Mondo Pop

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Category: Grandes nomes esquecidos (page 2 of 3)

Cinco músicas sensacionais do Prefab Sprout

Por Fabian Chacur

Já escrevi tanto sobre o grupo britânico Prefab Sprout por aqui que logo vai ter neguinho achando que o Paddy McAloon me paga para fazer isso.

Na verdade, se eu conseguir tornar ao menos mais uma pessoa fã incondicional desse trabalho maravilhoso, já estarei bem pago.

Continuando minha missão, vou apresentar mais cinco músicas maravilhosas dos caras. Ouçam, vejam e tirem suas próprias conclusões.

A Life Of Surprises – clipe (1989)

Lançada no álbum Protest Songs (1989), virou faixa título da primeira coletânea de hits da banda, de 1992. Dançante, otimista, contagiante.

Faron Young ao vivo em 1985:

Esse agitado rockabilly de refrão inesperado abre o clássico álbum Steve McQueen (1985). O refrão cita a música Four In The Morning, do cantor country americano Faron Young.

Electric Guitars – clipe 1997:

Homenagem aos roqueiros sonhadores, esse rock melódico tem um clipe repleto de bem-humorados clichês do visual rock and roll. Um clássico!

Cars And Girls ao vivo 1988:

Pop até a medula, esse rock melódico mostra a vertente mais acessível do PS, sem no entanto cair no vulgar ou no brega. Uma delícia de roquinho básico.

Wild Horses (só áudio) – 1991:

Por quê ninguém tocou essa música nas rádios? Teria sido um hit instantâneo. Balada soul matadora, com uma pitada de Culture Club.

Porque eu adoro o Steve Winwood – parte 4 (final)

Por Fabian Chacur

 

A década de 90 foi levada no melhor estilo low profile por Steve Winwood. Em 1994, ele e o antigo parceiro Jim Capaldi resolveram retomar o Traffic, agora como dupla, e lançaram um bom disco, Far From Home, que rendeu uma turnê mundial. A carreira solo voltou à tona em 1997 com Junction Seven, disco pop e balançado que merecia ter feito sucesso, mas que passou batido. Como destaques, a coprodução de Narada Michael Walden, uma releitura inspirada de Family Affair (clássico setentista de Sly & The Family Stone), a certeira Spy In The House Of Love e a bela Plenty Lovin’, esta última, dueto com a cantora Des’ree. Seis anos se passariam até que About Time, seu novo álbum, chegasse às lojas, já no século XXI. Acompanhado por José Pires de Almeida Neto na guitarra e Walfredo Reyes Jr. na bateria e percussão, nos proporcionou um disco sublime, swingado, com muita latinidade e ele se dedicando aos vocais e ao mítico órgão Hammond. Destaques para as faixas Different Light, Cigano (For The Gypsies) e um cover fiel de Why Can’t We Live Togheter, hit nos anos 70 com Timmy Thomas. O álbum foi posteriormente disponibilizado em luxuosa versão com direito a dualdisc com DVD de áudio e vídeo e canções gravadas ao vivo, entre as quais Dear Mr. Fantasy, do Traffic.

Nine Lives (2008), seu mais recente CD, já foi resenhado aqui em Mondo Pop, mas pode ser resumido como um ótimo trabalho, com elementos latinos e mais rock e blues do que em About Time. Destaque para a faixa Dirty City, da qual participa na guitarra um particularmente inspirado Eric Clapton. Em 1995, saiu uma magnífica caixa com quatro CDs intitulada The Finer Things, que abrange os melhores momentos de sua carreira, com direito a faixas solo e também do The Spencer Davis Group, Powerhouse, Traffic, Blind Faith e Go, além de encarte luxuoso repleto de informações. Vale cada centavo que você pagar nela. Aos 61 anos, Winwood continua relevante, atuante e capaz de nos proporcionar novos discos e shows de qualidade. Ele tocou no Brasil em 1998, um show maravilhoso no Palace (hoje CitiBank Hall) que tive a honra de conferir.

