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Adele quebra recordes e lidera a parada de sucessos da Billboard

adele 2021

Por Fabian Chacur

Como todos os fãs de música pop já sabem, Adele está com novo álbum no mercado musical. Trata-se de 30, seu 4º trabalho, que marca o retorno da cantora e compositora após seis anos do lançamento de 25 (2015). E que retorno. Em sua estreia na parada americana (com dados da Billboard), o trabalho largou na 1ª posição, atingindo 839 mil “equivalent album units” (unidades equivalentes a álbum, em tradução livre), que engloba os vários formatos com que consumimos música atualmente. É a maior marca em quatro anos nos EUA.

Desse número total, 487 mil foram consumidos em formatos físicos, sendo 378 mil CDs, 108 mil LPs de vinil e, acredite, 2 mil fitas-cassete. Os outros números são referentes a streaming em dois tipos de formatos (Track Equivalent Albums- TEA e Streaming Equivalent Albums- SEA) e também a venda de álbuns digitais (foram comercializados 205 mil nessa configuração, por sinal). Essa performance foi divulgada na última sexta (26) pela Billboard.

O álbum está sendo impulsionado, inicialmente, pela impactante balada Easy On Me (que atingiu o 1º lugar em vários países), no melhor estilo da cantora. 30 tem tudo para seguir o ótimo resultado comercial de seus trabalhos anteriores. 21 (2011) permaneceu por 24 semanas no topo da parada americana, enquanto seu sucessor, 25 (2015), liderou os charts ianques por 10 semanas. A indústria fonográfica agradece.

Easy On Me (lyric video)- Adele:

Lady Gaga e Tony Bennet lançam clipe e versão física de seu álbum

lady gaga e tony bennett album capa 400x

Por Fabian Chacur

O público brasileiro já tem à sua disposição a versão em CD, lançada pela Universal Music, de Love For Sale, o segundo álbum a reunir dois grandes astros da música de gerações bem diferentes. São eles Tonny Bennett, de 95 anos, e Lady Gaga, de 35 anos. O trabalho, também disponível nas gloriosas plataformas digitais, mostra a dupla interpretando, em parceria ou de forma solo, grandes standards da música americana, entre os quais Night And Day, cujo clipe foi lançado há pouco e é delicioso.

A parceria entre Gaga e Bennett teve início em 2011, quando a estrela pop participou do álbum Duets II do mestre do jazz. Em 2014, foi a vez de gravarem um álbum completo, Cheek To Cheek (que também gerou um DVD), e agora, este Love For Sale, que chegou ao 8º lugar na parada pop da Billboard. A nota triste é o fato de o cantor estar se aposentando dos palcos, devido a sofrer com o mal de Alzheimer, embora esteja com a doença de certa forma controlada.

No próximo dia 28 (domingo), a rede de TV americana CBS exibirá o especial One Last Time- An Evening With Tony Bennett and Lady Gaga, filmado em agosto durante os dois shows feitos por eles em Nova York, no icônico Radio City Music Hall. Fica a torcida para que tal apresentação gere um DVD ou coisa que o valha, pois é certamente o registro de uma despedida histórica de um dos grandes intérpretes da história do jazz e da música popular norte-americana.

Night And Day (clipe)- Lady Gaga e Tony Bennett:

Billie Eilish de single novo, com 2º álbum previsto para 30 de julho

billie eilish 400x

Por Fabian Chacur

Em 26 de janeiro de 2020, um verdadeiro tsunami musical tomou conta das principais premiações na 62ª edição do Grammy. Com apenas 18 anos na ocasião, Billie Eilish saiu daquela cerimônia, uma das últimas pré-pandemia do novo coronavírus, com os troféus de Artista Revelação, Álbum do Ano, Gravação do Ano e Melhor Álbum Pop Vocal, tudo isso graças ao seu álbum de estreia, When We All Go To Sleep Where Do We Go?, que liderou as paradas de sucesso de 18 países. E vem novo álbum da moça por aí.

