Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

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Fleetwood Mac será atração em New Orleans

Por Fabian Chacur

Quem acompanha Mondo Pop já sabe que o Fleetwood Mac voltará aos palcos em 2013, como noticiamos aqui e aqui. Mais uma data importante na agenda do consagrado grupo de rock acaba de ser acrescentada ao pacote.

A banda atualmente integrada por Stevie Nicks (vocal), Lindsey Buckingham (guitarra e vocal), Mick Fleetwood (bateria) e John McVie (baixo) será uma das principais atrações do badalado New Orleans Jazz And Heritage Festival, que será realizado ao ar livre entre 26 a 28 de abril e de 2 a 5 de maio em Nova Orleans.

Além deles, também estão confirmados no elenco do festival nomes do primeiro time do rock e do pop como Daryl Hall & John Oates (em um raro show nos últimos tempos), Billy Joel, Willie Nelson, Maroon 5, Earth Wind & Fire, John Mayer, Dave Matthews Band e B.B. King, além de craques da Louisiana como Allen Toussaint e Irma Thomas.

Sempre bem frequentado, o festival de New Orleans também inclui inúmeros artistas locais, tornando a cidade uma verdadeira capital mundial da música nos dias em que é realizado. Em 2012, marcaram presença por lá The Eagles, Tom Petty & The Heartbreakers e Foo Fighters. Ah se eu tivesse dinheiro! Nessas horas, ser durango kid machuca o fundo da minha alma.

Go Your Own Way, com Fleetwood Mac:

North é o Matchbox Twenty em plena forma

Por Fabian Chacur

O Matchbox Twenty é o tipo da banda que não tem o perfil dos grupos que costumam ser idolatrados pela imprensa musical tupiniquim. Não soa esquisito, não tem cara “alternativa”, não tem integrantes “doidões”, investe em um visual sem grandes maluquices e joga todas as suas fichas na qualidade musical.

Dessa forma, é difícil ler alguma matéria em português sobre esse afiado quarteto, que iniciou sua carreira em Orlando, Flórida, em 1995, e estourou logo com seu disco de estreia, o excelente Yourself Or Someone Like You (1996), um dos melhores álbuns de rock dos anos 90.

Desde o início, Rob Thomas (vocal), Kyle Cook (guitarra solo), Brian Yale (baixo) e Paul Doucette (guitarra base e bateria) apostam em uma mistura de Beatles, John Mellencamp, Bruce Springsteen, power pop, country rock, folk e pop, com direito a boas melodias, muita energia e a aposta em canções, não em modismos. Uma fórmula que se mostrou vencedora.

Além dos cinco excelente discos (incluindo uma coletânea, Exile On Mainstream, que consegue a façanha de incluir seis inéditas, todas ótimas), temos também dois ótimos discos solo do vocalista Rob Thomas. Todos esses álbuns ficaram entre os seis mais nos EUA.

De quebra, Rob é o vocalista e o coautor de Smooth, música que em 1999 trouxe Carlos Santana de volta às paradas de sucesso como principal faixa do estelar álbum Supernatural. Thomas também compôs a músca Disease, incluída no álbum da banda More Than You Think You Are, em parceria com Mick Jagger, dos Rolling Stones. Haja currículo!

North, o quinto álbum do agora quarteto (Paul Doucette, da formação original, saiu do time em 2005), confirma mais uma vez o incrível talento dessa banda em nos oferecer canções compactas, bem arranjadas, simples e ao mesmo tempo repleta daquela sofisticação pop que só os grandes nomes possuem. O bife com fritas perfeito, eu diria.

Entre as 15 ótimas faixas incluídas em North, destaco o power pop She’s So Mean (com um clipe hilariante), a empolgante balada The Way e o rock melódico I Believe In Everything, daquelas músicas que não saem mais da sua cabeça logo após a primeira audição.

Put Your Hands Up, I Will, How Long, Radio e Like Sugar também merece destaque, mas no geral o novo álbum deste grupo americano pode ser ouvido de ponta a ponta, sem pulos.

Se você está se lixando por hype, badalação barata ou truques pop banais, e procura um grupo de rock que toca de verdade, compõe bem e tem um dos melhores vocalistas disponíveis no mercado, pode apostar sem medo em North, do Matchbox Twenty, que o público americano colocou no primeiro lugar em sua semana de lançamento. Eis um caso bacana de sucesso comercial aliado a qualidade artística.