 

Dear Mr. Fantasy ao vivo em 2003:

 

http://www.youtube.com/watch?v=SvT_f_lVyNQ

 

Porque eu adoro o Steve Winwood- parte 3

Por Fabian Chacur

 

No dia 23 de março, a primeira parte desta série falou do genial músico britânico nos anos 60. No dia primeiro de abril, foi a vez da década de 70. Agora, entramos nos 80. Winwood resolveu gravar discos nos quais tocava todos os instrumentos. Arc Of a Diver (1980) gerou pelo menos dois clássicos: a fantástica faixa título e a contagiante While You See A Chance, que se tornou uma das mais músicas mais tocadas da história do rádio americano. Talking Back To The Night (1982) o manteve em alto nível artístico e com direito a músicas ótimas como a faixa título e Valerie, mas com repercussão menor em termos comerciais. Em 1986, quando alguns apressadinhos consideravam Steve Winwood um nome do passado, ele lança Back In The High Life, contando com participações especiais de feras do naipe de James Taylor, Nile Rodgers (Chic), Joe Walsh (Eagles), Chaka Khan, Dan Hartman, James Ingram e inúmeros outros, e inicia o auge de sua carreira em termos comerciais. Canções como a fantasticamente sacudida Higher Love (primeiro lugar nos EUA), a roqueira Freedom Overspill, a deliciosamente pop The Finer Things e a lírica Back In The High Life Again invadem as paradas, e mostram que, sim, é possível conciliar apelo comercial com qualidade artística. Roll With It (1988), no qual se destacam a sacudida faixa título e a romântica Don’t You Know What The Night Can Do?, chegou ao número um da parada americana, e deu início a um contrato milionário com a Virgin Records. A década se encerrou com o mediano Refugees Of The Heart (1990), que trouxe como novidade a retomada da parceria com o ex-colega de Traffic Jim Capaldi, indicativo de um retorno compacto da banda nos anos 90. Mas isso é assunto para o próximo capítulo.

 

Confira o videoclipe de Higher Love:

 

http://www.youtube.com/watch?v=gdTHa8m1EFo

 

Porque eu adoro o Steve Winwood-parte 2

Por Fabian Chacur

 

A parte 1 desta série se encerrou com o fim do Blind Faith, em 1969. Nesse momento, já com um currículo invejável e apenas 21 anos de idade, Steve Winwood não sabia muito bem qual seria o seu futuro. Inicialmente, participou do álbum ao vivo do Ginger Baker’s Airforce, mega-banda de duração também efêmera. Depois, a gravadora Island sugeriu a ele a gravação de um disco solo, algo que o cantor, compositor e multi-instrumentista não tinha vontade de fazer, naquele momento. A reaproximação com os velhos parceiros Jim Capaldi e Chris Wood acabou gerando o retorno do Traffic, que em 1970 lançou seu comeback álbum, o ótimo John Barleycorn Must Die. O som do agora trio ganhou uma outra dimensão, indo do psicodelismo pop a uma fusão de folk, soul, jazz, música latina e rock, com faixas mais longas e repletas de improvisos inspirados, típicos do rock progressivo. O auge desse novo tempo ocorreu com o excepcional The Low Spark Of High Heeled Boys (1971), que flagra o grupo em versão ampliada, incluindo músicos de apoio como Rick Grech (baixo) e Reebok Kwaku Baah (percussão). Em 1974, devido a problemas de saúde com Winwood e também a uma falta de sintonia entre o núcleo da banda, o Traffic saiu de cena. O astro britânico aproveitou o fato de não ter mais compromissos fixos para participar de diversos discos alheios, entre os quais os de Sandy Denny, Toots & The Maytals e o percussionista japonês Stomu Yamashita. Este último lançou dois álbuns com o nome Go, envolvendo estrelas como Al DiMeola e Pat Thrall. E em 1977, beirando os trinta anos, enfim Winwood resolveu iniciar a carreira solo. Auto-intitulado, o CD traz boas músicas como Vacant Chair e Hold On, e equivale a uma carta de intenções sobre o futuro direcionamento em busca de uma sonoridade mais pop, embora com grande qualidade artística. Até o final dos anos 70, ele se manteve em low profile, participando de discos de George Harrison e outros amigos. As coisas iriam mudar, e muito, em 1980, com Arc Of A Diver. Mas isso fica para o terceiro capítulo. Como diria Silvio Santos, aguardem!