A cantora e compositora nascida em 18 de dezembro de 2001 em Los Angeles, Califórnia, verá o sucessor de seu explosivo álbum inicial chegar ao mercado musical no dia 30 de julho, nas gloriosas plataformas digitais e também em LP duplo de vinil, CD simples e fita cassete. Para atiçar a curiosidade dos fãs, mais um single acaba de ser divulgado, a introspectiva e musicalmente delicada Your Power, que a mostra com os cabelos tingidos de loiro, ela que já mudou a cor dos mesmos em diversas ocasiões.

O trabalho traz 13 faixas, sendo que os outros singles divulgados anteriormente são My Future e Therefore I Am . Vale lembrar que na 63ª edição do Grammy a garota abocanhou mais dois troféus, nas categorias Gravação do Ano e Melhor Música Escrita Para Mídia Visual, e também lançou a música tema de mais um filme da franquia James Bond, a canção No Time To Die.

Mais uma vez, Billie se incumbiu das composições, sendo que na parte da produção e gravação ela contou novamente com o apoio de seu irmão mais velho, Finneas O’Connell, de 23 anos. Essa total independência não é algo tão comum na atual indústria fonográfica, o que mostra a confiança da gravadora Universal Music no taco da artista.

Eis as músicas de Happier Than Ever:

1. Getting Older

2. I Didn’t Change My Number

3. Billie Bossa Nova

4. my future

5. Oxytocin

6. GOLDWING

7. Lost Cause

8. Halley’s Comet

9. Not My Responsibility

10. OverHeated

11. Everybody Dies

12. Your Power

13. NDA

14. Therefore I Am

15. Happier Than Ever

16. Male Fantasy

Your Power (clipe)- Billie Eilish:

Gwen Stefani esbanja swing e sensualidade no single Slow Clap

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Por Fabian Chacur

Uma das novidades musicais de 2021 será o lançamento em breve de um novo álbum solo de Gwen Stefani. A cantora e compositora que se tornou famosa mundialmente como vocalista do grupo americano No Doubt acaba de nos oferecer a segunda amostra deste futuro trabalho. Trata-se de Slow Clap, que nos mostra a envolvente e sensual batida habitual das canções da louríssima estrela, interpretada com a delicadeza tradicional.

Slow Clap foi composta por Gwen em parceria com Ross Golan e Luke Niccoli, os mesmos responsáveis pelo single anterior, a divertida Let Me Reintroduce Myself (veja o clipe aqui), na qual ela contracena com vários de seus visuais e diz que não é “apenas mais um disco na sua prateleira” e que “continual o-ri-gi-nal!”. As faixas denotam um álbum dançante, pop e descontraído a caminho.

Em 2020, a cantora também nos apresentou dois singles gravados com o seu atual noivo, o astro country Blake Sheldon. As faixas Nobody But You e Happy Anywhere tiveram um ótimo desempenho na parada country americana. Vale lembrar que Gwen já foi casada com Gavin Rossdale, vocalista da banda Bush.

Slow Clap– Gwen Stefani:

Bastille lança Goosebumps, parceria com Kenny Beats

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Por Fabian Chacur

O grupo britânico Bastille, que teve participação de destaque na edição de 2015 do Lollapalooza Brasil, está com uma faixa nova nas plataformas digitais. Trata-se de Goosebumps, com uma hipnótica levada midtempo e participação especial do badalado produtor e compositor americano Kenny Beats. A canção, cujo clipe mescla imagens da banda com animação gráfica para divulgá-la, é a faixa-título de seu recém-lançado EP pela Universal Music.

O EP também inclui versões ao vivo de Goosebumps e Survivin’ e outra parceria bem bacana. Trata-se de What You Gonna Do??? (ouça aqui), rock energético com tempero pop que traz o guitarrista e cantor Graham Coxon, conhecido por seu trabalho com a icônica banda britânica Blur.