Veja o clipe de She’s So Mean:

Ouça The Way:

Ouça I Believe In Everything:

Bowie faz anos e nós ganhamos o presente!

Por Fabian Chacur

Nesta terça-feira (8), David Bowie completa 66 anos. Eu me preparava para fazer mais um daqueles textos de fã choroso, com saudades de trabalhos novos de um de meus artistas favoritos, quando surge a primeira grande e boa notícia musical do ano.

David Bowie está lançando hoje sua primeira música inédita em 10 anos. Mais: em março, chegará ao mercado The Next Day, seu primeiro álbum de inéditas desde Reality (2003). Digno de uma festa, daquelas de varar a noite.

A comemoração se justifica em função da altíssima qualidade da amostra desse novo álbum. O single Where Are We Now?, já disponível para vendas nas lojas virtuais iTunes,é simplesmente maravilhoso. Uma balada melancólica e elaborada, com direito a bela melodia e uma interpretação sóbria e envolvente do Tin White Duke.

O clipe tem como cenário básico um estúdio de um artista plástico, e inclui cenas gravadas em preto e branco em Berlim, cidade alemã na qual Bowie viveu durante algum tempo na década de 70 e na qual concebeu os clássicos álbuns Low e Heroes. A direção do belo clipe é de Tony Oursler, não por acaso artista plástico.

The Next Day inclui 14 faixas em sua versão standard, sendo que também será lançada uma versão deluxe com direito a três músicas adicionais. A produção do álbum é do veterano e consagrado Toni Visconti, com quem Bowie trabalhou em álbuns como Young Americans (1975), Low (1977) e Heroes (1977).

Desde que sofreu um piripaque em meados de 2004, David Bowie vinha se mantendo bem distante do cenário musical, com direito a raras aparições. Tivemos de nos contentar nesses anos todos com lançamentos extraídos do arquivo de sua obra, como reedições e álbuns ao vivo. A fonte parecia ter secado. Ele virou dono de casa!

No entanto, Bowie sempre teve como marca registrada em suas cinco décadas de carreira surpreender seus fãs, e isso ocorre mais uma vez. Que belo presente ele nos dá em seu aniversário de número 66. Vamos soltar o verbo na Rota Bowie 66!

Eis os títulos das músicas de The Next Day:

The Next Day
Dirty Boys
The Stars (Are Out Tonight)
Love Is Lost
Where Are We Now?
Valentine’s Day
If You Can See Me
I’d Rather Be High
Boss Of Me
Dancing Out In Space
How Does The Grass Grow
(You Will) Set The World On Fire
You Feel So Lonely You Could Die
Heat

Deluxe Version bonus tracks:

So She
I’ll Take You There
Plan

Veja o clipe de Where Are We Now?, de David Bowie:

Trilha do filme Les Miserables surpreende

Por Fabian Chacur

Após iniciar sua trajetória na posição de número 33 na parada americana, a trilha da versão cinematográfica do musical Les Miserables ocupa atualmente o segundo posto, atrás apenas de Red, da estrela country Taylor Swift. Mas a coisa pode melhorar ainda mais para esse álbum.

Segundo previsão publicada pelo site da revista americana Billboard, Les Miserables- Highlights From The Motion Picutre Soundtrack, com interpretações a cargo dos atores Hugh Jackman, Anne Hathaway, Russel Crowe e Amanda Seyfried, entre outros, tem tudo para liderar os charts ianques na próxima semana.

O musical, cujas montagens para o teatro já foram vistas por mais de 60 milhões de pessoas em 42 países e 21 idiomas, tem como grande momento a música I Dreamed a Dream, canção regravada com grande sucesso pela britânica Susan Boyle em seu CD de estreia.

Na versão cinematográfica de Les Miserables, coube à atriz Anne Hathaway a tarefa de cantar esse clássico pop, e ela se saiu bem ao enfrentar essa difícil tarefa. Para representar o papel de Fantine no filme, Anne teve de cortar seus longos cabelos, experiência que a atriz acabou considerando das mais positivas. A gata ficou linda com o novo visual!

