos traz uma análise de cada um deles, com direito a fichas técnicas, textos das contra-capas e também uma análise inteligente dos discos, incluindo desempenho comercial e repercussão na imprensa.

Além disso, ele nos situa de forma basante precisa naquele período da história do Brasil, quando o golpe militar havia acabado de ocorrer e as perseguições à área cultural foram aos poucos aumentando, além do clima favorável à bossa nova no exterior, graças ao mitológico show no Carnegie Hall em 1962 e principalmente ao estouro do álbum Getz-Gilberto (1964), que vendeu muito e rendeu 4 troféus Grammy ao músico americano Stan Getz e seus talentosos parceiros brazucas.

É dentro dessa dualidade medo/esperança que a Forma surge. Ela é fruto do idealismo quase irresponsável do jovem Roberto Quartin, que se une a um profissional do meio musical, o alemão Peter Keller, para criar um selo musical que teria seus discos prensados e distribuídos pela CBD. Keller saiu da sociedade antes mesmo do lançamento do 1º álbum, e o também jovem músico amador e arquiteto Wadi Gebara acabou sendo o seu parceiro de fato nessa ousada empreitada.

Quartin tinha como objetivo lançar discos de artistas extremamente talentosos e que admirava muito, mesmo sem saber se poderiam lhe dar um retorno comercial que viabilizasse o negócio. Cada álbum teria apresentação luxuosa, com direito a capas duplas, textos assinados por nomes importantes da cultura brasileira e fichas técnicas completas. E assim foi feito, mesmo sob o olhar assustado de Gebara em vários momentos, ele mais próximo do lado financeiro dessa operação.

Em termos musicais, deu muito certo. Entre outros, lançou o mitológico Os Afro-Sambas, firmando a célebre parceria de Baden Powell e Vinícius de Moraes, os primeiros discos do seminal Quarteto em Cy, o icônico Coisas, do maestro Moacir Santos e discos importantes e marcantes dos então ainda novatos Eumir Deodato e Victor Assis Brasil, só para citar alguns.

O duro é que, por circunstâncias as mais diversas, esses discos foram acumulando prejuízos, e em 1966 o próprio Quartin resolveu se mandar, deixando a encrenca nas mãos de Gebara. A Forma só se manteve no mesmo espírito independente até 1967, quando foi vendida para a CBD e tornou-se apenas um selo como outro qualquer até 1971, quando enfim saiu de cena. Mas sua história ficou marcada.

Com um texto fluente e consistente, Renato Vieira nos conta essa história com muita riqueza de detalhes e bastidores, e que mostra um pouco do idealismo em prol da criação de espaços nobres para lançamentos de artistas que praticassem a boa música brasileira que gerou empreitadas como esta Forma e também a mais conhecida delas, a Elenco de Aloysio de Oliveira, outra que acabou sendo incorporada ao acerco da gloriosa CBD.

Roberto Quartin ainda faria algumas produções eventuais, após deixar a Forma, e nos deixou em 2004, aos 62 anos de idade. Wadi Gebara saiu de vez da cena musical sem um tostão, e voltou a se dedicar à arquitetura, sendo uma das fontes deste livro e quem sugeriu o belo título. Ele infelizmente nos deixou antes de vê-lo publicado, em 2019, aos 81 anos.

Ao desabafar um dia com o amigo Roberto Menescal sobre o fato de ter perdido todo o dinheiro que tinha com o projeto da Forma, Gebara ouviu de um dos grandes craques da bossa nova uma frase lapidar, e com um trocadilho matador: “Wadi, foi a melhor forma de você perder dinheiro”.

Os Afro-Sambas- Baden e Vinícius (ouça em streaming):

Milton Nascimento terá playlist da Warner pelos seus 80 anos

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Por Fabian Chacur

No dia 26 de outubro deste ano, Milton Nascimento completará 80 anos de idade. Como forma de homenagear o nosso querido Bituca, a gravadora Warner colocou pela primeira vez nas plataformas digitais Irmãos Coragem (Nonato Buzar e Paulinho Tapajós). Trata-se da releitura da clássica canção de 1970 que, em 1995, foi usada na abertura do remake da célebre novela global, assinada pela saudosa Janete Clair(1925-1983). A gravação contou com a participação do cantor Leonardo Bretas, e ficou linda, bem próxima da beleza do registro original de Jair Rodrigues (ouça aqui).

Esta faixa fará parte da playlist Milton 80, que será disponibilizada em breve nas plataformas digitais e que incluirá gravações feitas pelo cantor, compositor e músico durante o período em que ele esteve sob contrato com a Warner, entre 1993 e 2003. Nesse período, ele lançou os álbuns Angelus (1993), Amigo (1995), Nascimento (1997), Tambores de Minas – Ao Vivo (1998), Crooner (1999), Gil e Milton (2000) e Pietá (2003), além de Maria Maria/ Último Trem – Trilha Sonora Original dos Ballets (2002).

Irmãos Coragem– Milton Nascimento e Leonardo Bretas:

Remi Wolf lança um clipe de Michael feito em Buenos Aires

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Por Fabian Chacur

Saber aproveitar o seu tempo é uma qualidade das mais valiosas. A jovem cantora e compositora americana Remi Wolf deu provas de que tem um bom controle nessa área. Ela esteve em março na América do Sul para shows, incluindo uma elogiada participação no Lollapalooza Brasil 2022. E, já que teve um tempinho entre um show e outro, gravou um clipe (tendo Buenos Aires como pano de fundo) para um novo e sensacional single, Michael, que já está nas plataformas digitais.

Michael é o que se pode classificar como um pop com atitude, nervoso, intenso, com muita personalidade. Aos 26 anos de idade, essa garota californiana está lançando também uma versão deluxe de seu álbum de estreia, June. A canção foi escrita com Jack Demeo e Aaron Maine (da banda Porches), com produção adicional a cargo de Solomophonic.

Com boa voz e swing, Remi possui outras faixas bem legais, como a ótima Street You (ouça aqui) e também a divertida e sacudida Anthony Kiedis (ouça aqui), intitulada com o nome do vocalista e líder de uma das bandas preferidas dela, os icônicos Red Hot Chili Peppers.

Michael (clipe)- Remi Wolf:

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