Com dez anos de carreira, o Bastille é liderado pelo cantor e compositor Dan Smith, e lançou até o momento os álbuns Bad Blood (2013), Wild World (2016) e Doom Days (2019), todos atingindo os primeiros postos nas paradas britânicas e dos EUA. Sua mistura de r&b, rock, pop eletrônico e pop dos anos 1980 já rendeu hits como Pompeii, Of The Night e Happier.

Goosebumps (clipe)- Bastille e Kenny Beats:

Gorillaz e Robert Smith unidos em um divertido clipe musical

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Por Fabian Chacur

Robert Smith marca presença no novo single e clipe do Gorillaz. O grupo virtual criado por Damon Albarn, do Blur, e pelo cartunista Jamie Hewlett, nos proporciona mais uma faixa deliciosa, Strange Timez (a grafia é essa mesma), na qual apenas a cabeça do cantor e líder do The Cure aparece contracenando com integrantes da “banda” em suas estrepolias rumo à Lua. A faixa integrará o seu sétimo álbum de estúdio, Song Machine: Season One- Strange Timez, previsto para chegar ao mercado internacional no dia 23 de outubro.

Ainda sem previsão de lançamento em formato físico no Brasil, o sétimo álbum de Noodles, 2D, Murdoc e Russel terá versões digitais e em CD, LP de vinil e fita-cassete, sendo que a versão deluxe trará 17 faixas, seis a mais do que a standard. De quebra, também estará à venda Almanac, livro com 210 páginas.

Como de praxe nos trabalhos dos Gorillaz, teremos diversas participações especiais de nomes importantes e bacanas da cena pop mundialo. Além do já citado Robert Smith, também estarão presentes no álbum Elton John, Beck e Peter Hook (ex-New Order), só para citar alguns deles.

Também está agendado para os dias 12 e 13 de dezembro performances globais ao vivo intituladas Song Machine Live, nas quais as músicas do álbum serão apresentadas mesclando músicos tocando e cenas gravadas. Os ingressos para este evento já estão sendo vendidos em pontos virtuais de venda.

Eis as faixas da versão Deluxe de Song Machine:

1. Strange Timez (ft. Robert Smith)
2. The Valley of The Pagans (ft. Beck)
3. The Lost Chord (ft. Leee John)
4. Pac-Man (ft. ScHoolboy Q)
5. Chalk Tablet Towers (ft. St Vincent)
6. The Pink Phantom (ft. Elton John and 6LACK)
7. Aries (feat. Peter Hook and Georgia)
8. Friday 13th (ft. Octavian)
9. Dead Butterflies (ft. Kano and Roxani Arias)
10. Désolé (ft. Fatoumata Diawara) (Extended Version)
11. Momentary Bliss (ft. slowthai and Slaves)
12. Opium (ft. EARTHGANG)
13. Simplicity (ft. Joan As Police Woman)
14. Severed Head (ft. Goldlink and Unknown Mortal Orchestra)
15. With Love To An Ex (ft. Moonchild Sanelly)
16. MLS (feat. JPEGMAFIA and CHAI)
17. How Far? (ft. Tony Allen and Skepta)

Strange Timez (clipe)- Gorillaz + Robert Smith:

Elton John lança uma parceria com o duo americano Surfaces

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Por Fabian Chacur

Em 2017, os amigos Forrest Frank (vocal e guitarra) e Colin Padalecki (teclados, composições e arranjos) resolveram iniciar uma parceria musical. Nascia o Surfaces, duo que aos poucos vai conquistando bons espaços na cena pop atual. A prova de que a brincadeira começou a ficar séria ocorre agora, quando eles lançam o single Learn To Fly, que conta com a participação mais do que especial de ninguém menos do que Elton John. Eles explicam como surgiu a oportunidade para essa parceria tão especial:

“Depois que gravamos a demo, ela ficou meio que flutuando por aí, até que chegou às mãos de Elton John, que quis fazer parte da faixa. Depois de uma série de sessões em estúdio via Zoom, nós conseguimos gravar juntos em quarentena. Trabalhar com Elton John nos promoveu uma sensação comparável a da ideia de ganhar um Grammy. Ele é tão apaixonado e motivado, nós não poderíamos ter desejado uma colaboração mais fácil do que essa. Nós esperamos que essa canção possa espalhar amor nesse momento em que o mundo tanto precisa, e que possa inspirar as pessoas a abrirem seus corações”.