Ouça I Dreamed a Dream, com Anne Hathaway:

Adele é bicampeã de vendas nos EUA com 21

Por Fabian Chacur

Adele inclui mais um ítem importante em sua extensa relação de conquistas. Seu álbum 21 foi o mais vendido no competitivo mercado americano pelo segundo ano consecutivo, segundo dados divulgados pela revista americana Billboard, a bíblia do lado business da música mundial.

O álbum, que inclui hits massivos como Rolling In The Deep, Rumour Has It, Someone Like You e Set Fire To The Rain, vendeu em 2012 nos EUA 4,41 milhões de cópias. Em 2011, o mesmo trabalho teve comercializadas por lá 5.82 milhões de cópias.

A cantora e compositora britânica é a primeira a conseguir ter o mesmo álbum como o mais vendido na terra de Barack Obama por dois anos consecutivos desde que o sistema Nielsen Soundscan começou a medir as vendagens de discos por lá, a partir do ano de 1991.

O segundo posto ficou nas mãos da estrelinha country americana Taylor Swift, cujo Red vendeu durante o ano 3.11 milhões de cópias. A moça vem se mantendo de forma consistente entre os quatro mais vendidos do ano desde 2009.

A boy band britânica One Direction também tem muito o que comemorar, pois emplacou seus dois primeiros álbuns entre os cinco mais vendidos no mercado ianque em 2012, outra façanha inédita durante a Soundscan Era, a partir de 1991.

Up All Night, álbum de estreia do grupo que surgiu em um reality show britânico, ficou no terceiro lugar, com 1.62 milhão de cópias comercializadas, enquanto seu segundo lançamento, Take Me Home, cravou o quinto posto, vendendo em torno de 1.34 milhão.

O ótimo CD Babel, do grupo britânico Mumford & Sons, atingiu o quarto posto, com 1.46 milhão de cópias, e se tornou o único ítem gravado por uma banda de rock a entrar no top 10 americano dos mais vendidos durante 2012, dominado pelo country e pelo pop.

O badalado astro pop canadense Justin Bieber mostrou fôlego ao abocanhar o sexto posto com Believe, com praticamente a mesma marca de Take Me Home, do One Direction. Carrie Underwood, vencedora de uma das edições do American Idol, atingiu o sétimo lugar com Blown Away, que vendeu 1.20 milhão de cópias.

O jovem Luke Bryan viu 1.10 milhão de cópias de seu Tailgates & Tanlines serem vendidas em 2012, enquanto o veterano Lionel Richie viveu o melhor momento de sua carreira desde a década de 80 com o álbum de releituras de pegada country Tuskegee, com 1.07 milhão de exemplares comercializados. Jason Aldean fechou o top 10 com seu Night Train vendendo 1.02 milhão de cópias.

Os fãs dos discos de vinil adquiriram 34 mil exemplares do primeiro álbum solo de Jack White (ex-White Stripes), Blunderbuss, que foi o mais vendido nesse formato nos EUA, seguido por Abbey Road, dos Beatles, com 30 mil cópias comercializadas. Vale lembrar que o álbum dos Fab Four vendeu 41 mil cópias em 2011, tendo sido o disco de vinil mais vendido nos EUA naquele ano. Os clássicos do rock nunca perdem seu apelo comercial.

Ouça Skyfall, tema do filme homônimo, com Adele:

DVD tenta desvendar o mito Freddie Mercury

Por Fabian Chacur

Em seus 45 anos de vida, Freddie Mercury deixou sua marca como um dos artistas mais talentosos da história da música popular. Como cantor e compositor do Queen, tornou-se um verdadeiro ícone do rock, e ainda teve tempo de investir em uma carreira solo repleta de boas incursões por outros gêneros musicais.

Quem era ele, e o que o levou a tentar uma carreira individual, mesmo tendo tanto sucesso como integrante de uma das bandas mais bem sucedidas da história do rock? São essas perguntas que o ótimo DVD The Great Pretender, lançado no Brasil pela ST2, tenta responder.

O documentário se concentra na trajetória individual de Mercury, e traz entrevistas com o cantor, incluindo uma, longa e reveladora, feita em 1985, e também depoimentos de seus colegas de Queen, produtores, colaboradores, parceiros e jornalistas que acompanharam de perto esse gênio da música, um dos artistas mais versáteis e criativos de todos os tempos.

Em suas entrevistas, Freddie era irônico, debochado e às vezes agressivo, mas ficava claro que no fundo ele era na verdade um ser humano tímido e reservado, bem diferente do gigante carismático que se transformava ao entrar nos palcos e estúdios.