 

Ouça The Low Spark Of High Heeled Boys, com o Traffic, ao vivo:

 

http://www.youtube.com/watch?v=ZVlbgqmxXNY

 

Porque eu adoro o Steve Winwood-parte 1

Por Fabian Chacur

 

No dia 12 de maio do ano passado, um dos maiores nomes da história do rock fez 60 anos. Ele foi menos celebrado do que deveria. Então, inicio aqui uma nova série de matérias para tentar dizer o porque este cantor, compositor e multi-instrumentista britânico merece muita, mas muita badalação, mesmo. Comecemos pelo fato de que, com apenas 16 anos de idade, ele era um dos nomes mais elogiados do cenário inglês, como vocalista, guitarrista-solo e tecladista do The Spencer Davis Group. Nessa banda, que integrou de 1964 a 1967 ao lado do irmão Muff (baixo), Spencer Davis (guitarra-base) e Pete York (bateria), gravou clássicos do rock como Keep On Running, Every Little Bit Hurts, Gimme Some Lovin’ e I’m a Man, sendo que estas duas últimas também são de sua autoria. De arrepiar o vozeirão e a categoria como músico que o então adolescente já demonstrava. Ousado, resolveu sair fora do TSDG no auge para montar seu próprio grupo. Ao lado de Jim Capaldi (vocais, bateria e percussão), Chris Wood (instrumentos de sopro) e Dave Mason (vocal, guitarra e baixo), criou o Traffic, que rapidamente se tornou um dos expoentes do rock psicodélico, graças a canções hipnóticas como Paper Sun, Coloured Rain, Heaven Is In Your Mind, Smiling Phases, Dear Mr. Fantasy e Forty Thousand Headman. Brigas, especialmente com o indócil Dave Mason (que contribuiu com o mega hit Feelin’ Alright para a banda), Winwood mais uma vez ousou, dando fim ao quarteto. Ao lado dos amigos Eric Clapton (guitarra e vocal) e Ginger Baker (bateria), que haviam acabado de aposentar o Cream, mais Rick Grech (baixo), montou o efêmero Blind Faith, cujo disco de estréia encantou a todos em 1969, especialmente graças às maravilhosas Can’t Find My Way Home e Sea Of Joy. O grupo fez um mega show no Hyde Park, em Londres, em sete de junho de 1969, mas logo saiu de cena. Note: com apenas 21 anos, o cara já havia reservado um espaço na história do rock. Mas ele faria muito mais!

 

The Spencer Davis Group ao vivo em 1966 com Keep On Runnin’:

 

http://www.youtube.com/watch?v=H6LVI1gDswg

 

As belas canções soft rock de Seals & Crofts

Por Fabian Chacur

 

A música tem o poder de nos fazer viajar rumo a eras distantes. Summer Breeze, por exemplo, me proporciona recordar de meus tempos de moleque, quando começava a comprar meus primeiros discos, especialmente os compactos simples, com uma música de cada lado. Com a lírica East Of Ginger Trees do outro lado, o single com Summer Breeze foi um dos primeiros a entrar na minha coleção. Canção doce, com ênfase acústica, bela melodia e harmonizações vocais arrepiantes, proporcionou o meu contato inicial com o trabalho da dupla Seals & Crofts, que ao lado de Crosby Stills Nash & Young, America, James Taylor, The Eagles e Carole King estiveram na linha de frente de um dos estilos mais populares e frutíferos dos anos 70, o soft rock, ou bittersweet rock, mistura de rock, country e folk com ênfase acústica e letras confessionais. James Seals nasceu em 1941 e Dash Crofts em 1940, ambos no estado americano do Texas. Ainda jovens, participaram do grupo The Champs (do hit instrumental Tequila) e tocaram com Glen Campbell até iniciar o trabalho em dupla, a partir de 1969. Só chegaram às paradas com o quarto álbum, Summer Breeze (1972), mas daí até 1978, emplacaram várias outras canções de sucesso. Maravilhas como a swingada Diamond Girl, a intensa Humminbirg, a country rock When I Meet Them, a doce I’ll Play For You, a belíssima balada We May Never Pass This Way (Again) , a misteriosa Castles In The Sand e a influenciada pelo soul Get Closer. A partir dos anos 80, foram cada um pro seu lado, mas se reuniram novamente em 1991/92, e satisfazem os nostálgicos de tempos em tempos com comebacks pontuais. Curiosidades: Summer Breeze teve inspirada releitura por parte do grupo negro The Isley Brothers em 1973, no álbum 3+3; James Seals tem vários parentes no meio musical, incluindo Dan Seals, que fez sucesso como integrante do duo England Dan & John Ford Coley (dos hits I’d Really Love To See You Tonight e Love Is The Answer) e um integrante do grupo country rock Little Texas. A coletânea Greatest Hits saiu no Brasil e é o melhor lugar para se conhecer esse trabalho que até hoje arrepia por sua beleza singela e harmônica.