Sempre atento ao surgimento de novos talentos e disposto a colaborar com essas revelações da música, Elton também comentou sobre a parceria, no mesmo press release enviado à imprensa pela gravadora Universal Music:

“Eu ouvi Sunday Best pela primeira vez na Austrália e eu amei a música, portanto, eu fiquei surpreso quando esses caras vieram até mim e pediram que eu cantasse e tocasse um pouco de piano em Learn To Fly. Eu amei a canção e a produção da faixa que eles me enviaram. Nós gravamos via Zoom em Los Angeles e fui super legal trabalhar em uma gravação não-autoral. Esses meninos são incríveis e nos divertimos muito trabalhando em colaboração”.

Sunday Best (ouça aqui), a canção a que Elton se refere, é faixa do 2º álbum do Surfaces, Where The Light Is (2019), e tornou-se um grande sucesso mundial este ano, invadindo as paradas de sucesso com sua levada leve e pra cima.

Colin e Forrest lançaram três álbuns até o momento: Surf (2017), Where The Light Is (2019) e Horizons (que saiu em fevereiro deste ano). Em tempos tão pesados e inseguros como os atuais, a música do Surface soa como uma espécie de refresco sonoro, com seus vocais delicados, melodias bem concatenadas e variações rítmicas de quem sabe prender o seu ouvinte com categoria.

Entre as várias faixas que lançaram nesses três anos de atividade, bons exemplos desse verdadeiro pop ensolarado são a new bossa eletrônica Good Day (ouça aqui), o reggae Lazy (ouça aqui), a deliciosa r&b Keep It Gold (ouça aqui).

Valendo-se dos mais modernos recursos eletrônicos, mas também explorando sonoridades vintages de instrumentos típicos do pop dos anos 1980, os amigos americanos oriundos do estado do Texas provam que tem potencial para ir longe. Sunday Best atingiu até agora a 19ª posição na parada pop americana, e Learn To Fly pode levá-los a um patamar superior nos charts.

Curiosidade: esta última traz um pequeno trecho melódico que lembra Sukiyaki, hit que chegou ao primeiro lugar nos EUA em 1963 com o cantor japonês Kyu Sakamoto e ao 3º lugar, em versão em inglês, com o A Taste Of Honey em 1980. O trecho é o mesmo que inspirou, consciente ou inconscientemente, Tudo Bem, hit em 1985 com Lulu Santos, aquela do “nem sempre é so easy se viver”.

Learn To Fly (lyric video)- Surfaces + Elton John:

Manaia aposta na mistura de estilos na sua carreira musical

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Por Fabian Chacur

A base é o pop rock, mas o universo sonoro pelo qual a cantora e compositora carioca Manaia se interessa é um verdadeiro balaio de gatos. “Escuto de tudo, desde pop bem chiclete a coisas bem diferentes, de tudo mesmo, como rock, heavy metal, sertanejo, pop”, explica. Ela acaba de lançar o clipe de Baby, música que deu início ao processo que deve gerar o seu primeiro álbum, com previsão de ser lançado em 2019.

Baby é uma balada rock poderosa, que é interpretada com vigor por uma cantora de voz potente e bem treinada. A canção tem forte ligação com o momento pelo qual a artista passou recentemente, deixando de lado trabalhos mais convencionais para assumir de vez sua faceta artística, vencendo dessa forma barreiras que surgiram à sua frente.

“Trabalhei com arquitetura e engenharia, formei-me nessa área, mas queria mesmo era me dedicar à música. Meu pai me deixou fazer um curso de verão de dois meses na Berklee School Of Music, e aí ficou claro qual seria o meu rumo. Baby tem a ver com esse momento, esse grito de liberdade, saí do escritório para fazer música”, explica.