The Great Pretender procura mostrar os bastidores da criação de seus trabalhos solo. Mr. Bad Guy (1985), seu primeiro álbum sem o Queen, por exemplo, era para ter tido participações especiais de Rod Stewart e Michael Jackson, e trechos dessas históricas gravações feitas com eles (inéditas até hoje) são apresentadas.

Pouco depois de iniciar o trabalho para gravar esse disco, Mercury resolveu fazê-lo praticamente sozinho, sem convidados, de certa forma tentando evitar o que ocorreu no álbum Hot Space (1982), do Queen, que ganhou um contorno dance-rhythm and blues por imposição dele, e contra a vontade dos colegas, que o culparam por seu fracasso comercial.

O fraco desempenho em termos de vendagens de Hot Space e de Mr.Bad Guy levou Freddie Mercury a voltar a trabalhar com o Queen. A impressão que se tem é de que se Mr. Bad Guy tivesse estourado, o cantor teria optado pela carreira solo de forma definitiva.

Mesmo tendo voltado ao Queen, Mercury continuou investindo paralelamente em trabalhos individuais, e o filme enfoca as experiências na bela releitura de The Great Pretender, sucesso do grupo vocal americano The Platters, e no ousado álbum pop Barcelona, gravado ao lado da cantora lírica espanhola Montserrat Caballé.

Fluente e bom de se assistir, The Great Pretender também enfoca a vida pessoal do cantor, e de como ele teve de lidar com a Aids, doença responsável por sua morte prematura, em 1991. Mas esse tema é abordado de forma classuda e longe do sensacionalismo, com a música sendo mesmo o tema principal do filme.

Nos extras, temos entrevistas adicionais com Freddie e Montserrat Caballet. Um belo encarte repleto de informações também acompanha o DVD, que é certamente essencial para aqueles que desejam ter uma ideia mais abrangente de como era Freddie Mercury.

Veja o trailer do DVD The Great Pretender:

Quando um belo Trem Azul vira jingle banal

Por Fabian Chacur

Faz tempo que tenho vontade de escrever um texto sobre esse assunto (músicas populares que se tornam jingles publicitários), mas sempre achei um tema controverso e repleto de prós e contras envolvidos. Mas não resisti, e irei dar agora uma “viajada na maionese” levando em conta esse assunto polêmico.

Nas últimas semanas, entrou no ar campanha publicitária de uma operadora de telefonia celular usando como jingle os primeiros versos e a melodia de Trem Azul (Lô Borges-Ronaldo Bastos), música que muitos conheceram na voz inesquecível e maravilhosa de Elis Regina.

De clássico da MPB, essa belíssima canção agora vira um mero jinglezinho para tentar vender produtos, e ainda em uma regravação pavorosa, soando como uma banda ruim tentando soar como outra banda diluidora, o Jota Quest. Bobeou, é o próprio. O horror!

Certamente os autores autorizaram essa utilização e estão recebendo uma boa remuneração por ela, via uma editora de músicas. Até aí, nada de mais. Cada um faz o que quer com aquilo que é de sua propriedade autoral e intelectual. Mas é triste ver uma canção tão bela ser desvirtuada de forma tão sem imaginação.

Isso acontece toda hora, e com outras músicas igualmente incríveis.Já ocorreu com Revolution e Come Together, dos Beatles, por exemplo. Acaba de ocorrer com The Message, clássico do rap de Grandmaster Flash & The Furious Five (felizmente, usaram só a introdução instrumental, mas usaram a gravação original, pode?). Lacoste e rap, tudo a ver? Sei não…

Não nego que, em alguns casos, essa utilização de músicas conhecidas em comerciais dá super certo, e em outros até torna populares faixas que muita gente não conhecia. Mas no geral os publicitários sempre se valem de canções bem manjadas, sendo que algumas mais de uma vez.

Quando moleque, lembro-me de gênios como Zé Rodrix, Renato Teixeira e Archimedes Messina se valendo de seus talentos para criar jingles sob medida para produtos, com tanto talento que aquilo nascido só para vender produtos entrava em nossas memórias afetivas para sempre. Bons tempos. “Só tem amor quem tem amor prá dar”!