 

Summer Breeze ao vivo em 1974:

 

http://www.youtube.com/watch?v=TEF470mXqU4

 

Porque eu adoro o Prefab Sprout-parte 2

Por Fabian Chacur

 

Steve McQueen é uma espécie de segredo não tão bem guardado do pop dos anos 80. Muita gente não o conhece, mas poderia, pois o disco nunca saiu de catálogo desde seu lançamento, em 1985. Essa multidão de gente que nunca ouviu tal álbum, que nos EUA saiu com o título Two Wheels Good (tal como a versão em vinil brasileira), tem tudo para literalmente pirar ao ouvir o mesmo, e lamentar o porque não o conheceu antes. Trata-se de uma verdadeira obra-prima do pop, a começar pela produção, a cargo de Thomas Dolby. Coube a ele a tarefa de selecionar o repertório do disco. Não poderia ter escolhido melhor. Embora mestre dos teclados e da eletrônica, Dolby soube usar esses elementos de forma bem dosada, dando às canções de Paddy McAloon (vocal e guitarra) a moldura ideal. Além da guitarra sutil e a bela voz de seu compositor, o grupo também oferece aos ouvintes a extremamente coesa sessão rítmica formada por Martin McAloon (baixo, irmão de Paddy) e Neil Conti (bateria), e os doces e etéreos vocais de apoio de Wendy Smith. As letras são de uma criatividade e inteligência notáveis. Appetite, a minha favorita, fala, por exemplo, do desejo sexual e do peso que fica nas costas da mulher após uma gravidez não planejada, com versos sensacionais como “wishing she could call him heartache but it’s not a boy’s name” (ela desejaria batizá-lo como dor de cabeça, mas esse não é um nome de garoto). O rockabilly Faron Young cita o grande hit deste cantor americano, Four In The Morning, no refrão, ao invés de soltar o óbvio “ela me deu o cartão vermelho”, com brilhante sutileza. A perfeição pop de Bonny, a doçura de Goodbye Lucille # 1(Johnny, Johnny) e o hit When Loves Break Down, cujos versos falam sobre o que era um amor perfeito chegar ao fim, são outros highlights de um álbum perfeito. Em 2007, saiu uma reedição luxuosa do disco, que inclui versão remasterizada de Steve McQueen e um segundo CD contendo maravilhosas releituras acústicas feitas por Paddy em 2006 de oito das onze faixas do álbum, além de encarte e capa digipack.

 

Veja o videoclipe de Appetite:

 

http://br.youtube.com/watch?v=X7oJAR4iYuw

Porque eu adoro o Prefab Sprout-parte 1

Por Fabian Chacur

 

Durante muitos anos, Prefab Sprout era para mim apenas uma banda de nome estranho e de um único hit no Brasil, a simpática When Love Breaks Down. Numa visita à saudosa Nuvem Nove Discos, peguei a preço barato seu CD mais famoso, Steve McQueen (que nos EUA saiu com o título Two Wheels Good, e aqui também, na primeira versão em vinil). Como meu grande amigo Giovanni sempre falava muito bem deles, quis dar à banda uma chance. Demorei anos para ouvir o tal disco, e o fiz quando estava separando uns títulos para vender, em 2006. Literalmente, pirei. Ouvi uma, duas, três, quatro, mil vezes….. E me tornei um verdadeiro viciado em Prefab Sprout. Na série de matérias que se inicia com essa aqui, vou comentar os discos deles, e explicar com calma o porque considero Paddy McAloon, seu líder, um verdadeiro gênio da música pop. Uma das coisas mais difíceis que existem é fazer música pop acessível e ao mesmo tempo criativa, elaborada e sofisticada, e essa banda sempre fez isso com impressionante qualidade. Chega a ser um pecado mortal o fato de seus discos terem feito pouco sucesso, sendo conhecidos apenas por uma minoria de bom gosto. Como a função de blogs como este é exatamente a de partilhar coisas boas com todos, pretendo divulgar muito essa banda, que não lança disco novo há oito anos, mas cujo trabalho merece ser redescoberto por quem curte música pop de arrepiar. A sensibilidade, o bom gosto e a versatilidade de Paddy precisam ganhar novos fãs, pois ouvir discos do Prefab Sprout é um prazer que não pode ficar restrito apenas a uma meia-dúzia de felizardos. Música boa é para sempre, e a dessa banda britânica se encaixa feito luva nessa definição.