Na verdade, a paixão musical de Manaia vem de sua infância. “Comecei a aprender piano aos seis anos de idade; via musicais com os meus pais, chegava em casa e tirava as músicas de ouvido. Minha ligação com a música é muito grande, fala comigo, toca a minha alma, é tudo para mim; vejo cores nas músicas, tenho uma conexão muito forte”.

Em 2015, ela lançou um EP digital pelo selo MZA Music com as músicas Birdy Bird, A Maçã e a Serpente (releitura de hit de Odair José com direito a solo de guitarra de Andreas Kisses, do Sepultura) e Voodoo. “Na época, eu ainda estava no começo, estava me encontrando, buscando as pessoas certas, me ajudou muito a descobrir o meu caminho”.

Além de Baby, Manaia está lançando uma nova música, Medo, cujo clipe estará disponível em novembro. “Embora seja um rock, Medo foi feita por mim quando estava ouvindo muito música sertaneja”. Ela não segue uma linha rígida para compor. “Componho de várias formas, pode ser uma batida, uma melodia, letra, sou uma compositora compulsiva; a inspiração vem de várias formas, ligadas àquilo que eu vivo, que eu faço”.

Além de suas próprias canções, ela também interpreta ao vivo músicas de artistas dos quais gosta, entre os quais Foo Fighters, Lorde, Caetano Veloso e Tom Jobim. “Procuro não fazer igual, mexo um pouquinho, são sempre releituras, mesmo, nada de covers”, ressalta. Selecionar o repertório do primeiro álbum certamente será um processo trabalhoso, pois ela afirma ter mais de 300 composições próprias no acervo.

Baby (clipe)- Manaia:

Victor Mota lança EP e busca o crossover na música popular

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Por Fabian Chacur

Era para Victor Mota ter se tornado um profissional bem-sucedido na área de atuação em que se formou em termos universitários, a administração de empresas. No entanto, a música, que há muito fazia parte de sua vida, atropelou esse rumo que parecia inevitável. Ele acaba de lançar o seu primeiro EP, Antes do Sol Chegar, que já está disponível nas principais plataformas digitais e é fruto de um processo de consolidação e criação que durou uns bons anos antes de, enfim, se concretizar.

O cantor, compositor e músico cearense explica como ocorreu essa reviravolta em seu direcionamento de vida. “A música foi um hobby para mim até o limite em que isso foi possível. Só que chegou um momento em que tudo estava encaminhado na administração de empresas, não tinha tempo para música nem em termos de hobby”. relembra. Aí, o conselho de um professor o levou a ir para os EUA conhecer a célebre Berklee School Of Music, em Boston.

“Fiquei inicialmente um mês por lá para conhecer a Berklee e sentir o tamanho do desafio. Então, voltei ao Brasil e, em maio de 2010, retornei novamente para os EUA, desta vez para estudar”, relembra. “Foi uma experiência de vida, um divisor de águas, abriu a minha cabeça. Convivi com pessoas de todo o mundo, até mesmo do Brasil”.

Na Berklee, uma das escolas de música mais conceituadas do mundo e que tem entre seus formandos nomes do gabarito de Quincy Jones e Diana Krall, ele teve a oportunidade de participar de workshops com músicos como Ivan Lins, Marcos Valle e Filó Machado. “A Berklee dá muito valor ao músico brasileiro, tem até um curso de música brasileira lá. Essa oportunidade de interagir com o Ivan, o Marcos e o Filó foi marcante para mim”.

Após voltar ao Brasil, no final de 2013, Mota passou um período de um ano e meio em Fortaleza, tocando em bares. Em 2015, mudou-se para São Paulo, em busca de uma equipe para trabalhar com ele e viabilizar seu projeto de carreira. “Para mim, o sucesso de um artista depende da equipe com a qual você trabalha, é preciso montar um time”.