Será que aquela frase de Guerra de Gigantes, de Humberto Gessinger e gravada pelos Engenheiros do Hawaii (“juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes”) acabou se tornando a melhor definição para essa exploração de músicas famosas em publicidade?

Talvez eu seja muito idealista. Quero que as grandes canções sejam minhas e dos fãs de música, e não quero dividi-las com as grandes corporações. Quero ouvir Trem Azul e pensar em Elis Regina, Tom Jobim, Milton Nascimento, em situações bacanas vividas tendo essa maravilhosa canção como tema. E não em planos de utilização de telefonia celular. O sol na cabeça, sim, o celular na cabeça, não!

O Trem Azul, com Elis Regina:

Morre Lee Dorman, do grupo Iron Butterfly

Por Fabian Chacur

Lee Dorman, ex-baixista dos grupos Iron Butterfly e Captain Beyound, foi encontrado morto em um carro nos EUA nesta sexta-feira (21) em Laguna Nigel, California, onde morava. O músico e produtor norte-americano tinha 70 anos de idade. Ainda não se sabe a causa de sua morte.

Nascido em 19 de setembro de 1942, Douglas Lee Dorman entrou no Iron Butterfly em março de 1968 no lugar de Jerry Penrod, quando a banda californiana estava na estrada há apenas dois anos e tinha lançado um álbum de repercussão mediana, Heavy. Mas isso iria mudar logo a seguir.

A estreia de Dorman no grupo de rock psicodélico ocorreu naquele mesmo ano, com um álbum cuja faixa-título, In-A-Gadda-Da-Vida, rapidamente se tornaria um dos grandes clássicos do psicodelismo e do então ainda emergente hard rock.

Com seu tom pesado, sinistro e agresivo e uma linha de baixo inesquecível, a cargo de Lee, além dos teclados e vocais marcantes de Doug Ingle, da guitarra virulenta e vocais de Erik Braunn e do vigoroso baterista Ronald Bushy, In-A-Gadda-Da-Vida (o álbum) atingiu o quarto lugar na parada americana, vendeu mais de quatro milhões de cópias e se manteve nas paradas durante três anos consecutivos.

O single, que trazia uma versão editada dos mais de 17 minutos de duração desse autêntico classic rock (a versão completa é repleta de solos, por sinal), chegou à posição de número 30 nos charts. Ball, terceiro álbum do grupo, saiu em 1969 e chegou ao terceiro lugar nos charts ianques, tendo como destaque a faixa Soul Experience.

Em 1971, após algumas alterações em sua formação, o Iron Butterfly se separou pela primeira vez. Dorman não perdeu tempo e montou um novo grupo, o Captain Beyond, ao lado de Rod Evans (ex-vocalista do Deep Purple), Bobby Caldwell (tocou com Johnny Winter) e Larry Rhino Reinhardt (que integrou o Iron Butterfly entre 1969 e 1971).

Com sua mistura de rock progressivo, hard rock e elementos até de jazz, essa banda lançou três álbuns nos anos 70, sendo o de estreia, autointitulado, considerado um dos grandes clássicos do rock daquela década, embora não tenha feito grande sucesso em termos comerciais.

Após uma rápida reunião em 1987, o Iron Butterfly voltou à cena na década de 90, e Dorman e o baterista Ronald Bushy eram os únicos músicos da formação clássica a permanecerem em cena deste então. Eles tocaram no Brasil em maio de 2012, na Virada Cultural em São Paulo.

Lee Dorman também ficou conhecido como descobridor e produtor de duas boas bandas de rock que fizeram algum sucesso nos anos 70, o Blues Image e o Black Oak Arkansas. Vale lembrar que Larry Rhino Reinhard, seu ex-colega de Iron Butterfly e Captain Beyond, também morreu este ano, no mês de janeiro.

Sessão cultura inútil: conheci a música In-A-Gadda-Da-Vida em regravação disco muito bacana feita pelo grupo Julia Keen And Pin Up Stick lá pelos idos de 1977, em um álbum da série Excelsior A Máquina do Som Volume 7 (1978), lançado pela gravadora Som Livre e com repertório escolhido pelos programadores daquela rádio AM.