 

Videoclipe de When Love Breaks Down:

 

http://br.youtube.com/watch?v=q4eyYoPnXRQ

 

Fausto Fawcett

fausto.jpgNinguém cantou mais o bairro de Copacabana do que o jornalista, autor teatral e compositor Fausto Fawcett. Gravou três álbuns, escreveu alguns livros, e permanece no underground embora seja venerado por artistas como Samuel Rosa, Herbert Vianna, Lobão, entre outros.

Seu primeiro álbum, Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros, chegou ao mainstream graças ao hit Kátia Flávia, que contava a história de uma loira que, montada num cavalo branco, andava pelas noites cariocas. A canção, um dos primeiros raps nacionais a atingir o topo das paradas, é um das composições mais simples de Fausto que costumava parafrasear grandes nomes da música pop em suas músicas.

O fato é que o grande público dificilmente conseguiria digerir o grande número de citações, referências, alusões, personagens do submundo que fazem parte das canções (ou contos) de Fausto Fawcett. Seu segundo álbum, a fantástica ópera-pornô-futurista O Império dos sentidos, não obteve o mesmo sucesso comercial, mas é igualmente imperdível com canções como a fantástica Silvia Pfiffer  (confira a letra),que mostram uma Copacabana futurista à la Blade Runner.

Quem o vê tomando um chopp no Cervantes pode chamá-lo de louco, quem o viu no palco de Básico Instinto, cercado de loiras esculturais, chamou-o de imoral. Nada disso, ou tudo isso ao mesmo tempo, isso é Fausto Fawcett, sempre à frente de seu tempo, para sempre mal compreendido.

Lloyd Cole

cole.jpgTudo começou em 1982, quando este cantor, compositor e músico inglês se mudou para Glasgow, na Escócia, com o intuito de estudar filosofia. Por lá, encontrou um time afiado de músicos, e montou seu próprio grupo, Lloyd Cole & The Commotions. Apenas dois anos se passaram, e já haviam lançado seu disco de estréia, o sublime Rattlesnakes .

Até 1989, mais dois álbuns, Easy Pieces (1986) e Mainstream (1988), que lhes proporcionaram fãs nos quatro cantos do mundo, embora não tenham obtido grande repercussão no principal mercado mundial, o americano. Em 1990, a banda anunciou seu fim. Cole se mudou para Nova York e iniciou uma carreira solo que, embora tenha diversos momentos de qualidade comparável aos tempos dos Commotions, obteve até agora menos repercussão do que mereceria. Anti Depressant , novo CD solo, acaba de sair lá fora.

Não são poucas as qualidades de Lloyd Cole, que completou 45 anos de idade no dia 31 de janeiro. De cara, sua bela voz, de timbre grave, espécie de versão mais soft da de Lou Reed. O som, uma fusão melódica e bem concatenada de folk, pop, rock e country, cativa pelo bom gosto, arranjos sempre delicados e bem resolvidos e letras que fogem do lugar comum. Os três discos dos Commotions são excelentes, incluindo maravilhas como a dançante/oriental Rattlesnakes , os pop rocks sacudidos Perfect Skin e Brand New Friend , os roquinhos deliciosos a la sixties Lost Weekend e Charlotte Street , as líricas Jennifer She Said e Are You Ready To Be Heartbroken . Da carreira solo, confira especialmente os CDs Don’t Get Weird On Me Babe (1991), Love Story (1995) e The Negatives (2001). Lloyd Cole se apresentou no Brasil em 1998, em show visto por pouca gente.

Clipe de Rattlesnakes -Lloyd Cole & The Commotions :
http://www.youtube.com/watch?v=6cnziaOA4-s 

Clipe de Jennifer She Said -Lloyd Cole & The Commotions :
http://www.youtube.com/watch?v=h5gwSyRhTU4

Clipe de She’s a Girl & I’m a Man -Lloyd Cole :
http://www.youtube.com/watch?v=QqCTlRafa6E

Site oficial do artista (que tem página no my space) :
http://www.lloydcole.com/

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