Depois de lançar vídeos no Youtube (um deles com o conterrâneo Marcos Lessa) e se apresentar ao vivo, incluindo shows semanais em um badalado hotel em São Paulo, Victor resolveu investir em um EP digital com quatro músicas, escolhidas a partir de um universo inicial de 30 composições próprias. “Vivemos um momento no qual as informações vem de todos os lados, é melhor lançar as coisas aos poucos, o mercado nos levou a essa coisa do EP, do single”, justifica.

O EP traz as músicas Antes do Sol Chegar (divulgada por um videoclipe já disponível no Youtube), Vem, Dias Melhores e Vou (Saudade é Feita). “Procurei nesse EP dar pinceladas do meu trabalho; temos muito violão e voz, com canções sobre relacionamentos; em um próximo trabalho, quero mostrar o meu lado guitarrista, e também estou aberto a outros temas para as letras”.

Aliás, se há algo que Victor Mota ressalta em sua abordagem artística é a abertura em relação a flerte com diversos estilos musicais. “Minha música sempre vai ser pop, minhas referências musicais também transitam por vários estilos, é o que artistas como John Mayer, Paulinho Moska, Marília Mendonça e Jamie Cullum fazem, por exemplo, e é definido lá fora como crossover”.

Atualmente, por sinal, ele está compondo com artista sertanejos que ele prefere não revelar no momento. “Está sendo uma troca muito boas para nós, pois estou aprendendo e ensinando ao mesmo tempo. O resto do mercado musical tem muito a aprender com o sertanejo, eles sempre estão abertos a essas parcerias, e isso explica o porque é um gênero musical tão popular”, explica.

Victor pretende lançar novas músicas no segundo semestre, embora ainda não saiba em que formato. Um álbum completo está em seus planos para o futuro. Para ele, o formato digital e as redes sociais são ferramentas importantes para progredir em termos profissionais. “O digital tem uma coisa caótica, você é bombardeado de informações o tempo todo. O caminho é criar um contato direto com o público, cativá-lo e atraí-lo para os seus shows”.

A expressão “ser popular sem cair no popularesco” parece feita sob medida para as pretensões profissionais de Victor Mota no cenário da música brasileira. “Meu propósito sempre foi fazer música popular, para o povo. Junto todos os estilos, jogo em um caldeirão e crio a minha própria linguagem, sem forçar a barra para fazer sucesso”.

Antes do Sol Chegar (videoclipe)- Vitor Mota:

Café Preto e Céu inauguram a parceria com o single de vinil

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Por Fabian Chacur

Até a metade dos anos 1980, eram comuns os compactos simples de vinil, trazendo uma música de cada lado. Após décadas fora de cena, o formato discográfico parece ter voltado com força nos últimos tempos. O novo lançamento do gênero, via Polydisc (a versão digital ficou a cargo da Deck), traz a primeira parceria entre a cantora e compositora Céu com o duo Café Preto. Eles interpretam a música Água, Fogo, Terramar.

Com um clima hipnótico e romântico repleto de elementos de reggae, dub e música eletrônica, a canção aparece em duas versões: a original, com acompanhamento instrumental e vocal, no lado A, e uma a capella, no lado B. A gravação antecede o lançamento do segundo álbum dos pernambucanos do Café Preto, em fase de gravação e produção.

O duo oriundo da efervescente em termos musicais Recife (PE) traz como integrantes Cannibal (voz), que há mais de 20 anos lidera o grupo de punk/hardcore Devotos/Devotos do Ódio, e Pierre Leite (programação, Roland JX-8P e Korg Ex-800). A parceria entre eles e Céu se concretizou após algum tempo de namoro, digamos assim.

“Quando compus essa música queria fazer um dueto com uma voz feminina. Enviei três composições para que Céu escolhesse qual gostaria de gravar comigo e ela optou por essa. Foi a nossa primeira parceria”, explica Cannibal. A produção ficou a cargo de Pupillo, baterista da Nação Zumbi e produtor de trabalhos de Paulo Miklos e Otto.

Água, Fogo, Terramar– Ceu + Café Preto:

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