Vídeo de In-A-Gadda-Da-Vida, com o Iron Butterfly:

Peter Frampton tocará com B.B. King em 2013

Por Fabian Chacur

Boas notícias para os fãs de Peter Frampton. Em entrevista concedida ao site americano da revista Billboard, antes de ele participar da edição americana do reality show musical The Voice ao lado do concorrente Terry McDermott (tocaram juntos Baby I Love Your Way), ele afirmou que fará shows com o lendário bluesman B.B. King em 2013.

O eterno Rei do Blues já assinou contrato para tocar com o cantor, compositor e guitarrista inglês. Isso irá ocorrer durante três semanas em agosto de 2013, como parte da turnê Peter Frampton’s Guitar Circus, que incluirá outros grandes guitarristas, cujos nomes o autor de Show Me The Way divulgará em breve.

Na entrevista, Frampton se disse honrado em poder ter B.B.King a seu lado nesse projeto, que tem tudo para se tornar um dos momentos mais importantes de sua longa carreira, iniciada ainda nos anos 60, quando era apenas um adolescente.

Atualmente, o roqueiro está em meio à turnê que divulga FCA! 35, CD e DVD lançado pelo selo Eagle Rock (distribuído no Brasil pela distribuidora ST2) que comemora os 35 anos do lançamento de Frampton Comes Alive! (1976), álbum gravado ao vivo que elevou Frampton ao estrelato mundial.

O músico tem outra bela razão para estar feliz. Ele conseguiu reencontrar a guitarra Gibson modelo Les Paul 1954 com a qual gravou Frampton Comes Alive, e que ele considerava perdida há 30 anos após um acidente de avião.

Além de belíssima e de ter uma sonoridade única, o instrumento tem um forte valor afetivo para Frampton, que afirma ter sido essa a sua única guitarra durante longos dez anos de sua trajetória. Ele a tem usado em sua atual turnê, para delírio dos fãs.

Veja Peter Frampton tocando Show Me The Way recentemente:

Ravi Shankar foi o guru de George Harrison

Por Fabian Chacur

Uma das marcas da música dos Beatles foi a sua abertura no sentido de incorporar outras sonoridades além do rock and roll. Uma delas, a oriental, entrou no universo da banda de forma mais clara graças ao músico indiano Ravi Shankar, que morreu nesta terça-feira (11) aos 92 anos. Ele foi o guru de George Harrison.

Consta que o citarista conheceu George Harrison e Paul McCartney em 1966, em Londres. Não por acaso, foi naquele mesmo ano, no mitológico disco Revolver, que o “beatle quieto” lançou a música Love You To, com forte influência da música indiana.

Esse tipo de som se mostraria presente em outros momentos de Harrison com os Beatles, entre as quais Within You Without You e The Inner Light. Esta última, por sinal, é bem curiosa, pois soa como um mix de música indiana com a célebre Asa Branca, de Luiz Gonzaga, fato que levou o célebre agitador cultural brasileiro Carlos Imperial a espalhar o boato de que os Beatles gravariam o clássico do Rei do Baião. E o povo na época acreditou!

Shankar influenciou também o ex-beatle em termos pessoais, levando o músico a investir em meditação e em um temperamento ainda mais introspectivo e reflexivo. Em 1971, Shankar incentivou Harrison a promover o primeiro grande show beneficente da história do rock, para Bangladesh, com a participação de Bob Dylan, Eric Clapton e outros astros do rock.

A amizade entre Ravi Shankar e George Harrison se manteve firme e sólida até a morte do ex-beatle, em 2001. O autor de Something disse, certa vez, que Shankar foi a primeira pessoa que realmente o impressinou em toda a sua vida. E olha que ele conheceu muita gente do primeiro escalação da música…

Aliás, Shankar se mostrou figura importante em dois festivais de música que ajudaram o rock a se expandir em termos de público e importância cultural, os festivais de Monterey (1967) e de Woodstock (1969). Ele tocou em ambos, ajudando a tornar a musica indiana mais conhecida no resto do mundo.

O citarista indiano nos deixou duas filhas cantoras, Anoushka Shankar e a popularíssima Norah Jones, que teve em relacionamento fora do casamento e com quem não mantinha contato habitual. Mesmo assim, Norah acabou cancelando os shows que faria esta semana no Brasil em Porto Alegre, Rio e São Paulo para ir se despedir do pai.

Veja Ravi Shankar e George Harrison tocando juntos:

Ouça Prabhujee, com George Harrison e Ravi Shankar:

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